segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Kleber e Rafael Vaz se juntam ao elenco do Vasco em Manaus

 
Kleber, Vasco X Luverdense (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)

O técnico Joel Santana ganhou mais duas opções para a partida contra o Oeste, nesta terça-feira, em Manaus. O atacante Kleber e o zagueiro Rafael Vaz se juntaram ao elenco após o empate diante do Atlético-GO e estão à disposição para a partida pela 23ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Kleber volta após cumprir suspensão e pode reaparecer entre os titulares. Resta saber se Joel vai manter o esquema com apenas um atacante ou optar pela dupla Kleber e Edmilson. Já Rafael Vaz vai compor o banco de reservas após a suspensão de Douglas Silva. A tendência é que Luan forme a dupla de zaga com Rodrigo.

Com 39 pontos, o Vasco ocupa a terceira posição da Série B. A partida contra o Oeste será nesta terça, às 21h50 (de Brasília), na Arena Amazônia, em Manaus.

Vasco agradece parceria com fornecedora antes do adeus

 
Camisa Vasco nova dinamite (Foto:  Luiz Pires / VIPCOMM)

Em meio ao desgaste recente da relação, o Vasco publicou uma nota em seu site oficial, nesta segunda-feira, em agradecimento à parceria de seis anos com a Penalty - o vínculo acabou em 30 de junho. O clube ressalta que o trabalho junto à empresa garantiu o pagamento de uma dívida de R$ 10 milhões, contraída em 1995, e que o acordo sempre foi cumprido. O adeus definitivo está próximo, já que os uniformes de jogo estão no fim, e o time entrará em campo para enfrentar Sampaio Correa e Joinville, nos dias 23 de setembro e 26 de setembro, com uma camisa de fabricação própria.

Esta situação, aliás, foi motivo de contrariedade na diretoria cruz-maltina, que alega ter combinado com a fornecedora a produção de mais 1.200 peças na transição para o lançamento da Umbro, que está previsto para o dia 4 de outubro, contra o Bragantino, em São Januário. Depois de reclamar, o tom, desta vez, foi cordial, e a saia justa foi deixada de lado. Já a Penalty enviou uma carta endereçada ao presidente Roberto Dinamite na qual criticava a maneira como as negociações para a renovação foram conduzidas.

Nos últimos dias, supostos uniformes confeccionados pela nova parceira circularam na internet, mas o departamento de marketing negou a veracidade. A camisa branca terá um selo comemorativo aos 90 anos da Resposta Histórica. Já a terceira camisa, divulgada em montagem como azul, só será desenhada no ano que vem. Vasco e a inglesa Umbro assinaram até o fim de 2017, em contrato que vai render pelo menos R$ 56 milhões.

Confira a nota oficial do Vasco sobre a Penalty:

O Club de Regatas Vasco da Gama vem por meio desta agradecer à Penalty a parceria de 6 anos enquanto fornecedora do material esportivo do clube.

O Vasco reconhece a importância de seus parceiros e a Penalty foi uma aliada fundamental enquanto esteve conosco sempre honrando os acordos firmados. Graças a esta parceria foi quitada uma dívida de quase 10 milhões de reais com a própria Penalty contraída em 1995. Temos certeza que a Penalty também sai desta relação agradecida ao Vasco, pois todos sabemos a dimensão que nosso clube tem.

O tempo agora é de novos desafios, novas parcerias e objetivos. Com a convicção que nossos caminhos serão cada vez mais vitoriosos, desejamos igual sucesso à Penalty em suas futuras empreitadas.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Vasco terá de fabricar uniforme sem marca e reclama da antiga parceira


Pedro Ken Vasco x América-MG (Foto: Cristiane Mattos / Futura Press)

A transição de fornecedora de material não saiu como o Vasco esperava. A diretoria alega ter um acordo com a Penalty, com a qual manteve contrato até o último mês de junho, para receber mais 1.500 uniformes de jogo, de modo a não haver prejuízo até que a Umbro, nova parceira, entregue sua linha que está em fase final de confecção. Mas as peças não chegaram a São Januário, e o clube se movimenta para produzir uma camisa sem marca para até quatro partidas, até o dia 4 de outubro, contra o Bragantino, pela Série B. A roupa destinada aos treinos, sempre reutilizada, não corre risco de acabar.

