segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vasco admite interesse por Sueliton, mas enfrenta concorrência


Com a renovação do empréstimo de Fagner descartada e com Nei fora dos planos, o Vasco busca novos reforços para a lateral, e um nome cogitado pela diretoria cruz-maltina é o de Sueliton, atualmente no Criciúma. O clube já iniciou os esforços para tentar contratar o atleta, mas sabe que terá de enfrentar concorrência.

Rumores apontam interesse de outros grandes clubes brasileiros que disputam atualmente a Série A do Campeonato Brasileiro, como o Internacional e o Corinthians, fato que pode pesar na decisão do jogador, visto que o Vasco disputará a Série B e não está em nenhuma competição continental.

O zagueiro Rodrigo, que disputou a Série A pelo Goiás, e Cortez, do São Paulo, são outros dois jogadores que despertam o interesse do Gigante da Colina.

Luan vê a Série B como escola e se inspira em Dedé no Vasco


Pensando em trazer o Vasco de volta à Série A do Campeonato Brasileiro, o zagueiro Luan, formado nas categorias de base do clube, acredita que a disputa da segunda divisão vai servir para que os jovens jogadores possam mostrar o seu valor.

Inspirado em Dedé, que despontou no clube carioca na Série B de 2009, Luan quer jogar em alto nível. "Dedé é um grande jogador, ele começou no banco e hoje dispensa comentários. A segunda divisão é um grande campeonato, muito pegado, com viagens longas, mas iremos entrar com muita garra, determinação, mostraremos nosso valor e o valor do Vasco para alcançarmos nosso objetivo", afirmou em entrevista à Super Rádio Brasil.

Outro defensor elogiado pelo jovem foi Rodrigo, ex-Góias, que pode reforçar o Cruzmaltino na próxima temporada. "É um grande jogador. Enfrentei esse ano pela Copa do Brasil, é experiente, rodado, com bastante qualidade. Se vier, vem para nos ajudar, mas deixo isso para a diretoria resolver", disse.

Ainda sobre a parte defensiva, as possíveis saídas de Cris e Renato Silva não assustam. "Se continuarem, vão fazer muito bem à equipe, pela qualidade e experiência que têm, mas se saírem, acho que o Vasco tem jogadores para suprir essas ausências".

Com boas atuações no começo de 2013, Luan teve sua sequência interrompida devido a lesões. Voltou na reta final do Brasileirão e agradou a comissão técnica, estando nos planos de Adilson Batista para 2014. "Venho trabalhando firme, estou buscando meu espaço. Contam comigo, enxergam algo em mim, sei que vou trilhar meu caminho aqui", finalizou.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Vasco acerta a volta de Rodrigo Caetano


O diretor  de futebol Rodrigo Caetano está de volta ao Vasco. O retorno já vinha sendo costurado desde o fim do Campeonato Brasileiro e, agora, tornou-se certo. O dirigente desembarca no Rio nesta quinta-feira (26) para assinar o contrato.


Caetano havia deixado o Vasco em 2011, quando foi para o Fluminense. Pelo clube de São Januário, ajudou a construir o time campeão da Série B, em 2009, e da Copa do Brasil, em 2010.

Mesmo antes de ser anunciado, Rodrigo Caetano teve participação ativa nas contratações de Martín Silva e Eduardo Aranda, primeiros reforços do clube para a próxima temporada.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Pancadaria entre torcidas interrompe Atlético-PR x Vasco em Joinville



A partida entre Atlético-PR x Vasco, jogo decisivo para a luta por vaga à Copa Libertadores e contra o rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, foi interrompida nos primeiros instantes do primeiro tempo por conta de pancadaria entre as torcidas. Neste domingo, em Joinville, grupos dos dois times entraram em conflito nas arquibancadas aos 17min da etapa inicial. Depois de cerca de uma hora e dez minutos, a arbitragem decidiu por retomar o jogo.

Torcedores de dois lados correram pelo espaço vazio que havia entre os dois setores e começaram a trocar agressões. Um atleticano caiu desacordado e foi duramente espancado por rivais. Diante da violência nas arquibancadas, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro optou por interromper o jogo quando o placar indicava 1 a 0 a favor dos paranaenses - gol marcado por Paulo Baier em cobrança de falta em que quase houve desvio de Manoel.

