domingo, 6 de dezembro de 2015

Jorginho pede desculpas à torcida e se emociona: "Entreguei minha vida"

 

Jorginho se emocionou. Em entrevista coletiva após o empate por 0 a 0 com o Coritiba, na tarde deste domingo, que decretou o terceiro rebaixamento do Vasco para a Série B do Campeonato Brasileiro - foi a terceira queda do clube nos últimos oito anos -, o técnico não segurou as lágrimas ao comentar a situação pós-queda. O comandante, que assumiu o time no returno e somou 28 pontos - mais que o dobro dos 13 do primeiro turno -, comparou a tristeza à perda de um familiar, lamentou a reação ter começado tarde e já projetou o futuro em São Januário.

- Boa noite. Quero agradecer a Deus por não ter perdido esperança, se entregado. Dado saúde para suportar tanta pressão, tanta desconfiança, a gente tinha condições de reverter isso.

Sentimento como se tivesse perdido alguém na família, dor muito grande. Queria pedir desculpas ao torcedor do Vasco da Gama, que nos apoiou em todo momento. Se existe algo que foi positivo, além da entrega dos jogadores em todos momentos, foi acreditar no trabalho que viemos a desenvolver a partir do jogo do segundo turno. Se chegamos onde chegamos, com possibilidade de ficar na Primeira Divisão na ultima rodada, tem a ver com o torcedor e fez com que recebêssemos algo a mais. Fica a tristeza de não conseguir objetivo maior, mas a vida continua. São experiências que nos fazem melhores profissionais. O caráter foi muito lapidado nesse período. Falei com todos, falei isso: demos nosso melhor, vamos sair de cabeça erguida. Infelizmente, não foi suficiente para que fugir do rebaixamento. Mas nossa vida profissional continua, vamos procurar fazer o melhor. Alguns partirão, outros ficarão. Os que ficarem, darão o melhor para que o Vasco volte. É o lugar que merece estar. É a realidade, temos que encarar. 

Jorginho não segurou as lágrimas ao lembrar de tudo o que passou nesses quase quatro meses em São Januário, com direito a noites de insônia. O técnico, porém, garantiu que tudo foi feito da melhor forma possível e que não mudaria nada se pudesse voltar atrás. Mas reclamou da perda de pontos em confrontos diretos e de um pênalti sofrido por Nenê neste domingo.

- Não tenha duvida que procuramos fazer tudo dentro das possibilidades. Algumas noites consegui dormir, muitas não (pausa e choro). Entreguei minha vida. Tudo que eu tinha de conhecimento no futebol, tudo que eu acumulei de experiência nos clubes que passei, como atleta e como jogador. Não faria nada diferente, demos nosso melhor, os jogadores fizeram o melhor. Agradeci muito. Acredito que o olhar quer dizer muita coisa. Via no olhar a entrega, a confiança no trabalho. Por isso, não tinha como fazer diferente. No decorrer do segundo turno foi confuso, difícil... Debaixo de tanta pressão, conseguimos resultados maravilhosos a partir do quinto jogo. Mas, infelizmente, não foi suficiente. Não adianta lamentar alguns pontos perdidos diretamente, em confronto direto. Mas realmente foi assim. Segundo turno muito confuso em termos de arbitragem. Não foi a principal coisa, mas foi pênalti. O Wilson, que jogou comigo, disse que foi pênalti. O que é a tristeza. Não tenha dúvida que merecia algo diferente. Por hombridade. Essa torcida apaixonada que não alcançou o objetivo que tanto merecia.

jorginho vasco (Foto: Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB/ESTADÃO CONTEÚDO)

O Vasco caiu pela terceira vez em sua história para a Série B, todas as quedas aconteceram nos últimos oito anos e foram com o time na 18ª posição. O primeiro rebaixamento foi em 2008, quando o clube perdeu na rodada final para o Vitória por 2 a 0 em São Januário e terminou com 40 pontos. O segundo ocorreu em 2013, após goleada sofrida por 5 a 1 para o Atlético-PR na Arena Joinville e ficou com 44 pontos. Agora, a degola acabou decretada com 41 pontos após o empate por 0 a 0 no Couto Pereira.

Confira outros temas da entrevista coletiva do treinador: 

SENTIMENTO

O sentimento que fica é de como se tivesse perdido alguém na família. Dor muito grande. Queria pedir desculpas ao torcedor do Vasco que nos apoiou em todo momento. Se existe algo que foi positivo, além da entrega dos jogadores, foi que eles acreditaram no trabalho que viemos desenvolver a partir do segundo turno. Se chegamos aonde chegamos, com possibilidade de sair da zona. Fica a tristeza de não conseguir o objetivo, mas a vida continua. São experiências que nos fazem melhores profissionais, que lapida o caráter. Falei isso com todos, demos nosso melhor, temos que sair de cabeça erguida. Infelizmente não foi o suficiente para que fugíssemos do rebaixamento.

Alguns partirão, outros chegarão e os que ficarem darão o melhor para que o Vasco volte para o lugar que merece estar. Não poderia de forma nenhuma ficar mais de 180 dias no Z-4, não merecia isso. Merecia sucesso dentro da competição, mas é a realidade e temos que encarar.

EMOÇÃO DO TREINADOR

Não tenha dúvida que procuramos fazer tudo dentro das possibilidades. Fiquei noites sem conseguir dormir, entreguei minha vida (neste momento, o treinador para de falar e embarga a voz, bem emocionado), tudo que eu tinha de conhecimento no futebol, tudo que eu acumulei de experiência nos clubes que passei, como atleta e como treinador. Não faria nada diferente, demos nosso melhor. 

Não adianta lamentar alguns pontos perdidos diretamente, mas realmente foi assim. Segundo turno muito confuso em termos de arbitragem, não quero dizer que foi a principal coisa. Mas hoje teve pênalti. Wilson (goleiro do Coritiba), que jogou comigo, me disse que foi pênalti. Agradeci muito aos jogadores. Acredito que o olhar quer dizer muita coisa. Via no olhar a entrega, a confiança no trabalho, por isso não tinha como fazer diferente. No decorrer do segundo turno foi confuso, difícil debaixo de tanta pressão e conseguimos resultados maravilhosos a partir do quinto jogo. Mas infelizmente não deu

FICA?

Não pensei sobre essa situação. A gente em nenhum momento teve conversa em relação a isso. A tristeza é tão grande que não dá nem para pensar. A gente tem que digerir bem isso e conversar com calma sobre tudo que está por vir.

CONFIANÇA NA VIRADA


Vasco já passou por situações como essas e vai se reerguer novamente. Aconteceu com outros grandes, como o Vasco, que é a terceira vez. Difícil definir, foi ao longo do percurso. Criamos um ambiente apesar de termos 43 jogadores. Hoje, quando Riascos saiu, saiu chateado, queria ganhar. Mas pensei em não perder equilíbrio. Se levássemos o gol tudo ia por água abaixo de vez. Queríamos manter a força ofensiva, com desejo de conquistar. Mas a defasagem de pontuação do primeiro turno foi muito grande, trouxe sobrecarga grande. Mas quero dizer: faço parte dessa equipe, desse resultado, me sinto completamente responsável por tudo.

CONTROLE E APOIO

Cheguei de volta ao Vasco numa data marcante, no meu aniversário. Tinha sido treinador do Flamengo em 2013 e ia enfrentar justamente o Flamengo na Copa do Brasil. Nessa hora tem que buscar forças de onde pensa que não tem. Foi realmente trabalho árduo. Cresci como treinador, homem, amigo... É difícil, às vezes quer explodir, tem que se conter, ter equilíbrio necessário. Até o fim pensei que seria possível, chegamos perto de tirar o vasco dessa situação. Isso aumenta o respeito, o carinho por uma equipe que me deu essa resposta e uma diretoria que me deu apoio. Nos momentos mais difíceis ele disse que continuava acreditando. 'Você está no caminho certo, acredito em vocês'.

FUTURO DO CLUBE

O clube tem força, se reestruturando para justamente desempenhar papel bonito dentro de campo. Acredito sinceramente que vai se reerguer no próximo ano. Tenho pouco tempo de volta para detectar mais, não trabalhei com a diretoria passada, mas o importante é que tem condições de se reerguer

APOIO DA TORCIDA

Chega a ser algo que nos constrange acompanhar tudo aquilo, no estádio, a temperatura do contato com eles. Não teve um que não veio passar incentivo, com respeito, sem cobrança. Todos são completamente apaixonados pelo clube

É um clube que tem uma torcida extremamente grande em todo o Brasil e com certeza essa torcida vai contribuir muito para a volta do Vasco em 2017. Foi um orgulho muito grande ter participado disso, apesar de não ter conquistado a permanência

Vasco Patriotas bate Vila Velha Tritões e vai lutar pelo bi do Touchdown

 

Se no tradicional futebol, o Vasco brigou até a última rodada do Campeonato Brasileiro para tentar escapar do rebaixamento, no americano, uma das modalidades que mais crescem no país, o Cruz Maltino terá a oportunidade de lutar pelo bicampeonato nacional.

Com uma grande atuação, o Vasco Patriotas avançou à decisão do Torneio Touchdown 2015 ao derrotar o até então invicto Vila Velha Tritões, por 28 a 14, na tarde deste domingo, no estádio Salvador Costa, em Vitória, no Espírito Santo.

Na final, que será realizada em Santa Catarina, ainda neste mês de dezembro, o Cruz Maltino vai enfrentar o Timbó T-Rex, que eliminou o Flamengo, na outra semifinal, e que no ano ficou com o vice.

Torneio Touchdown 2015: Vila Velha Tritões x Vasco Patriotas (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta) 

Arquirrivais do futebol americano nacional nacional, Patriotas e Tritões decidiram a final do Touchdown 2010 - capixabas ficaram com o título -, uma semifinal em 2012 - vencida pelo Vasco, e nesta temporada o Vila Velha havia levado a melhor, ainda pela primeira fase da competição.

Neste domingo, apesar do jogo ter começado como no último encontro, com o Vasco saindo na frente (00 a 07) com um touchdown marcado pelo wide receiver Rômulo Ramos - com o extra point convertido -, o desfecho foi diferente.

No segundo período os capixabas correram atrás do placar duas vezes. Primeiro DeMarco, com o chute de bonificação convertido, empatou o jogo em 07 a 07, mas o Vasco voltou a ficar em vantagem (07 a 14). O Vila Velha reagiu novamente e, por meio do norte-americano Alex Allen, foi para o vestiário em igualdade de 14 a 14.

