quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Diogo Silva demonstra insegurança e volta a falhar


Criticado pela torcida desde a campanha que resultou no rebaixamento em 2013, o goleiro Diogo Silva ganhou nesta terça-feira mais uma oportunidade de encaminhar as pazes com os cruz-maltinos. Titular no lugar de Martín Silva, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo, o goleiro tinha a missão de segurar o ataque do Vila Nova - o pior em número de gols da Série B. No entanto, acabou falhando logo no primeiro chute que foi em sua direção, voltou a ouvir vaias, e deixou o campo como um dos vilões da derrota por 2 a 1 que impediu o Vasco de assumir pela primeira vez a ponta da tabela.

Aos sete minutos de jogo, o lateral-esquerdo do Vila Nova, Christiano, arriscou chute cruzado, de muito longe. Uma bola forte, é verdade, mas que Diogo Silva espalmou para o meio da área. Na sequência, Jheimy abriu o placar para os goianos. Não demorou para alguns torcedores começarem a "pegar no pé" do goleiro.

Pressionado pelo erro logo no início, Diogo Silva demonstrou insegurança em alguns lances no decorrer da partida. Ainda no primeiro tempo, foi encaixar um chute fácil e quase deixou a bola escapar. Na segunda etapa, se atrapalhou novamente ao tentar segurar uma bola fora da área (veja no vídeo acima).

Diogo Silva Vila Nova x Vasco (Foto: Brito Júnior / Divulgação)


Ao fim do jogo, o técnico Adilson Batista evitou criticar a atuação do goleiro e ressaltou o bom jogo que Diogo Silva fez na semana anterior, contra o Náutico - vitória do Vasco por 1 a 0, fora de casa. Na ocasião, Martín Silva não viajou com o time por conta de problemas de saúde da filha recém-nascida.

- Temos que passar tranquilidade. O Diogo jogou bem em outro jogo, quando entrou. Foi importante, fez defesas muito boas. A gente entende que o torcedor gosta do Martín Silva, que é um jogador diferenciado - disse o treinador.

E o torcedor que gosta do uruguaio poderá comemorar seu retorno já na próxima partida. O goleiro titular está confirmado para a partida contra o Icasa, sexta-feira, em Juazeiro do Norte-CE.

Além de Martín Silva e Diogo Silva, outra opção que Adilson Batista tem para o gol é recém-contratado Rafael Copetti, de 23 anos, revelado pelo Internacional e com passagem pelo Benfica, de Portugal. O jogador chegou ao clube em junho, durante a pausa para a Copa do Mundo, mas ainda não teve nenhuma oportunidade. Rafael ficou no banco na partida contra o Vila Nova. O Vasco conta ainda com o experiente Michel Alves - que tem treinado separado do elenco principal - e o jovem Jordi, de apenas 20 anos.

Vasco faz 116 anos e preserva passado em projeto pioneiro


O Vasco acorda para seu aniversário de 116 anos sem saber quem será o presidente do clube no fim do dia - na Justiça, o desembargador Camilo Rulierè deve receber o caso e decidir pela manutenção ou não do resultado da reunião do Conselho Deliberativo, podendo até encerrar ou estender a era Roberto Dinamite em São Januário. Mas o clube que nasceu do remo, numa rua no centro da cidade, cresceu, se tornou símbolo da luta contra o racismo e ergueu sua casa com doações de apaixonados torcedores tem um motivo a mais para comemorar e celebrar o passado. O Vasco inaugurou no último sábado um novo espaço para preservar sua rica história. Com tecnologia raramente vista em clubes de futebol, o Centro de Memória foi inaugurado em São Januário e já conta acervo de 35 mil documentos digitalizados do Gigante da Colina.

