quarta-feira, 30 de julho de 2014

Julio Brant faz reunião e tenta mostrar força para as eleições


Convenção candidato Julio Brant das eleições do Vasco (Foto: Raphael Zarko)

O vice-presidente da Andrade Gutierrez colocou seu nome à disposição da chapa "Sempre Vasco" a poucos dias da eleição do clube. A primeira aparição pública de Julio Brant foi no dia 19 de julho, no empate por 1 a 1 contra o América-RN em São Januário. Dez dias mais tarde - e depois das eleições saírem e voltarem a ser no dia 6 de agosto -, ele comanda a convenção de uma candidatura que propõe ideias novas e juventude, mas que tem o desafio de encorpar tão próximo dos vascaínos irem às urnas.

No evento, realizado na Casa das Beiras, na Tijuca, Julio não teve a companhia do ídolo do clube Edmundo. O ex-jogador não participou do encontro e alegou compromissos profissionais. No salão, cerca de 400 pessoas, entre membros da Cruzada Vascaína e outros que apoiam o ex-jogador, que aparece em fotos ao lado de Brant na divulgação da campanha. Lançado de última hora, Brant tenta recuperar o tempo perdido. Na última semana, ele visitou casas portuguesas e foi a outros locais de tradicionais redutos lusitanos e vascaínos na zona norte do Rio.

Nesta terça-feira, uma decisão judicial colocou a data das eleições de volta para o dia 6 de agosto. No fim da semana passada, em polêmica decisão, o presidente da Assembleia Geral, Olavo Monteiro de Carvalho, alegou reabertura de prazos eleitorais com pedido de impugnação de outro candidato, Nelson Rocha, e até mesmo a investigação a respeito dos mais três mil sócios que entraram em abril do ano passado para levar a eleição para novembro. No entanto, o clube teve que voltar atrás após intimação judicial e publicou edital de convocação das eleições. O caso, no entanto, ainda deve sofrer desdobramentos. O departamento jurídico do Vasco se reúne nesta noite para tentar outra cartada e mudar essa decisão em segunda instância.

Com passagem pelo departamento de comunicação da Vale do Rio Doce, Brant trabalhou na Odebrecht antes de ir para a Andrade Gutierrez e cuidar dos negócios com a África Subsaariana. Ele deve se afastar da multinacional da construção para se dedicar à campanha e, em caso de vitória, à presidência do clube. O grupo de Edmundo, que tem apoio da Cruzada Vascaína e perdeu apoios importantes, como de Fernando Horta, que fechou com Eurico, e Eduardo Machado, que aderiu a Roberto Monteiro, ainda tenta fechar novas alianças para entrar mais forte no próximo dia 6 de agosto.

Vasco lança projeto para integrar escolinhas oficiais pelo Brasil


Lançamento do uniforme das categorias de base Vasco (Foto: Rener Pinheiro / Vasco.com.br)

Com a presença do diretor-executivo das categorias de base e ídolo da torcida Mauro Galvão, além do diretor não-remunerado Manuel Pereira, o Vasco lançou nesta terça-feira o projeto "Futuro da Colina" para integrar as escolinhas oficiais do clube pelo Brasil. O evento foi realizado no Salão Nobre Chico Anysio, em São Januário, e divulgado no site cruz-maltino. A ideia é desenvolver uma mesma linha de trabalho em cada polo e levar professores para períodos de aprendizado no centro de treinamento da base em Itaguaí.

- É um momento especial para todos nós. Queremos aproximar ainda mais as categorias de base do Vasco dos núcleos oficiais, fazendo inclusive com que alguns professores façam estágio com os profissionais que trabalham em Itaguaí. Nossa ideia é fazer com que o trabalho desenvolvido nos núcleos seja parecido com o que realizamos em Itaguaí. Recentemente tivemos um jogador oriundo de um núcleo, o João Pedro, convocado para a seleção brasileira (sub-15) - explicou Mauro Galvão, citando como exemplo o lateral-esquerdo nascido no ano 2000, em Rio Bonito, e que iniciou sua trajetória no futebol numa escolinha de Realengo.

No evento também foram apresentados os novos uniformes para as categorias de base. Os materiais foram produzidos pela "Pró Imagem" e contam com um logotipo criado por Gustavo Rodrigues, designer do Vasco.

Lançamento do uniforme das categorias de base Vasco (Foto: Rener Pinheiro / Vasco.com.br)

Clubes cariocas são donos das maiores dívidas, revela pesquisa


Os quatro grandes clubes cariocas estão entre os cinco devedores de tributos do futebol brasileiro. Análise da consultoria BDO, publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", revela que Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense têm as maiores dívidas tributárias, junto com o Atlético-MG, que ocupa a quarta posição na lista .

O Flamengo encabeça a relação, com valor devido estimado em R$ 386,4 milhões, seguido pelo Bota (R$ 350,9 mi) e o Vasco (R$ 270,9 mi). O Galo tem débito de R$ 258,8 milhões. O Tricolor é o quinto, com R$ 238,6 milhões (confira a lista completa na tabela abaixo).

Das 24 clubes citados no estudo, apenas quatro conseguiram diminuir sua dívida com tributos de 2012 para 2013. O Fla foi um deles, com queda de 5%. Corinthians (3%), São Paulo (3%) e Sport (21%) também reduziram seus débitos.

As posições no ranking se repetem também quando se fala do endividamento líquido. O Flamengo tem compromissos a pagar de R$ 759,4 milhões, à frente do Botafogo (698,1 mi), Vasco (518,4), Atlético-MG (438,4) e Fluminense (422,7). 