Nesta data, a empresa inglesa fará sua estreia oficial. Está marcado um evento na sede náutica, na Lagoa, para o lançamento oficial, no dia 2. O valor das luvas referentes ao início dos três anos e meio de vínculo caíram nos cofres em agosto e ajudaram a pagar um mês de salário. No total, o Vasco embolsará pelo menos R$ 56 milhões. Grupos políticos que disputarão as eleições de 11 de novembro acenaram com uma revisão do contrato, pois, em reunião o Conselho Deliberativo de junho, o presidente Roberto Dinamite, que deixará o cargo em breve, se comprometeu a não assinar contratos longos para que a futura administração pudesse defini-los. 

Está descartada a hipótese de utilizar a marca VG, que foi criada na gestão de Eurico Miranda para tampar um intervalo sem fornecedor de material. Desta vez, o uniforme será bastante simples, com os mesmos patrocinadores, mas, agora, sem a Penalty na camisa. A antiga fornecedora vascaína até então seguia em todos os espaços destinados desde 2009 - como placas de publicidade e backdrops.

- Já começamos a criar a camisa sem marca. Eles combinaram, mas não entregaram isso para a gente. Quiseram reduzir nossa parte nos royalties nesse último momento também. A forma como eles estão saindo tem sido uma situação lamentável. Para suprir nesse período, estamos agindo assim - explicou o vice-presidente de marketing do clube, Victor Ferreira.

A relação com a empresa vem se desgastando há muito tempo e gerou troca de críticas em julho, quando a Penalty enviou uma carta endereçada a Dinamite reclamando dos responsáveis por conduzir as negociações para a renovação, que fracassou por causa dos valores mais baixos e da rejeição da torcida. Desta vez, a fornecedora não retornou os contatos por e-mail e telefone da reportagem do GloboEsporte.com para dar sua versão sobre o caso.

A Umbro não lançará a camisa especial número 3, que fica para 2015. Mas o vice de marketing adiantou que o uniforme até o fim da temporada será lançada uma outra camisa em homenagem aos 90 anos da Resposta Histórica, marco da luta contra o racismo no clube.

domingo, 7 de setembro de 2014

Joel promete muito trabalho para levar Vasco à elite

 

Após 10 anos longe do Vasco, Joel Santana retornou e, neste domingo, concedeu sua primeira entrevista coletiva como o novo técnico cruz-maltino. A quilômetros de São Januário, no CFZ, onde o "Papai" apenas observou o treinamento comandado pelo auxiliar Marcelo Sales e o preparador físico Ronaldo Torres, o treinador, sentado entre Roberto Dinamite e Rodrigo Caetano, chegou dizendo que o momento é de muito trabalho para levar o Vasco de volta à elite do futebol brasileiro.

- Não é hora de ficar falando muito, é hora de trabalhar, trabalhar e trabalhar para, no fim do ano, estar em uma situação mais confortável. Estamos felizes, mas não estamos satisfeitos. Para isso, nós temos que fazer mais ainda. Já passei outras vezes por situações difíceis e conseguimos sair. É uma obrigação nossa. Vamos sair. Venho mais uma vez feliz e satisfeito, com uma energia como se tivesse começando agora. O clube sempre me deu a mão. O meu histórico já conhecem - afirmou o comandante.

Joel, que inicia sua quinta passagem por São Januário, falou ainda que a gratidão e o conhecimento do clube foram fundamentais para que ele aceitasse o desafio de assumir o clube a três meses do fim da Série B do Campeonato Brasileiro.

- Conheço um pouco essa casa. Dormi muitas vezes embaixo da arquibancada, feliz da vida, por isso estou aqui. Sou grato. Muito do que aconteceu comigo, agradeço a esse clube. Vamos tentar mais uma vez chegar a um momento mais tranquilo no fim do ano, estar onde temos que estar.

Joel Santana coletiva Vasco (Foto: Thales Soares)

Joel Santana assinou contrato até 31 de dezembro deste ano. A negociação foi conduzida diretamente pelo presidente do Vasco, Roberto Dinamite. Joel treinou o mandatário numa de suas passagens pelo clube e tem boa relação com o ex-atacante, que está em fim de mandato – enquanto a Justiça não julgar a liminar que o mantém no poder, Dinamite é presidente até as eleições de 11 de novembro. 