Torneio Touchdown 2015: Vila Velha Tritões x Vasco Patriotas (Foto: Ricardo Medeiros/A Gazeta)
Na volta do intervalo, apenas o Vasco pontuou e assim garantiu a vaga na decisão. Nos terceiro e quarto períodos o time carioca fechou o placar em 14 a 28, com dois touchdowns, o segundo deles feito por Rômulo Ramos.

Nenê lamenta novo rebaixamento: "Todos muito tristes. Dei meu tudo"

 

Um dos símbolos do Vasco na tentativa de fuga do rebaixamento, o atacante Nenê não conseguiu segurar a emoção depois do empate sem gols contra o Coritiba, fora de casa - que selou a terceira queda do clube em apenas oito anos. O jogador confessou tristeza profunda, mas fez questão de dizer que todos deram o melhor na missão que chegou a flertar com o sucesso.

Nenê - Coritiba x Vasco (Foto:  GERALDO BUBNIAK - Agência Estado)

- Fica até difícil falar alguma coisa, estamos todos muito tristes: nós jogadores, nossa família e os torcedores. Fizemos de tudo para tentar recuperar, mas infelizmente não deu, é o futebol. Dei meu tudo, meus companheiros e a torcida também - disse Nenê.

O volante Serginho também destacou a entrega do elenco vascaíno na tentativa de evitar o rebaixamento. O jogador disse que encerra a competição "honrado", apesar da queda.

- O Vasco não merecia porque nós não nos entregamos do início ao fim. Eu saio honrado pelo grupo, porque todo mundo se entregou, ninguém desistiu em nenhum momento. Infelizmente não foi como queríamos, mas acontece. Estamos magoados, pois o grupo que a gente tem não merecia - afirmou o volante à Rádio Globo.

Além de o Vasco não ter feito sua parte, o Figueirense derrotou o Fluminense no Orlando Scarpelli, resultado que já decretaria a degola vascaína até mesmo com uma vitória. O time de Jorginho, que foi o nono colocado contando só o segundo turno, terminou em 18º lugar com 41 pontos - havia feito 13 no primeiro turno -, três atrás do Coxa, que se salvou na 15ª posição.

Que dor! Vasco é rebaixado pela terceira vez em sua história

 

A surpreendente reação do Vasco nos últimos 15 jogos foi em vão. Na tarde deste domingo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, o empate por 0 a 0 no Couto Pereira eliminou o pequeno risco de rebaixamento que o Coritiba ainda tinha e empurrou o Cruz-Maltino caiu para a Série B ao lado de Avaí, Goiás e Joinville - foi a terceira queda do clube de São Januário em oito anos. Além de os cariocas não terem feito sua parte, o Figueirense derrotou o Fluminense no Orlando Scarpelli, resultado que já decretaria a degola vascaína até mesmo com uma vitória. O time de Jorginho, que foi nono colocado contando só o returno, terminou em 18º lugar com 41 pontos - havia feito 13 no primeiro turno -, três atrás do Coxa, que se salvou na 15ª posição e lavou a alma no chuvoso dia na capital paranaense diante de 10.322 pagantes (13.228 presentes). A renda da partida foi de R$ 266.515,00.

negueba madson coritiba x vasco couto pereira (Foto: Giuliano Gomes/PR Press)

O jogo no Couto Pereira começou atrasado e foi o último da briga contra o rebaixamento a ter bola rolando. Quer dizer, tentando. Com gramado encharcado, o primeiro tempo teve mais escorregões e jogadas desarmadas pelas poças d'água do que emoção. Foi uma chance clara para cada lado: Nenê, aos 14, ficou cara a cara com o Wilson, mas chutou em cima do goleiro; aos 31, Henrique Almeida recebe um bolão de Juan e, sozinho na área, espirrou o taco e finalizou torto demais, para fora.

Com o placar em branco nos demais jogos da fuga do Z-4, o Vasco voltou para a etapa final sabendo que uma vitória poderia salvar o time da degola, mas o cenário logo mudou. Figueirense e Avaí marcaram gols em suas partidas. O Cruz-Maltino precisava de gol para reagir, mas as condições do campo impediram a prática do futebol. O Corinthians chegou a empatar com o Avaí, mas o Fluminense não reagiu. E o time de Jorginho, que ainda teve Jorge Henrique expulso por atirar água em direção à torcida adversário e a um gandula, sequer fez a sua parte. Festa só do Coritiba, que se garantiu na Série A com o empate.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Auditoria da dívida paralisa e não tem previsão no Vasco

 

Eurico coletiva Vasco (Foto: Raphael Zarko)

Todas as atenções estão voltadas para os preparativos do time, que enfrenta o Santos no domingo, em São Januário, e o Coritiba, fora de casa, na outra semana para escapar do terceiro rebaixamento em oito anos. Mas fora de campo a auditoria contratada pela diretoria também encontra dificuldades para a conclusão do trabalho de levantamento do passivo total do Vasco. Quase três meses após início da auditoria, não há previsão para terminar os cálculos da dívida vascaína.

Em São Januário, a empresa contratada Ernst & Young estava usando a sala do Conselho Fiscal para análise de documentos. Há algumas semanas que os funcionários da multinacional especializada não vão ao clube. Faltam informações contábeis recentes e outras informações para a sequência do trabalho. Em setembro, Mauro Moreira, um dos sócios do escritório carioca da empresa, disse que esperava concluir o trabalho em cerca de dois meses. Mas, neste momento, disse o time da empresa "não está em campo". 

- Solicitamos alguns documentos e estamos aguardando. Enquanto não tivermos essas informações vamos ficar sem elementos para trabalhar. Ainda não tenho informação da continuidade e uma nova previsão de término desse trabalho - disse Moreira, que era conselheiro eleito pela oposição, mas renunciou ao cargo no Conselho Deliberativo.

No último balanço, publicado em abril deste ano referente ao exercício do ano passado, a dívida somava R$ 688 milhões. Na coletiva de anúncio da contratação de auditoria, em setembro, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, disse que sua administração pagou R$ 30 milhões em dívidas desde que reassumiu o clube. No início do mês, o dirigente afirmou que este valor já estava em R$ 80 milhões - sem entrar em detalhes ou explicar quais débitos foram quitados.

Após um relatório do trabalho, o Conselho Fiscal do clube deve emitir parecer sobre os resultados da auditoria. O Vasco tem dois anos de contas não aprovadas - 2013 e 2014 - e também não tem previsão para levar os balanços patrimoniais do clube para votação no Conselho Deliberativo do clube.

Riascos apadrinha colombiano sub-20 do Vasco e elogia: "Fome de triunfar"

 
Riascos, Alexis, Vasco (Foto: Reprodução / Instagram)

Apesar do português ainda arranhado, não pense que Riascos não se sinta em casa no Brasil. Há quase um ano no futebol brasileiro, o colombiano que passou pelo Cruzeiro e está emprestado ao Vasco garante já estar adaptado ao país. Em especial, ao Rio de Janeiro, onde mora com a esposa Leidy Melo e o filho Paulinho e frequenta as praias e os pontos turísticos da cidade. E é com esse estilo carioca que o atacante apadrinhou o conterrâneo Alexis, zagueiro de 18 anos do time de juniores cruz-maltino e que se inspira no profissional até mesmo no visual: a estatura e o corte de cabelo asa delta são praticamente iguais.

O jovem colombiano tem o conterrâneo, atual titular do Vasco, um exemplo a ser seguido. O defensor chegou ao clube no segundo semestre, foi aprovado após 30 dias de testes e, desde então, integrou o elenco sub-20 que está sendo preparado para a próxima Copa São Paulo de Futebol Júnior, tradicional competição das categorias de base no Brasil e que será disputada entre os dias 2 e 25 de janeiro. Alexis ainda aguarda sua regularização na CBF - a documentação estrangeira do atleta já foi solicitada para fazer contrato profissional com provavelmente três anos de duração -, mas por seu empenho nos treinos já ganhou elogios do atacante, que aposta em rápida adaptação.

- Falei para ele que não vai ser difícil, os costumes são muito parecidos entre Colômbia e Brasil. É um jovem com muita fome de triunfar, não vai ser muito difícil, ele está trabalhando forte.

Alexis vive diariamente em São Januário, pois mora nas dependências do Vasco para os juniores na sede cruz-maltina. Ele chegou com outro jogador da Colômbia, um meia-atacante que também passou por avaliação na Colina, mas não vai ficar no clube. Os dois vieram através de um dos representantes que participaram da negociação do atacante do elenco profissional.

Vasco x Santos: sem venda online, bilheterias abrem nesta quarta-feira

 
Gramado São Januário Vasco (Foto: Thiago Lima / GloboEsporte.com)

As vendas de ingressos para Vasco x Santos começam nesta quarta-feira nos postos físicos, mas não pela internet, como o clube informara nessa terça-feira. A novidade é um posto de venda tradicional retornar como opção ao torcedor vascaíno: além de São Januário e das lojas Gigante da Colina, a sede do Calabouço no Centro também venderá entradas para a partida de domingo, às 17h.

O preço do jogo contra o Corinthians está mantida. Uma arquibancada custa R$ 80 - meia-entrada a R$ 40 -, cadeira social para convidados dos sócios sai a R$ 120 - meia a R$ 60. Com apelo menor para torcida visitante, em comparação ao jogo do título do Corinthians da última quinta-feira, o Vasco diminuiu a quantidade entradas para visitantes aumentando a carga total de entradas - e de ingressos para sua torcida. Entre vendas, cortesias e gratuidades, serão 21.450 ingressos disponíveis para a partida.

Cada sócio tem direito a comprar um ingresso de meia a R$ 40. O associado também pode comprar um ingresso para convidado de R$120,00 (R$60,00 a meia entrada). Já os ingressos de arquibancada serão vendidos em São Januário e na rede de lojas Gigante da Colina.

Não haverá venda de ingressos no domingo, dia do jogo.