Doria e Paulinho jogo Flamengo x Botafogo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

Apenas cinco dos 24 clubes relacionados na pesquisa apresentaram superávit em 2013 (receitas maiores que as despesas): São Paulo, Criciúma, Ponte Preta, Corinthians e Vitória.

O Botafogo teve o segundo maior déficit, com R$ 80,29 milhões. O pior resultado foi apresentado pelo Bahia, com R$ 113 milhões de despesas maiores que as receitas, segundo a consultoria BDO.

Quando se considera o endividamento com empréstimos, o maior valor é do Atlético-PR, com R$ 210,4 milhões. Valor diretamente relacionado à verba obtida para a reforma da Arena da Baixada para a Copa do Mundo. Em seguida, estão Atlético-MG (R$ 172,7 mi), Flamengo (R$ 112,3), Botafogo (R$ 95,2) e São Paulo (R$ 92,8).

Uma das medidas estudadas para o pagamento das dívidas é a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que deve ser votada em regime de urgência no Congresso Nacional, na próxima semana. O projeto prevê o parcelamento dos valores devidos. Caso os clubes continuem não cumprindo seus compromissos financeiros, uma contrapartida provável seria a perda de pontos no Campeonato Brasileiro. O rebaixamento sumário em função do não cumprimento das responsabilidades acabou sendo descartado em reunião entre representantes do governo, presidente de clubes e a CBF.

Dívidas dos clubes em milhões (Foto: Arte / SporTV.com)

Adilson admite cabeça na Série B: "Se pudesse trocava os resultados"


Rodrigo no treino do Vasco (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

É difícil um discurso de uma equipe sair do usual quando as perguntas giram em torno do melhor adversário para enfrentar ou qual competição se deve priorizar. Mas o Vasco, que tem vantagem boa na Copa do Brasil e sofre no Brasileiro da Série B, saiu de cima do muro de vez. As duas entrevistas da véspera do segundo confronto com a Ponte Preta pela competição de mata-mata expressam o sentimento do time: por incrível que pareça, diante das dificuldades na Segundona, o campeonato que dá vaga para a Libertadores está em segundo plano. Nesta quarta, porém, a partida é pela Copa do Brasil, novamente contra a Macaca, às 22h, em São Januário.

O técnico Adilson Batista esbanjou sinceridade ao falar do assunto.

- Se pudesse trocava os resultados de quarta e de sábado - admitiu o treinador.

Ou seja, Adilson preferia empatar por 0 a 0 pela Copa do Brasil e disputar a vaga para as oitavas de final em São Januário. No lugar de um empate que deixava a vaga na outra competição em aberto, gostaria de um 2 a 0 sobre a Macaca, que não deixaria o time na incômoda 10ª posição na tabela da Segunda Divisão do futebol brasileiro.

O zagueiro Rodrigo foi na mesma linha. De volta ao time depois de três jogos fora, ele forma a zaga ao lado de Douglas Silva. O experiente jogador admitiu o incômodo com a posição na Série B e pouco falou do jogo com a Ponte - o terceiro seguido entre as equipes, em apenas oito dias.

- Se você acompanhar o noticiário, só falam disso todos dias. Isso incomoda. Sabemos que amanhã é outra competição e vamos tentar vencer aqui também, mas jamais jogamos pelo empate antes. Se pensarmos que em dois jogos fora de casa, conquistamos uma vitória e um empate, é normal. Mas a realidade é que são campeonatos diferentes. E o que mais mais incomoda é a nossa colocação na Série B - lembrou Rodrigo.

Na opinião do zagueiro, o futebol que o time vem jogando não condiz com a posição na tabela da competição. Sem pedir qualquer mudança de postura ou ausência de cobrança dos torcedores, pela má colocação na Série B, ele acha que a pressão seria menor caso fosse analisado o desempenho do time mesmo nas partidas que terminou empatando no campeonato.

- Pelo que a equipe está demonstrando, não pelo que joga, mas mais pelos resultados, acho que isso que traz a cobrança da torcida. Estamos encontrando dificuldades ainda, temos que surpreender mais os adversários, porque todo mundo aqui vai jogar com 11 atrás da linha do meio de campo. Se cada um fizer algo diferente, a gente pode fazer mais gols e a torcida vai nos apoiar - afirmou o zagueiro do Vasco.

Kleber projeta Vasco no G-4 em três rodadas e não se vê tão "gladiador"


Conhecido pelo apelido de Gladiador, o atacante Kleber tem apenas quatro jogos pelo Vasco, com um gol marcado, logo na estreia, e sabe que a responsabilidade é grande no clube carioca. Sem fugir dela, e ciente da pressão que é jogar num grande clube, o atacante de 30 anos lembra que o Cruz-Maltino conta com outros jogadores experientes. E, apesar da atual 10ª posição da equipe na Série B, Kleber avisa que em poucas rodadas o time de São Januário estará no G-4. E voltando ao apelido, o "autocrítico" atacante acredita que muitas vezes passa longe de ser um gladiador.

- Na maioria das equipes que joguei, cheguei como uma referência, uma expectativa muito grande criada, e aqui no Vasco tem vários jogadores que podem realmente fazer isso, chamar a responsabilidade e ser referência para os mais novos, e acho que esses jogadores têm feito isso - afirmou.

Paulista de Osasco, Kleber se junta à experiência de Douglas, Guiñazu e Rodrigo para levar o Vasco novamente à elite do futebol brasileiro. No caminho, mais 26 rodadas até o fim da Série B.