A antiga sala de cerca de 10 m que fica abaixo das sociais foi trocada pelo subsolo da antiga loja da ainda fornecedora esportiva Penalty. O investimento é resultado da mesma parceria da Ambev com outros clubes do futebol carioca e brasileiro. Estimam-se gastos superiores a R$ 200 mil pelo novo local, que também ganhou sala do departamento jurídico e de engenharia. Em até dois meses, segundo previsão dos responsáveis pelo Centro de Memória, o clube também lança um site para permitir a visualização e localização dessas milhares de páginas que contam um pouco da história do futebol carioca e brasileiro.

- É um programa de digitalização que não vemos em outro clube no Brasil. E muitas vezes nem lá fora. É a tecnologia que a Biblioteca Nacional usa para o seu acervo - lembra o vice-presidente de relações especializadas João Ernesto, que conta episódio pelo qual passou recentemente o coordenador do projeto Ricardo Pinto.

Mosaico - vasco 116 anos (Foto: Editoria de Arte)

No encontro internacional de memória e esporte realizado em São Paulo, o Vasco era o representante do Brasil numa mesa que tinha também o Boca Juniors e o Barcelona. Após a explanação do vascaíno, Jordi Pennas, do clube espanhol, se impressionou com o trabalho que vinha sendo realizado no clube. 

- O rapaz do Barcelona disse que não sabia nem o que falar diante do que estava conhecendo do nosso projeto. E convidou o Ricardo para visitar o Barcelona e conhecer o museu deles. Pedimos então a eles tudo que eles tivessem sobre a breve passagem do Dinamite pelo clube. Eles encontraram na prateleira, tudo organizadinho, as fotos e tudo mais, mas a digitalização fo feita em scanner e nos foi entregue dessa forma. Se fosse o contrário, seria apenas o trabalho de pedir o e-mail e enviaríamos o arquivo todo em alta resolução em instantes.

Museu nos planos

No ambiente de dois escritórios, salão de reunião e outro que abriga um historiador do clube - e em breve vai servir para pesquisas do público em geral -, o Vasco tem um espaço condicionado para guardar sob condições rígidas de temperatura - para conservar os antigos papéis - raridades de 50, 60, 70, 100 anos atrás. O livro do ex-presidente José da Silva Rocha em comemoração aos primeiros 25 anos do Club de Regatas Vasco da Gama, a badalada "Resposta Histórica" contra o racismo com o pedido de exclusão de 12 jogadores vascaínos em reprodução que cobre uma parede do espaço, fotos do lançamento da pedra fundamental do estádio, revista comemorativa do sul-americano que o Expresso da Vitória conquistou em 1948 no Chile, além de súmulas de jogos com curiosidades como a do dia em que o príncipe Danilo Alvim deixou a classe de lado e foi expulso ao agredir um jogador do Olaria nos anos 1940.

Sem se preocupar com as perspectivas de mudanças numa eventual mudança política nos próximos dias ou meses - "o Centro de Memória não é política de governo, é de estado", confia o vice-presidente de relações especializadas -, João Ernesto conta com orgulho da conclusão da primeira parte de um projeto que pretende chegar ao futuro museu do Vasco. Claro que vai depender de novos investimentos. O projeto contou com parceria inicial da faculdade de História da UFRJ e custa cerca de R$ 4 mil por lote de documentos digitalizados - apesar dos atrasos constantes no combalido orçamento vascaíno, o clube espera chegar a 50 mil laudas digitalizadas em pouco tempo. No novo espaço, o Vasco espera receber doações - ou pelos menos empréstimos para digitalizações de documentos históricos - de camisas usadas por craques de todos esportes e outros objetos guardados por vascaínos de todo o país.