Confira abaixo todas as informações que o clube divulgou nesta tarde de terça-feira:

São Januário:  Quarta a Sábado: 10h às 17h

Arquibancada – Bilheteria 5 – Rua General Almério de Moura

Sócio – Bilheteria da Boutique – Rua General Almério de Moura

Convidado de Sócio – Departamento de Cobrança

Sede do Calabouço: Ingresso de Sócio e Arquibancada – Quarta a Sábado: 10h às 17h

Lojas Gigante da Colina – Exclusivamente venda de ingressos para arquibancada

. Ilha Plaza – Av.Maestro Paula Silva, 400 – Loja C – Ilha do Governador

. Icaraí – Rua Pres.Backer, 195 – Loja 104 – Niterói

. Madureira Shopping – Estrada da Portela, 222 – Loja 3473 – Madureira

. Center Shopping – A. Geremário Dantas, 404 – Loja 338 – Tanque

. Boulevard Rio ( Iguatemi ) – Rua Barão de S. Francisco, 236 Loja 69 – Andaraí

. Shopping Jardim Guadalupe – Av. Brasil, 21255 – Guadalupe

. Caxias Shopping – Rodovia Washington Luís – Duque de Caxias

. Bonsucesso – Av. Nova York, 138 – Loja A

* A venda online, originalmente informada pelo Vasco, não será realizada. O clube corrigiu a informação apenas às 12h30 desta quarta-feira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Vasco rebaixa Joinville e segue na briga contra degola

 
 
 O Vasco segue vivo na sua luta contra o rebaixamento e mostrou isso neste domingo ao vencer, por 2 a 1, o Joinville, na Arena Joinville. Com o resultado, os cruz-maltinos chegaram a 37 pontos, segue na zona da degola, mas mais próximo dos rivais. Já os catarinenses, com apenas, 31, confirmaram o rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro na próxima temporada.

Os cariocas construíram a vitória logo no começo do jogo. O Vasco fez os dois gols do triunfo com menos de dez minutos, com Nenê e Riascos. Depois disso, os cruz-maltinos administraram a vantagem, mas viram o Joinville fazer o gol no segundo tempo. No fim, os cariocas sofreram com a pressão do adversário, só que conseguiram segurar o resultado até o fim.

Na próxima rodada, o Vasco vai receber o Santos, no domingo, em São Januário. Já o Joinville passa a cumprir tabela e vai até Belo Horizonte para enfrentar o Cruzeiro.

O jogo – O Vasco começou a partida pressionando o Joinville mesmo fora de casa. Os cruzmaltinos conseguiram abrir o placar logo com cinco minutos. Após cruzamento na área, a zaga cortou mal e a bola sobrou para Nenê finalizar no ângulo de Agenor.

Após o revés, o Joinville passou a buscar o ataque, mas viu o Vasco fazer o segundo gol aos nove minutos. Martín Silva chutou para frente, a bola foi escorada de cabeça no meio e Riascos aproveitou bobeada da zaga para finalizar na saída de Agenor.

O Joinville só conseguiu sua primeira finalização aos 11 minutos, em chute de Kempes para fora. No entanto, os donos da casa pouco incomodavam o goleiro Martín Silva. O Vasco, com a vantagem no placar, controlava o jogo para não sofrer sustos nem contra-ataques. Com isso, a partida ficou concentrada entre as intermediárias, sem lances de perigo.

Somente aos 26 minutos, os catarinenses voltaram a criar boa chance de gol. Kempes arriscou da entrada da área, a bola desviou na zaga e, para sorte do goleiro Martín Silva, foi para fora. O lance animou o Joinville, que esboçou uma pressão sobre os vascaínos. Só que aos 33, os cariocas quase ampliaram em bonita jogada. Riascos cruzou para Nenê, que sem deixar a bola cair, chutou cruzado. O goleiro Agenor foi surpreendido, mas conseguiu fazer a defesa.

Nos minutos finais, o Vasco controlou novamente a partida e impediu os avanços do Joinville. Assim, os cruzmaltinos foram para o intervalo com boa vantagem no placar.

No segundo tempo, o Joinville voltou melhor e pressionou o Vasco nos primeiros minutos. No entanto, os donos da casa tinham dificuldade em criar boas jogadas. Na melhor chance, aos dez minutos, Marcelinho Paraíba arriscou chute cruzado, mas colocou para fora.

Aos poucos, os vascaínos acertaram a marcação e equilibraram o confronto. Só que os cariocas também não conseguiam criar boas chances de gol. Assim, o jogo voltou a ficar concentrado entre as intermediárias.

Na parte final da partida, o Vasco recuou e viu o Joinville pressionar em busca do gol. Os catarinenses desperdiçaram chance incrível aos 34 minutos. Serginho falhou e bola sobrou para Rafael Donato. O zagueiro dominou na pequena área, mas finalizou em cima de Martín Silva. No entanto, no minuto seguinte, os donos da casa chegaram ao seu primeiro gol. Após cobrança de escanteio, o mesmo Rafael Donato cabeceou, a bola quicou e enganou o goleiro Martín Silva, que a viu ir para a rede.

A partir dai, o Joinville impôs pressão ainda maior sobre o Vasco, que nitidamente se mostrava desgastado fisicamente. Os catarinenses passaram a perder diversas chance de empatar. Primeiro, Marcelinho Paraíba e, depois, Diego, não conseguiram finalizar em gol. Antes do fim, Mário Sérgio ainda fez linda jogada e cruzou para Kempes cabecear. Martín Silva estava bem posicionado para salvar os visitantes.

O Vasco conseguiu segurar o resultado até o apito final para comemorar a vitória em Joinville. Para os donos da casa, sobrou a lamentação do rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.

FICHA TÉCNICA 
JOINVILLE 1 X 2 VASCO

Local: Arena Joinville, em Joinville (SC) 
Data: 22 de novembro de 2015, domingo 
Horário:  17 horas (de Brasília) 
Árbitro:  Marcelo Aparecido de Souza (SP) 
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e José Javel Silveira (RS) 
Renda: R$ 134.790,00 
Público: 7.026 presentes 
Cartões amarelos: Rafael Donato, Kempes, Anselmo e Domingues (Joinville); Bruno Gallo, Martín Silva, Luan e Riascos (Vasco) 
Cartão vermelho: Lucas Crispim (Joinville)

GOLS

JOINVILLE: Rafael Donato, aos 35min do segundo tempo 
VASCO: Nenê, aos 5min do primeiro tempo; Riascos, aos 9min do primeiro tempo

JOINVILLE: Agenor, Mário Sérgio, Rafael Donato, Domingues e Diego; Danrlei, Anselmo, Kadu (Lucas Crispim) e Ítalo (Marcelinho Paraíba); Kempes e Fernando Viana (Edigar Junio) 
Técnico:  Paulo César Gusmão

VASCO: Martin Silva, Madson (Bruno Gallo), Luan, Rafael Vaz e Julio Cesar; Diguinho (Aislan), Serginho, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique e Riascos (Julio dos Santos) 
Técnico: Jorginho

Combinação de resultados inédita salva Vasco da degola

 

É inegável a vontade dos jogadores do Vasco em lutar contra o rebaixamento até suas últimas forças. Mas, apesar da vitória no final de semana sobre o Joinville, o time necessita de um feito e de uma combinação de resultados inéditos para escapar da degola nestas duas rodadas finais.

Vamos as contas. Na 18a posição, o Vasco (37) está a três pontos do primeiro time fora da zona da Série B, o Figueirense (40). Há ainda o Coritiba com os mesmos 40 pontos após a vitória sobre o Santos. O time carioca pega o paranaense no último jogo.

Na atual circunstância da tabela, tirar três pontos desses dois não é suficiente. Com isso, o time carioca se igualaria em pontos e em número de vitórias, mas tem saldo bem pior, 14 ou 13 gols a menos do que cada um dos dois. Como é quase impossível mudar isso em duas rodadas, terá que e ganhar quatro pontos a mais do que um deles.

Pois bem, desde que o Brasileiro tem 20 clubes, nenhuma equipe conseguiu tirar quatro pontos em duas rodadas na briga contra Série B. O Fluminense de 2009, maior caso de arrancada, conseguiu recuperar três pontos do Coritiba em dois jogos: tinha dois a menos e acabou um na frente. Mas, além do Coritiba, havia outros dois times com dois pontos de vantagem sobre o tricolor, o que aumentava suas chances.

Não há outro caso. Em 2008, o Vasco também estava com três pontos a menos do que o primeiro fora da zona de rebaixamento, e caiu. Na maioria dos Brasileiros, quem estava entre os quatro últimos na 36a rodada continuou por ali até o final. Isso aconteceu em cinco edições.

Resta ao Vasco ganhar suas duas partidas (Santos e Coritiba) e torcer para que ou Figueirense ou Coritiba não vençam mais neste Brasileiro. Assim, o time paranaense, por exemplo, poderia no máximo empatar diante do Palmeiras, na 37a rodada, e depois ser derrota pelos vascaínos no jogo derradeiro.

Com uma vitória e um empate, os vascaínos só se salvam se uma das duas equipes não ganhar mais nenhum ponto. Lembrança: o time ainda tem que torcer para o Avaí (17o) não ter desempenho igual ou melhor do que o seu neste final, pois tem um ponto a mais. Um cenário bem complicado para o time carioca.

Jorginho exalta 'garra e empenho' do time do Vasco

 

O técnico Jorginho não escondeu o alívio pela vitória do Vasco sobre o Joinville, confronto direto na tentativa de evitar o rebaixamento, no domingo. E tratou de exaltar a "garra" e o "empenho" dos seus jogadores no triunfo por 2 a 1 que manteve o time carioca com chances de escapar da degola. 

"Parabenizo meus atletas pela garra, pelo empenho e pela dedicação tática. É possível sairmos dessa situação. Temos duas pedreiras pela frente, mas estamos vivos na competição. Isso é o mais importante", disse o treinador, na Arena Joinville, no norte de Santa Catarina.

Para Jorginho, o Vasco fez uma de suas melhores partidas no Brasileirão, ao mostrar regularidade ao longo de todo o jogo. "O resultado do primeiro tempo nos deu a confiança de que a coisa poderia terminar como terminou. Apesar das dificuldades, a equipe foi muito consistente, atenta, principalmente por conta do Joinville, que precisava da vitória por se encontrar numa situação delicada". 

Mesmo assim, o técnico admitiu o vacilo da defesa no lance que originou o gol dos anfitriões - o Vasco já vencia por 2 a 0, com gols aos 5 e aos 9 minutos do primeiro tempo. "Estivemos muito atentos em relação às bolas paradas, era a nossa maior preocupação, e acabamos sofrendo um gol mais ou menos por aí. Fomos muito bem no primeiro tempo, mas recuamos demais e permitimos que eles crescessem dentro do jogo."

A batalha vascaína, contudo, ainda está longe de acabar. Para escapar do rebaixamento, o time terá que vencer suas duas partidas e torcer por tropeços dos rivais. O primeiro desafio será o Santos, no próximo domingo, em São Januário. 

"Iremos enfrentar uma das melhores equipes do futebol brasileiro que é o Santos. Um time com muitos jovens bons de bola e que possui o Ricardo Oliveira, um jogador muito experiente, de extrema qualidade e que retornou para a seleção brasileira. Será um jogo difícil", projetou Jorginho. Na rodada final, o Vasco fará um novo confronto direto na briga para evitar a degola. Desta vez, o adversário será o Coritiba, fora de casa.

