quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Auditoria da dívida paralisa e não tem previsão no Vasco

 

Eurico coletiva Vasco (Foto: Raphael Zarko)

Todas as atenções estão voltadas para os preparativos do time, que enfrenta o Santos no domingo, em São Januário, e o Coritiba, fora de casa, na outra semana para escapar do terceiro rebaixamento em oito anos. Mas fora de campo a auditoria contratada pela diretoria também encontra dificuldades para a conclusão do trabalho de levantamento do passivo total do Vasco. Quase três meses após início da auditoria, não há previsão para terminar os cálculos da dívida vascaína.

Em São Januário, a empresa contratada Ernst & Young estava usando a sala do Conselho Fiscal para análise de documentos. Há algumas semanas que os funcionários da multinacional especializada não vão ao clube. Faltam informações contábeis recentes e outras informações para a sequência do trabalho. Em setembro, Mauro Moreira, um dos sócios do escritório carioca da empresa, disse que esperava concluir o trabalho em cerca de dois meses. Mas, neste momento, disse o time da empresa "não está em campo". 

- Solicitamos alguns documentos e estamos aguardando. Enquanto não tivermos essas informações vamos ficar sem elementos para trabalhar. Ainda não tenho informação da continuidade e uma nova previsão de término desse trabalho - disse Moreira, que era conselheiro eleito pela oposição, mas renunciou ao cargo no Conselho Deliberativo.

No último balanço, publicado em abril deste ano referente ao exercício do ano passado, a dívida somava R$ 688 milhões. Na coletiva de anúncio da contratação de auditoria, em setembro, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, disse que sua administração pagou R$ 30 milhões em dívidas desde que reassumiu o clube. No início do mês, o dirigente afirmou que este valor já estava em R$ 80 milhões - sem entrar em detalhes ou explicar quais débitos foram quitados.

Após um relatório do trabalho, o Conselho Fiscal do clube deve emitir parecer sobre os resultados da auditoria. O Vasco tem dois anos de contas não aprovadas - 2013 e 2014 - e também não tem previsão para levar os balanços patrimoniais do clube para votação no Conselho Deliberativo do clube.

Riascos apadrinha colombiano sub-20 do Vasco e elogia: "Fome de triunfar"

 
Riascos, Alexis, Vasco (Foto: Reprodução / Instagram)

Apesar do português ainda arranhado, não pense que Riascos não se sinta em casa no Brasil. Há quase um ano no futebol brasileiro, o colombiano que passou pelo Cruzeiro e está emprestado ao Vasco garante já estar adaptado ao país. Em especial, ao Rio de Janeiro, onde mora com a esposa Leidy Melo e o filho Paulinho e frequenta as praias e os pontos turísticos da cidade. E é com esse estilo carioca que o atacante apadrinhou o conterrâneo Alexis, zagueiro de 18 anos do time de juniores cruz-maltino e que se inspira no profissional até mesmo no visual: a estatura e o corte de cabelo asa delta são praticamente iguais.

O jovem colombiano tem o conterrâneo, atual titular do Vasco, um exemplo a ser seguido. O defensor chegou ao clube no segundo semestre, foi aprovado após 30 dias de testes e, desde então, integrou o elenco sub-20 que está sendo preparado para a próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior, tradicional competição das categorias de base no Brasil e que será disputada entre os dias 2 e 25 de janeiro. Alexis ainda aguarda sua regularização na CBF - a documentação estrangeira do atleta já foi solicitada para fazer contrato profissional com provavelmente três anos de duração -, mas por seu empenho nos treinos já ganhou elogios do atacante, que aposta em rápida adaptação.

- Falei para ele que não vai ser difícil, os costumes são muito parecidos entre Colômbia e Brasil. É um jovem com muita fome de triunfar, não vai ser muito difícil, ele está trabalhando forte.

Alexis vive diariamente em São Januário, pois mora nas dependências do Vasco para os juniores na sede cruz-maltina. Ele chegou com outro jogador da Colômbia, um meia-atacante que também passou por avaliação na Colina, mas não vai ficar no clube. Os dois vieram através de um dos representantes que participaram da negociação do atacante do elenco profissional.

Vasco x Santos: sem venda online, bilheterias abrem nesta quarta-feira

 
Gramado São Januário Vasco (Foto: Thiago Lima / GloboEsporte.com)

As vendas de ingressos para Vasco x Santos começam nesta quarta-feira nos postos físicos, mas não pela internet, como o clube informara nessa terça-feira. A novidade é um posto de venda tradicional retornar como opção ao torcedor vascaíno: além de São Januário e das lojas Gigante da Colina, a sede do Calabouço no Centro também venderá entradas para a partida de domingo, às 17h.