- Agora temos um espaço para receber as pessoas e até trazer parentes e familiares de nomes históricos do clube. Há pouco tempo a filha do Russinho, campeão carioca em 1929, esteve aqui. Queremos trazer a viúva do Bellini também. Importante criar esse vínculo a mais. Eles precisam saber que podem passar anos e anos, mas o Vasco se lembra deles, o Vasco cultua a história que eles ajudaram a fazer - diz o vice-presidente que divulga o e-mail centrodememoria@crvascodagama.com e os telefones 21-2176-7370 e 7390 para quem quiser contribuir com documentos e peças para o acervo histórico vascaíno.

sábado, 9 de agosto de 2014

Adilson crê em melhora com novo sistema: "Temos errado pouco"


Adilson Batista no treino do Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)

Adilson Batista parece ter ficado convencido de que a saída de um volante para a entrada de mais um meia no time é a melhor mudança para o Vasco. O jogo com o ABC, neste sábado, será o terceiro consecutivo em que Dakson estará presente ao lado de Douglas - os anteriores foram as vitórias sobre a Ponte Preta, na partida de volta pela Copa do Brasil, e o Paraná, pela Série B. Desta vez, Lucas Crispim formará com estes a linha de três, e Kleber ficará isolado. O esquema, segundo o treinador, diminui o índice de erros da equipe

- Em quase todos os jogos, o Vasco teve maior posse de bola. Com a entrada do Dakson ao lado do Douglas, o nosso aproveitamento no índice de passes melhorou em acertos. Temos errado muito pouco. Uma coisa importante é a velocidade, chegar bem na frente e fazer a bola andar um pouco mais rápido. Isso que nós estamos mostrando no treinamento e tentando fazer na hora do jogo.

A questão de o Vasco ter a defesa menos vazada da Série B - oito gols sofridos - não anima por completo o treinador. O bom desempenho do setor deve ser destacado, mas falta o mais importante: as vitórias.

- Tem é que melhorar o número de vitórias. É o critério para subir na tabela. Colocamos o desempenho lá em cima, mas precisamos melhorar a pontuação.

Vasco e ABC se enfrentam neste sábado, às 16h20 (de Brasília), na Arena das Dunas, em Natal. A partida é válida pela 15ª rodada da Série B. Após o confronto, a delegação não retorna para o Rio. Eles viajam para Recife, onde disputaram o jogo com o Náutico, que foi adiado por causa de uma greve policial na cidade.

Vasco encara o ABC em Natal


  • Martin Silva esteve na Arena das Dunas, em Natal (RN), durante a Copa do Mundo


A partida deste sábado, contra o ABC, às 16h20, em Natal (RN), pela Série B, terá um sabor para lá de especial ao goleiro Martin Silva. Há um mês e meio, o uruguaio esteve no mesmo local, a Arena das Dunas,  e presenciou o momento mais marcante de sua seleção na Copa do Mundo, quando seu time garantiu a classificação às oitavas num emocionante 1 a 0 sobre a Itália. Na ocasião, ele esteve no banco de reservas para Muslera.

"Este estádio me traz muito boas lembranças, pois foi onde conseguimos nossa classificação. Foi uma experiência muito linda eliminar a Itália no Mundial", se recorda.

Destaque do Vasco, Martin terá desfalques entre os seus companheiros de defesa. O lateral esquerdo Diego Renan e o meia Guiñazu estão suspensos e darão lugar a Marlon e Aranda, respectivamente. O atacante Thalles está servindo a Seleção Brasileira sub-21 e será substituído pelo também jovem Lucas Crispim, que veio por empréstimo do Santos.

Esta será a primeira oportunidade do garoto de 20 anos como titular do Cruzmaltino, e o técnico Adilson Batista fez elogios:

"É um menino que tem uma boa base do Santos e vejo potencial, qualidade, dinâmica, uma boa jogada individual e joga aberto nos dois lados. Ele tem uma dinâmica boa para aquilo que a gente acha importante no futebol atual".

Dois pontos atrás do Vasco, o ABC encara a partida não só como uma oportunidade de ultrapassar o rival como também de se aproximar do G4. O técnico Zé Teodoro terá duas novidades na equipe: Rogerinho, no meio de campo, e João Paulo, na vaga de Lúcio Flávio no ataque.

Dênis Marques, que teve passagens por Atlético-PR e Flamengo, está recuperado de lesão, mas deve iniciar o jogo como opção no banco de reservas.