Mesmo fora de casa, Vasco reza e trabalha pelo milagre

Faltam apenas três adversários — Joinville, neste domingo, às 17h, no campo do adversário; Santos, no próximo fim de semana, em São Januário; e Coritiba, no dia 6, na capital paranaense —, e o Vasco só pode pensar em três vitórias para se manter na primeira divisão. Para evitar o terceiro rebaixamento, depois dos de 2008 e 2013, o clube necessita superar o time catarinense, que também luta para não ser rebaixado já neste domingo. Após o empate por 1 a 1 com o Corinthians, em casa, na quinta-feira, a situação do Vasco piorou muito.

Se perder, o time carioca cairá para a segunda divisão, caso o Avaí, em 16º lugar, vença o Fluminense, em Cariacica (ES), e o Figueirense derrote a Chapecoense. Se isso acontecer, a tragédia se repetirá no mesmo cenário da queda de 2013, a Arena Joinville. Lá, o Vasco foi rebaixado ao ser goleado pelo Atlético-PR: 5 a 1.

— Sabemos que dificultou bastante, pois o percentual de pontuação (para se salvar) elevou. Mas primeiro temos que ganhar do Joinville e depois pensar nas outras partidas. Vamos passo a passo. A situação é difícil, mas já estivemos bem mais longe — declarou o técnico do Vasco, Jorginho.

Levando-se em conta a análise do matemático Tristão Garcia para o "Lancenet", a situação vascaína é praticamente irreversível. Depois de ter vencido o Palmeiras fora de casa, empatou em casa com o Corinthians e, além disso, viu adversários diretos na luta contra o rebaixamento vencerem suas partidas. Praticamente só um milagre salva.

— Piorou em relação ao último jogo porque antes havia conseguido uma vitória espetacular fora de casa (Palmeiras), mas agora tropeçou em casa. Continua difícil, como em toda competição — disse o matemático Tristão Garcia, para o qual o risco de queda do Vasco é de 94%. — Essa é a realidade do Vasco. A competição vai terminando, e o time não consegue vencer. Os torcedores devem ter esperança, mas tem de ganhar todas.

PELA MODERNIZAÇÃO

Jorginho não terá o zagueiro Rodrigo. Na quinta-feira, apesar de experiente, deu um pontapé na cabeça de um adversário. Foi expulso. Em seu lugar, entra o reserva Rafael Vaz.

Para alguns torcedores do Vasco, permanecendo ou não na primeira divisão, o clube tem de se modernizar, adotando uma estratégia para conquistar novos sócios e mais recursos. Internacional e Palmeiras, que reformaram seus estádios graças aos planos de sócio-torcedor, são apresentados como exemplos.

Do outro lado, estará um time treinado por Paulo César Gusmão, goleiro reserva do Vasco nos anos 80:

— Sou profissional e já enfrentei o Vasco diversas vezes por outros clubes. Minha camisa e meu coração estão aqui. Quem me paga é o Joinville. Minha paixão, hoje, é o Joinville.

Vasco se mantém vivo na briga contra a degola, mas risco de queda é de 87%

 O Vasco desafia os matemáticos e prova que ainda está vivo no Brasileiro. A situação ainda é delicada, mas torcida e jogadores acreditam mais do nunca que é possível escapar da degola. Após a vitória sobre o Joinville, neste domingo, o risco de queda do Gigante da Colina é de 87%, de acordo com o matemático Tristão Garcia, do site "Infobola". A projeção anterior apontava 94% de risco de queda para o Cruzmaltino.  

O Vasco agora está na 18ª colocação, com 37 pontos, três a menos do que o Figueirense, primeiro time fora da zona de rebaixamento do Brasileiro. A situação ainda é delicada. O Gigante da Colina não depende de si. Além de vencer, precisa secar os rivais Avaí, Figueirense e Coritiba.

A briga contra a degola pega fogo. O Joinville já está matematicamente rebaixado. Goiás, Vasco, Avaí, Figueirense e Coritiba tentam fugir da degola. Apenas dois vão conseguir...

A outra indefinição do Brasileiro é quanto à vaga na Libertadores. O campeão Corinthians e o Atlético-MG já se garantiram no torneio em 2016. O Grêmio precisa de apenas mais um ponto. Seis clubes brigam pela última vaga.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Vasco reprova campanha e suspende patrocínio de chocolate

 

Horas depois do anúncio de patrocínio pontual para o jogo contra o Joinville, o Vasco suspendeu a veiculação do anúncio da marca Lacta 5Star em sua camisa. Em nota oficial, a direção do clube afirma que não concorda com "os termos" da campanha publicitária feita pela empresa. A imagem do chocolate seria exibida na partida contra o Joinville, no domingo, às 17h, em Santa Catarina. No anúncio, a empresa mostra fé na permanência do Cruz-Maltino na Série A e lança a hashtag #VascoNoG16. Confira o vídeo clicando aqui.

A campanha de marketing fazia um desafio a torcida do Vasco: morder o chocolate e acreditar em tudo, até em salvar o time cruz-maltino do rebaixamento. Após empate com o Corinthians, faltando três partidas, o time vascaíno tem que tirar quatro pontos de diferença em nove disputados para não cair para a Série B.

Lacta ocupa espaço atrás da camisa, abaixo do número (Foto: Divulgação ) )

No vídeo divulgado pela agência de marketing da Mondelez, executivos da empresa se reúnem e pensam onde anunciar o novo chocolate, até que um deles fala em patrocinar um time de futebol. Na sequência de imagens, homens aparecem numa festa - um deles com uma cruz de malta pintada no rosto - gritando "Vasco", com a seguinte mensagem: "A gente acha que nosso patrocínio, depois de uma mordida, pode ajudar o Vasco a se manter na Série A. #VascoNoG16".

O acordo com a Mondelez estava sendo costurado pelo departamento de marketing há algumas semanas. O clube evita projetar renovações de acordos pontuais para o próximo ano, mas mantém otimismo em meio ao delicado momento econômico vivido pelo país. Sem a marca de chocolate, o Hotel Urbano segue na camisa vascaína normalmente até o fim do Brasileiro.

Confira comunicado do Vasco:

"O Club de Regatas Vasco da Gama anuncia a suspensão do patrocínio pontual da marca de chocolate 5 Star por não concordar com os termos da campanha veiculada em redes sociais.

O Vasco acertou o patrocínio na camisa de jogo oficial, como já o fez com diversas empresas, mas em nenhum momento seu corpo diretivo aprovou a campanha veiculada.

O Vasco tem uma relação extremamente leal com alguns dos maiores anunciantes do país, mas tem que ser firme em relação ao uso de seu nome, em qualquer momento e em qualquer situação".

Vasco valoriza ponto em cima do Corinthians

Não foi o melhor dos resultados, mas o Vasco conquistou um ponto contra o líder e campeão brasileiro Corinthians. O resultado de 1 a 1 nesta quinta-feira, em São Januário, deixou o time a quatro pontos de sair da zona de rebaixamento faltando agora três rodadas. Os atletas, no entanto, se mostraram esperançosos e valorizaram o ponto conquistado.

- Não era o objetivo, mas é um ponto que vai valer no fim - disse o goleiro uruguaio Martín Silva à Rádio Globo.

Rodrigo, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Madson também valorizou o ponto conquistado principalmente por conta da expulsão do zagueiro Rodrigo - após entrada forte em Malcom no início do segundo tempo. O lateral-direito acredita que isso dificultou ainda mais a situação na partida. 

- É difícil jogar contra o Corinthians com 11. Com 10, é pior ainda. Esse pontinho lá na frente vai ser importante - comentou.

Mesmo com o forte apoio da torcida, o clube carioca não fez valer o mando de campo. Na penúltima posição da tabela, com 34 pontos, o Vasco vai enfrentar agora o lanterna Joinville, fora de casa na próxima rodada. 

- Valeu pela garra e determinação. Futebol é assim. Uma pena não termos conseguido a vitória. Não vamos abaixar a cabeça, ainda faltam três jogos. Acreditar para fazer os nove pontos - disse Nenê, um dos principais destaques da equipe na partida.

Flu pode dar "empurrão" para rebaixar o Vasco já na próxima rodada

 
Eduardo Baptista Fluminense (Foto: EDU ANDRADE/ESTADÃO CONTEÚDO)
A próxima rodada do Brasileiro pode decretar o rebaixamento do Vasco, mas isso só acontecerá dependendo do que acontecer no jogo entre o Fluminense e Avaí, no Espírito Santo. Para a equipe cruz-maltina cair, é preciso perder sua partida contra o Joinville, em Santa Catarina, o Figueirense vencer em casa a Chapecoense, e o Flu perder seu jogo. Se isso acontecer, o Vasco permaneceria com 34 pontos, e o Avaí chegaria a 41. Desta forma, só restariam seis pontos a serem disputados.

Será mais um capítulo da disputa que os clubes travam este ano, tanto dentro quanto fora do campo. Foram muitas provocações, ironias e notas oficiais. No início do mês, o meia Vinicius colocou lenha na fogueira ao afirmar que a torcida e o elenco tricolor ficaram felizes caso o Flu ajude a rebaixar o rival. Depois, o vice de futebol Mário Bittencourt entrou em cena para minimizar as declarações do jogador e garantir que a equipe irá se empenhar para vencer todas as partidas que disputar.

Após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre, o técnico Eduardo Baptista tratou de ressaltar a importância deste jogo contra o Avaí para o Tricolor e pediu apoio da torcida capixaba. O time das Laranjeiras tem 18 derrotas no Brasileirão e é o segundo time que mais perdeu na competição. O Goiás tem 19.

- Não temos muito tempo para trabalhar. Tem jogo em Vitória, com apoio da torcida. Precisamos dela para dar a volta por cima - disse Eduardo Baptista.

A possibilidade de dar um empurrão para um possível rebaixamento do Vasco, no entanto, ainda causa uma certa desconfiança nos tricolores. Isto porque o time, com a pior campanha do returno, estacionou nos 43 pontos e não está inteiramente seguro na classificação.

- Temos de abrir os nossos olhos: estamos a seis pontos do rebaixamento. Não adianta comparar as campanhas de cada turno. Nós causamos isso. Tem de levantar a cabeça para buscar resultados melhores - disse o zagueiro Marlon.

O jogo entre Fluminense e Avaí será no próximo domingo, às 19h30, no estádio Kléber Andrade, em Cariacica, no Espírito Santo.