O preço do jogo contra o Corinthians está mantida. Uma arquibancada custa R$ 80 - meia-entrada a R$ 40 -, cadeira social para convidados dos sócios sai a R$ 120 - meia a R$ 60. Com apelo menor para torcida visitante, em comparação ao jogo do título do Corinthians da última quinta-feira, o Vasco diminuiu a quantidade entradas para visitantes aumentando a carga total de entradas - e de ingressos para sua torcida. Entre vendas, cortesias e gratuidades, serão 21.450 ingressos disponíveis para a partida.

Cada sócio tem direito a comprar um ingresso de meia a R$ 40. O associado também pode comprar um ingresso para convidado de R$120,00 (R$60,00 a meia entrada). Já os ingressos de arquibancada serão vendidos em São Januário e na rede de lojas Gigante da Colina.

Não haverá venda de ingressos no domingo, dia do jogo.

Confira abaixo todas as informações que o clube divulgou nesta tarde de terça-feira:

São Januário:  Quarta a Sábado: 10h às 17h

Arquibancada – Bilheteria 5 – Rua General Almério de Moura

Sócio – Bilheteria da Boutique – Rua General Almério de Moura

Convidado de Sócio – Departamento de Cobrança

Sede do Calabouço: Ingresso de Sócio e Arquibancada – Quarta a Sábado: 10h às 17h

Lojas Gigante da Colina – Exclusivamente venda de ingressos para arquibancada

. Ilha Plaza – Av.Maestro Paula Silva, 400 – Loja C – Ilha do Governador

. Icaraí – Rua Pres.Backer, 195 – Loja 104 – Niterói

. Madureira Shopping – Estrada da Portela, 222 – Loja 3473 – Madureira

. Center Shopping – A. Geremário Dantas, 404 – Loja 338 – Tanque

. Boulevard Rio ( Iguatemi ) – Rua Barão de S. Francisco, 236 Loja 69 – Andaraí

. Shopping Jardim Guadalupe – Av. Brasil, 21255 – Guadalupe

. Caxias Shopping – Rodovia Washington Luís – Duque de Caxias

. Bonsucesso – Av. Nova York, 138 – Loja A

* A venda online, originalmente informada pelo Vasco, não será realizada. O clube corrigiu a informação apenas às 12h30 desta quarta-feira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Vasco rebaixa Joinville e segue na briga contra degola

 
 
 O Vasco segue vivo na sua luta contra o rebaixamento e mostrou isso neste domingo ao vencer, por 2 a 1, o Joinville, na Arena Joinville. Com o resultado, os cruz-maltinos chegaram a 37 pontos, segue na zona da degola, mas mais próximo dos rivais. Já os catarinenses, com apenas, 31, confirmaram o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro na próxima temporada.

Os cariocas construíram a vitória logo no começo do jogo. O Vasco fez os dois gols do triunfo com menos de dez minutos, com Nenê e Riascos. Depois disso, os cruz-maltinos administraram a vantagem, mas viram o Joinville fazer o gol no segundo tempo. No fim, os cariocas sofreram com a pressão do adversário, só que conseguiram segurar o resultado até o fim.

Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Santos, no domingo, em São Januário. Já o Joinville passa a cumprir tabela e vai até Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro.

O jogo – O Vasco começou a partida pressionando o Joinville mesmo fora de casa. Os cruzmaltinos conseguiram abrir o placar logo com cinco minutos. Após cruzamento na área, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Nenê finalizar no ângulo de Agenor.

Após o revés, o Joinville passou a buscar o ataque, mas viu o Vasco fazer o segundo gol aos nove minutos. Martín Silva chutou para frente, a bola foi escorada de cabeça no meio e Riascos aproveitou bobeada da zaga para finalizar na saída de Agenor.

O Joinville só conseguiu sua primeira finalização aos 11 minutos, em chute de Kempes para fora. No entanto, os donos da casa pouco incomodavam o goleiro Martín Silva. O Vasco, com a vantagem no placar, controlava o jogo para não sofrer sustos nem contra-ataques. Com isso, a partida ficou concentrada entre as intermediárias, sem lances de perigo.

Somente aos 26 minutos, os catarinenses voltaram a criar boa chance de gol. Kempes arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e, para sorte do goleiro Martín Silva, foi para fora. O lance animou o Joinville, que esboçou uma pressão sobre os vascaínos. Só que aos 33, os cariocas quase ampliaram em bonita jogada. Riascos cruzou para Nenê, que sem deixar a bola cair, chutou cruzado. O goleiro Agenor foi surpreendido, mas conseguiu fazer a defesa.

Nos minutos finais, o Vasco controlou novamente a partida e impediu os avanços do Joinville. Assim, os cruzmaltinos foram para o intervalo com boa vantagem no placar.

No segundo tempo, o Joinville voltou melhor e pressionou o Vasco nos primeiros minutos. No entanto, os donos da casa tinham dificuldade em criar boas jogadas. Na melhor chance, aos dez minutos, Marcelinho Paraíba arriscou chute cruzado, mas colocou para fora.