Torcedor do Vasco carrega pedaço de pau durante briga contra atleticanos em Joinville Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press 

Não havia policiais dentro da Arena Joinville no momento em que a briga teve início. Somente após alguns minutos que forças de segurança agiram e separaram os torcedores com tiros de borracha. Três torcedores foralm levados ao Hospital São José, sendo que um helicóptero precisou ser acionado para levar um ferido.

"O evento é privado e está sendo feito por empresa privada, contratada pelo Atlético-PR. É uma decisão da Polícia Militar com o Ministério Público. Estamos fazendo nosso trabalho apenas na área externa", disse Adilson Moreira, comandante da PM-SC, explicando a ausência de policiamento.

"Estamos trazendo policiais de toda Joinville para dar continuidade ao jogo, fora os 180 seguranças particulares contratados pelo Atlético-PR. Conversamos com o árbitro e garantimos a segurança", avisou o comandante da PM.

Torcedores de Atlético-PR e Vasco entram em conflito na Arena Joinville; partida foi interrompida pela arbitragem Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press 

"A gente vê coisas tão boçais dentro de um estado de futebol. A gente fala para eles parar e eles não param. Não tem segurança, cara, isso é muito triste. É um jogo importante, o mais importante do ano. Fique triste pela cena que eu vi. Torcedor no chão e não paravam de bater. Acaba com a festa", lamentou o meio-campista atleticano Everton, muito emocionado com a violência, ao Sportv.

O zagueiro Luiz Alberto também se entristeceu com a pancadaria e deu seu relato em meio a lágrimas. "A gente viu o cara desmaiado e eles indo para cima ainda. Pedíamos para eles pararem, pois era um ser humano ali, e eles não paravam. Alguma coisa tem que ser feita", afirmou o atleticano.

Após alguns minutos de briga, o policiamento enfim apareceu para separar os torcedores Foto: Giuliano Gomes / Gazeta Press 

O Atlético-PR manda a partida pela última rodada do Brasileiro em Joinville justamente por conta de uma briga entre torcedores. O conflito ocorreu no clássico com o Coritiba na Vila Capanema, e por conta disso o time rubro-negro precisou jogar a mais de 100 km da capital paranaense.

A arbitragem optou por aguardar para decidir se retomava ou não a partida, o que incomodou Roberto Dinamite, presidente do Vasco. "Eles não estão respeitando o que é mais importante: a vida. Não interessa o rebaixamento, Libertadores, nem nada. Se o jogo continuar, eles têm que ser responsáveis pelo o que acontecer daqui pra frente", disse.  Quase uma hora depois da interrupção, nova briga ocorreu nas arquibancadas, dessa vez entre apenas torcedores atleticanos, mas de menor intensidade.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Presidente da Ferj insinua que apito pode prejudicar Fluminense e Vasco


O presidente da Ferj, Rubens Lopes, que já disse haver ações no futebol brasileiro para prejudicar os clubes do Rio, voltou a insinuar que algo "entre o Céu e a Terra" pode ocorrer na última rodada do Brasileirão e causar o rebaixamento de Vasco e Fluminense.

- Nenhuma hipótese pode ser descartada, e entre o Céu e a Terra tem muito mais coisa do que possamos imaginar - disse Rubinho, que citou como exemplo o pênalti a favor do Criciúma na rodada passada contra o São Paulo, que definiu a queda de, ao menos, um dos dois cariocas:

- Qualquer míope, cego de um olho ou desatento, veria aquele impedimento que a moça (Katiuscia Berger Mendonça) deixou passar. Se seu filho for apitar o jogo ou bandeirar, vai ver o impedimento. Estranhamente é bandeira do Espírito Santo, um cabo eleitoral do presidente da CBF.

Aproveitando o gancho relacionado à Federação capixaba, Rubens Lopes emendou uma crítica ao árbitro escolhido para atuar no São Paulo x Coritiba, que também será decisivo para o futuro de Flu e Vasco.