Jorginho admite pedido de pé no freio ao Timão


Confiança, teu nome é Jorginho. O treinador do Vasco, gentilmente, se recusou a analisar um possível rebaixamento do time na próxima rodada, novamente em Joinville. Jorginho valorizou o ponto, deu parabéns aos jogadores e, deixou claro, mesmo sem punir Rodrigo, que a expulsão foi determinante para o empate. A vitória, que esteve perto por 10 minutos, escapou na cabeçada de Vagner Love. Jorginho admitiu, com bom humor, que chegou a pedir para o Corinthians tirar o pé - ao lado de Cássio -, mas reconheceu a superioridade dos campeões brasileiros.

Caso o Vasco não vença o Joinville e o Avaí e o Figueirense passarem por Fluminense e Chapecoense, respectivamente, o time de São Januário estará rebaixado pela terceira vez para a Série B do futebol brasileiro. Jorginho evitou colocar a culpa do resultado no zagueiro Rodrigo, que foi expulso antes do Vasco marcar o primeiro gol, mas disse que se o jogador estivesse em campo o time não teria sofrido o empate.

Jorginho, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Loureiro / Getty)

- Não penso nisso. Não vai ter rebaixamento. Não vai ter isso. Vamos lá, vencer o Joinville, depois vamos para cima do Santos e depois vamos enfrentar o Coritiba. Se eu lamentar e chorar o resultado, meu amigo, eu estou perdido. Não penso nisso. Faltou um jogador a mais (para segurar o resultado de 1 a 0). Fizemos a substituição para deixar a equipe mais ofensiva. Riascos sentiu a perna e o Rafael Silva teve cãibra. Se tivéssemos feito o gol antes da entrada do Éder, talvez teríamos feito diferente. Teria colocado o Bruno Gallo, mas não foi possível. Eles ganharam na qualidade técnica. O acerto do Edílson, a cabeçada do Lucca pro Wagner... Se tivéssemos com o Rodrigo ali, não teríamos sofrido o gol - afirmou Jorginho.

O técnico ainda revelou abatimento após o apito final. Entretanto, na visão de Jorginho, o Vasco mostrou com a postura que segue vivo na luta contra o rebaixamento.

- Normal ficar abatido. Estar ganhando, mesmo com um a menos, fica um sentimento de derrota. Era muito importante a vitória, mas não poderíamos perder esse jogo. Estamos vivos, estamos dentro. Quero parabenizar pela entrega, pela luta. Tem momentos que o jogo que vai além da tática, qualidade técnica, do coração. Hoje foi no coração.

 

Na penúltima colocação da classificação com 34 pontos, o Vasco vai enfrentar agora o lanterna Joinville, fora de casa, no próximo domingo. 

Confira abaixo outros tópicos da entrevista de Jorginho

ANÁLISE 

O que procuramos fazer justamente logo após o jogo, pois é normal o jogador ficar abatido, mesmo com jogador a menos. Fica um sentimento de derrota, pois era importante para nós. Mas falamos que estamos vivos. Quero parabenizar os atletas. Existem momentos que vai além de tática, de qualidade técnica, e vai no coração. Agradecer a torcida, que não teve nada demais. Soubemos de incidente da torcida deles na Dutra, mas não com a do Vasco. Chegamos no fim do jogo acreditando, mesmo com jogador a menos. Isso nos dá esperança de alcançarmos o objetivo. Três jogos difíceis, mas acreditamos que seguimos vivos.

FALTOU CORAÇÃO

Tentamos de todas as formas, mas é difícil. Usaram a amplitude do campo, abrindo bem os dois laterais, o Edilson e o Aranda. Em alguns momentos seguramos, mas é difícil com um a menos.

JOGO EM JOINVILLE

Acreditar sempre, um jogo difícil, campo lá pelo que soube no meu telefone, tá chovendo direto lá. É jogo de coração. Vamos descansar o máximo os jogadores que vão para o jogo. O objetivo é fazer um grande jogo lá e acreditamos. Não mudou nada, continuamos acreditando e vamos conseguir esse feito fantástico.

Rodrigo, Vasco x Corinthians, São Januário (Foto: Alexandre Loureiro/Getty Images)

RODRIGO

Ele não estava destemperado, é porque o primeiro cartão era pra ser do jogador do Corinthians. Quando ele reclamou, jogou a bola no chão, ele levou cartão. É interpretação do árbitro. Infelizmente aconteceu, levou amarelo e depois o vermelho.

FALHA NO GOL

Não dá para avaliar situação de falha com um jogador a menos. O Eder Luis deu um abafa, se abateu, cansou. Ter que correr por mais um atleta é difícil. Não tenho o que reclamar dos meus atletas, eu estou é muito feliz por eles.

POSSÍVEL REBAIXAMENTO EM JOINVILLE

Não penso nisso. Não vai ter rebaixamento, não vai ter isso. Vamos lá, depois vamos para cima do Santos e depois contra o Coritiba. Se eu lamentar e chorar eu estou perdido. 

MAIS DIFÍCIL

Sabemos que dificulta bastante, o percentual da pontuação elevou. Primeiro temos que ganhar do Joinville, depois pensar nos outros jogos. Vamos passo a passo, fazer com que eles acreditem. Já estivemos muito longe e a situação, apesar de mais estreita, estamos mais próximos do objetivo.

TORCIDA

Creio que temos contagiado o torcedor. Temos encontrado diariamente, quando vou no shopping, ao cinema, gosto muito para refrescar a cuca, as pessoas falam sobre isso. A forma como está jogando, vários falam se talvez tivesse chegado um pouco antes, a situação seria diferente. Fizemos com que o torcedor acreditasse. Não temos dúvida que é difícil, mas não impossível.

Vasco x Corinthians (Foto: André Durão)
FALAR AO CORINTHIANS SOBRE SÃO PAULO

Não sei se fizeram, mas eu tentei falar com o Cássio: Segura aí, pô. Mas não tenha dúvida que uma equipe como essa vai querer conquista. Sabíamos que para eles o empate era questão de honra.

Vasco empata com o Hexacampeão Corinthians

 

Não foi um final surpreendente, daqueles que deixam o público boquiaberto e de olhos arregalados. O merecido título do Corinthians era questão de tempo e veio com o empate de 1 a 1 com o Vasco. Final feliz para a imensa nação corintiana, que, por obra do destino e dos pontos corridos, graças à vitória do rival São Paulo sobre o Atlético-MG, pode gritar enlouquecidamente, com lágrimas nos olhos e sorriso de orelha a orelha: "hexacampeão brasileiro!".


Faltam apenas três rodadas e o Vasco respira. Empatar com o líder, com o campeão, mesmo depois de ficar com um jogador a menos em campo – Rodrigo foi expulso ao dar uma solada absurda no rosto de Malcom –, poderia fortalecer, mas frustra. Uma tabela de Nenê e Júlio César colocou o time à frente, mas Vagner Love empatou. A equipe segue na zona de rebaixamento, a quatro pontos do Avaí e cinco do Figueirense. Ainda tem pela frente Joinville (fora), Santos (casa) e Coritiba (fora). É difícil, mas é possível escapar da Série B em 2016.

Rodrigo, Vasco X Corinthians (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Com três rodadas de antecedência, o Timão chegou a 77 pontos, 12 a mais que o Atlético-MG, e coroou uma campanha que partiu de dúvidas, após um primeiro semestre fracassado, mas encontrou soluções onde não se imaginava. Em Malcom, em Vagner Love, em Felipe, nos reservas Edilson e Guilherme Arana, sem falar no trio que estampa a qualidade e a personalidade do título: Elias, Jadson e Renato Augusto.

Eles nem precisaram jogar tão bem assim contra o Vasco. Inclusive porque os anfitriões não permitiram. Fizeram de São Januário um ambiente hostil em sua reabilitação com tons de heroísmo. A luta do "eu já sabia" corintiano contra o "eu acredito" vascaíno terminou sem perdedores, embora arranhada do lado carioca.

julio cesar vasco gol (Foto: André Durão)

O primeiro tempo teve uma sequência de três passes bizarros do Corinthians, cena raríssima neste Brasileirão e indício de ansiedade pela conquista. A melhor chance foi cobrança de falta de Jadson. Do outro lado, Rafael Silva recebeu bom passe de Andrezinho e parou em Cássio.

O caminho do hexa parecia se abrir quando Rodrigo foi expulso, no segundo tempo. Tite ousou. Manteve seu 4-1-4-1, mas com Malcom na direita, Lucca na esquerda, Jadson e Rodriguinho centralizados. Sem Elias e Renato Augusto, substituídos por terem atuado por 90 minutos na última terça-feira, em vitória da seleção brasileira sobre o Peru, em Salvador.

Mas Júlio César tabelou com Nenê, invadiu a área e fez 1 a 0. Delírio em São Januário. O título ia e vinha das mãos corintianas em razão dos gols no Morumbi. O Atlético-MG fez 1 a 0, levou o empate, fez 2 a 1 e parou. Sofreu mais três gols do São Paulo. Se o Galo não vencesse, o Timão seria campeão. Talvez aliviado pela vitória do arquirrival, Love marcou, em mais uma boa participação de Lucca, reserva mais decisivo do campeão nessa reta final.

O Vasco teve raça, coragem, mas não teve qualidade nem organização ofensiva suficiente, o que não desabona o bom trabalho de Jorginho, fundamental caso o clube sobreviva na Série A. Por falar em técnico fundamental... No outro banco de reservas, cheio de orgulho, Tite vibrou. Responsável por remontar a equipe taticamente e moralmente, ele foi o condutor do hexa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Vasco anuncia construção de novo centro médico esportivo


Piscina do Caprres terá recursos especiais e obra deve durar quatro meses para ficar pronta (Foto: Reprodução)

Piscina do Caprres terá recursos especiais e obra deve durar quatro meses para ficar pronta (Foto: Reprodução)

O Centro Avançado de Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo (Caprres) saiu do papel para ganhar sua casa própria em São Januário. Com as obras já iniciadas, o Vasco e a Ambev convocaram uma entrevista coletiva para a tarde desta quinta-feira, às 16h30 (de Brasília), com o objetivo de anunciar os detalhes do projeto. Em pauta, a construção do prédio de 600 metros quadrados no estacionamento do clube - ao lado do portão de entrada dos jogadores. A obra terá 120 dias, ou cerca de quatro meses, de duração.

O novo espaço do Caprres vai contar com equipamentos modernos como câmera termográfica, que avalia o processo inflamatório do jogador, esteira para corrida de alta velocidade com gravidade zero, piscina especial com recursos de inteligência, laboratório de odontologia desportiva, laboratório de baropodometria (para fazer palmilha para o pé dos atletas) e biomecânica (análise da marcha do jogador) e máquina de gelo ao lado da fisioterapia.

