domingo, 8 de maio de 2016

Vasco se iguala ao Botafogo em Estaduais nos últimos 20 anos

 
Vasco x Botafogo - Gol de Rafael Vaz

Nos últimos 20 anos, Vasco e Botafogo conquistaram o mesmo número de troféus do Campeonato Carioca. Com a conquista deste domingo, o Cruz-Maltino chegou ao quarto título estadual desde 1997. Além de 2016, o Gigante da Colina levou a taça do Carioca para São Januário nos anos de 2015, 2003 e 1998.

O Glorioso, por sua vez, conquistou o Campeonato Carioca em 2013, 2010, 2006 e 1997. O título da equipe de Jorginho também serviu para o Vasco aumentar a vantagem sobre o rival alvinegro na história. Enquanto o Cruz-Maltino sagrou-se 24 vezes campeão estadual, o Botafogo levantou a taça em 20 oportunidades.


A hegemonia do Estado, no entanto, segue com o Flamengo. Nas últimas 20 edições, o Rubro-Negro conquistou o Carioca nove vezes. Na história, o clube da Gávea também é o maior vencedor, com 33 troféus. O Fluminense vem logo atrás, com 31 títulos em sua galeria, sendo apenas três desde 1997.

OS CAMPEÕES CARIOCAS NAS ÚLTIMAS DUAS DÉCADAS

Flamengo - 9 vezes campeão (2014, 2011, 2009, 2008, 2007, 2004, 2001, 2000 e 1999)
Vasco - 4 vezes campeão (2016, 2015, 2003 e 1998)
Botafogo - 4 vezes campeão (2013, 2010, 2006 e 1997)
Fluminense - 3 vezes campeão (2012, 2005 e 2002)

Vasco empata com Botafogo e leva o bi do Campeonato Carioca

 
Vasco x Botafogo - Gol de Rafael Vaz

Jogadores vascaínos comemorar gol de Rafael Vaz, que deu o título ao cruz-maltino (Celso Pupo/LANCE!Press)

Invicto. Palavra que define com exatidão o mérito do Vasco na conquista do 24º título carioca de sua história. No Maracanã com 60 mil pessoas, o empate por 1 a 1 com o Botafogo bastou.

Gigante que possui um time acertadíssimo graças ao técnico Jorginho, a meu ver, o grande nome da campanha. Mais do que Nenê, eleito o craque do campeonato, mais do que Martin Silva, que por tantas vezes salvou a equipe, mais do que Riascos, o artilheiro que renasceu em 2016.


O nome do primeiro tempo foi o cartão amarelo. O árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro optou por mostrá-lo aos montes para não perder as rédeas da decisão. Foram sete nos 45 minutos iniciais: três para o Vasco e quatro para o Botafogo.

Botafogo x Vasco
 

E não dá para dizer que a partida estava tão violenta assim. Eu a rotularia como muito intensa. Os dois times lutando demais pelos espaços, cumprindo taticamente as exigências de Jorginho e Ricardo Gomes. E os jogadores não fugindo dos choques, dos contatos físicos. O exagero de intensidade ficou claro nos números de faltas: foram 27.

Transpiração de sobra. Inspiração em falta. O lance mais perigoso aconteceu apenas aos 42 minutos, quando Bruno Silva pegou um rebote. Da entrada da área, mandou um chute com muita força, obrigando defesa difícil de Martin Silva.

Vasco x Botafogo
 

No intervalo, o zagueiro vascaíno Luan precisou ser substituído por Rafael Vaz, após sentir um problema muscular na panturrilha. E o placar ficou empatado com o Botafogo, que havia perdido Diogo Barbosa também por lesão. E saiu de Diego, o substituto, o passe para outro placar, o do jogo, sair da igualdade. Cruzamento perfeito para Leandrinho cabecear e fazer 1 a 0 para o Fogão, aos cinco minutos.