Para Rogerinho, a equipe está devendo após o recesso da Copa do Mundo.

"Nós ainda não tivemos uma boa apresentação depois da volta da Copa do Mundo e todos os jogadores sabem que estamos numa situação desconfortável. Temos condições de brigar por uma vaga no acesso à Serie A" disse Rogerinho à Rádio Globo de Natal.

ABC X VASCO
Local: Arena das Dunas, Natal (RN)
Data-hora: 9/8/2014, às 16h20 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Leone Carvalho Rocha (GO)

ABC
Gilvan, Renato, Suéliton, Marlon e Michel; Fábio Bahia, Liel, Daniel Amora e Rogerinho; João Paulo e Rodrigo Silva (Dênis Marques)
Técnico: Zé Teodoro

VASCO
Martín Silva; Carlos Cesar, Rodrigo, Douglas Silva e Marlon; Aranda, Fabrício, Dakson  e Douglas; Lucas Crispim e Kléber.
Técnico: Adilson Batista

Fonte: UOL



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Dani Souto


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domingo, 3 de agosto de 2014

Técnico do Paraná Clube critica Kleber por agressão e pede punição exemplar


O técnico do Paraná Clube, Claudinei Oliveira, desabafou contra o vascaíno Kleber após a derrota tricolor por 1 a 0 na tarde deste sábado, no São Januário, pela 14ª rodada da Série B. No lance em questão, o atacante alvinegro agrediu Alisson, aproveitou escorregão de Marcos Serrato e seguiu no lance até sofrer o pênalti de Anderson Rosa.

O Tricolor já perdia por 1 a 0, e o goleiro Marcos defendeu o pênalti. Mas, com a expulsão de Anderson, o time paranaense viu as chances de empate praticamente se esgotarem. O treinador reclamou que ninguém da equipe de arbitragem viu a agressão de Kleber no zagueiro paranista e também criticou a postura do atacante vascaíno:

Se você colocar no Youtube 'agressão do Kleber' vão aparecer mais  umas 500
Claudinei Oliveira, técnico tricolor

- O histórico do Kleber fala por si só. Não precisa buscar muito, não. Se você colocar no Youtube "agressão do Kleber" vão aparecer umas 500. Ele agrediu na frente da bandeirinha (Janette Mara Arcanjo), e o quarto árbitro (Estevão Cunha da Trindade) está ali do lado. Aí o quarto árbitro é do Rio e não faz nada. A bandeira também não faz nada. Eu falei com o Alisson que ele deveria ter levantado. Caiu no chão, não morreu, não quebrou o nariz, então levanta e vai para o jogo. Mas é aquele negócio: o esperto é sempre o premiado. O jogador agride, ninguém viu, e aí tiveram o pênalti, e perdemos o Anderson - desabafou em coletiva.

O técnico do Paraná revelou que já pediu para a diretoria encaminhar uma denúncia ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que o atacante Kleber recebe uma "punição exemplar" pela agressão:

- Já pedi para a diretoria do clube pegar as imagens do jogo e encaminhar uma denúncia contra o Kleber. Acho que não é correto, a malandragem não pode vencer as coisas corretas no futebol e em nenhum setor da vida. Espero que a gente pegue as imagens do jogo e envie para o STJD até porque foi um lance capital para a nossa derrota. Que o Kleber seja punido exemplarmente. Se o jogador deu uma mordida no outro e pegou quatro meses, uma agressão é uma agressão. Lamento muito o Kleber ter feito isso. Ele me falou que não, que não agrediu. Mas deixe para lá. Deixe o Kleber seguir a vida do jeito que ele gosta de fazer. Esse é o jeito do Kleber de ser. A gente espera que ele seja punido exemplarmente - falou.