Houve resistências internas ao nome de Joel, mas Dinamite resolveu seguir em frente ainda assim. A escassez do mercado e a impossibilidade de acerto com as opções preferenciais - como no caso de Oswaldo de Oliveira - abriram caminho para o acerto do veterano treinador de 65 anos. O primeiro contato havia sido feito logo após o pedido de demissão de Adilson. Joel, depois, esperou outra ligação e se irritou com a aproximação do acerto do Vasco com Enderson Moreira, que acabou não se concretizando. 

O treinador retorna à Colina após quase uma década. Em sua última passagem, em 2005, Joel foi demitido após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil com uma derrota em casa para o Baraúnas (3 a 0), em abril daquele ano. O último clube do treinador foi o Bahia, numa curta passagem em 2013: em pouco mais de um mês, entre abril e maio, comandou o Tricolor em sete partidas, com duas vitórias, três empates e duas derrotas. A última delas, a goleada de 7 a 3 para o arquirrival Vitória, na primeira partida da final do estadual, culminou com a sua saída.

Jogador do Vasco na década de 70 (foi campeão carioca em 1970 e brasileiro em 1974), Joel Santana vai comandar o time pela quinta vez na carreira (as passagens anteriores foram em 1986/1987, 1992/1993, 2000/2001 e 2004/2005). Como técnico, conquistou dois estaduais (1992 e 1993), a Copa João Havelange em 2000 e a Copa Mercosul neste mesmo ano – os dois últimos títulos depois de substituir Oswaldo de Oliveira na reta final das competições.

Joel e Rodrigo Caetano Treino do Vasco CFZ (Foto: Thales Soares)

Confira os principais trechos da entrevista de Joel Santana:

História

"Se não sou o primeiro em títulos, sou o segundo que mais ganhou. Vamos conseguir esses números. Aceleramos o processo, mas futebol é assim e não pode ser diferente. Já conheço o clube há bastante tempo. Agora, vamos trabalhar".

Momento do Vasco

"Já passei outras vezes por situações difíceis e conseguimos sair. Não é interessante para o clube estar na Série B. É uma competição difícil de ser disputada, com jogos em dias que não estamos acostumados. A responsabilidade aumenta. É uma obrigação nossa. Vamos sair. Venho mais uma vez feliz e satisfeito, com uma energia como se tivesse começando agora. O clube sempre me deu a mão. O meu histórico já conhecem".

Roberto Dinamite

"Já o conheço há muito tempo. Fazia papel de sparring no treinamento para ele. Aquela jogada de corte para o meio era treinada. Não era por acaso. Fazia com a maior humildade. O clube precisava dele. Em 1986, quando virei treinador, eu o chamei para viajar para Belém na minha estreia mesmo machucado. Era nosso capitão, queria ele lá. Vencemos por 3 a 0. Ia fazer o quê? Deixá-lo na poltrona?".

Já passei outras vezes por situações difíceis e conseguimos sair. Não é interessante para o clube estar na Série B. É uma competição difícil de ser disputada. A responsabilidade aumenta. É uma obrigação nossa. Vamos sair. Venho mais uma vez feliz e satisfeito, com uma energia como se tivesse começando agora. O clube sempre me deu a mão".
Joel Santana

Missão

"É sempre difícil, principalmente com um clube de massa, na Série B. A missão mais difícil é sempre a próxima. Ganhamos ontem (sábado) e você não sabe como eu sofri, como nós sofremos. Era uma vitória que a gente precisava. Dá um pouco mais de tranquilidade para o jogo de terça-feira".

Parada

"Às vezes é bom. Principalmente, quando você tem uma estabilidade. Tira um pouco o pé do acelerador, vê o que está acontecendo. Não ia ficar mais tanto tempo em casa. Voltei ao clube que conheço, onde comecei e me sinto muito à vontade".

Emergencial

"Cheguei numa segunda para jogar a Mercosul e na quarta o Brasileiro em Minas. Ganhamos os dois campeonatos. Mas não quero ser contador de história".

Vitória sobre o América-MG

"Mérito do Jorge Luiz. Vencemos o primeiro colocado do grupo. O grupo estava sentido, com um resultado que não é normal. Ninguém dá uma topada, fura um pneu, bate no carro porque quer. É uma derrota que não é normal, em casa. Agora, o astral é outro, com espírito diferente, dormindo melhor, acordando melhor ainda, sorridente, feliz da vida. É bola para frente".

Felipe para auxiliar

"De repente. Estamos pensando nisso. Eu o conheço bem. As coisas foram muito atropeladas. Tem jogo terça-feira, depois vamos ver outras causas".