- Por mais que a gente tenha empatado muitos jogos, estamos muito perto de entrar no G-4. A gente entende de futebol. O torcedor é mais paixão, quer ver o resultado, a imprensa cobra também porque vê o Vasco no meio tabela, mas a gente sabe que temos jogado bem e estamos próximos de entrar no G-4. Tenho certeza de que, daqui a três rodadas, vamos estar no G-4, porque estamos projetando isso, estamos trabalhando para isso acontecer.

Kleber marcou logo na estreia, com um gol de pênalti na goleada por 4 a 1 sobre o Santa Cruz. Na carreira, recebeu um apelido pela entrega que sempre mostrou em campo. Se bem que nem ele mesmo se acha tão gladiador assim.

- Acho que isso é um pouco da imprensa, do torcedor também que criou isso. Acho que tem muitos jogos que até não briguei tanto, não disputei tanta bola, fiquei parado, teria que me movimentar mais. Quando chego em casa tento refletir um pouco sobre o jogo e às vezes chego a essa conclusão - revelou.

Mas antes de pensar na Série B, o Vasco enfrenta e Ponte Preta pela Copa do Brasil, nesta quarta-feira, com transmissão ao vivo do SporTV2, às 22h. Será o terceiro jogo seguido contra o time de Campinas em uma semana. No primeiro, vitória por 2 a 0 no jogo de ida da Copa do Brasil. Depois, também no Moisés Lucarelli, empate sem gols pela Série B, no sábado. E agora, a volta pelo torneio eliminatório.

- Os caras já sabem o lado que você vai, para o lado que você dribla, como é que marca. A gente joga com os caras e eles falam até quarta, até sábado, uma coisa meio inusitada - brincou o atacante.

O Vasco pode até perder por um gol de diferença para a Ponte Preta, que ainda assim se classifica para as oitavas de final da Copa do Brasil. A Macaca precisa de uma vitória por três gols ou por dois, com placares a partir de 3 a 1.

kleber vasco (Foto: Reprodução SporTV)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Adilson Batista comenta sequência de jogos com a Ponte

O Cruz-Maltino fará um campeonato à parte com a Ponte Preta. Isso porque o clube de São Januário e a Macaca se enfrentarão três vezes em um curto espaço de oito dias. Na noite desta quarta-feira, às 21h50, no Moisés Lucarelli, as equipes duelam no primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil e decidem a vaga para a próxima fase da competição na outra quarta-feira, em São Januário. Antes disso, no sábado, Ponte Preta e Vasco se enfrentam pela Série B, em Campinas.

O técnico Adilson Batista acredita que isso deixa os confrontos ainda mais equilibrados. Mas de acordo com o treinador, pode-se obter uma certa vantagem por conhecer mais o estilo de jogo do adversário.

- Vira um estudo em cima do outro. Acho que vai ficar bem mais acirrado. Está todo mundo vendo, observando. Claro, por conhecer mais a equipe, acaba até facilitando. Mas sempre muda uma peça ou outra, temos que ficar atentos a isso - comentou.

Outro que seguiu a linha do discurso do comandante foi o meia Douglas. O camisa 10 cruz-maltino, no entanto, lembrou que será preciso surpreender para se dar bem nas três partidas.

- A única diferença é que a gente vai saber como eles jogam. Temos que ter algo a mais para poder surpreender - avisou Douglas.

sábado, 19 de julho de 2014

Kleber isenta Adilson de culpa pelo empate contra América RN

Após o empate por 1 a 1 com o América-RN, os torcedores do Vasco que foram a São Januário neste sábado vaiaram o técnico Adilson Batista. O atacante Kleber, no entanto, defendeu o comandante.

- A gente sabe que o futebol é assim. Somos os culpados por isso aí. Poderíamos ter matado o jogo. O Adilson não entra em campo. Jogamos bem, mas infelizmente o gol não saiu.

O Gladiador, que perdeu uma oportunidade no início do jogo, em cabeçada que passou perto do gol, e outra no final, em chute defendido pelo goleiro Fernando Henrique, mantém o otimismo quanto ao retorno à Série A. Apesar do tropeço, o Vasco aparece em sétimo lugar, com 18 pontos, três a menos que o Luverdense, último integrante do G-4.

- Agora é buscar, estamos muito perto. Ainda temos um jogo a menos, temos que erguer a cabeça e continuar lutando.

Kleber Vasco e américa-Rn (Foto: Marcelo Carnaval / Agência o Globo)

A análise de Kleber é parecida com a de Thalles, seu companheiro de ataque.

- Lutamos, corremos, tivemos uma chance ali no final, infelizmente a bola não entrou. Agora é trabalhar, temos que aceitar a torcida xingar, mas vamos trabalhar que quarta-feira tem outro jogo - disse à Rádio Globo o camisa 39, referindo-se à partida contra a Ponte Preta, pela Copa do Brasil.

O próximo compromisso do Vasco pela Série B do Campeonato Brasileiro será no próximo sábado. Na ocasião, o time vai encarar outra vez a Ponte Preta, novamente em Campinas.

Pedro Ken sofre entorse no joelho direito e fará ressonância na segunda

 

O técnico Adilson Batista ganhou mais um problema médico após o empate deste sábado com o América-RN, em São Januário. O volante Pedro Ken sofreu um entorse no joelho direito e foi substituído ainda no primeiro tempo da partida . O jogador será submetido a um exame de ressonância magnética na próxima segunda-feira e deve desfalcar o time na quarta, contra a Ponte Preta, em Campinas, pela terceira fase da Copa do Brasil.