- Teremos um árbitro que saiu do Rio de Janeiro por não conseguir espaço, chamado Pablo (dos Santos Alves), foi para o Espírito Santo e virou aspirante ao quadro da Fifa. Ele, sendo aspirante, vai apitar um jogo como árbitro titular e o quarto árbitro é um árbitro Fifa (Nota da redação: na verdade, André Luiz Freitas Castro é do quadro especial) - disse o presidente da Ferj, ressaltando o parentesco do juiz com um membro da CBF:

- Esse Pablo é filho de Paulo Jorge Alves, um dos membros da comissão de arbitragem da CBF. Ele vai atuar nesse jogo de vital importância. Entenda como você quiser.

Rubens Lopes ainda adicionou a lista a presença de Sérgio Corrêa e Nilson Monção como delegados do jogo do São Paulo. O primeiro é chefe do departamento de arbitragem da CBF e o segundo é instrutor de árbitros da entidade.

Carlos Alberto comemora: 'Justiça foi feita'


O meia Carlos Alberto foi liberado para voltar ao futebol pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), que anulou o doping pelo qual foi denunciado. O jogador, de 29 anos, comemorou a decisão e destacou que a justiça foi feita.

"É difícil descrever o que senti quando recebi o documento do CAS dizendo que a suspensão estava anulada, já que passei esse tempo todo sendo injustiçado. Quem me conhece sabe como sempre me cuidei e nunca iria utilizar qualquer artifício para me beneficiar no futebol. Graças a Deus a justiça foi feita e estou livre para definir meu futuro. Tive minha carreira prejudicada durante esse período suspenso e vou definir com minha advogada (Luciana Lopes) de que forma podemos buscar uma reparação. Foi complicado ser acusado e julgado por algo que não fiz. Mas mantive a convicção de que a verdade viria à tona. Agora vou correr atrás do tempo perdido e quero começar 2014 voando. Em breve, espero poder  anunciar meu futuro clube", declarou o jogador.

Ainda pelo Vasco, o meia foi flagrado no exame antidoping no dia 2 de março de 2013, após a partida contra o Fluminense válida pelas semifinais da Taça Guanabara. Foram encontradas as substâncias probidas Hidroclorotiazida e Carboxi-Tamoxifeno.

Luciana Lopes, advogada do atleta, entrou com recurso no CAS contra a CBF e a Fifa depois que o jogador foi condenado em agosto pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a uma pena que iria até maio do ano que vem. A CBF comunicou que não tinha interesse no processo, já a Fifa entendeu que não houve nenhuma violação por parte do jogador.

Desde 2 de agosto de 2013, quando seu contrato com o Vasco se encerrou, Carlos Alberto está sem clube. O meia chegou a treinar por algum tempo no Bangu e agora realiza exercícios em uma academia para manter a forma


Treino do Vasco é cercado de mistério em São Januário


O treino do Vasco desta quinta-feira foi cercado de mistério, como já é de costume com o técnico Adilson Batista. A imprensa teve acesso a São Januário somente cerca de 30 minutos após o início da atividade. Neste momento, os atletas realizavam apenas um trabalho técnico.

No período em que a imprensa teve acesso ao treino, os atacantes André e Willie, além do volante Sandro Silva, mais uma vez, não participaram das atividades no gramado, dando mostras de que devem ficar fora do decisivo confronto contra o Furacão, no domingo, às 17h, na Arena Joinville.

Na última quarta-feira, Adilson chegou a testar diferentes formações, mas ainda sem confirmar o time. Vale lembrar que o técnico terá dois desfalques: o zagueiro Luan e o volante Guiñazú, suspensos pelo terceiro cartão amarelo.


Botafogo e Vasco jogam sem rivalidade para salvar a temporada


Botafogo e Vasco dependem um do outro, no domingo, para atingirem os respectivos objetivos: volta ao G4, no caso do Alvinegro, e permanência na Primeira Divisão, para o Cruz-Maltino. A questão é simples, já que o Glorioso, na luta por uma vaga na Libertadores, enfrenta o Criciúma, rival do Vasco na briga contra o rebaixamento. Do outro lado, o Gigante da Colina encara o Atlético-PR, que busca uma vaga no principal torneio sul-americano.