A festa botafoguense, porém, durou apenas cinco minutos. Rafael Vaz, o substituto de Luan, empatou, também de cabeça, após falta (que não existiu) cobrada por Nenê. Estrela de um zagueiro que já havia decidido um clássico com o Flamengo, também entrando durante o jogo.

Precisando da vitória, o esforçado Botafogo partiu para o ataque. E até que criou: Gegê teve uma chance clara aos 23 minutos, mas a bola caprichosamente tirou tinta da trave. Daí o tempo foi passando até a explosão vascaína. Merecida, diga-se de passagem!

FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 1 BOTAFOGO


Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Juiz: Leonardo Garcia Cavaleiro
Auxiliar: Rodrigo Figueiredo Henrique e Dibert Pedrosa
Público e Renda: 53.634 pagantes / R$ 2.705.750,00

Cartões amarelos: Rodrigo, Andrezinho, Nenê e Jorge Henrique (VAS); Luis Ricardo, Diego, Bruno Silva, Leandrinho e Salgueiro (BOT)
Cartões vermelhos: -
Gols: Leandrinho 4'/2ºT (0-1) e Rafael Vaz 11'/2ºT (1-1)

VASCO: Martin Silva, Madson, Luan (Rafael Vaz - Intervalo), Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos (Yago Pikachu - 21'/2ºT) , Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Diguinho 46'/2ºT) - Técnico: Jorginho.

BOTAFOGO: Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Emerson Silva e Diogo Barbosa (Diego 21'/2ºT); Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Leandro (Neilton 34'/2ºT), Salgueiro (Luis Henrique 15'/2ºT) e Gegê; Ribamar - Técnico: Ricardo Gomes.

Andrezinho fala até em vaga na Libertadores para o Vasco: 'Temos que sonhar'

 

O Carioca não é o limite em 2016. Pelo menos é assim que pensa Andrezinho. O meia do Vasco não quer que a campanha do time se limite à conquista invicta do Estadual. E, além de voltar à elite do futebol nacional, Andrezinho se dá ao direito de sonhar em uma vaga na Libertadores do ano que vem.

- Por que não pensar em título invicto, Série B e uma vaga na Libertadores (via título da Copa do Brasil)? Temos que sonhar. Esse grupo permitiu a gente sonhar, pelo trabalho que vemos desempenhando. Essa química entre torcedor, comissão técnica e jogadores está perfeita - afirmou o jogador, ainda no gramado do Maracanã, na festa do título.

Andrezinho ainda emendou:

- Essa equipe tem consciência que estamos para superar limites. O Vasco tem a obrigação de subir. Vamos com tudo na Série B, mas sabendo que tem a Copa do Brasil. Temos que sonhar mesmo. Estamos trabalhando para isso.

O meia do Vasco ainda valorizou o fato de a conquista ter sido confirmada neste domingo graças ao gol de um jogador vindo do banco de reservas, que foi Rafael Vaz.

- Isso mostra a união do grupo. Se tem uma coisa que podemos destacar desse grupo, é a simplicidade e também a cumplicidade. Formamos um vestiário forte. Venho batendo nessa tecla desde o ano passado. Vestiário ganha jogo - completou.

Rodrigo provoca o Flamengo após bi: "Mostrei que é o nosso território"


 
Vasco levanta a taça do Campeonato Carioca (Foto: André Durão)

O zagueiro Rodrigo tirou onda com o Flamengo após a conquista do bicampeonato carioca, neste domingo, com o empate por 1 a 1. Pegou uma bandeirinha de escanteio e imitou o polêmico gesto de Wallace na semifinal do estadual, vencida por 2 a 0 pelo Cruz-Maltino. Ao explicar a provocação, disse que é preciso mostrar em campo quem está por cima. Além disso, afirmou que a defesa do Vasco atua como uma "fortaleza", aludindo à vitória do Tricolor Cearense por 2 a 1 sobre o Fla, na última quarta-feira.

- Nossa defesa joga com uma fortaleza, mostrei que é o nosso território. Mas tem gente que fala muito, finca bandeira, marca território e não joga. Nós mostramos e aí depois falamos "é nois" - disparou.