A obra tem custo avaliado em mais de R$ 1 milhão e será realizada em parceria com a Ambev. A empresa responsável por bebidas como o Guaraná Antártica e a cerveja Brahma renovou seu contrato com o Vasco por mais dois anos. O primeiro compromisso, iniciado em 2010 e com cinco anos de duração, rendeu frutos como a reforma dos vestiários, a montagem da atual academia, a instalação do placar eletrônico de São Januário e a sonorização do estádio. 

Em 2015, o trabalho do Caprres já atendeu grandes nomes do esporte. Casos do ex-jogador Seedorf, da lutadora de MMA Ronda Rousey, do atleta de basquete Leandrinho e da dupla de vôlei de praia Agatha e Bárbara. Atualmente, os equipamentos importados que o Caprres utiliza se dividem entre o departamento médico e a sala de musculação de São Januário.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Julio dos Santos ganha apoio depois de vaias: "Pinimba que atrapalha"

 

As vaias que ouviu após ter o nome anunciado no telão deram o tom do domingo de Julio dos Santos. O jogador paraguaio não precisou fazer muito para ouvi-las de novo: bastou atrasar uma bola, que a torcida julgou ser uma decisão errada, para que as críticas da arquibancada ficassem ainda maior. Julio encaixou as "tradicionais" jogadas com Madson, no primeiro e no segundo tempo, tabelou com Nenê e até ajeitou com açúcar, de peito, a bola que poderia dar a vitória ao Vasco, mas o camisa 10 chutou fraco para defesa de Marcelo Grohe.

Experiente, o jogador de 32 anos não é daqueles que sente críticas ou vaia de torcedores. Com estilo tranquilo, o paraguaio não muda o estilo de jogo e convive com as reclamações no estádio sem se alterar. É o que pensa o técnico Jorginho, que, no entanto, lembrou que o efeito das vaias às vezes pode irritar e respingar no restante dos jogadores da equipe.

- Foram vaias injustas. Lamento muito e peço ao torcedor que pense. Situação é difícil, no primeiro turno acumulamos um déficit enorme de pontos. Vamos pegar grandes equipes e todo esforço de aplaudir, estar junto, é importante. Tenho certeza que o torcedor vê o que estamos vendo, ele não é cego. A equipe melhorou muito. Hoje tem uma forma clara de jogar e o Julio dos Santos faz parte disso. Fez com que a equipe crescesse no segundo turno. É importante e vou continuar escalando - avisou o treinador.

Apesar de tê-lo substituído por Diguinho no segundo tempo, o técnico Jorginho ressaltou a importância do volante para a equipe. Além dos passes, Jorginho destacou a importância da presença do jogador na bola aérea defensiva. Julio tem 1,90 m.

-  Quando perdemos o Julio nossa bola aérea passa a ser um problema sério. Era ele que marcava o Erazo. E hoje a bola parada é fundamental no futebol. Além da importância que ele tem, é só ver a bola que ele deu para o Nenê. Não é qualquer jogador que faz aquilo. Ele não é rápido, mas Diguinho também não é. É um estilo de jogo diferente, mas o Julio é importantíssimo, encaixa excelentes passes. Infelizmente o torcedor pega essa pinimba que atrapalha. Não é o caso dele, pois tem extrema personalidade. Uns sentem mais, outros menos. O Romário, por exemplo, era destemido, não ligava. Mas outros não. O momento é de o torcedor ajudar - comentou o treinador.

Quando saiu de campo, sob vaias, o jogador pareceu abatido. Após as reclamações iniciais, no entanto, o atleta ouviu aplausos, primeiramente puxados pelo banco cruz-maltino. Mas logo veio o apoio, ainda que discreto, de alguns setores da arquibancada. Ao fim do jogo, outra manifestação positiva da torcida. Apesar do empate, resultado ruim na situação atual, a torcida gritou com orgulho:"Vasco! Vasco!".

- A maioria dos jogadores é motivada por isso. Quis salientar a questão específica do Julio dos Santos, porque você vê que não são todos que vaiam. A torcida tem dado o apoio nos jogos e esse apoio vai fazer grande diferença. Mas, mais uma vez, lembro que é importante apoiar o Julio. Quando estamos insatisfeitos vemos só os erros, mas procurem ver os acertos - concluiu.

Com 30 pontos, o Vasco é o último colocado do campeonato. Não perde há nove jogos, mas empatou os últimos quatro. Na próxima rodada, domingo que vem, o desafio é contra o Fluminense, no Engenhão, às 18h.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Vasco ainda aguarda STJD para contar com Rafael Silva domingo

 
Rafael Silva, Vasco (Foto: Márcio Alves / Agência O Globo)

A quinta-feira foi de espera em São Januário. A expectativa era pela resposta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em relação ao pedido de efeito suspensivo  para o atacante Rafael Silva, punido com quatro jogos na última terça-feira, mas ela não veio. Caso a decisão não saia nesta sexta, o atacante não terá condições de enfrentar o Avaí no próximo domingo. Ele ainda tem mais três jogos a cumprir - já ficou fora de um pela suspensão automática.

- Deve sair nesta sexta-feira a resposta. Em casos assim (pena alta), geralmente o efeito suspendido é concedido - explicou o vice-presidente jurídico do Vasco, Paulo Reis, que ao contrário de Jorginho preferiu não comentar a punição. - Não opino sobre julgamentos.

O mais provável é que a resposta saia mesmo nesta sexta e seja positiva. Assim, Rafael ficaria livre para atuar até o caso ser julgado pelo Tribunal Pleno do STJD em data ainda a ser definida. Depois de desfalcar o Vasco em dois jogos por causa de dores na coxa direita, o atacante voltou ao time e entrou no segundo tempo do empate por 1 a 1 diante do São Paulo, quarta, pela Copa do Brasil. Com nove gols em 2015, é o artilheiro do time na temporada ao lado de Gilberto.

Diguinho volta a treinar com o grupo, mas fará tratamento até o fim do ano

 

Falta pouco para Diguinho voltar a vestir a camisa do Vasco. Sem atuar desde o dia 9 de setembro, o volante voltou a treinar com o grupo na última quinta-feira. Durante o tempo parado, curou a lesão na coxa direita e deu um importante passo na luta contra as dores na região lombar que o perseguiam há algum tempo. O problema está controlado, mas o jogador terá de conciliar treinos e futuros jogos com a manutenção no Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo (Caprres) até o fim da temporada.

diguinho vasco treino (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

A expectativa do departamento médico é que após esse período Diguinho esteja totalmente curado. Diagnosticado com uma disfunção da articulação sacro-ilíaca, lesão incomum no futebol, quando o músculo reage ao posicionamento ósseo da coluna, o volante entrou em campo pela última vez há quase um mês, quando o Vasco derrotou a Ponte Preta por 1 a 0 e iniciou sua reação no Campeonato Brasileiro.

Este tipo de desequilíbrio muscular impede o atleta de realizar atividades com intensidade máxima. Diguinho já havia apresentado sintomas parecidos durante sua passagem pelo Fluminense, clube que defendeu entre 2009 e 2014. Até então, não havia sido levantada a hipótese da disfunção. Segundo médicos especialistas no assunto, pacientes podem perder meses ou até mesmo anos de tratamento sem um diagnóstico correto. O procedimento de recuperação inclui muitas sessões de fisioterapia, acupuntura e uso de anti-inflamatório.

Andrezinho festeja e frisa: ''Acho que a torcida está feliz''

Montagem Andrezinho e Ronaldinho (Foto: Editoria de Arte)

Três meses se passaram e a profecia do presidente Eurico Miranda, de certo jeito, se realizou. Em 30 de junho, Andrezinho foi apresentado em São Januário. No mesmo dia, o mandatário deu por encerrada a negociação para tentar contratar Ronaldinho Gaúcho. E foi além: deixou claro que, se R10 viesse, ele que teria o prazer de jogar ao lado do reforço vascaíno (relembre no vídeo abaixo). Pouco mais de 90 dias depois, uma contratação deu certo, a outra não.

- Esquece o Ronaldinho Gaúcho. Se viesse teria o prazer de jogar com o Andrezinho. O caso do Ronaldinho... Vou repetir. Da parte do Vasco tinha 90% do projeto de marketing. O Ronaldinho foi analisar... Eles pediram prazo até dia 28 e para mim o assunto está encerrado. Tem outras opções. Quem vai ser a figura do Vasco é o Andrezinho - previu Eurico no fim de junho.

Em campo, Andrezinho fez mais pelo Vasco do que Ronaldinho pelo Fluminense. Até pedir a rescisão de contrato na última segunda, R10 disputou apenas nove partidas. Não marcou gols, não deu assistências e alegou falta de motivação para deixar as Laranjeiras antes do fim do contrato que iria até dezembro de 2016. Já o meia vascaíno não só é titular do time, como deu três assistências para gols e marcou uma vez, justamente sobre o Fluminense (e na apresentação do Gaúcho). Perguntado se a torcida cruz-maltina estaria feliz com a ''troca'', Andrezinho foi direto.

- Acho que sim. Essa rivalidade sempre vai existir entre os clubes. Pela negociação em si, acho que a torcida do Vasco está feliz pelo meu desempenho. Quero continuar assim e dar a eles a alegria da permanência na Série A. Sou um cara muito tranquilo. O presidente todos conhecem. Para nós, ele sempre passa muita confiança. Sobre o Ronaldinho eu não tenho o que falar. Ganhou vários títulos, foi o melhor do mundo. Mas hoje a minha cabeça está no Vasco. Não tenho o que falar sobre isso - resumiu.

Nesta quinta, o Vasco realizou um treino fechado em São Januário. Na sexta, nova atividade e viagem para Santa Catarina. No domingo, a equipe enfrenta o Avaí, às 11h (de Brasília), na Ressacada. Com 26 pontos, o time do técnico Jorginho ocupa a 19ª posição, a cinco pontos do Goiás - primeiro fora da zona do rebaixamento.

 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Nenê descarta abatimento e mira o Flamengo: ''Motivação é a mesma''


São quatro jogos sem perder no Campeonato Brasileiro. Dez pontos conquistados em 12 disputados. Uma evolução e tanto para quem chegou a ter 98% de chance de rebaixamento. E nem mesmo a derrota por 3 a 0 para o São Paulo pelas quartas de final da Copa do Brasil parece ter condições de diminuir o embalo da equipe de São Januário. Segundo Nenê, nada mudou para o clássico de domingo, contra o Flamengo, no Morumbi.

nenê vasco morumbi (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

- Continua a mesma moral, cabeça e confiança. Temos que ir com tudo no clássico. O placar contra o São Paulo foi elástico, mas jogamos bem. Tivemos 20 minutos muito bons no primeiro tempo. E no segundo tempo também fomos bem em grande parte, poderíamos ter diminuído a vantagem - lembrou.