Portanto, alvinegros e vascaínos, conhecidos pela boa relação entre as duas torcidas – até mesmo organizadas –, deverão torcer juntos nesta última rodada do Campeonato Brasileiro, independentemente da rivalidade carioca.

Capitão do Botafogo, o goleiro Jefferson prefere não pensar em questão de ajuda ou rivalidade, mas sim em profissionalismo. O camisa 1 alvinegro contou também que nunca costumou torcer contra times do Rio por jogar no Glorioso.

– Nossa rivalidade é dentro de campo. Nunca fui jogador de torcer contra time carioca. Cada um tem seus interesses e objetivos – disse.

O meio-campo Pedro Ken, por sua vez, sabe que a situação do Vasco é ainda mais delicada, mas acredita que tanto o Botafogo como São Paulo, que recebe o Coritiba, têm tudo para vencer os jogos.

– Acho que sim, mas acredito que o São Paulo também fará um jogo duro contra o Coritiba, não vai facilitar. Pelo treinador, pelos jogadores, não tem o perfil de entregar, facilitar. O Botafogo está nessa luta. Eles precisam de nós, e nós, deles – afirmou.

Longe de ser traição, mas domingo, às 17h, alvinegros e vascaínos serão obrigados a dividir a paixão.

TORCIDAS DE VASCO E BOTA SÃO AMIGAS

Infelizmente, em clássicos regionais, brigas entre as torcidas são cenas comuns. No entanto, quando a partida é entre Botafogo e Vasco, isso não acontece.

Tradicionalmente, as torcidas de ambas equipes mantêm um respeito e não entram em conflito, o que fez com que a partida já fosse chamada de clássico da amizade.

Na década de 1980, quando um dos clubes ia disputar um jogo fora do Rio de Janeiro, membros das organizadas de ambos iam juntos nas viagens.

O laço de amizade começou a surgir quando, em meados da década de 1950, Dulce Rosalina assumiu uma das organizadas do Vasco. Entre 1956 e 1959, o time de São Januário ganhou nove vezes, contra apenas três do Botafogo. O hábito de Dulce de oferecer jantares aos líderes das torcidas rivais quando estes saíam do estádio derrotados, fez com que os encontros após os jogos se tornassem rotina e os aproximassem.

HORA DO FOGÃO AJUDAR

Na última rodada do Campeonato Brasileiro, os vascaínos já tiveram de torcer por uma vitória do Botafogo diante do Coritiba, no estádio do Couto Pereira. Não deu certo, pois o Coxa venceu por 2 a 1.

Durante o duelo do Vasco contra o Náutico, no Maracanã, o placar eletrônico do estádio anunciava os gols da partida. E no gol do Alvinegro os cruz-maltinos vibraram como se fosse do Gigante da Colina.

Naquela rodada, no entanto, a partida do time de São Januário não interferia na situação do Glorioso. Agora a situação é inversa, já que um depende do outro. Se o Bota não vencer o Tigre, só uma goleada do São Paulo sobre o Coritiba salvaria o Vasco, que tem de vencer.

ATLÉTICO-PR TRAZ BOAS LEMBRANÇAS

Para se livrar do rebaixamento, o Vasco precisa derrotar o Atlético-PR na última rodada. E, curiosamente, o Botafogo já encarou o Furacão numa partida derradeira de Brasileiro, em 2004, também brigando para não cair.

Na ocasião, o Glorioso precisava vencer para se livrar de vez da queda. Como empatou em 1 a 1, contou com o 3 a 3 entre Criciúma – que também estava na berlinda – e Coritiba para ficar na elite.

O Vasco já havia feito a parte dele na penúltima rodada, ao vencer o Atlético-PR por 1 a 0 e fugir da degola. Os paranaenses estavam na briga pelo título, conquistado pelo Santos. Se vencesse as duas partidas, seria campeão.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vasco vence o Barcelona no Mundialito de Beach Soccer

Estreando no III Mundialito de Beach Soccer, o Vasco venceu o Barcelona nos pênaltis, após o empate em 4 a 4 no tempo normal. O torneio está sendo disputado e o Cruz-Maltino está no grupo A, que conta ainda com Botafogo e Al-Ahly, dos Emirados Árabes.