Tiração de sarro à parte, Rodrigo tratou de dividir os louros da conquista com elenco, presidente e comissão técnica.

- Quando vc faz as coisas de coração, as chances de as coisas darem certo é 99%. É o caráter de cada jogador. Não é só o Jorginho. A diretoria. Isso resume o que está sendo visto hoje

Vascaínos tiram onda com vice do Botafogo

 

Terminada a final do Campeonato Carioca, cujo campeão novamente foi o Vasco em duelo com o Botafogo, os cruz-maltinos partiram para a internet com o objetivo de tirar onda com o adversário. O time de Jorginho chegou ao bicampeonato com empate por 1 a 1, já que havia vencido o primeiro jogo da decisão.

Vasco, zoação



Emocionado, Jorginho agradece a Eurico: "Uma das razões para eu ficar"

 

Com o empate por 1 a 1 com o Botafogo, o técnico Jorginho, peça crucial para a reconstrução cruz-maltina, conquistou seu primeiro título dentro do futebol nacional. Com a voz bastante embargada, fez uma série de agradecimentos, mas a mais marcante foi em relação a Eurico Miranda, que, em sua visão, o bancou num momento de dificuldade.

- Quero agradecer a esse grupo por entender nossa metodologia, comprar nossa ideia. Quero agradecer à minha comissão, ao Capres. Quero agradecer ao meu presidente, que confiou em mim e me manteve mesmo depois de eu perder quatro partidas. Ele é uma das razões para eu ficar aqui.

Jorginho também fez questão, momentos após o Vasco se sagrar bicampeão carioca, explicar por que preferiu permanecer no clube em vez de assumir o Cruzeiro.

Jorginho orienta o time do Vasco na final do Carioca (Foto: André Durão)

- Tenho muito respeito pelo Cruzeiro, uma das grandes equipes do futebol brasileiro, mas tenho certeza que essa foi a decisão correta. Eu estaria pegando um trabalho para recomeçar, mas as coisas estão caminhando bem aqui. Eu entendo que o Vasco tem que se reforçar com contratações pontuais para que a gente sonhe com a Copa do Brasil e faça uma boa Série B. Então estou muito feliz de ficar no Rio, na minha casa e no Vasco.

Terminada a explicação, Jorginho tratou de dividir a conquista com Doriva, técnico campeão carioca no ano passado. Também disse ter o objetivo de ter projeção semelhante a de Muricy Ramalho, treinador do Flamengo.

- Significa muita coisa, mas quero lembrar as palavras do Doriva. "Parabéns, meu irmão!" Você faz parte disso. Estou muito feliz nesse momento, espero que seja o primeiro de muitos. Se eu conquistar a metade do que o Muricy já conquistou, estou muito feliz.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Jorginho celebra possibilidade de título invicto, mas já mira retorno à Série A

 


 Apesar das dificuldades encontradas em campo, no ano passado, o Vasco demonstrou estar bem recuperado e pronto para brigar pelo retorno à Série A. O time de São Januário não sabe o que é perder há 23 jogos e pode conquistar o Campeonato Carioca de forma invicta, neste domingo, diante do Botafogo. Para o técnico Jorginho, um dos responsáveis pela reação positiva do time, o título estadual seria muito importante, mas somente o acesso apagaria o capítulo da Série B.

 

"Acho que uma coisa não tem a ver com a outra. É uma conquista isolada. O que vai apagar é retornarmos para a Primeira Divisão. Precisamos fazer isso de uma forma bem consistente, não podemos ficar tomando sustos. Já estamos com uma base montada, vamos precisar de algumas bem pontuais contratações", disse.

Jorginho fez questão de esclarecer que a invencibilidade é apenas um detalhe diante do que a equipe busca nesta temporada.