Aos poucos, os vascaínos acertaram a marcação e equilibraram o confronto. Só que os cariocas também não conseguiam criar boas chances de gol. Assim, o jogo voltou a ficar concentrado entre as intermediárias.

Na parte final da partida, o Vasco recuou e viu o Joinville pressionar em busca do gol. Os catarinenses desperdiçaram chance incrível aos 34 minutos. Serginho falhou e bola sobrou para Rafael Donato. O zagueiro dominou na pequena área, mas finalizou em cima de Martín Silva. No entanto, no minuto seguinte, os donos da casa chegaram ao seu primeiro gol. Após cobrança de escanteio, o mesmo Rafael Donato cabeceou, a bola quicou e enganou o goleiro Martín Silva, que a viu ir para a rede.

A partir dai, o Joinville impôs pressão ainda maior sobre o Vasco, que nitidamente se mostrava desgastado fisicamente. Os catarinenses passaram a perder diversas chance de empatar. Primeiro, Marcelinho Paraíba e, depois, Diego, não conseguiram finalizar em gol. Antes do fim, Mário Sérgio ainda fez linda jogada e cruzou para Kempes cabecear. Martín Silva estava bem posicionado para salvar os visitantes.

O Vasco conseguiu segurar o resultado até o apito final para comemorar a vitória em Joinville. Para os donos da casa, sobrou a lamentação do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA 
JOINVILLE 1 X 2 VASCO

Local: Arena Joinville, em Joinville (SC) 
Data: 22 de novembro de 2015, domingo 
Horário:  17 horas (de Brasília) 
Árbitro:  Marcelo Aparecido de Souza (SP) 
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e José Javel Silveira (RS) 
Renda: R$ 134.790,00 
Público: 7.026 presentes 
Cartões amarelos: Rafael Donato, Kempes, Anselmo e Domingues (Joinville); Bruno Gallo, Martín Silva, Luan e Riascos (Vasco) 
Cartão vermelho: Lucas Crispim (Joinville)

GOLS

JOINVILLE: Rafael Donato, aos 35min do segundo tempo 
VASCO: Nenê, aos 5min do primeiro tempo; Riascos, aos 9min do primeiro tempo

JOINVILLE: Agenor, Mário Sérgio, Rafael Donato, Domingues e Diego; Danrlei, Anselmo, Kadu (Lucas Crispim) e Ítalo (Marcelinho Paraíba); Kempes e Fernando Viana (Edigar Junio) 
Técnico:  Paulo César Gusmão

VASCO: Martin Silva, Madson (Bruno Gallo), Luan, Rafael Vaz e Julio Cesar; Diguinho (Aislan), Serginho, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Julio dos Santos) 
Técnico: Jorginho

Combinação de resultados inédita salva Vasco da degola

 

É inegável a vontade dos jogadores do Vasco em lutar contra o rebaixamento até suas últimas forças. Mas, apesar da vitória no final de semana sobre o Joinville, o time necessita de um feito e de uma combinação de resultados inéditos para escapar da degola nestas duas rodadas finais.

Vamos as contas. Na 18a posição, o Vasco (37) está a três pontos do primeiro time fora da zona da Série B, o Figueirense (40). Há ainda o Coritiba com os mesmos 40 pontos após a vitória sobre o Santos. O time carioca pega o paranaense no último jogo.

Na atual circunstância da tabela, tirar três pontos desses dois não é suficiente. Com isso, o time carioca se igualaria em pontos e em número de vitórias, mas tem saldo bem pior, 14 ou 13 gols a menos do que cada um dos dois. Como é quase impossível mudar isso em duas rodadas, terá que e ganhar quatro pontos a mais do que um deles.

Pois bem, desde que o Brasileiro tem 20 clubes, nenhuma equipe conseguiu tirar quatro pontos em duas rodadas na briga contra Série B. O Fluminense de 2009, maior caso de arrancada, conseguiu recuperar três pontos do Coritiba em dois jogos: tinha dois a menos e acabou um na frente. Mas, além do Coritiba, havia outros dois times com dois pontos de vantagem sobre o tricolor, o que aumentava suas chances.

Não há outro caso. Em 2008, o Vasco também estava com três pontos a menos do que o primeiro fora da zona de rebaixamento, e caiu. Na maioria dos Brasileiros, quem estava entre os quatro últimos na 36a rodada continuou por ali até o final. Isso aconteceu em cinco edições.

Resta ao Vasco ganhar suas duas partidas (Santos e Coritiba) e torcer para que ou Figueirense ou Coritiba não vençam mais neste Brasileiro. Assim, o time paranaense, por exemplo, poderia no máximo empatar diante do Palmeiras, na 37a rodada, e depois ser derrota pelos vascaínos no jogo derradeiro.

Com uma vitória e um empate, os vascaínos só se salvam se uma das duas equipes não ganhar mais nenhum ponto. Lembrança: o time ainda tem que torcer para o Avaí (17o) não ter desempenho igual ou melhor do que o seu neste final, pois tem um ponto a mais. Um cenário bem complicado para o time carioca.