Relação com a torcida

"São Januário é a minha casa, minha varanda. Se não estiver acostumado a encarar a torcida do Vasco, vou encarar qual? Lá conheço tudo, a igreja, a piscina, a goiabeira. Nada é diferente. Só a proporção do clube que cresceu, mas a torcida do Vasco é assim. Precisamos dela, que entenda que só sairemos desse momento com seu apoio. Temos três meses pela frente. Vamos nos ajudar. Aí, no ano que vem, é respirar. Dentro de casa sempre fomos quase imbatíveis".

Joel Santana e Roberto Dinamite Vasco (Foto: Rener Pinheiro / Vasco da Gama)

Joel 2005 x Joel 2014

"Bem mais novo, com menos cabelo branco. Envelheci, mas estou mais experiente na vida. O futebol machuca muito as pessoas. Vocês não tem ideia dos comentários. Vi um outro dia de uma pessoa que nem me conhece. Se for uma crítica respeitosa tudo bem, pode criticar. Nunca pensei em chegar tão longe, ganhar tanta coisa. Falta muito pouco, chegar à Seleção, mas o clube já me deixa satisfeito. Somos de famílias humildes. Conseguimos vencer pela luta, pela determinação, aplicação, disciplina. Sempre foi assim e não vai ser diferente agora. Se o clube me dá mais uma vez a oportunidade não é porque tenho os olhos verdes, mas porque deixei um trabalho aqui".

Pedido na igreja

"Vou sempre. Antes de acertar com o Vasco, encontrei uma senhora no caminho. Ela me perguntou sobre o Vasco, Disse que estava indo rezar na igreja. Ela decidiu ir junto. Na saída, falou comigo e me questionou perguntando se eu iria aceitar. Respondi que sim e ela disse que havia rezado para isso".

Jogadores da base

"Nem lembro quantos jogadores subimos. Tem que ter cuidado. São a raiz do clube, feitos lá embaixo. Trabalhei cinco anos em categorias de base, no Brasil e no exterior. A maioria desses jogadores tem problemas particulares para resolver. Pode ter certeza que tenho carinho com essa molecada. Gosto de ver o garoto subir na vida e virar um atleta de nível. Eu e Roberto saímos da base e hoje estamos aqui técnico e presidente".

Xodó da vez

"Vamos ver depois quem vamos escolher. O apelido de papai veio dos jogadores pelo cuidado que tenho com eles. Tenho o hábito de na concentração dar boa noite a todos. Uma vez, um jogador que estava machucado também concentrou e não lembrei que ele estava lá. No dia seguinte, me cobrou na preleção. Isso é amizade, carinho. Vocês não imaginam quantas ligações recebi para me parabenizar pela volta ao trabalho".

Desafio

"Aqui não tem desafio, tem prazer. Trabalhar no Vasco, no Rio de Janeiro, onde tenho dois títulos brasileiros, um como treinador e outro como jogador, quatro cariocas, três como treinador e um como jogador, o que quero mais? Quero ser feliz. Não tem dia ruim para a gente".

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Rodrigo se envolve em confusão com Gilvan em troca de camisas no campo

Em meio à tristeza do Vasco pela eliminação e à festa do ABC pela vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, uma confusão tomou conta do campo após o término do jogo na Arena das Dunas, que terminou com o placar 2 a 1 para o time da casa. O desentendimento foi entre Rodrigo e Gilvan, e outros jogadores precisaram intervir para evitar maiores estragos.

Na saída para o vestiário, Rodrigo não quis comentar o episódio ao dizer que nada aconteceu. Mas Gilvan deu sua versão para a confusão. Segundo o goleiro do ABC, o zagueiro vascaíno tentou impedir a troca de camisas entre ele e Jordi, arqueiro reserva do Cruz-Maltino.

Confusão jogadores Vasco (Foto: Frankie Marcone / Agência estado)

- O goleiro do Vasco me pediu no intervalo para trocar a camisa comigo no fim do jogo. Agora que fui trocar com ele, o Rodrigo veio tomar, falou que a gente não merecia, que era covarde. A atitude dele foi muito infeliz. A gente ganhou a classificação dentro de campo. O Vasco é maior que tudo e acho que o ABC também é - disse o goleiro, em entrevista ao canal "Fox Sports".odrigo estava com os ânimos exaltados e deixou o campo discutindo com Jordi após o episódio. Nos minutos finais, chegou a bater boca com Diogo Silva e a empurrar o goleiro titular antes de cobrar uma falta no campo de defesa.