Após desabafar contra a arbitragem e contra o atacante Kleber, o técnico Claudinei Oliveira comentou sobre a atuação do time. O Paraná Clube criou chances claras, mesmo após a expulsão do zagueiro Anderson Rosa, mas não conseguiu chegar ao empate:

- Lamento mais uma vez o resultado por termos jogado bem. Precisávamos pontuar. Mas, se serve de alento é que o Paraná jogou, contra o Vasco, de igual para igual. Não jogamos aqui como um time que está em 17° no campeonato, com medo do Vasco, com o rabinho entre as pernas... O Paraná veio, jogou o jogo - concluiu o comandante tricolor. 

kleber vasco e Paraná Série B (Foto: Dhavid Normando / Agência Estado)

Com o resultado no Rio de Janeiro, o Paraná segue na zona de rebaixamento da Série B. É o 17° colocado, com 13 pontos em 14 jogos, à frente apenas de Bragantino, Portuguesa e Vila Nova. O último, inclusive, é o próximo adversário tricolor. O duelo está marcado para o próximo sábado, às 16h20 (horário de Brasília), na Vila Capanema.

Adilson vê desatenção na zaga, elogia atuação e diz: "Tendência é melhorar"

O sofrimento encontrado pelo Vasco para derrotar o Paraná por 1 a 0 na tarde deste sábado, em São Januário, contrastou com a tranquilidade do técnico Adilson Batista após a partida. Sereno, o comandante cruz-maltino elogiou a atuação de sua equipe e lamentou apenas o que chamou de "desatenção defensiva" principalmente no fim do primeiro tempo, quando o goleiro Martín Silva precisou realizar três grandes defesas para impedir o empate. Na visão de Adilson, faltou velocidade ao Vasco para decidir o jogo antes do apito final.

- O primeiro tempo seria melhor se tivéssemos velocidade. Mas a distribuição foi boa, controlamos o jogo, criamos várias situações. Tivemos desatenção na bola parada, mas o jogo estava bem controlado. Poderia ser 1 a 1? Sim. Mas também tivemos chance para decidir. Assim que eu vejo. O resultado é importante. Quando vence e convence, vemos que as coisas vão melhorar. A tendência é melhorar e é isso que temos que enaltecer. Vai engrenar, vai melhorar. Estamos no caminho certo - disse Adilson, que ainda lembrou a partida no meio de semana contra a Ponte Preta para explicar a queda de rendimento no segundo tempo.

O resultado levou o Vasco aos 22 pontos. A equipe ocupa agora a oitava posição da Série B do Campeonato Brasileiro, com um jogo a menos do que a maioria dos adversários. O elenco vascaíno ganhou dois dias de folga após a vitória deste sábado e se reapresenta na próxima terça-feira pela manhã, no CFZ.

Confira as outras respostas de Adilson na coletiva:

Atuação
Fizemos sim um bom primeiro tempo, controlamos bem o jogo, trabalhamos organizados, criamos situações e realmente tivemos dificuldades no segundo tempo. Tentamos corrigir, o Crispim entrou bem, fazendo jogadas individuais, deu mais velocidade. O que precisamos entender é que jogamos quarta, e o adversário, não. Isso tem um peso. Poderíamos ter decidido o jogo antes, com um jogador a mais controlamos bem. Tivemos bola na trave, outras boas chances, o rival também teve suas situações de perigo, bola na trave no fim, Martín fez ótimas defesas. É compreensível, mas o jogo de quarta explica muito.

G-4
Pelo aproveitamento, nosso time seria o quarto colocado. A defesa está bem controlada, o saldo de gols é bom. Precisamos aumentar o número de vitórias. Estamos perto, temos um jogo para cumprir com o Náutico. A tendência é crescer. Essa é a nossa expectativa. Fizemos um bom jogo na quarta-feira também.

Bola parada
Marcamos errado no primeiro tempo e proporcionamos duas situações em que o Martin Silva foi bem. Tivemos também desatenção em uma cobrança rápida do Lucio Flavio que gerou outra boa defesa do Martin. Depois ainda teve a cabeçada no fim do jogo... Não vou tirar o mérito do adversário, mas tivemos desatenção também. Vamos trabalhar para melhorar.