Jorginho exalta 'garra e empenho' do time do Vasco

 

O técnico Jorginho não escondeu o alívio pela vitória do Vasco sobre o Joinville, confronto direto na tentativa de evitar o rebaixamento, no domingo. E tratou de exaltar a "garra" e o "empenho" dos seus jogadores no triunfo por 2 a 1 que manteve o time carioca com chances de escapar da degola. 

"Parabenizo meus atletas pela garra, pelo empenho e pela dedicação tática. É possível sairmos dessa situação. Temos duas pedreiras pela frente, mas estamos vivos na competição. Isso é o mais importante", disse o treinador, na Arena Joinville, no norte de Santa Catarina.

Para Jorginho, o Vasco fez uma de suas melhores partidas no Brasileirão, ao mostrar regularidade ao longo de todo o jogo. "O resultado do primeiro tempo nos deu a confiança de que a coisa poderia terminar como terminou. Apesar das dificuldades, a equipe foi muito consistente, atenta, principalmente por conta do Joinville, que precisava da vitória por se encontrar numa situação delicada". 

Mesmo assim, o técnico admitiu o vacilo da defesa no lance que originou o gol dos anfitriões - o Vasco já vencia por 2 a 0, com gols aos 5 e aos 9 minutos do primeiro tempo. "Estivemos muito atentos em relação às bolas paradas, era a nossa maior preocupação, e acabamos sofrendo um gol mais ou menos por aí. Fomos muito bem no primeiro tempo, mas recuamos demais e permitimos que eles crescessem dentro do jogo."

A batalha vascaína, contudo, ainda está longe de acabar. Para escapar do rebaixamento, o time terá que vencer suas duas partidas e torcer por tropeços dos rivais. O primeiro desafio será o Santos, no próximo domingo, em São Januário. 

"Iremos enfrentar uma das melhores equipes do futebol brasileiro que é o Santos. Um time com muitos jovens bons de bola e que possui o Ricardo Oliveira, um jogador muito experiente, de extrema qualidade e que retornou para a seleção brasileira. Será um jogo difícil", projetou Jorginho. Na rodada final, o Vasco fará um novo confronto direto na briga para evitar a degola. Desta vez, o adversário será o Coritiba, fora de casa.

Mesmo fora de casa, Vasco reza e trabalha pelo milagre

Faltam apenas três adversários — Joinville, neste domingo, às 17h, no campo do adversário; Santos, no próximo fim de semana, em São Januário; e Coritiba, no dia 6, na capital paranaense —, e o Vasco só pode pensar em três vitórias para se manter na primeira divisão. Para evitar o terceiro rebaixamento, depois dos de 2008 e 2013, o clube necessita superar o time catarinense, que também luta para não ser rebaixado já neste domingo. Após o empate por 1 a 1 com o Corinthians, em casa, na quinta-feira, a situação do Vasco piorou muito.

Se perder, o time carioca cairá para a segunda divisão, caso o Avaí, em 16º lugar, vença o Fluminense, em Cariacica (ES), e o Figueirense derrote a Chapecoense. Se isso acontecer, a tragédia se repetirá no mesmo cenário da queda de 2013, a Arena Joinville. Lá, o Vasco foi rebaixado ao ser goleado pelo Atlético-PR: 5 a 1.

— Sabemos que dificultou bastante, pois o percentual de pontuação (para se salvar) elevou. Mas primeiro temos que ganhar do Joinville e depois pensar nas outras partidas. Vamos passo a passo. A situação é difícil, mas já estivemos bem mais longe — declarou o técnico do Vasco, Jorginho.

Levando-se em conta a análise do matemático Tristão Garcia para o "Lancenet", a situação vascaína é praticamente irreversível. Depois de ter vencido o Palmeiras fora de casa, empatou em casa com o Corinthians e, além disso, viu adversários diretos na luta contra o rebaixamento vencerem suas partidas. Praticamente só um milagre salva.

— Piorou em relação ao último jogo porque antes havia conseguido uma vitória espetacular fora de casa (Palmeiras), mas agora tropeçou em casa. Continua difícil, como em toda competição — disse o matemático Tristão Garcia, para o qual o risco de queda do Vasco é de 94%. — Essa é a realidade do Vasco. A competição vai terminando, e o time não consegue vencer. Os torcedores devem ter esperança, mas tem de ganhar todas.

PELA MODERNIZAÇÃO

Jorginho não terá o zagueiro Rodrigo. Na quinta-feira, apesar de experiente, deu um pontapé na cabeça de um adversário. Foi expulso. Em seu lugar, entra o reserva Rafael Vaz.

Para alguns torcedores do Vasco, permanecendo ou não na primeira divisão, o clube tem de se modernizar, adotando uma estratégia para conquistar novos sócios e mais recursos. Internacional e Palmeiras, que reformaram seus estádios graças aos planos de sócio-torcedor, são apresentados como exemplos.