- Ele já está em tratamento, mas temos que esperar para conversar com o doutor Clóvis Munhoz (coordenador médico). Sem o Pedro Ken, dei mais liberdade para o Fabrício. Eles estavam com uma linha de quatro, três volantes, um meia e dois na frente. A partir do gol, inverteram. Faltou dar mais velocidade a bola. Ainda assim o Fabrício teve algumas chances. Mas a bola não quis entrar - lamentou Adilson após a partida.

Pedro Ken se junta à lista de lesionados que já tem o zagueiro Rodrigo, o lateral Henrique e os atacantes Rafael Silva e Guilherme Biteco. Sem Ken, a tendência é que Aranda seja titular contra a Ponte Preta em Campinas.

Vasco volta à Colina com gol contra e tropeço: 1 a 1 com o América-RN


Longe de São Januário por seis jogos, o Vasco parece ter acumulado emoções para distribuí-las no reencontro com a torcida. O empate por 1 a 1 com o América-RN, neste sábado, teve arquibancadas cheias, bom futebol no primeiro tempo, gol contra no segundo e enorme tensão, com chances claras de gol de lado a lado até os segundos finais. A igualdade interrompeu a boa sequência dos cariocas na Série B e consolidou o bom retorno do Dragão à competição depois da Copa do Mundo.

Douglas, de falta, fez o gol do Vasco no primeiro tempo. Diego Renan, contra, cedeu o empate ao América em trapalhada da defesa cruz-maltina na etapa final. Com o resultado, o time comandado por Adílson Batista, que buscava a terceira vitória seguida, foi a 18 pontos, na sétima colocação. A equipe de Natal, com 17, é a oitava.

O América volta a campo na sexta-feira, em casa, contra o América-MG. Um dia depois, o Vasco visita a Ponte Preta. O Cruz-Maltino, por sinal, tem antes um outro compromisso contra a própria Ponte Preta, quarta-feira, pela Copa do Brasil.

Kleber Vasco e américa-Rn (Foto: Marcelo Carnaval / Agência o Globo)

O jogo

O Vasco mostrou bom futebol no primeiro tempo. Trocou passes, adiantou a marcação ao campo de ataque, usou bastante a movimentação de Kleber - permitindo a entrada de jogadores como Douglas e Thalles. Apesar de ter a bola no pé, sempre colada ao gramado, foi pelo alto que atacou mais, usando bolas paradas. A defesa do América teve trabalho por cima, mas conseguiu trabalhar bem. Porém, não resistiu à eficiência de Douglas. De falta, o camisa 10 colocou o Vasco na frente.

O resultado era absolutamente justo, mas o América, no segundo tempo, foi crescendo aos poucos. E acabou presenteado pelo Vasco com um gol. Em cruzamento rasteiro de Jeferson, a bola passou por Martín Silva e foi cortada por Luan, mas bem na direção de Diego Renan. Bateu nele e se arrastou, lentamente, até o gol: 1 a 1.

A partir daí, foi uma overdose de chances de lado a lado. Martín Silva salvou o Vasco repetidas vezes, e Fernando Henrique foi milagroso ao fazer duas defesas impressionantes, sequenciais, em conclusões à queima-roupa de Douglas Silva e Lucas Crispim, já nos acréscimos. Mas o placar não foi mais alterado.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Vasco se impõe e bate o Santa Cruz em Cuiabá

Vasco e Santa Cruz (Foto: Marcelo Sadio / vasco.com.br)


Não foi tão fácil como o placar de 4 a 1 indicou ao apito final, mas serviu como injeção de otimismo para a arrancada rumo à elite. O Vasco superou, de virada, o Santa Cruz, na noite desta terça-feira, na Arena Pantanal, em Cuiabá, e saltou mais três posições após os 45 dias de parada para a Copa do Mundo. De quebra, impôs ao adversário sua primeira derrota na Série B. Como se não bastassem os motivos para sorrir, o estreante Kleber marcou de pênalti. O dono da partida, entretanto, foi mesmo Fabrício, que fez dois gols. Douglas Silva também deixou o dele, e Danilo Pires anotou pelo lado pernambucano.

Agora, o clube carioca, em sétimo com 17 pontos, recebe o América-RN, sábado, em São Januário, finalmente com sua torcida de volta no Rio de Janeiro depois da punição imposta pelo STJD pela briga generalizada na arquibancada da Arena Joinville, na derrota para o Atlético-PR, que decretou o rebaixamento. Já o Santa parou nos 16, caiu para o 11º lugar e mede forças com o lanterna Vila Nova, no mesmo dia, no Serra Dourada. Foram 5.274 pagantes, com renda de R$ 262.810.

A equipe cruz-maltina teve mais posse de bola no começo, mas mostrou lentidão no ataque e logo foi supreendida pelo Rubro-Negro, que apostava em rápidos contragolpes quase sempre pela esquerda. Aos 17 minutos, Danilo Pires limpou o lance, bateu firme e contou com a colaboração de Martín Silva, que não reagiu e foi encoberto. A desvantagem chacoalhou o Vasco, e Adilson Batista trocou seu lateral-direito para evitar mais espaços no setor.

Em carta, antiga fornecedora critica postura do Vasco e exalta parceria


A reação da Penalty ao fim da parceria com o Vasco, oficializada com o acerto do clube com a Umbro na semana passada, exibe a turbulência que marcou principalmente os últimos meses de negociação em busca de uma renovação. Em carta direcionada ao presidente Roberto Dinamite, a fornecedora de material critica a "postura de alguns executivos" envolvidos nas conversas e aproveita para enaltecer os cinco anos de trabalho ao destacar ações de marketing que marcaram o período.