O jogo foi muito disputado, com três viradas no placar. Nas penalidades, Mauricinho bateu no meio do gol, rasteiro, e converteu. Pelo lado espanhol, Amarelle bateu cruzado e o goleiro Cesinha defendeu.

Por ter vencido apenas nos pênaltis, o Vasco somou dois pontos e ocupa a segunda posição. Os dois primeiros avançam à semifinal.

Grêmio vence o Vasco por 1 a 0 e dá mais um passo rumo à Libertadores

O Grêmio venceu o Vasco, nesta quarta-feira, por 1 a 0, na Arena do Grêmio, e chegou a 54 pontos, dando mais um passo rumo à classificação para a Taça Libertadores da América e se mantendo vivo na disputa pelo segundo lugar. Para o Vasco, a derrota significa uma oportunidade perdida para se manter fora da zona de rebaixamento ao final da rodada.

O técnico Adilson Batista surpreendeu a todos mudando o esquema tático e inserindo novidades na equipe. A tática deu certo no primeiro tempo, quando o Cruz-Maltino teve uma boa oportunidade, mas o gol tricolor no início do segundo tempo desmoronou qualquer estratégia. O Grêmio foi mortal e ainda perdeu outras oportunidades para ampliar.

VASCO NA RETRANCA

Como previsto pelas escalações, o Grêmio começou tentando pressionar, mas os três zagueiros do time de Adílson Batista conseguiam conter o ímpeto e a primeira grande chance foi mesmo do time carioca. Em contra-ataque, Pedro Ken achou Marlone, que, do lado esquerdo, levou a bola para o pé direito e chutou no canto esquerdo de Dida, que fez excelente defesa.

Aos 20 minutos, após longo lançamento, Barcos dominou dentro da área e chutou cruzado, mas a zaga evitou o pior. A partida seguiu no mesmo ritmo: o Tricolor rodando a bola tentando furar a defesa vascaína, que corria, impedindo a aproximação à área. A raras escapadas cruz-maltinas eram nas costas do lateral-esquerdo Alex Telles. E, por ali, Jomar e Fagner fizeram boa jogada, mas o chute de Pedro Ken foi nas mãos de Dida.

GOL NO INÍCIO RESOLVE

Logo aos cinco minutos, Zé Roberto cobrou escanteio na cabeça de Rhodolfo, que subiu mais alto que a zaga para pôr fim ao jejum de gols do Grêmio. 1 a 0. Pouco tempo depois, Adilson desfez o esquema com três zagueiros, mas o Vasco permaneceu sem conseguir se organizar no ataque. Aos 18, Alex Telles cobrou falta com perigo. Aos 20, um chute de Barcos. Claro domínio dos gaúchos.

Apenas em doses homeopáticas o Vasco foi avançando. Aos 27 minutos, após jogada pela direita - sempre por ali - Pedro Ken teve espaço, mas o chute foi longe do alvo. Pouco depois, Wendel assustou, mas quem quase marcou mesmo foi o Grêmio. De forma incrível, Elano, aos 30 minutos, desperdiçou uma bola ajeitada por Barcos na pequena área, de frente para o gol. Daí até o final, somente o chute de Maxi Rodríguez em cima de Alessandro, após caneta em Renato Silva.

FICHA TÉCNICA:
GRÊMIO 1 X 0 VASCO

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Dara-Hora: 13/11/2013- 19h30, de Brasília
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (FIFA-AL)
Auxiliares: Pedro Jorge Santos de Araújo (AL) e Esdras Mariano de Lima Albuquerque (AL)
Público/Renda: 10.863 pagantes e 14.840 presentes/R$ 304.016,00.

Cartões amarelos: Barcos (GRE) e Pedro Ken (VAS).
Cartões vermelhos: Não houve

Gols: Rhodolfo 5'/2ºT (1-0).

GRÊMIO: Dida; Pará, Rhodolfo, Bressan e Alex Telles; Souza, Riveros, Ramiro e Zé Roberto (Maxi Rodríguez - 15'/2ºT); Kleber (Elano - 29'/2ºT) e Barcos (Werley - 42'/2ºT)- Técnico: Renato Gaúcho.