Do outro lado, estará um time treinado por Paulo César Gusmão, goleiro reserva do Vasco nos anos 80:

— Sou profissional e já enfrentei o Vasco diversas vezes por outros clubes. Minha camisa e meu coração estão aqui. Quem me paga é o Joinville. Minha paixão, hoje, é o Joinville.

Vasco se mantém vivo na briga contra a degola, mas risco de queda é de 87%

 O Vasco desafia os matemáticos e prova que ainda está vivo no Brasileiro. A situação ainda é delicada, mas torcida e jogadores acreditam mais do nunca que é possível escapar da degola. Após a vitória sobre o Joinville, neste domingo, o risco de queda do Gigante da Colina é de 87%, de acordo com o matemático Tristão Garcia, do site "Infobola". A projeção anterior apontava 94% de risco de queda para o Cruzmaltino.  

O Vasco agora está na 18ª colocação, com 37 pontos, três a menos do que o Figueirense, primeiro time fora da zona de rebaixamento do Brasileiro. A situação ainda é delicada. O Gigante da Colina não depende de si. Além de vencer, precisa secar os rivais Avaí, Figueirense e Coritiba.

A briga contra a degola pega fogo. O Joinville já está matematicamente rebaixado. Goiás, Vasco, Avaí, Figueirense e Coritiba tentam fugir da degola. Apenas dois vão conseguir...

A outra indefinição do Brasileiro é quanto à vaga na Libertadores. O campeão Corinthians e o Atlético-MG já se garantiram no torneio em 2016. O Grêmio precisa de apenas mais um ponto. Seis clubes brigam pela última vaga.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Vasco reprova campanha e suspende patrocínio de chocolate

 

Horas depois do anúncio de patrocínio pontual para o jogo contra o Joinville, o Vasco suspendeu a veiculação do anúncio da marca Lacta 5Star em sua camisa. Em nota oficial, a direção do clube afirma que não concorda com "os termos" da campanha publicitária feita pela empresa. A imagem do chocolate seria exibida na partida contra o Joinville, no domingo, às 17h, em Santa Catarina. No anúncio, a empresa mostra fé na permanência do Cruz-Maltino na Série A e lança a hashtag #VascoNoG16. Confira o vídeo clicando aqui.

A campanha de marketing fazia um desafio a torcida do Vasco: morder o chocolate e acreditar em tudo, até em salvar o time cruz-maltino do rebaixamento. Após empate com o Corinthians, faltando três partidas, o time vascaíno tem que tirar quatro pontos de diferença em nove disputados para não cair para a Série B.

Lacta ocupa espaço atrás da camisa, abaixo do número (Foto: Divulgação ) )

No vídeo divulgado pela agência de marketing da Mondelez, executivos da empresa se reúnem e pensam onde anunciar o novo chocolate, até que um deles fala em patrocinar um time de futebol. Na sequência de imagens, homens aparecem numa festa - um deles com uma cruz de malta pintada no rosto - gritando "Vasco", com a seguinte mensagem: "A gente acha que nosso patrocínio, depois de uma mordida, pode ajudar o Vasco a se manter na Série A. #VascoNoG16".

O acordo com a Mondelez estava sendo costurado pelo departamento de marketing há algumas semanas. O clube evita projetar renovações de acordos pontuais para o próximo ano, mas mantém otimismo em meio ao delicado momento econômico vivido pelo país. Sem a marca de chocolate, o Hotel Urbano segue na camisa vascaína normalmente até o fim do Brasileiro.

Confira comunicado do Vasco:

"O Club de Regatas Vasco da Gama anuncia a suspensão do patrocínio pontual da marca de chocolate 5 Star por não concordar com os termos da campanha veiculada em redes sociais.

O Vasco acertou o patrocínio na camisa de jogo oficial, como já o fez com diversas empresas, mas em nenhum momento seu corpo diretivo aprovou a campanha veiculada.

O Vasco tem uma relação extremamente leal com alguns dos maiores anunciantes do país, mas tem que ser firme em relação ao uso de seu nome, em qualquer momento e em qualquer situação".

Vasco valoriza ponto em cima do Corinthians

Não foi o melhor dos resultados, mas o Vasco conquistou um ponto contra o líder e campeão brasileiro Corinthians. O resultado de 1 a 1 nesta quinta-feira, em São Januário, deixou o time a quatro pontos de sair da zona de rebaixamento faltando agora três rodadas. Os atletas, no entanto, se mostraram esperançosos e valorizaram o ponto conquistado.

- Não era o objetivo, mas é um ponto que vai valer no fim - disse o goleiro uruguaio Martín Silva à Rádio Globo.

Rodrigo, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Madson também valorizou o ponto conquistado principalmente por conta da expulsão do zagueiro Rodrigo - após entrada forte em Malcom no início do segundo tempo. O lateral-direito acredita que isso dificultou ainda mais a situação na partida. 