A reportagem do GloboEsporte.com teve acesso ao documento - assinado por Roberto Stefano, presidente do Conselho da Cambuci S/A, nome do grupo que controla a marca. O tom é brando e positivo ao mencionar conquistas obtidas junto a "um dos maiores clubes do país". A empresa ressalta, entre outros, o sucesso de vendas das camisas número três, a construção da megaloja de São Januário e a campanha contra o racismo "Eu abro mão", que virou até símbolo no muro do estádio com as digitais de sócios sorteados. Ainda lembra que sempre pagou em dia (por vezes, de acordo uma fonte ouvida, teria tido que depositar a verba em contas correntes separadas, pois a oficial estava bloqueada pela Justiça) e apoiou todas as modalidades esportivas desempenhadas pelo Vasco, além do futebol profissional.

Por outro lado, reforça também que o interesse em estender o trabalho vem de um ano e meio atrás, quando iniciou as tratativas. Desde então, a Penalty afirma ter feito uma série de propostas e que buscou alternativas para a renovação, mas não foi capaz de seduzir o clube.

- O desfecho desta relação, apresentado pelo clube, bem como as comunicações realizadas por alguns dos executivos que o representa, infelizmente não ocorreu com mesma reciprocidade - diz um dos trechos da carta, que é uma espécie de resposta à seguinte declaração do diretor geral, Cristiano Koehler, um dos principais responsáveis pela condução do assunto.

Treino Vasco Atibaia (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

- Fomos felizes enquanto durou, mas chegou ao fim em comum acordo, em alto nível. Quem não quis a Penalty foi a torcida, o principal cliente, consumidor e gerador da receita. Ou achas que a Penalty e Vasco conseguirão sobreviver com vendas irrelevantes? Como correr riscos e deixar para renovar em dezembro? Quem garante que o mercado vai absorver os números atuais?

O CEO do Vasco refere-se ao movimento de torcedores para evitar a permanência da empresa, com base em reclamações sobre qualidade das confecções e preços altos. Neste momento, há um acordo entre as partes para que a transição ocorra em 90 dias, de modo que a Umbro possa produzir e entregar seu material de treinos e jogos sem pressa. Até lá, ainda serão utilizadas as mesmas peças da Penalty, que, a princípio, não teria o nome retirado de parte das propagandas.

O vínculo com a nova parceira é de três anos e meio e cobre inteiramente o próximo mandato do presidente que será eleito nas próximas semanas. Isso desagradou os grupos políticos, que prometem lutar para derrubá-lo apoiados na promessa de Dinamite, registrada em ata de reunião do Conselho Deliberativo de junho, de só assinar compromissos curtos a partir de então. Koehler já rebateu que a oferta da Umbro é R$ 2,5 milhões anuais superior à da concorrente. 

A ex-fornecedora tinha a preferência para cobrir os valores e alega, segundo apuração com pessoas envolvidas, que não foi avisada do acerto, considera a situação um desrespeito, mas não vai levar o impasse adiante porque não tem mais interesse no negócio. Já o Vasco vem rebatendo que a Penalty perdeu seu prazo e que tinha, sim, ciência da rival.  

A diretoria cruz-maltina informou que deve se pronunciar sobre a versão da empresa somente quando tiver posse do documento e puder discutir internamente as medidas. 


Carta da Penalty ao Vasco (Foto: Divulgação)

domingo, 13 de julho de 2014

Guiñazú garante estar 100% para estrear na Série B

Guiñazú foi, talvez, o jogador que mais fez falta ao Vasco durante a primeira parte da Série B, antes da Copa do Mundo. Tanto dentro de campo, pela experiência e disposição, como fora dele, por conta da liderança. Mas, agora, o capitão está de volta. E, contra o Santa Cruz, terça-feira, na Arena Pantanal, vai disputar o primeiro jogo dele na Segundona.

Foram três meses longe dos gramados. Ainda no primeiro jogo da semifinal do Campeonato Carioca, contra o Fluminense, sofreu uma fratura no pé direito, e mesmo assim disputou a outra partida com o Tricolor, além das duas decisões contra o Flamengo. Embora o departamento médico tenha dado o aval, ele acabou ficando três meses longe dos gramados, mas agora garante estar pronto para voltar.

- Já estou ótimo, sem nenhum problema e nenhuma dor. Estou muito alegre e fisicamente 100%. Estou à disposição do treinador para voltar - disse o volante.

Aos 35 anos, Guiñazú é o jogador mais experiente do Vasco. Entretanto, a idade já avançada não impede que certos detalhes da vida o deixem alegre como se fosse um jogador recém-promovido das categorias de base. Um desses motivos é o carinho dado pelo elenco.

- Tento transmitir energia e vontade na hora de treinar. É a minha característica e meu jeito de ser. Treino no meu limite e é assim que estou, com 35 anos. Ter o reconhecimento de todos aqui me dá muita alegria. O elenco me dá um retorno enorme e um carinho impressionante. É o maior prêmio que estou levando - disse.

E esse prêmio não é só dele. O torcedor, que o tem como referência no elenco, também agradece o retorno aos gramados.

sábado, 12 de julho de 2014

Carlos Germano fala sobre goleiros no Vasco


A temporada passada trouxe de volta um velho problema que parecia sem solução no Vasco entre o fim de 2004 e 2009. Com o mau rendimento dos goleiros, o revezamento foi constante e as críticas colocaram abaixo o trabalho desenvolvido por Carlos Germano. Formado por apostas, o trio foi apontado como um dos responsáveis pelo rebaixamento - e apenas Diogo Silva, com nova chance, permanece integrado. A longo prazo, no entanto, o ídolo do clube e preparador da posição planeja pôr um fim no problema e já tem dois trunfos na manga: Jordi e Gabriel Félix.