Suspensos
A perda acontece. Estávamos com nove pendurados. Agora Guiñazu e Diego Renan levaram o terceiro amarelo. Ainda temos que esperar também a situação do Diego, ver quanto tempo ele vai ficar fora pela lesão. Vamos voltar a trabalhar na terça e preparar a equipe para o próximo compromisso.

Pênalti
Kleber bater do mesmo jeito que o pênalti contra o Santa Cruz. Ele e Douglas estão sempre treinando. Outros jogadores também treinaram em Campinas, até porque poderiamos ter disputa de pênalti contra a Ponte Preta. Mas Douglas e Kleber tem essa liberdade de decidir. Acho que foi mais mérito do goleiro do que displicência dele.

ABC e Náutico
Estamos sempre tentando vencer. Foi assim nesse mês de julho, nos amistosos... Recentemente vencemos a Ponte Preta em Campinas, ganhamos quarta, ganhamos hoje. É que olhamos a tabela e vemos o Vasco em 6º, 8º, 10º... Vocês acompanham o dia a dia, mas isso não é justificativa. Vai engrenar, vai melhorar. Estamos no caminho certo.

Satisfeito com atuação ou resultado?
O primeiro tempo seria melhor se tivéssemos velocidade. Mas a distribuição foi boa, controlamos o jogo, criamos várias situações. Tivemos desatenção na bola parada, mas o jogo estava bem controlado. Poderia ser 1 a 1? Sim. Mas também tivemos chance para decidir. Assim que eu vejo. O resultado é importante. Quando vence e convence, vemos que as coisas vão melhorar. A tendência é melhorar e é isso que temos que enaltecer.

Kleber
Me falaram que queriam fair play no lance, mas o atleta do Paraná caiu e levantou. O outro não dominou a bola. O Kleber percebeu, adiantou a bola, protegeu como ele sempre faz. Sobre a suposta agressão, não posso falar porque não vi as imagens. Não é da minha alçada. Temos pessoas competentes para tratar do assunto. A gente conversa para que ele sempre jogue futebol.

Adilson Batista minimiza confusão no pênalti e defende Kleber das críticas

O pênalti sofrido por Kleber na vitória sobre o Paraná gerou polêmica durante e depois da partida do último sábado. O atacante foi acusado de agredir o zagueiro Alisson no início da jogada e o técnico Claudinei Oliveira chegou a pedir uma punição pesada ao camisa 30 após a partida. Ele deixou claro que já pediu para a diretoria paranista encaminhar uma denúncia ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

Indagado sobre o caso, Adilson Batista mostrou tranquilidade e avisou que não era de sua alçada falar sobre a suposta agressão, até porque não tinha visto as imagens do lance. O treinador ainda minimizou o caso e deixou claro que tem a preocupação de pedir para Kleber, que tem histórico de confusões em campo, jogar apenas futebol. Vem dando certo pelo menos no Vasco: o atacante ainda não levou sequer cartão amarelo com a camisa cruz-maltina.

- Me falaram que queriam fair play no lance, mas o atleta do Paraná caiu e levantou. O outro não dominou a bola. O Kleber percebeu, adiantou a bola, protegeu como ele sempre faz. Sobre a suposta agressão, não posso falar porque não vi as imagens. Não é da minha alçada. Temos pessoas competentes para tratar do assunto. A gente conversa para que ele jogue apenas futebol - lembrou.

A vitória por 1 a 0 levou o Vasco aos 22 pontos. A equipe ocupa agora a oitava posição da Série B do Campeonato Brasileiro, com um jogo a menos do que a maioria dos adversários. O elenco vascaíno ganhou dois dias de folga após a vitória deste sábado e se reapresenta na próxima terça-feira pela manhã, no CFZ.