- É difícil jogar contra o Corinthians com 11. Com 10, é pior ainda. Esse pontinho lá na frente vai ser importante - comentou.

Mesmo com o forte apoio da torcida, o clube carioca não fez valer o mando de campo. Na penúltima posição da tabela, com 34 pontos, o Vasco vai enfrentar agora o lanterna Joinville, fora de casa na próxima rodada. 

- Valeu pela garra e determinação. Futebol é assim. Uma pena não termos conseguido a vitória. Não vamos abaixar a cabeça, ainda faltam três jogos. Acreditar para fazer os nove pontos - disse Nenê, um dos principais destaques da equipe na partida.

Flu pode dar "empurrão" para rebaixar o Vasco já na próxima rodada

 
Eduardo Baptista Fluminense (Foto: EDU ANDRADE/ESTADÃO CONTEÚDO)
A próxima rodada do Brasileiro pode decretar o rebaixamento do Vasco, mas isso só acontecerá dependendo do que acontecer no jogo entre o Fluminense e Avaí, no Espírito Santo. Para a equipe cruz-maltina cair, é preciso perder sua partida contra o Joinville, em Santa Catarina, o Figueirense vencer em casa a Chapecoense, e o Flu perder seu jogo. Se isso acontecer, o Vasco permaneceria com 34 pontos, e o Avaí chegaria a 41. Desta forma, só restariam seis pontos a serem disputados.

Será mais um capítulo da disputa que os clubes travam este ano, tanto dentro quanto fora do campo. Foram muitas provocações, ironias e notas oficiais. No início do mês, o meia Vinicius colocou lenha na fogueira ao afirmar que a torcida e o elenco tricolor ficaram felizes caso o Flu ajude a rebaixar o rival. Depois, o vice de futebol Mário Bittencourt entrou em cena para minimizar as declarações do jogador e garantir que a equipe irá se empenhar para vencer todas as partidas que disputar.

Após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre, o técnico Eduardo Baptista tratou de ressaltar a importância deste jogo contra o Avaí para o Tricolor e pediu apoio da torcida capixaba. O time das Laranjeiras tem 18 derrotas no Brasileirão e é o segundo time que mais perdeu na competição. O Goiás tem 19.

- Não temos muito tempo para trabalhar. Tem jogo em Vitória, com apoio da torcida. Precisamos dela para dar a volta por cima - disse Eduardo Baptista.

A possibilidade de dar um empurrão para um possível rebaixamento do Vasco, no entanto, ainda causa uma certa desconfiança nos tricolores. Isto porque o time, com a pior campanha do returno, estacionou nos 43 pontos e não está inteiramente seguro na classificação.

- Temos de abrir os nossos olhos: estamos a seis pontos do rebaixamento. Não adianta comparar as campanhas de cada turno. Nós causamos isso. Tem de levantar a cabeça para buscar resultados melhores - disse o zagueiro Marlon.

O jogo entre Fluminense e Avaí será no próximo domingo, às 19h30, no estádio Kléber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo.

Jorginho admite pedido de pé no freio ao Timão


Confiança, teu nome é Jorginho. O treinador do Vasco, gentilmente, se recusou a analisar um possível rebaixamento do time na próxima rodada, novamente em Joinville. Jorginho valorizou o ponto, deu parabéns aos jogadores e, deixou claro, mesmo sem punir Rodrigo, que a expulsão foi determinante para o empate. A vitória, que esteve perto por 10 minutos, escapou na cabeçada de Vagner Love. Jorginho admitiu, com bom humor, que chegou a pedir para o Corinthians tirar o pé - ao lado de Cássio -, mas reconheceu a superioridade dos campeões brasileiros.

Caso o Vasco não vença o Joinville e o Avaí e o Figueirense passarem por Fluminense e Chapecoense, respectivamente, o time de São Januário estará rebaixado pela terceira vez para a Série B do futebol brasileiro. Jorginho evitou colocar a culpa do resultado no zagueiro Rodrigo, que foi expulso antes do Vasco marcar o primeiro gol, mas disse que se o jogador estivesse em campo o time não teria sofrido o empate.

Jorginho, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Loureiro / Getty)

- Não penso nisso. Não vai ter rebaixamento. Não vai ter isso. Vamos lá, vencer o Joinville, depois vamos para cima do Santos e depois vamos enfrentar o Coritiba. Se eu lamentar e chorar o resultado, meu amigo, eu estou perdido. Não penso nisso. Faltou um jogador a mais (para segurar o resultado de 1 a 0). Fizemos a substituição para deixar a equipe mais ofensiva. Riascos sentiu a perna e o Rafael Silva teve cãibra. Se tivéssemos feito o gol antes da entrada do Éder, talvez teríamos feito diferente. Teria colocado o Bruno Gallo, mas não foi possível. Eles ganharam na qualidade técnica. O acerto do Edílson, a cabeçada do Lucca pro Wagner... Se tivéssemos com o Rodrigo ali, não teríamos sofrido o gol - afirmou Jorginho.