VASCO: Alessandro, Jomar (Willie - 11'/2ºT), Cris e Renato Silva; Fagner, Guiñazú (Sandro Silva - 15'/2ºT), Abuda, Pedro Ken e Wendel; Marlone e Edmilson (André - 32'/2ºT) Técnico: Adilson Batista.

Diretor de marketing da Nissan 'torce' por queda do Vasco: 'Vamos aparecer sozinhos na Série B'


Vivendo situação complicada no Campeonato Brasileiro, já que está apenas um ponto acima da zona do rebaixamento, o Vasco conta com o "apoio" de um de seus principais patrocinadores para confirmar sua queda para a Série B. Nesta terça-feira, o diretor de marketing da montadora Nissan, Murilo Moreno, afirmou que seria muito positivo para a marca ter o time alvinegro na Segundona.


Edmílson comemora gol do Vasco sobre o Santos
Nissan aparece nas costas da camisa vascaína

"Se cair, melhor ainda. Ano que vem a gente vai aparecer sozinho na Série B. Vai dar mais mídia do que ficar pelo meio da tabela na Série A. E ainda por cima vamos ser o patrocinador do acesso", disse Moreno, segundo o site monitormercantil.com.br, durante uma palestra na FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Rio de Janeiro.

O clube de São Januário estampa a marca da Nissan na parte de trás da camisa, enquanto na frente o patrocínio master é ocupado pela Caixa Econômica Federal, cujo contrato com os cariocas vai até agosto de 2014.

Atualmente com 37 pontos, o Vasco está à frente somente de Fluminense (36), Criciúma (36), Ponte Preta (34) e Náutico (17) na tabela do Brasileirão. Para escapar da degola, o time de Adilson Batista joga a vida contra Grêmio, Corinthians, Cruzeiro, Náutico e Atlético-PR nas rodadas finais.

A situação é difícil, já que os times de Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul ocupam as três primeiras colocações do torneio. A primeira missão será nesta quarta-feira, na Arena do Grêmio, onde o Vasco colocará em campo a seguinte formação: Alessandro, Fagner, Jomar, Cris e Nei; Abuda, Pedro Ken, Bernardo e Marlone; André e Edmilson.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Ex-jogador de vôlei Giovane pede R$ 1 milhão da verba da Caixa ao Vasco


Um dos mais de cem atletas contratados no projeto olímpico do Vasco no início dos anos 2000, o ex-jogador de vôlei Giovane conseguiu na 13ª Vara Cível ganho de causa para penhorar a verba de patrocínio da Caixa Econômica Federal para o clube de São Januário. O departamento jurídico do clube entrou com recurso pedindo redução da penhora dos R$ 15 milhões que o banco público vai pagar. O ex-atleta cobra pouco mais de R$ 1 milhão por falta de pagamento do contrato de cessão de direitos de imagem e prestação de serviço  em sua curta passagem pelo Vasco.

A informação, veiculada na coluna de Ancelmo Gois, no jornal "O Globo", trata de uma causa antiga. Giovane Gávio, bicampeão olímpico em 1992 e 2004, jogou no Vasco em 2000, quando a equipe de vôlei tinha sede em Três Corações (MG), cidade onde nasceu Pelé, e atuava com a camisa vascaína. Através da sua empresa Giovane Gávio Promoções Ltda, ele assinou contrato de dois anos para receber R$ 75 mil por mês. O projeto olímpico vascaíno não durou muito, e o jogador logo deixou São Januário, mas reclamou na Justiça atraso no pagamento.

Em 10 de outubro de 2007, o Vasco assinou documento reconhecendo dever R$ 963 mil a Giovane. O pagamento seria feito da seguinte maneira: as duas primeiras parcelas quitariam R$ 63 mil, sendo um pagamento à vista na assinatura do acordo e outra 30 dias depois. O restante, R$ 900 mil, seria pago em 30 parcelas de R$ 30 mil. Porém, o Vasco só pagou as primeiras parcela. Giovane, então, cobrou a dívida em penhoras de jogos e rendas do futebol, mas não deu resultado, pois o clube muitas vezes se recusava a assinar o mandado de penhora. Segundo o advogado de Giovane, Claudio Daólio, o ex-presidente tentou novos acordos com o atleta.