"Eu acho que tudo se resume da gente entrar concentrado, entrar ligado. É muito perigoso ficar pensando em um ano vitorioso se não conquistarmos o título. Temos que entrar completamente concentrados, e a coisa não para. Temos que pensar sempre grande. Não podemos ficar apenas pensando em uma invencibilidade. Temos que buscar objetivos maiores", falou. 

O treinador lembrou dos equilibradros duelos entre o Cruzmaltino e o Alvinegro, no Carioca, e demonstrou confiança para a decisão.

"Nós fizemos um grande jogo contra o Botafogo no primeiro jogo. Tomamos um gol no finalzinho, mas foi um grande jogo nosso. Eles tiveram um pouquinho mais de superioridade, mas eu ganhei o jogo. Não podemos esquecer disso. Estamos confiantes, fazendo os ajustes necessários. Sabemos que o Botafogo é uma equipe perigosa, mas também vamos jogar", afirmou. 

Vasco e Botafogo definem o título estadual neste domingo, às 16h, no Maracanã. O Cruzmaltino venceu a primeira partida, com um gol de Jorge Henrique, e precisa de um empate para se tornar bicampeão Carioca.

 

Fwd: Jorginho se mostra motivado e cauteloso para final

 


 
Jorginho se mostrou satisfeito com a vantagem construída pelo Vasco (foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O técnico Jorginho foi o escolhido para conceder entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, em São Januário, após treino realizado pelo elenco fechado para a imprensa. O treinador foi muito perguntado sobre temas como a ansiedade pela conquista do título, o que ele representará na sua carreira e sobre o histórico favorável contra o Botafogo na temporada. O que mais chamou atenção foi o cuidado que o comandante tomou com suas palavras para não gerar nenhum tipo de motivação no adversário.

Vascaínos e botafoguenses se encontram neste domingo, às 16h(de Brasília), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pelo segundo confronto da final do Campeonato Carioca. Como ganhou o primeiro por 1 a 0, o time da Colina joga pelo empate para dar a volta olímpica.

"Acredito que temos que entrar em campo muito concentrados, ligados, e isso resume tudo de importante para essa final. O Botafogo tem um time extremamente perigoso e bem montado pelo Ricardo Gomes", disse Jorginho.

Perguntado sobre o que representará o título em sua carreira, ele foi bem cauteloso: "Isso se concretizando seria uma grande alegria para mim, pois seria meu primeiro título no Brasil. Mas estou ciente de que o caminho para isso ainda é muito longo", acrescentou.

"Vasco e Botafogo são dois times muito aplicados taticamente, que não deixam de lutar um único minuto e que sabem muito bem das suas deficiências e limitações. Por isso que se tornam difíceis de serem batidas", analisou o treinador Cruz-Maltino.

O técnico, por sua vez, descartou que a conquista do título apague a frustração pelo rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O que vai apagar a frustração do Campeonato Brasileiro é passarmos muito bem pela Série B, sem sustos. Pois, com todo respeito aos demais concorrentes, o investimento do Vasco dentro dessa competição é muito maior do que o das demais equipes", pontuou Jorginho, que assumiu a equipe no segundo turno do Campeonato e não conseguiu evitar o rebaixamento.

Apesar de ter fechado o treino desta manhã, Jorginho não conseguiu esconder e o Vasco será o mesmo do primeiro confronto. Dessa maneira o time será formado por: Martín Silva, Madson, Luan, Rodrigo e Julio Cesar; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Duvier Riascos. Neste sábado, os atletas treinam pela manhã. A tarde, começa o período de concentração.

 

Fwd: Capitão do Vasco, Rodrigo diz que erguer a taça teria sabor diferente

 


 
(Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Experiente, o zagueiro Rodrigo vai em busca de seu terceiro título de campeonato carioca. O defensor já conquistou a competição por duas vezes, uma com o Vasco e outra pelo Flamengo. Além desses, Rodrigo já foi campeão gaúcho e paulista. Mas em nenhuma dessas conquistas o zagueiro de 35 anos era o capitão do elenco.