Com a derrota por 2 a 1, o Vasco amarga cinco jogos sem vencer e vive uma crise que levou à saída do técnico Adilson Batista no último sábado. Já o ABC comemora sua melhor participação na Copa do Brasil ao alcançar pela primeira vez as quartas de final da competição. O adversário do Alvinegro sai do confronto entre Cruzeiro e Santa Rita-AL.

Vasco chega ao Rio sob gritos de "time sem vergonha"


A paciência do torcedor já havia acabado no sábado, quando o Vasco foi goleado por 5 a 0 para o Avaí, em São Januário. A pressão nas arquibancadas e o resultado vexatório fizeram com que Adilson Batista deixasse o cargo de técnico. Na manhã desta quarta-feira, após a eliminação para o ABC da Copa do Brasil, quatro torcedores compareceram ao aeroporto do Galeão para protestar. Sob gritos de "time sem vergonha" e "vamos jogar", a delegação desembarcou às 6h40. Acompanhados de seguranças, os jogadores e o diretor de futebol Rodrigo Caetano não quiseram dar declarações e foram direto para o ônibus.

Os primeiros a aparecerem foram Douglas e Rodrigo. O camisa 10 foi expulso na derrota por 2 a 1 na Arena das Dunas, e o zagueiro acabou se desentendendo com o goleiro reserva Jordi após o término do confronto. Apesar de não ter comprometido contra o ABC e ter realizado boas defesas, Diogo Silva escutou gritos de "goleiro frangueiro".

Os torcedores questionaram a derrota de sábado, para o Avaí.

- Onde já se viu perder de cinco para o Avaí. Isso é Vasco. Vamos jogar! Se não subir, já sabem! - gritava um dos torcedores.

Após o pequeno tumulto, o presidente Roberto Dinamite passou pelo saguão, mas também não falou com a imprensa.

O maior objetivo do Vasco agora para amenizar a crise é voltar ao G-4 da Série B. Ao ser derrotado para o Avaí, o time caiu para o quinto lugar. Mas tem apenas um ponto a menos do que o quarto colocado, Joinville.

O próximo compromisso é contra o América-MG, vice-líder, sábado, no Independência. A partida será realizada às 16h10 (de Brasília). No primeiro turno, as duas equipes empataram em São Januário por 1 a 1.

Rodrigo Caetano cita incompetência e diz: "Em 15 dias tudo se transformou"

O diretor de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, concedeu rápida entrevista após o técnico Jorge Luiz falar sobre a eliminação na Copa do Brasil. O dirigente lamentou os erros da equipe na derrota por 2 a 1 para o ABC  e disse que a classificação não aconteceu porque o time não teve competência para fazer o gol de empate, que daria a vaga nas quartas de final. Ele não quis dar um prazo para a contratação de um novo técnico depois da frustração com Enderson Moreira.  

Sem comentar nomes ou se já foi feito algum contato com outro treinador, Rodrigo Caetano classificou as últimas semanas como infelizes para o Vasco depois de um período de ascensão na tabela da Série B. O mais provável no momento é que Jorge Luiz siga no comando do time no sábado contra o América-MG, pela primeira rodada do returno da Série B. O dirigente lembrou que o tempo é curto e avisou que não se pode errar na escolha apesar da pressa e da necessidade de ter um novo treinador.

- Jorge e auxiliares fizeram grande trabalho, depois de uma goleada que trouxe muitas marcas. Espero que esse mesmo empenho possa significar nossa retomada daqui para frente - disse.

Vínhamos de uma ascensão, mas em 15 dias tudo se transformou. A partir de sábado, espero que as coisas voltem a ficar a nosso favor. Hoje não tivemos competência para classificar. Essa é a realidade"
Rodrigo Caetano, diretor de futebol do Vasco

Nesta quarta, os dirigentes do Vasco, sob forte pressão política e da torcida, voltam a se reunir para tentar encontrar um nome de consenso. Há poucas opções no mercado.  

- Queremos definir um novo nome o quanto antes, mas não há prazo. Primeiro, temos que reunir, conversar internamente, agir rápido, sem incorrer em erros - lembrou Caetano.  

Sobre a eliminação e a posição do Vasco na tabela no Brasileiro, o diretor de futebol reconheceu um desempenho abaixo do esperado. Ele voltou a pedir o apoio da torcida.