Vasco leva sufoco, mas vence o Paraná e cola no G-4


No último jogo antes das eleições do Vasco - caso a data do pleito, marcada para a próxima quarta-feira, não seja adiada por decisão judicial -, o Cruz-Maltino venceu o Paraná por 1 a 0 em São Januário, na tarde deste sábado, com gol de Douglas Silva. Mas não convenceu. Levou sufoco, bola na trave mesmo quando tinha um homem a mais, perdeu um pênalti com Kleber, e os três pontos representaram mais um alívio por evitar mais um tropeço em casa do que felicidade por ter se aproximado do G-4 da Série B.

O triunfo fez o Vasco subir só duas posições na tabela, do décimo para o oitavo lugar, mas deixou o time com 22 pontos, só a um da zona que dá acesso para a Primeira Divisão. O clube carioca, por sinal, tem um jogo a menos que a maioria dos rivais. Já o Tricolor, que vinha há duas partidas invicto, perdeu a chance de escapar da zona de rebaixamento e termina a 14ª rodada na primeira posição dentro do Z-4, com os mesmos 13 pontos.

Já com novo presidente eleito, o Vasco voltará a campo no próximo sábado para enfrentar o ABC, às 16h20 (de Brasília) na Arena das Dunas, com a chance de, enfim, entrar no G-4 da Série B. No mesmo dia e horário, o Paraná recebe o lanterna Vila Nova no Durival Brito para tentar fugir da zona de rebaixamento.

Douglas Silva vasco e Paraná série B (Foto: Roberto Filho / Agência Estado)

"Família Silva" salva o Vasco, e Kleber se envolve em polêmica

A formação que deu certo contra a Ponte Preta na Copa do Brasil, com Douglas e Dakson na armação, desta vez não teve o mesmo êxito. O camisa 10 fez o cruzamento que terminou no gol do xará Douglas Silva, após falha do goleiro Marcos, mas os passes precisos e a visão de jogo do meia funcionaram apenas no início do jogo. Seu companheiro de posição esteve apagado, junto a outros jogadores como Kleber. O atacante sofreu muitas faltas e só apareceu ao perder um pênalti já na etapa final. Na bola aérea, Thalles e Rodrigo pararam na trave, e acabou que quem mais brilhou foi Martín Silva. O goleiro da seleção uruguaia fez milagres e evitou o empate.

Duas das três defesas, aliás, foram em cabeçadas. Os chuveirinhos foram a principal deficiência da defesa vascaína e a principal arma do Paraná, que aparentou ter feito o dever de casa ao estudar o ponto fraco do rival. E o time, que começou todo recuado, mostrou-se perigoso quando precisou sair para o jogo. Quando sofreu o gol, aos 34 minutos do primeiro tempo, já era melhor em campo. Arthur e Alisson levaram perigo pelo alto, e Tiago Alves fez o mesmo com chutes de fora da área. A pressão continuou na etapa final e só diminuiu com a expulsão de Andreson Rosa no pênalti polêmico cometido em Kleber.

Guinazu vasco e Paraná série B (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)

Num lance sem bola, o atacante levou a mão no rosto de Alisson, que caiu reclamando. O jogo seguiu, a bola foi ao campo de defesa do Vasco e foi devolvida para perto de onde estava o Gladiador. O vascaíno se aproveitou de um escorregão bisonho de Marcos Serrato para sair na cara do gol e ser derrubado. Os jogadores do time paranaense reclamaram de falta de fair play do Vasco, que não jogou a bola para fora para atendimento ao defensor. Bola na cal, e Kleber bateu mal. Marcos pegou e voltou a salvar no rebote, que Douglas Silva desperdiçou. Crispim ainda teve uma terceira chance no mesmo lance, mas isolou.

Mesmo com um a menos, o Paraná teve a chance de sair com um empate que teria sabor de vitória no fim, mas Breno não aproveitou a falha de Edmilson e, sozinho na pequena área, cabeceou na trave após cruzamento de Júlio César.

sábado, 2 de agosto de 2014

Vasco tenta mostrar força e se aproximar do G-4

Embalado pela vitória de 2 a 1 sobre a Ponte Preta, que lhe garantiu uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Vasco tenta mostrar força na Série B do Campeonato Brasileiro neste sábado, às 16h20 (de Brasília), quando enfrenta o Paraná em São Januário, no Rio de Janeiro (RJ), pela 14ª rodada.