No domingo (08), se o Vasco conseguir o título, Rodrigo vai viver uma experiência diferente em sua carreira: Ser campeão e levantar a taça da conquista. A semana de preparação no clube tem sido intensa e de portões fechados, mantendo o mistério. Para Rodrigo, o clima de decisão é diferente na posição de capitão.

"É diferente. A semana é diferente, a responsabilidade é diferente e é uma coisa marcante para você e o clube. Esperamos que nosso torcedor compareça. É um momento único do torcedor, dos jogadores, e que possamos retribuir com título. O Botafogo é o time que mais nos dá problemas, porque eles jogam quase do mesmo jeito que o nosso", avaliou Rodrigo.

A tendência é que o Vasco vá a campo com: Martín Silva; Mádson, Luan, Rodrigo e Julio César; Marcelo Mattos, Julio dos Santos, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos.


 

Fwd: Eurico Miranda, presidente do Vasco: 'Eu não penso na morte'

 


 

 

Em quase meio século dentro do futebol, Eurico Miranda, colecionou inimizades, atraiu uma legião de seguidores e causou muita polêmica. Perto de conquistar o 51º título da carreira, o presidente vascaíno abre o jogo e revela nesta entrevista exclusiva um pouco da intimidade. Fala sem rodeios da doença, diz que não pensa na morte e que, apesar da idade, está mais jovem do que nunca.

O DIA: Em 50 anos no futebol qual é o seu maior orgulho?
Eurico Miranda:
Já ocupei todos os cargos possíveis no Vasco e o principal é o de presidente. Mas a coisa que mais me orgulho é ser representante, em maiúsculo, do Vasco.

O DIA: Do que não se orgulha?
Eurico Miranda:
Sou daqueles que não me arrependo de nada que fiz. Nada. Faria tudo de novo. É evidente que tem muita coisa que a gente faz, que depois vê que não era para fazer daquela maneira. Mas não me arrependo, porque no momento que fiz visava um interesse maior.

O DIA: O que senhor gosta de fazer na hora de lazer?
Eurico Miranda:
Na TV, gosto de tudo, menos comentários esportivos. Só vejo, se tirar o som, pois a maioria entende pouco. Gosto de filmes de ação. Drama não me interessa mais, mas sei apreciar as coisas boas. Ando sem tempo, mas tinha uma mania, o quebra-cabeça. Estimulava alguns neurônios e me fazia, naquele momento, esquecer todos os problemas.

O DIA: Montava com seus netos?
Eurico Miranda:
Eles são os únicos que podem mexer nas minhas peças. Os outros não têm permissão.

O DIA: É como puxar o Casaca?
Eurico Miranda:
Casaca é um grito de guerra que ninguém tem. Não é algo vulgar. É um grito de triunfo, orgulho. Não é cantado, é puxado. Mal comparando, é como prestar continência à bandeira nacional. Não admito puxar o Casaca com as pessoas sentadas. Agora, como venho com isso lá de trás, onde estou, para puxar o Casaca tem que ser o presidente. Ou então não puxa.

O DIA: Domingo dá Vasco?
Eurico Miranda:
Você não fica 25 jogos sem perder, em que ganhou dos seus três adversários. Isso merece ser exaltado. Trabalhei com grupos excepcionais, de qualidade. Mas este grupo é muito consciente. Posso dizer que dos muitos que trabalhei não tem um que tenha essa integração direta. Seria o coroamento de uma campanha brilhante.

O DIA: O que o Vasco significa para o senhor?
Eurico Miranda:
Tirando a minha família, realmente o Vasco é tudo. Aliás, ainda tira um um pouco da minha família. O Vasco é tudo.

O DIA: O Eurico que a imprensa não conhece é divertido, carrancudo?
Eurico Miranda:
Não sou daqueles do riso fácil, não é o meu estilo. Aliás, isso é uma das coisas que quando você quer fazer política tem que ser assim, e todo mundo sempre diz que sou um mau político. Rio só quando tenho vontade, mas não para ser mais simpático.