Discurso parecido com o do técnico Jorginho. Mesmo lamentando a derrota em São Paulo e sem jogar a toalha na briga por uma vaga nas semifinais, o treinador deixou claro que o resultado não vai interferir no jogo contra o Flamengo. No clássico, o Vasco deve contar com o retorno da dupla Leandrão e Rafael Silva.

- Os jogadores tem entendido claramente que precisamos trocar o chip o mais rapidamente possível. Mesmo em caso de vitória, nossa cabeça estaria no Flamengo agora. Estamos em ascenção no Brasileiro. Temos boas possibilidades de sair dessa situação e o planejamento todo é para isso. Independentemente de qual fosse o resultado no Morumbi. Não dá mais para pensar no São Paulo. O importante agora é recuperar meus atletas para encarar o Flamengo, que é o jogo da vida para a gente - frisou o comandante.

O Vasco volta ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira com foco total no clássico. Depois de vencer três dos últimos quatro jogos no Brasileirão, o Cruz-Maltino chegou aos 23 pontos, mas ainda ocupa a penúltima posição da competição nacional. O jogo diante do Flamengo está marcado para domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã. Será o sétimo confronto oficial entre as equipes na temporada. Até agora, três vitórias cruz-maltinas, dois empates e uma derrota.

Longe do Vasco, Dagoberto prevê volta em 2016: "Não estava rendendo"


Dono de cinco títulos brasileiros, Dagoberto está afastado do Vasco para tratar problemas físicos e abriu mão dos seus vencimentos no clube. Em entrevista ao "SporTV News", o atacante lamentou o fato de que não estava atuando no nível que queria e revelou que o objetivo é estar de volta aos gramados em 2016.

- Com o Vasco, chegamos a um ponto de eu continuar fazendo o meu tratamento, não estava conseguindo ajudar da maneira que queria. Batemos um papo, "vou me cuidar, me tratar bem", para estar zerado no ano que vem. Abri mão do meu salário. Deixei bem claro que queria fazer meu tratamento para estar bem, fazer algo que eu amo, que é jogar futebol. Quero estar feliz. Não estava rendendo o que queria. Fascite estava me complicando muito.

Dagoberto joga golfe Vasco futebol (Foto: Fabio Vicente/CBG)

Dagoberto possui contrato com o Cruzeiro e está emprestado ao Vasco desde janeiro deste ano. Ambos os vínculos terminam no final de 2015.

Realizando trabalhos fisioterápicos e ortomolecular, Dagoberto destacou a dificuldade do Campeonato Brasileiro, no qual o Vasco tenta reagir e se livrar do rebaixamento, já que é o vice-lanterna da competição, com 23 pontos. O jogador disse que o Campeonato Carioca, conquistado pelo Cruz-maltino esse ano, não serve como parâmetro.

- No futebol, se não tiver planejamento, a coisa lá na frente vai estourar. Estava disputando um campeonato brasileiro. Com todo respeito, o Carioca deixa muito a desejar, os times são muito abaixo do nível. Pega os quatro e deu, quase. Não dá para você ter um parâmetro.

O Vasco volta a campo para encarar o Flamengo, neste domingo, pela 28ª rodada do Brasileirão. O jogo acontece no Maracanã, às 16h (de Brasília). Na última quarta-feira, o time de São Januário saiu derrotado por 3 a 0 para o São Paulo, no duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

sábado, 22 de agosto de 2015

Vasco x Fla: jogo de volta da Copa do Brasil tem 11 mil ingressos vendidos

 

O Maracanã divulgou, na noite desta sexta-feira, uma parcial da venda de ingressos para o jogo Vasco x Flamengo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. No primeiro dia de comercialização nos pontos físicos - a venda on-line se iniciou nesta quinta-feira - foi alcançada a marca de 11 mil entradas.

Vencedor no primeiro confronto, o Vasco leva vantagem para a partida de volta. Se vencer novamente ou conseguir um empate por qualquer placar garante a vaga. Caso o Flamengo vença por um gol de diferença, a decisão vai para os pênaltis. O Rubro-Negro precisa vencer por dois gols de diferença para ficar com a vaga diretamente. Por fazerem os dois jogos na mesma cidade, o critério de gols marcados fora de casa não se aplica nesse confronto.

Confira as informações de venda de ingressos, segundo o site do Flamengo:

Valores por setor:

Norte e Sul: R$ 80 / R$ 40

Leste e Oeste: R$ 120 / R$ 60

Maracanã Mais: R$ 245 / R$ 145

Pontos físicos de venda para público em geral - 21.08 a 25.08 - 10h às 17h:

Espaço Rubro Negro – Méier
Rua Dias da Cruz, 255, Shopping Méier

Espaço Rubro Negro - Nova América
Avenida Pastor Martin Luther King Jr, 126 - 1º piso

Cariocas FC  - Nova América
Avenida Pastor Martin Luther King Jr, 126

WQS Via Brasil
Rua Itapera, 500 - Irajá

Espaço Rubro Negro Via Brasil
Rua Itapera, 500  - Irajá 

Espaço Rubro Negro Quitanda
Rua da Quitanda, nº 87 – Centro

Espaço Rubro Negro Downtown
Avenida das Américas nº 500, loja 114 – Barra da Tijuca

Espaço Rubro Negro - Shopping Madureira
Estrada do Portela, 222

Estádio Caio Martins
Rua Presidente Backer, s/n, Icaraí Niterói

Sede do Flamengo (associado do Flamengo)
Borges de Medeiros, 997

Sede do Flamengo (torcedores em geral)
Praça Nossa Senhora Auxiliadora s/nº

Sede São Januário (torcida do Vasco)
General Almério de Moura, 131

Maracanã Bilheteria 1 (torcidas do Vasco e do Flamengo)
Av. Maracanã, s/nº

Maracanã  Bilheteria 2 (torcida do Vasco)
Eurico Rabelo, s/nº

Maracanã  Bilheteria 4 (torcida do Flamengo)
Av. Maracanã, s/nº

Ticket Center – Quiosque 12
Av. Atlântica, em frente ao Hotel Windsor, no Leme 

Venda no dia da partida:

Sedes do Vasco e do Flamengo, das 10h às 13h

Bilheterias do Maracanã:

Maracanã - Maracanã Bilheteria 1 - Retirada Internet torcida do Flamengo - Av. Maracanã, s/nº
26.08 - 18h às 22h45

Maracanã - Maracanã Bilheteria 4 - Venda geral da torcida do Flamengo - Av. Maracanã, s/nº
26.08 - 18h às 22h45

Maracanã - Maracanã Bilheteria 3A - Venda Maracanã Mais - Rampa da UERJ
26.08 - 18h às 22h45

Maracanã - Maracanã Bilheteria 4A Container Mata Machado - Atendimento sócio-torcedor
26.08  - 10h às 22h45

Vasco precisa trilhar caminho que só dois conseguiram nos pontos corridos

 De 2003 pra cá, na era dos pontos corridos, quem terminou o primeiro turno na lanterna quase sempre foi rebaixado ao fim do campeonato. Só dois times, Goiás e São Caetano, em 2003 e 2004, quando ainda haviam 24 clubes na disputa e, consequentemente, mais tempo para se recuperar, conseguiram escapar. Contra o Goiás, sábado, no Serra Dourada, o Vasco, último colocado na competição deste ano, começa a trilhar esse caminho improvável.

E os números são ainda mais desanimadores. Metade dos lanternas até o fim do primeiro turno, nessas últimas 12 edições do Brasileiro, amargaram a mesma colocação até o fim do campeonato. Santa Cruz, em 2006, América-RN, em 2007, Ipatinga, em 2008, Sport, em 2009, Figueirense, em 2012,  e Náutico, em 2013, não conseguiram avançar nem mesmo uma posição durante todo o segundo turno. Desses, apenas América-RN e Náutico, ambos com 10 pontos, tiveram desempenho pior que o do Vasco até esta altura da competição.

vasco faixa eu escolhi acreditar (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)


Se conseguir escapar, porém, a tendência é que o Vasco tenha aumento significativo em aproveitamento nas próximas 19 rodadas. Foi o que aconteceu com Goiás e São Caetano. O esmeraldino, por exemplo, terminou o primeiro turno do primeiro Brasileirão disputado em pontos corridos na 24ª colocação. Nas rodadas seguintes, mudou de cara. Fez 44 pontos, e terminou o torneio com 55, em nono. 

O São Caetano não chegou tão longe, mas a evolução foi ainda maior. Ao fim das 23 primeiras rodadas de 2004, conquistou apenas nove pontos. Terminado o torneio, estava na 18ª colocação, fora da zona de rebaixamento, com 53. 

Em média, os dois clubes tiveram aumento de 41,3% comparando o aproveitamento nos dois turnos. Repetindo a melhora, o Vasco terminaria o campeonato com 54 pontos, 41 deles conquistados nas 19 rodadas finais. Essa foi a pontuação do Atlético-PR no ano passado, por exemplo. O clube terminou o campeonato em oitavo lugar.

Analisando não apenas Goiás e São Caetano, mas todas as equipes que terminaram o turno inicial na zona de rebaixamento e escaparam no final do campeonato, a melhora do Vasco teria que ser acima da média. Grêmio e Goiás (2003); Botafogo, Paraná, Flamengo e São Caetano (2004); Figueirense e São Paulo (2005); Botafogo e Corinthians (2006); Atlético-PR e Náutico (2007); Santos e Fluminense (2008); Fluminense (2009); Atlético-MG e Atlético-GO (2010); Atlético-MG (2011); São Paulo (2013) e Coritiba (2014), melhoraram seus desempenhos em uma média de 22,01% de aproveitamento a mais no segundo turno em comparação com o primeiro.

Isso levaria o Vasco a uma conquista de 25 dos próximos 57 pontos a serem disputados neste Brasileirão de 2015. Somando-se aos 13 já conquistados, o Gigante da Colina terminaria o torneio com 38. No último Campeonato Brasileiro, esta foi a pontuação do Vitória, primeiro colocado do Z-4. O Palmeiras, primeiro fora da zona, terminou com 40. Isso significa que o desempenho cruzmaltino terá que ser acima da média caso o time pretenda disputar a primeira divisão em 2016.