Ambos treinam com os profissionais sob a esperança de repetirem ao menos parte do sucesso de nomes como Barbosa, Mazaropi, Acácio, Helton, Fábio e o próprio Germano, titular entre 1992 e 1999 e campeão sete vezes. Além deles e de uma linha de outras promessas mais jovens, o Vasco também investe em Rafael Copetti, que chegou em junho e busca dar a volta por cima após ser revelado pelo Inter e ter tido passagem sem brilho pelo Benfica, de Portugal.

Jordi, Gabriel Félix e Rafael Copetti Treino Goleiros Vasco  (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

- Quando parei, minha intenção era ser treinador de goleiros. E no Vasco. Precisava fazer algo para ajudar na minha posição. A intenção era sempre estar de olho na base para ter ideia da formação de cada um. No tempo que estive fora do clube, muita coisa deu errado e, desde a saída do Fábio, contrataram muito para a posição. Antes, era natural colocar goleiros feitos em casa. O Vasco sempre teve boa base e se perdeu no caminho - ressaltou Germano.

Everton, Tadic, Erivélton, Ellinton, Roberto, Fabiano, Tiago, Rafael... estes são alguns dos que vestiram a camisa 1 sem jamais convencer na reta final da gestão de Eurico Miranda. Acaso ou não, nenhuma taça foi conquistada no período. Até que Fernando Prass se firmou e possibilitou que a retomada da captação da garotada acontecesse a seu tempo. A crise financeira deflagrada em 2012 causou uma debandada de atletas, e o goleiro foi um dos que saiu. Para seu lugar, o então diretor René Simões trouxe Michel Alves, e Alessandro, reserva, também teve espaço. 

- Houve muitos revezamentos. Não tem situação pior para a posição. Quando voltei, em 2008, passamos a observar os outros times menores e os campeonatos desde o mirim. Com um garoto de 14 anos, você já pode fazer um trabalho legal e hoje temos dois goleiros no grupo principal que estão despontando. Temos preparado a casa para o Vasco ter goleiro por dez anos ou até mais dependendo do que vem. Com a qualidade deles, a vida vai ser longa no clube - prevê.

Ao deixar São Januário antes do Mundial de Clubes, por falta de acerto na renovação de contrato com Eurico, Germano lembra que se preocupou com a entrada de Hélton, de 21 anos. Embora confiasse no potencial, fez questão de passar o maior tempo possível no hotel onde a delegação estava concentrada para transmitir força ao sucessor. Ter ficado fora do torneio foi duro, mas o ex-goleiro revela que fez as pazes com o ex-presidente em 2006, quando pediu para manter a forma e foi recebido e braços abertos, preparando terreno para a nova função.

A contratação do experiente Martín Silva, que disputou a Copa pelo Uruguai, serve de segurança no setor até 2016, quando termina seu vínculo. Carente, a torcida já o adotou como um xodó pelo que mostrou no Campeonato Carioca. A credencial de vice-campeão da Libertadores e como um dos destaques do Olímpia também facilitam. Portanto, a maior virtude de Copetti, Jordi e Gabriel Félix será a paciência, uma vez que Diogo Silva, que pode ser emprestado até o fim do ano, também está à frente e comprovou sua evolução antes da paralisação da Série B.

Natural de Volta Redonda, Jordi está com 21 anos e ficou conhecido pela torcida no título da Taça BH de 2013, quando fechou o gol, inclusive pegando quatro pênaltis. Acostumado a ter que esperar a vez e a superar dificuldades, ele garante que compreende o cenário e não se apressa.

Martin Silva, Adilson e Carlos Germano Vasco treino (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

- Já trabalhamos com a certeza de que o Martín vai estar aí. Por ser novo ainda, é claro que eu tenho que esperar. Mas sempre com o pensamento de jogar, então preciso estar pronto. Se acabar relaxando, não damos o máximo quando o dia chegar - ensinou.

- Tem que ter sorte também. Falo isso para eles sempre. Eu, Hélton e Fábio, por circunstâncias do futebol, entramos muito jovens. Uma proposta de fora, convocações, lesão... o futebol é cada vez mais dinâmico, e a oportunidade não avisa - emendou Carlos Germano.

O carinho antecipado da torcida é fácil de perceber. Em viagens, os garotos são assediados pela história que já construíram no Vasco e aprendem a valorizar ainda mais o que vivem. Jordi foi pedido pelo público para salvar a queda no fim de 2013, mas estava machucado. Com Jefferson, do Botafogo, como referência atual, evita comparações e diz que quer criar seu próprio estilo. Pelo corpo e qualidade nos pênaltis, no entanto, Dida é sempre lembrado.

Aliás, ser bom na marca da cal é uma característica dos três. Copetti fazia no Colorado o que Krul fez na Holanda, nas quartas de final contra a Costa Rica: entrava às vezes somente para defender as cobranças. E foi capaz de conter a pressão até no Mineirão. Desconhecido no Rio de Janeiro, o goleiro de 23 anos enaltece a escola gaúcha na qual surgiu Taffarel e, mesmo com a consciência de que seria reserva, não titubeou em aceitar o convite do Vasco.