O DIA: Muita gente o considera antipático. Como lida com isso?
Eurico Miranda:
Os que convivem comigo me acham até simpático demais. A questão não é ser simpático ou não. Tem uma frase de para-choque de caminhão que fala do grande problema do meio do futebol: "Inveja é uma merda". É próprio da natureza humana, entendo isso. Modéstia à parte, estou no meio do futebol com conhecimento de causa e sei que em matéria de futebol é muito difícil debater comigo.

O DIA: Sua família não tem ciúme do Vasco?
Eurico Miranda:
Na vida tudo tem uma questão de compensação. Eu tenho uma bela família. Quatro filhos, nove netos e eles já nasceram sabendo que têm que conviver com a minha vida no Vasco.Quando tenho oportunidade, sempre estou com meus netos.Eles assistem aos jogos, ficam comigo e é uma satisfação. Deixo eles fazerem o que querem. Fico tão pouco tempo com eles, que não tem isso de 'não pode isso, não pode aquilo'. Não posso me queixar tenho uma família maravilhosa, sou abençoado.

O DIA: Como é a sua rotina?
Eurico Miranda:
Não é mais a de dois meses atrás, até porque fiz uma cirurgia. Estou fazendo tratamento preventivo e mudou um pouco nesse sentido. Mas apesar de fazer quimioterapia, não mudou nada a minha atividade aqui. Dependendo do dia, posso passar de 12 a 24 horas no Vasco. Acompanho tudo de perto. Uma coisa é certa, todo dia venho ao Vasco.

O DIA: O senhor faz 72 anos em junho. Como encara o envelhecimento?
Eurico Miranda:
Sinceramente, não me sinto envelhecido. Fisicamente já não sou o mesmo, isso é verdade, não sou praticante de exercícios, mas a cabeça, que é a mais importante, não envelheceu. Armazenou muita coisa. De certa forma, os anos foram passando, mas um coisa eu tenho certeza plena. Podem não gostar de mim, mas me respeitam.

O DIA: O senhor tem uma doença grave, que é de domínio público. Como lida com isso. Tem medo de morrer?
Eurico Miranda:
Você sabe que não penso nisso, sin
O DIA: A doença mudou a sua forma de encarar a morte?
Eurico Miranda:

 

Fwd: A série do invicto Vasco merece respeito


O Vasco alcançou a marca de 24 jogos invicto ao vencer o Botafogo no primeiro duelo da final do Campeonato Carioca. Independentemente do que acontecerá no reencontro deste domingo, o elenco desacreditado do ano passado já terá colocado o nome da história do clube, com a quarta maior série sem derrotas. Os comandados por Jorginho ainda podem ir mais longe, e nem mesmo a Série B vai apagar esses feitos.


Thiago Ribeiro/Gazeta Press
No dia 1º de novembro de 2015, o time cruz-maltino era derrotado pela última vez. Desde então, foram 18 vitórias e seis empates, em partidas pelo estadual, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Se ampliarmos o leque, voltando até o duelo com a Ponte Preta, em que começou arrancada que quase resultou em permanência na elite são 36 jogos, com 22 vitórias, 12 empates e só duas derrotas, uma delas com o time reserva.

Muitas pessoas, no entanto, minimizam os feitos do Vasco, por associá-los sempre à figura nefasta de Eurico Miranda, como se qualquer coisa sob sua administração fosse invalidada ou merecesse ser desvalorizada. O que acontece dentro do campo, vale ressaltar, é diferente, não tem que ser misturado com o que rola fora, e merece se analisado com o devido valor.


"Mas invicto na Série B é mole, Bruno", dizem alguns, sem se dar conta, contudo, que a série atual não contém qualquer partida pela segunda divisão. Exatamente 12, ou seja, a metade dos jogos sem derrota, foram disputados contra times que, no momento do confronto estavam na elite do futebol do país - e foram nada menos que oito vitórias.