Na competição, o time cruz-maltino vem de empate sem gols contra a própria equipe campineira e aparece com apenas 19 pontos, na parte intermediária da tabela de classificação. Vencer é fundamental para encostar de vez no G-4, zona de acesso para a elite do futebol nacional. Os paranistas, por sua vez, ganharam ânimo após o triunfo de 1 a 0 sobre o ABC. Porém, é preciso mais, já que, com 13 pontos, estão na zona de rebaixamento.

O técnico vascaíno, Adilson Batista, sabe das dificuldades da competição. Ele acredita que o seu time vai precisar se doar ainda mais em campo para conseguir se aproximar dos primeiros colocados.

"A Série B está se mostrando cada vez mais complicada, com um nível de competição muito alto. Além disso, como já venho falando, o Vasco é o time a ser batido. Sendo assim, é fundamental desempenharmos muito bem o nosso papel dentro de casa. Jogando em São Januário, não podemos perder pontos, como aconteceu há duas semanas, no empate por 1 a 1 com o América-RN. Se tivéssemos ganhado naquele dia, o empate com a Ponte Preta na rodada passada teria outra importância", afirmou o treinador.

Para ganhar em casa, os jogadores do Vasco admitem que contam com uma força extra. Trata-se do apoio dos torcedores, que costumam, em bons momentos, transformarem São Januário em um verdadeiro caldeirão.

"O Vasco é um clube grande e precisa sempre estar entre os primeiros colocados. O torcedor sabe disso e cobra com razão. Há bastante tempo o nosso time não perde, mas tem acontecido alguns empates que dificultam a nossa subida na tabela. Precisamos ganhar no sábado e queremos muito que o torcedor compareça em bom número, pois jogando com a casa cheia aumentamos consideravelmente as nossas chances de vitória", declarou o lateral esquerdo Diego Renan.

Adilson não pretende fazer mudanças em relação ao time que derrotou a Ponte Preta no meio de semana. Com isso, o esquema com três volantes foi afastado, e Dakson segue entre os titulares, auxiliando Douglas na criação de jogadas.

Pelo lado do Paraná, o técnico Claudinei Oliveira vê a partida como uma excelente oportunidade de ganhar embalo na competição. "A postura vai ser igual à dos outros jogos. Não podemos mudar de acordo com o adversário, encaixamos alguma coisa. Mas não vamos mudar radicalmente, até porque entendemos que o time vem jogando bem", falou o treinador.

O plano só não é perfeito por conta dos desfalques. O atacante Giancarlo e o volante Cambará seguem de fora, vetados pelo departamento médico. Já o zagueiro Gustavo recebeu o terceiro cartão amarelo e abre espaço para o retorno de Anderson Rosa, recuperado de lesão. Como opção no banco está a principal novidade: o meia Pedro Castro, revelado pelo Santos, está regularizado e deve entrar durante a partida.

Gazeta Press
Vasco vem embalado pela classificação na Copa do Brasil

FICHA TÉCNICA
VASCO X PARANÁ

Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 2 de agosto de 2014 (Sábado)
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Janette Mara Arcanjo (Fifa-MG) e Pablo Almeida da Costa (MG)

VASCO: Martin Silva, Carlos César, Rodrigo, Douglas Silva e Diego Renan; Pablo Guiñazú, Fabrício, Dakson e Douglas; Thalles e Kléber
Técnico: Adilson Batista

PARANÁ: Marcos, Chiquinho, Anderson Rosa, Alisson e Breno; Lucas Otávio, Marcos Serrato, Ricardinho e Lucio Flavio; Tiago Alves e Arthur
Técnico: Claudinei Oliveira

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