- Todo mundo quer jogar. Mas foi feito um acordo entre os clubes e eu queria voltar para o Brasil. Quando as coisas não vão como a gente espera, tentamos arriscar. Senti dificuldades lá, era tudo bem diferente, do gramado aos treinos. E tive uma lesão grave. Tenho o intuito de um dia voltar para a Europa, mas a chance aqui apareceu e qualquer um na minha situação não pensaria duas vezes em vir para o Vasco - diz Copetti, que pouco jogou pelo Benfica B e corre por fora na disputa, ainda que tenha sido observado contra o Atibaia.

Com a trajetória parecida com Jordi, Gabriel se espelha no companheiro nos próximos dois anos, quando poderá comprovar seu valor ao "descer" para defender o clube nos torneios de juniores. Oriundo de Barra do Garça, ele passou por Goiás e Paraná até ser encontrado por Marcelo Pires, preparador da base, a quem sempre demonstra uma grande afeição pelos conselhos que deu.

- Tenho consciência de como é a vida de goleiro. Estou aqui para aprender e fazer a minha parte agora. Me considero um privilegiado. Quero me destacar e buscar o bicampeonato da Taça BH até para ganhar ritmo de jogo e estar cada vez mais pronto - disse.

Por ter sido vitorioso no clube, a cobrança é sempre maior para mim. Mas tiro de letra, tenho que trabalhar para o clube. Meu maior sonho sempre foi esse: descobrir talentos na base para não precisar mais pensar em contratar goleiro fora nas próximas décadas 
Carlos Germano

As gerações futuras também já estão sendo preparadas no CT de Itaguaí. João, Yuri e Lucão são alguns dos meninos que vêm enchendo os olhos e sendo lembrados até as seleções da base.

Questionado sobre o assunto, Carlos Germano é contra emprestar seus pupilos para ganhar bagagem. Ele acredita que agir dessa forma pode prejudicar o trabalho.

- Quando falam, digo que sou contra, porque os vejo jogando aqui. É questão de tempo. Estão aí para brigar, vão buscar a vaga deles. A não ser que partisse deles, mas não é o caso agora. Sair para jogar num time sem tanta tradição e desestruturado e de repente não dar certo não seria bom. Fica difícil até para voltar na mesma condição e confiança de antes - argumentou.

Com seu trabalho em xeque por causa do desempenho dos goleiros em 2013, o preparador se apoiou no respaldo interno e acredita que foi mal interpretado em certas declarações. A idolatria do torcedor, nestas horas, também o tornou mais visado de uma maneira geral.

- Critiquei o revezamento. Mas nunca banquei que eles iriam resolver. Disse uma vez que se era para trazer quem não estava jogando, era melhor deixá-los. Houve mudanças constantes, que eu era contra. Foi como em 2008. Se repetíssemos isso, o caminho seria o pior possível. Na linha já é ruim fazer isso, imagina para o goleiro. A culpa do time foi colocada nas costas dos goleiros. Buscamos outros que eu indiquei em abril (como Marcelo Grohe, do Grêmio, e o próprio Martín), depois em agosto, mas a parte financeira não ajudava. Por ter sido vitorioso no clube, a cobrança é sempre maior para mim. Mas tiro de letra, tenho que trabalhar para o clube. Meu maior sonho sempre foi esse, e agora estamos podendo concretizar aos poucos: descobrir talentos na base para não precisar mais pensar em contratar goleiro fora nas próximas décadas - reforçou.

Vasco acerta renovação do zagueiro Luan por mais três temporadas


Luan vasco coletiva (Foto: André Casado)Luan é do Vasco até 2017 (Foto: André Casado)

Depois de algumas rodadas de negociação, o Vasco acertou a renovação de Luan até julho de 2017. O zagueiro, de 21 anos, tinha vínculo até o meio do ano que vem e, por causa de seu bom desempenho na temporada, vinha sendo alvo de sondagens. A diretoria cedeu mais uma pequena parte parte dos direitos econômicos (agora, o clube tem 55% e o jogador, 45%) para concretizar o acordo e evitar que pudesse perdê-lo a partir de janeiro, quando ele poderia firmar um pré-contrato com outro time.

Revelado nas categorias de base, Luan já assinou o novo compromisso - que lhe garante um aumento salarial - no próprio resort em Atibaia, que hospeda a delegação na reta final de treinos antes da volta às competições. Ele fez 30 partidas com a camisa cruz-maltina até aqui em 2014 e é titular da defesa ao lado de Rodrigo.

- Só estamos esperando para ver se damos entrada no registro ainda hoje ou não para evitar que ele perca condição de jogo na terça (contra o Santa Cruz), porque será gerado um novo contrato. O Luan teve sondagens, nada que agradou ao Vasco e decidimos em conjunto ceder uma parte dos direitos ao atleta, diminuindo o nosso percentual para não perdê-lo e ter vantagem numa possível negociação no futuro - explicou o diretor executivo Rodrigo Caetano.

Luan comemorou o acerto em seu Facebook.

- Feliz demais pela renovação com o Vasco!

O empresário do zagueiro, Maurício Santos, confirmou que o interesse no desfecho era mútuo até pelo carinho do camisa 13 pelo Vasco, onde está há oito anos.

- Chegamos a um consenso e acreditamos que para a formação do Luan será importante. Foi no Vasco que ele começou, se desenvolveu e queria ficar mais tempo. Temos a consciência de que no ano que vem ele será um jogador ainda melhor - aposta o agente.

Adilson vira "sombra" de Dakson em treino tático


Com a participação efetiva de Adilson Batista, o Vasco encerrou sua passagem de nove dias por Atibaia, no interior de São Paulo, com um treino tático, na manhã deste sábado. O treinador armou a equipe titular mais uma vez e trabalhou apenas jogadas ofensivas. Fabrício e Kleber foram poupados da atividade e deram lugar a Aranda e Edmílson, respectivamente.