Fora isso, até parece que são favas contadas ganhar de adversários de níveis inferiores. Basta ver o Flamengo, que em 2016 perdeu para equipes das Séries A (Santa Cruz), B (Vasco), C (Confiança e Fortaleza) e D (Volta Redonda); ou o Fluminense, que suou para arrancar empate com time sem divisão (Ferroviária). 


Vale lembrar também, que em longas séries invictas, sempre há confrontos com adversários mais frágeis, ou o Barcelona não encara o Granada, o Bayern de Munique não pega o Darmstadt 98, e por aí vai? Diferença de nível abissal, mesmo se tratando de mesma divisão. Quando o Gigante da Colina ganha do Tigres do Brasil, passa pelo Remo ou derrota alguém da segundona, isso não deve ser desvalorizado.


Até hoje, se exalta uma série invicta do rubro-negro da Gávea em que 19 jogos eram amistosos. Os demais confrontos todos foram por duas edições do Campeonato Carioca. As 52 partidas sem derrotas entre 1978 e 1979, não constituem bem o recorde que se diz, por mais que isso não diminua a qualidade daquele time. Ao todo, foram 33 compromissos oficiais em que o Fla venceu ou empatou.


Para o Vasco, são 24, algo que ainda está longe de ser um recorde nacional. Faltam 20 para alcançar, justamente, o Botafogo, rival deste domingo, que é dono da maior sequência que encontrei, ocorrida entre 1977 e 1978. Ainda assim, para um outrora arremedo de time, comandado por Celso Roth, esse é um dos mais memoráveis feitos da história do futebol. E isso, amigos, é inegável.


Maiores séries invictas do Vasco em jogos oficiais:


1977
31 jogos - de 13/04 a 17/11


1945
27 jogos - de 29/04 a 16/03/46 (*)


1992 e 1993
26 jogos - de 27/09/92 a 01/04/93


1929 e 1930
24 jogos - de 02/06/29 a 08/06/30


2015 e 2016
24 jogos - de 08/11/15 até agora


1949 e 1950
23 jogos - de 03/07/49 a 22/01/50


1947
22 jogos - de 07/06 a 07/03/1948 (*)


1993 e 1994
21 jogos - de 15/11/93 a 24/04/94


(*) fim da sequência aconteceu no primeiro jogo do ano seguinte

 

Musa do Vasco vai estrear como lutadora de MMA na véspera de final do Estadual

Após ser ring girl em muitos eventos no Brasil, a carioca Jamila Sandora, que também é musa do Vasco, vai mudar de lado no MMA. Ela estreia como lutadora neste sábado, no TR Figth Girls, em Três Rios (RJ), justamente véspera da partida do Cruz-Maltino contra o Botafogo, na decisão do Campeonato Estadual 2016. A atleta está confiante na sua primeira vitória nas artes mistas.

– Acredito que farei uma boa luta e espero proporcionar um grande espetáculo para todos. A mulherada, cada vez mais, ganha seu espaço no mundo da luta e quero entrar para fazer história. Agradeço a todos o apoio e o carinho que tenho recebido – afirmou.

Jamila Sandora era ring girl antes de ser lutadora  

Jamila tem uma cruz de malta tatuada no lado esquerdo do ombro e já fez ensaios na Barreira do Vasco, comunidade próxima ao Estádio São Januário, em São Cristóvão.

No domingo, um dia após a luta da musa do time, o Vasco tentará o bicampeonato contra o Botafogo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Na partida de ida, o time venceu por 1 a 0, com um gol do baixinho Jorge Henrique de cabeça, após uma falha do goleiro Jefferson.

Musa do Vasco tem uma cruz de malta tatuada no ombro Musa do Vasco tem uma cruz de malta tatuada no ombro Foto: Ruan e Rodrigo Viana / Divulgação

Musa do Vasco vai estrear em evento em Três Rios Musa do Vasco vai estrear em evento em Três Rios Foto: Ruan e Rodrigo Viana / Divulgação

Musa do Vasco lutará na véspera de final do Estadual do Rio

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