O técnico ainda revelou abatimento após o apito final. Entretanto, na visão de Jorginho, o Vasco mostrou com a postura que segue vivo na luta contra o rebaixamento.

- Normal ficar abatido. Estar ganhando, mesmo com um a menos, fica um sentimento de derrota. Era muito importante a vitória, mas não poderíamos perder esse jogo. Estamos vivos, estamos dentro. Quero parabenizar pela entrega, pela luta. Tem momentos que o jogo que vai além da tática, qualidade técnica, do coração. Hoje foi no coração.

 

Na penúltima colocação da classificação com 34 pontos, o Vasco vai enfrentar agora o lanterna Joinville, fora de casa, no próximo domingo. 

Confira abaixo outros tópicos da entrevista de Jorginho

ANÁLISE 

O que procuramos fazer justamente logo após o jogo, pois é normal o jogador ficar abatido, mesmo com jogador a menos. Fica um sentimento de derrota, pois era importante para nós. Mas falamos que estamos vivos. Quero parabenizar os atletas. Existem momentos que vai além de tática, de qualidade técnica, e vai no coração. Agradecer a torcida, que não teve nada demais. Soubemos de incidente da torcida deles na Dutra, mas não com a do Vasco. Chegamos no fim do jogo acreditando, mesmo com jogador a menos. Isso nos dá esperança de alcançarmos o objetivo. Três jogos difíceis, mas acreditamos que seguimos vivos.

FALTOU CORAÇÃO

Tentamos de todas as formas, mas é difícil. Usaram a amplitude do campo, abrindo bem os dois laterais, o Edilson e o Aranda. Em alguns momentos seguramos, mas é difícil com um a menos.

JOGO EM JOINVILLE

Acreditar sempre, um jogo difícil, campo lá pelo que soube no meu telefone, tá chovendo direto lá. É jogo de coração. Vamos descansar o máximo os jogadores que vão para o jogo. O objetivo é fazer um grande jogo lá e acreditamos. Não mudou nada, continuamos acreditando e vamos conseguir esse feito fantástico.

Rodrigo, Vasco x Corinthians, São Januário (Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

RODRIGO

Ele não estava destemperado, é porque o primeiro cartão era pra ser do jogador do Corinthians. Quando ele reclamou, jogou a bola no chão, ele levou cartão. É interpretação do árbitro. Infelizmente aconteceu, levou amarelo e depois o vermelho.

FALHA NO GOL

Não dá para avaliar situação de falha com um jogador a menos. O Eder Luis deu um abafa, se abateu, cansou. Ter que correr por mais um atleta é difícil. Não tenho o que reclamar dos meus atletas, eu estou é muito feliz por eles.

POSSÍVEL REBAIXAMENTO EM JOINVILLE

Não penso nisso. Não vai ter rebaixamento, não vai ter isso. Vamos lá, depois vamos para cima do Santos e depois contra o Coritiba. Se eu lamentar e chorar eu estou perdido. 

MAIS DIFÍCIL

Sabemos que dificulta bastante, o percentual da pontuação elevou. Primeiro temos que ganhar do Joinville, depois pensar nos outros jogos. Vamos passo a passo, fazer com que eles acreditem. Já estivemos muito longe e a situação, apesar de mais estreita, estamos mais próximos do objetivo.

TORCIDA

Creio que temos contagiado o torcedor. Temos encontrado diariamente, quando vou no shopping, ao cinema, gosto muito para refrescar a cuca, as pessoas falam sobre isso. A forma como está jogando, vários falam se talvez tivesse chegado um pouco antes, a situação seria diferente. Fizemos com que o torcedor acreditasse. Não temos dúvida que é difícil, mas não impossível.

Vasco x Corinthians (Foto: André Durão)
FALAR AO CORINTHIANS SOBRE SÃO PAULO

Não sei se fizeram, mas eu tentei falar com o Cássio: Segura aí, pô. Mas não tenha dúvida que uma equipe como essa vai querer conquista. Sabíamos que para eles o empate era questão de honra.

Vasco empata com o Hexacampeão Corinthians

 

Não foi um final surpreendente, daqueles que deixam o público boquiaberto e de olhos arregalados. O merecido título do Corinthians era questão de tempo e veio com o empate de 1 a 1 com o Vasco. Final feliz para a imensa nação corintiana, que, por obra do destino e dos pontos corridos, graças à vitória do rival São Paulo sobre o Atlético-MG, pode gritar enlouquecidamente, com lágrimas nos olhos e sorriso de orelha a orelha: "hexacampeão brasileiro!".