Para dificuldar a vida de Dakson, que na ausência de Douglas será o armador contra o Santa Cruz, terça-feira, em Cuiabá, o ex-zagueiro Adilson virou uma sombra do jogador na posição de volante, sem dar espaços quando recebia a bola. O auxiliar Jorge Luis também fez papel semelhante, só que na pressão da saída de bola. Rodrigo, com lesão no joelho, é dúvida para a partida, e foi novamente substituído por Douglas Silva ao lado de Luan.

Com o andamento da movimentação, que durou cerca de meia hora, Lucas Crispim assumiu a vaga de Thalles. Os reservas não estavam completos e se limitavam a evitar os ataques rivais. Mais tarde, houve treinamento de cruzamentos dos dois lados, em que Adilson não deixou de orientar e até tentar defender, incomodando os jogadores de frente. No fim, muitas cobranças de pênaltis e faltas, enquanto, do outro lado, a garotada aprimorava a pontaria.

No início da tarde, a delegação retorna para o Rio de Janeiro, onde treina em São Januário na manhã de domingo e segunda-feira. O estádio está cedido à Fifa até este sábado, quando Argentina e Alemanha estarão lá para os últimos ajustes antes da final da Copa do Mundo.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vasco faz longo trabalho técnico após vitória em jogo-treino


Os jogadores do Vasco não tiveram moleza, na manhã deste domingo, no resort em que estão hospedados em Atibaia. Depois da vitória dos titulares por 2 a 0 no jogo-treino contra o Atibaia, no sábado, o elenco fez longo trabalho técnico no campo sob a orientação de Adilson Batista, que acabou ao meio-dia. A movimentação reuniu praticamente todos aqueles que participaram da partida - à exceção do volante Fabrício, que, poupado, deu apenas voltas ao redor do campo.

treino Vasco Atibaia (Foto: André Casado)

Os toques rápidos em espaço reduzido foram prioridade na atividade inicial, assim como no período no Rio de Janeiro. Cones formavam os gols nos cantos. Em seguida, houve troca de passes até cruzamentos dos dois lados para as conclusões. Thalles foi o mais exigido e teve aproveitamento regular. Edmílson, Kleber e Lucas Crispim também trabalharam a pontaria.

- Solta a perna, vamos! - incentivava o treinador.

Antes, o grupo passou uma hora na academia para o treino regenerativo. Enquanto esperava a equipe ser liberada pela preparação física, a comissão técnica disputou um mini-futevôlei, sm rede, centro do gramado, com a presença de Adilson, relembrando seus tempos de zagueiro.

O Vasco fica na cidade do interior paulista até o próximo sábado. Na terça-feira seguinte, com o fim da Copa do Mundo, enfrenta o Santa Cruz na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela 11ª rodada da Série B. O clube ocupa a 10ª posição, a três pontos do G-4 e com um jogo a menos.

Kleber é liberado e vira ausência do treino desta segunda-feira em Atibaia


Na reta final de preparação para a volta às competições, o Vasco realizou mais um treinamento, na manhã desta segunda-feira, no resort Bourbon Atibaia. A ausência foi o atacante Kléber, liberado para resolver problemas particulares em Belo Horizonte. O Gladiador, que é natural de Osasco, em São Paulo, e morava em Porto Alegre até recentemente, é esperado à noite e perderá também a atividade da tarde, no único dia de trabalhos em tempo integral. A capital mineira recebe nesta terça a semifinal da Copa do Mundo entre Brasil e Alemanha.  

No campo, Adilson Batista comentou sua movimentação preferida desde meados de junho, dividindo quatro times para um dois toques em espaços reduzidos. Na sequência, houve um treino tático de muita pegada, sem times definidos, e com os gols na linha da grande área. O sol não apareceu, e o clima ameno facilitou o aumento do ritmo. O clube derrotou o Atibaia em jogo-treino no último sábado e deve marcar mais um amistoso até quinta-feira.

O goleiro Martín Silva tem chegada prevista para esta tarde em Atibaia, mas pode não treinar com o grupo ainda. O uruguaio defendeu sua seleção na Copa do Mundo e ganhou uma semana de folga com a família após a eliminação nas oitavas de final, para a Colômbia.

Guilherme Biteco, Rafael Silva e Henrique, ainda lesionados, se recuperam afastados e se dividem entre academia, fisioterapia e corridas leves ao redor do gramado. A expectativa é a de que apenas no Rio de Janeiro eles sejam liberados pela preparação física para traballhar com bola. Assim, estão fora da partida contra o Santa Cruz, na terça que vem, na Arena Pantanal.

Ingressos para Vasco x Santa Cruz na Arena Pantanal já estão à venda


Já estão à venda os ingressos para a partida entre Vasco da Gama e Santa Cruz-PE pela 11ª rodada da Série B do Brasileirão. O jogo será realizado no dia 15 de julho, às 21h50 (de Brasília), na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Ginásio Aecim Tocantins, das 9h às 18h, e também pela internet. Os valores são: setor Norte inferior R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). No setor Sul inferior R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia). Já no setor Leste inferior o ingresso será comercializado R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia). No setor Oeste inferior o valor é de R$ 70 (inteira) e 35 (meia).

Este será o segundo jogo do Vasco na Arena Pantanal. No dia 26 de abril, o clube carioca foi derrotado por 2 a 1 pelo Luverdense pela segunda rodada da Série B.

Luverdense x Vasco (Foto: Christian Guimarães)

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