Ex-atletas do Vasco depositam esperanças no time

ex-atletas do Vasco depositam esperanças no time

Ídolos como Sorato e Geovani, e o vitorioso zagueiro Célio Silva analisam momento da equipe no Brasileirão e reiteram o "Eu Escolhi Acreditar" da torcida vascaína

Por Vitória, ES

Os torcedores do Vasco que levaram na última quarta-feira ao Maracanã a faixa com os dizeres "Eu Escolhi Acreditar", devem saber: não estão sozinhos. Após a atuação que resultou no triunfo no clássico contra o Flamengo pela Copa do Brasil, o cruzmaltino dá esperanças para a torcida acreditar em boas atuações no Brasileirão. Ex-atletas importantes para a história do clube analisaram o momento do atual lanterna da Série A e não esconderam o otimismo.

Sorato, campeão brasileiro pelo Vasco em 1989, Geovani, ídolo da camisa 8 vascaína na década de 1980, e Célio Silva, vencedor do brasileirão em 89 e também conhecido pelo seu chute batizado de "canhão" - inclusive na seleção brasileira -, reconheceram que a situação vivida pelo clube não é fácil, mas acreditam em dias melhores para o time de Jorginho na 1ª divisão e, como consequência, a manutenção da equipe na elite.

Fé na volta por cima

Sorato Vasco jogo (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco )

O autor do gol de cabeça responsável pelo bicampeonato brasileiro do Vasco em 1989, Sorato, ressalta que a equipe vive hoje uma evolução em seu futebol. Reconhece a dificuldade do segundo turno para o clube carioca, mas afirma "ver condições" para o time se recuperar na Série A do Brasileirão.

- A situação é extremamente difícil. Os números do Vasco são muito ruins e não é a toa que hoje é o último colocado do campeonato. Vimos na equipe que, apesar da situação, a equipe está em evolução, tentando buscar alternativas, com novas contratações. São jogadores que já mostraram em outros clubes serem de qualidade, decisivos. Espero que isso seja uma saída pro Vasco quanto a toda essa situação. O Jorginho é um treinador bastante competente, então acho que vai haver uma evolução.  A dúvida é se essa evolução será capaz de uma recuperação no brasileirão, mas torço para que sim - destacou o ex-atacante, que atualmente treina o clube capixaba Doze.

Geovani com a camisa do Juninho (Foto: Reprodução / Facebook)Geovani com a camisa do Juninho (Foto: Reprodução / Facebook)

O ''Pequeno Príncipe da Colina'', Geovani Silva, foi o mais cauteloso e desconfiado ao tratar da situação do Vasco, e uma possível recuperação. Como ponto positivo, o ex-meio-campista cita a chegada do técnico Jorginho ao comando do clube e reafirma sua torcida para o time cruzmaltino sair da situação dramática na qual se encontra.

- Acreditar nós acreditamos, mas para isso você precisa ter condições. E por fora, olhamos desconfiados. Porque você não vê uma qualidade dos jogadores para o Vasco melhorar nessa fase. Nós torcemos muito, sofremos muito. O Vasco começou de forma errada, achando que ao ganhar o Carioca estaria com o time bom para fazer um bom brasileiro. Futebol brasileiro é campeonato brasileiro, não é regional. Sempre que trocam de treinador, tem uma melhora. A esperança é que dê uma melhorada. Tive a felicidade de trabalhar com o Jorginho e o Zinho, eles só tem a acrescentar. Infelizmente, ao meu modo de ver, eles entram tarde, mas quem sabe o infelizmente sirva justamente para o contrário.

Célio Silva, técnico do Atlético-ES (Foto: Richard Pinheiro/GloboEsporte.com)Célio Silva, técnico do Atlético-ES (Foto: Richard Pinheiro/GloboEsporte.com)

O atual técnico do Atlético-ES, Célio Silva, também deu destaque a chegada de Jorginho a São Januário, mas afirma acreditar na recuperação da nau vascaína por outro motivos: pelos jogadores a disposição. Para o ex-zagueiro vascaíno e da seleção brasileira, o elenco é qualificado, mas precisa reagir ''imediatamente'' se quiser permanecer na elite do futebol brasileiro.

- Penso que sim (a recuperação). O que faltam são ajustes. Evidente que alguns atletas sentem problemas de diretoria. Parte de bastidores tem influenciado muito mais nos noticiários do que a parte de jogos, resultados. Mas o Vasco tem um elenco interessante e pode sair dessa situação. Tem jogadores capacitados, alguns chegaram agora, também capacitados. Agora tem a virada do turno, e tem uma possibilidade boa, mas tem que ser uma situação imediata. A mudança de comando sempre traz um alento àqueles atletas que estão com esperança de jogar, ou que já estão jogando - afirmou o ex-defensor, que acredita também que a vitória contra o Fla dá a força necessária para o Vasco também no Brasileirão.

Com 13 pontos e na última colocação da Série A do Campeonato Brasileiro 2015 após 19 rodadas disputadas, a tarefa do Vasco neste segundo turno é árdua. Para chegar aos 46 pontos - tradicional pontuação com a qual as equipes se livram do rebaixamento -, a equipe cruzmaltina, se baseando somente em vitórias, precisa ganhar ao todo 11 das 19 partidas que têm pela frente.

sábado, 15 de agosto de 2015

Coxa vence no Maracanã e afunda o Vasco

 

O drama do Vasco parece não ter fim. Neste sábado, à noite, no Maracanã, a equipe de São Januário foi derrotada pelo Coritiba por 1 a 0, gol marcado por Evandro, nos acréscimos. O resultado fez a equipe carioca continuar com apenas 13 pontos ganhos, na última posição do Campeonato Brasileiro. A equipe paranaense que obteve a primeira vitória fora de casa, subiu para a 17ª posição com 18 pontos ganhos.

O resultado torna ainda mais delicada a situação do técnico Celso Roth, muito hostilizado pela torcida.

O jogo marcou a estreia de Nenê e Jorge Henrique que começaram bem, mas que caíram de produção no segundo tempo. O Vasco tentou encurralar a equipe paranaense, mas o nervosismo que tomou conta da equipe evitou que o Vasco encerrasse o primeiro turno com um bom resultado. O Coritiba apostou nos erros do adversário e acabou sendo feliz.

Na próxima rodada, o Vasco vai enfrentar o Goiás, no Serra Dourada. O Coritiba vai receber a Chapecoense, no Couto Pereira.

O jogo - Pressionado pela péssima situação na tabela, o Vasco começou a partida no ataque. Aos oito minutos, Dagoberto recebeu ótimo passe na grande área, mas encobriu o gol defendido por Wilson. O Coritiba respondeu com uma bela bicicleta de Thiago Galhardo, após cruzamento de Negueba.

O time carioca mostrava mais disposição e ,aos 14 minutos, criou outra oportunidade quando Dagoberto cruzou e Rodrigo, livre na pequena área, cabeceou por cima do travessão.

O Coritiba se mostrava muito cauteloso, preocupado apenas em evitar as penetrações do adversário. O time dirigido por Celso Roth seguia pressionando e,aos 21 minutos, foi a vez de Riascos se livrar da marcação e chutar forte, mas Wilson voltou a defender com segurança.

Só aos 23 minutos é que o time de Curitiba apareceu na área carioca. Leandro Silva fez ótima jogada pela direita e cruzou para Lúcio Flávio completar, de chapa, e exigir grande defesa de Jordi.

Aos 25, Madson e Jordi se atrapalharam e quase colocaram a bola dentro do seu próprio gol num lance de autêntico "pastelão".

Dos estreantes cruz-maltinos, Nenê era o mais ativo, se movimentando por todos os lados e confundindo a marcação da equipe paranaense. Jorge Henrique, muito discreto, pouco aparecia.

A torcida do Vasco que apoiou muito o time no início da partida foi se irritando com os erros da equipe comandada por Celso Roth e passou a reclamar dos jogadores a cada lance perdido.Ao final da primeira etapa, os jogadores saíram vaiados.

Os dois times voltaram sem modicações para o segundo tempo. E o Vasco continuou com mais posse de bola, embora encontrasse muita dificuldade para penetrar na defesa da equipe visitante.

O Coritiba tentava se aproveitar do nervosismo e dos erros de passe da equipe carioca para tentar a penetração em velocidade. Foi o que aconteceu aos dez minutos quando Negueba puxou o contra-ataque e quase coloca Henrique em condições de concluir.

Aos 14 minutos, Riascos derrubou Negueba na entrada da área. Lúcio Flávio bateu rasteiro e quase surpreendeu o goleiro Jordi, mas a bola saiu, dando um susto na torcida cruz-maltina.

O técnico Celso Roth trocou Jorge Henrique por Jhon Cley e foi chamado de "burro" pela torcida.

O Vasco desperdiçou uma oportunidade incrível aos 21 minutos, quando Herrera furou na pequena área e a bola sobrou para Rodrigo que conseguiu chutar para fora.

O Coritiba respondeu com Henrique que bateu, de fora da área, e voltou a assustar Jordi.

E a torcida do Vasco voltou a se irritar aos 25 minutos quando Riascos protagonizou um lance bizarro. Após cruzamento de Christiano, ele tentou completar de primeira e acertou o próprio braço.

A torcida foi ao desespero, aos 27 minutos, quando Christiano apareceu livre na pequena área e chutou em cima do goleiro Wilson.

O Vasco foi ficando cada vez mais nervoso, errando jogadas simples e provocando vaias da torcida. Aos 36 minutos, Jhon Cley chutou e Wilson defendeu sem dificuldades.

O Coritiba não conseguia se aproveitar dos espaços concedidos pela equipe carioca e perdia todas as oportunidades de construir boas jogadas.

Só aos 44 minutos é que o time paranaense voltou a incomodar em chute perigoso de Negueba. Nos minutos finais, a torcida esqueceu o jogo para xingar dirigentes e o técnico Celso Roth.

Aos 47 minutos, o zagueiro Jomar errou dentro da área e a bola ficou com Rafhael Lucas que tocou para Evandro tocar para as redes, definindo o resultado da partida.

FICHA TÉCNICA

VASCO-RJ 0 X 1 CORITIBA-PR

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 15 de agosto de 2015 (Sábado)

Horário: 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Raphael Claus (SP)

Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)

Cartão Amarelo: Dagoberto(Vas); Lúcio Flávio(Coxa)

Gol:

CORITIBA: Evandro, aos 47 minutos do segundo tempo

VASCO: Jordi, Madson, Jomar, Rodrigo e Christiano; Lucas, Serginho, Nenê e Jorge Henrique(Jhon Cley); Riascos(Thalles) e Dagoberto(Herrera)

Técnico: Celso Roth CORITIBA: Wilson; Walisson, Rafael Marques, Leandro Silva e Juan; João Paulo, Misael(Esquerdinha), Lucio Flavio e Thiago Galhardo(Rafhael Lucas); Henrique Almeida(Ev andro) e Negueba.

Técnico: Ney Franco

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