Faltam apenas três rodadas e o Vasco respira. Empatar com o líder, com o campeão, mesmo depois de ficar com um jogador a menos em campo – Rodrigo foi expulso ao dar uma solada absurda no rosto de Malcom –, poderia fortalecer, mas frustra. Uma tabela de Nenê e Júlio César colocou o time à frente, mas Vagner Love empatou. A equipe segue na zona de rebaixamento, a quatro pontos do Avaí e cinco do Figueirense. Ainda tem pela frente Joinville (fora), Santos (casa) e Coritiba (fora). É difícil, mas é possível escapar da Série B em 2016.

Rodrigo, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Com três rodadas de antecedência, o Timão chegou a 77 pontos, 12 a mais que o Atlético-MG, e coroou uma campanha que partiu de dúvidas, após um primeiro semestre fracassado, mas encontrou soluções onde não se imaginava. Em Malcom, em Vagner Love, em Felipe, nos reservas Edilson e Guilherme Arana, sem falar no trio que estampa a qualidade e a personalidade do título: Elias, Jadson e Renato Augusto.

Eles nem precisaram jogar tão bem assim contra o Vasco. Inclusive porque os anfitriões não permitiram. Fizeram de São Januário um ambiente hostil em sua reabilitação com tons de heroísmo. A luta do "eu já sabia" corintiano contra o "eu acredito" vascaíno terminou sem perdedores, embora arranhada do lado carioca.

julio cesar vasco gol (Foto: André Durão)

O primeiro tempo teve uma sequência de três passes bizarros do Corinthians, cena raríssima neste Brasileirão e indício de ansiedade pela conquista. A melhor chance foi cobrança de falta de Jadson. Do outro lado, Rafael Silva recebeu bom passe de Andrezinho e parou em Cássio.

O caminho do hexa parecia se abrir quando Rodrigo foi expulso, no segundo tempo. Tite ousou. Manteve seu 4-1-4-1, mas com Malcom na direita, Lucca na esquerda, Jadson e Rodriguinho centralizados. Sem Elias e Renato Augusto, substituídos por terem atuado por 90 minutos na última terça-feira, em vitória da seleção brasileira sobre o Peru, em Salvador.

Mas Júlio César tabelou com Nenê, invadiu a área e fez 1 a 0. Delírio em São Januário. O título ia e vinha das mãos corintianas em razão dos gols no Morumbi. O Atlético-MG fez 1 a 0, levou o empate, fez 2 a 1 e parou. Sofreu mais três gols do São Paulo. Se o Galo não vencesse, o Timão seria campeão. Talvez aliviado pela vitória do arquirrival, Love marcou, em mais uma boa participação de Lucca, reserva mais decisivo do campeão nessa reta final.

O Vasco teve raça, coragem, mas não teve qualidade nem organização ofensiva suficiente, o que não desabona o bom trabalho de Jorginho, fundamental caso o clube sobreviva na Série A. Por falar em técnico fundamental... No outro banco de reservas, cheio de orgulho, Tite vibrou. Responsável por remontar a equipe taticamente e moralmente, ele foi o condutor do hexa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Vasco anuncia construção de novo centro médico esportivo


Piscina do Caprres terá recursos especiais e obra deve durar quatro meses para ficar pronta (Foto: Reprodução)

Piscina do Caprres terá recursos especiais e obra deve durar quatro meses para ficar pronta (Foto: Reprodução)

O Centro Avançado de Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo (Caprres) saiu do papel para ganhar sua casa própria em São Januário. Com as obras já iniciadas, o Vasco e a Ambev convocaram uma entrevista coletiva para a tarde desta quinta-feira, às 16h30 (de Brasília), com o objetivo de anunciar os detalhes do projeto. Em pauta, a construção do prédio de 600 metros quadrados no estacionamento do clube - ao lado do portão de entrada dos jogadores. A obra terá 120 dias, ou cerca de quatro meses, de duração.

O novo espaço do Caprres vai contar com equipamentos modernos como câmera termográfica, que avalia o processo inflamatório do jogador, esteira para corrida de alta velocidade com gravidade zero, piscina especial com recursos de inteligência, laboratório de odontologia desportiva, laboratório de baropodometria (para fazer palmilha para o pé dos atletas) e biomecânica (análise da marcha do jogador) e máquina de gelo ao lado da fisioterapia.

A obra tem custo avaliado em mais de R$ 1 milhão e será realizada em parceria com a Ambev. A empresa responsável por bebidas como o Guaraná Antártica e a cerveja Brahma renovou seu contrato com o Vasco por mais dois anos. O primeiro compromisso, iniciado em 2010 e com cinco anos de duração, rendeu frutos como a reforma dos vestiários, a montagem da atual academia, a instalação do placar eletrônico de São Januário e a sonorização do estádio. 

Em 2015, o trabalho do Caprres já atendeu grandes nomes do esporte. Casos do ex-jogador Seedorf, da lutadora de MMA Ronda Rousey, do atleta de basquete Leandrinho e da dupla de vôlei de praia Agatha e Bárbara. Atualmente, os equipamentos importados que o Caprres utiliza se dividem entre o departamento médico e a sala de musculação de São Januário.

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