- Não queríamos que acontecesse essa queda, principalmente de resultados. Vínhamos de uma ascensão, mas em 15 dias tudo se transformou. A partir de sábado, espero que as coisas voltem a ficar a nosso favor. Hoje (terça) não tivemos competência para classificar. Essa é a realidade. Não queríamos essa desclassificação, mas nosso foco, a competição mais importante, é a Série B. Precisamos unir forças, escolher o novo técnico. Mesmo todos magoados com os últimos resultados, sentidos, precisamos também do apoio do torcedor vascaíno.

Vasco perde para o ABC, é eliminado e aumenta crise

Douglas, ABC X Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Vasco.com.br)

O ABC realizou dois grandes feitos na noite desta terça-feira. Para começar, quebrou um tabu histórico: derrotou o Vasco pela primeira vez em sua história. Nas 14 vezes em que haviam se enfrentado, foram 10 derrotas e quatro empates. Assim, avançou às quartas de final da Copa do Brasil, chegando a sua melhor campanha na competição – o máximo que conseguira anteriormente foram as oitavas, em 2000. Tudo isso embalado pela vitória por 2 a 1 na Arena das Dunas, gols de Madson e Marlon. Maxi Rodríguez descontou. O resultado e a eliminação aumentam ainda mais a crise do Cruz-Maltino, que já soma cinco partidas sem vitória, uma goleada por 5 a 0 em São Januário no fim de semana, pela Série B, e a saída do técnico Adilson Batista – Jorge Luiz comandou interinamente a equipe nesta noite.

Na próxima fase, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Cruzeiro e Santa Rita. Os mineiros fizeram 5 a 0 na partida de ida, e as equipes voltam a se enfrentar nesta quarta, às 19h30, no Municipal Arapiraca. Pela Série B do Brasileirão, o ABC retorna à Arena das Dunas, desta vez contra o Santa Cruz, às 16h10 (de Brasília), de sábado. O Vasco, por sua vez, viaja a Minas Gerais, onde enfrenta o América-MG, no Independência, no mesmo dia e horário.

O Vasco teve sete alterações em relação à última equipe formada por Adilson Batista, no fatídico 5 a 0 para o Avaí, que culminou com a sua saída. Mesmo assim, Jorge Luiz não promoveu muitas mudanças na forma da equipe atuar em campo. No setor ofensivo, Kleber, que cumpriu suspensão no sábado, começou mais à frente, enquanto Montoya caia pela esquerda. O que não foi o suficiente para evitar o gol do time da casa logo aos 12 minutos de partida.

Madson marcou numa jogada que foi bem explorada pelo ABC durante todo o duelo: bola longa, apostando na desatenção e desorganização da zaga carioca. O lateral recebeu um lançamento de antes do meio de campo, dominou no peito, com Montoya já rendido, e tocou na saída de Diogo Silva. Com o placar favorável, a equipe potiguar se fechou mais e arriscou os lances de contra-ataque, dando mais espaços para o Vasco jogar, porém, sem sucesso. Aranda foi o principal criador.

No segundo tempo, mal deu tempo para o Vasco começar a organizar seu jogo. Logo aos quatro minutos, o ABC ampliou. Em cobrança de falta pela esquerda, Marlon ganhou de Douglas Silva e tocou para o gol. Cheia de nervos, a equipe ainda sofreu com a expulsão de Douglas cinco minutos depois, por um desentendimento com Rogerinho – o meia acabou também expulso logo em seguida, após receber o segundo cartão amarelo. Foi aí que Jorge Luiz fez a sua melhor mudança. Colocou o uruguaio Maxi Rodríguez, que incendiou o confronto. Já na primeira bola recebida, abriu espaço na entrada da área, chutou e contou com desvio providencial em Diego Jussani para vencer o goleiro Gilvan e diminuir a vantagem do ABC.

Com recorde de público – 28.200 espectadores, contando partidas do time potiguar –, a Arena das Dunas viu ainda um fim de jogo emocionante. O Vasco buscou o resultado até o último minuto. Mas o ABC também pressionava. Diogo Silva salvou em duas oportunidades. Na terceira, se atrapalhou, acabou pegando a bola fora da área e recebeu o cartão amarelo. No último grande lance da partida, Douglas Silva teve a chance de garantir a classificação do Vasco. O zagueiro driblou o goleiro e, ao chutar para o gol, viu o adversário salvar em cima da linha. Foi o lance que sacramentou: 2 a 1 e classificação do ABC.

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