- Na época do Eurico eles ainda o chamavam para conversar, para tentar diminuir o valor, mas, quando mudou a administração, esse contato encerrou de vez - explica o advogado de Giovane Gávio, hoje treinador de vôlei.

Sem pagar as parcelas de R$ 30 mil, o Vasco efetuou pagamentos em quantias mínimas, de 10% das receitas com as lojas do Vasco, segundo redução da ação obtido pelo departamento jurídico vascaíno.

- Era um pagamento de R$ 200, R$ 300. Pensar que um clube do tamanho do Vasco faturou apenas R$ 2 mil ou R$ 3 mil num mês com seus produtos licenciados é muito pouco. Só uma camisa do Vasco custa quase R$ 200. Era para dizer que estava pagando a dívida e para não ficar inadimplente. Mas assim levaria 20 anos para pagar tudo que deve ao Giovane - conta o advogado.

Ele resolveu então adotar outra estratégia para cobrar o débito com o Vasco: penhorar o contrato do novo patrocinador. A Caixa e o Vasco assinaram o acordo de patrocínio até agosto de 2014 na última sexta-feira. O clube, inclusive, já até pagou o mês de setembro que estava atrasado.

- Pedimos a penhora do contrato público de patrocínio feito com a Caixa. O juiz determinou que a Caixa tirasse do processo esse valor e pagasse ao Giovane. Ainda não foi cumprida a determinação, mas o juiz já expediu o mandato de penhora. Agora, como o Vasco nunca recebe as citações, nunca colabora, o mandato vai direto para a Caixa, para ela retirar o valor da dívida - conta Daólio.

O advogado do Vasco Marcello Macedo disse que o clube já entrou com recurso há mais de uma semana. Ele pretende despachar nesta quinta-feira com o Judiciário e conseguir a redução da penhora para menos de 10% do valor do pagamento da Caixa Econômica Federal. Nos balanços financeiros do clube, constava até 2011 um débito de R$ 570 mil com o ex-jogador de vôlei. Em 2012, porém, esta quantia não aparecia mais no documento oficial vascaíno.

Questionado sobre a possibilidade de um novo acordo, o advogado de Giovane não descartou uma redução no valor, descontando juros e multas, porém quer resolver logo o assunto.

- Da parte do Giovane sempre houve a tentativa de acordo. Mas o clube faz acordo para não cumprir. Pode haver redução e desconto, mas qualquer acordo passaria por um pagamento de toda a dívida - diz Daólio, advogado de Giovane.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Inquérito apura venda irregular de ingresso no Maracanã


A Polícia Civil abre inquérito esta semana para apurar a venda irregular de ingressos das cadeiras cativas do Maracanã para grupos de turistas. A situação foi denunciada pelo Jornal do Brasil na quinta-feira passada (24/10), no jogo entre Flamengo e Botafogo, quando donos de cadeiras cativas tiveram que ser conduzidos para outros lugares pelo fato de suas cadeiras estarem ocupadas.

A investigação vai apurar as vendas irregulares feitas pelas agências Follow Me Rio e Angramar que venderam ingressos com tarja de "venda proibida" para diversos grupos de turistas. Os ingressos para as cadeiras cativas estão sob responsabilidade da Suderj, que se encarrega de repassar os bilhetes aos proprietários. A empresa fabricante das entradas para a Suderj é a Outplan, através da marca Futebolcard, que se reporta à IMX, que faz parte da concessionária que administra o estádio.

Os ingressos irregulares vem sendo vendidos em vários hotéis da Zona Sul que também deverão ser investigados junto com as agências que prestam serviço aos turistas. A Polícia deverá investigar também a venda dos ingressos por cambistas, na rua em frente aos portões do Marcanã. O problema deverá ser resolvido dentro de 15 dias quando os donos das cadeiras cativas terão seus cartões de acesso. Os proprietários que não fizeram recadastramento continuarão a buscar ingressos para cada jogo através da apresentação de documentos.

Vasco acerta a contratação do técnico Adilson Batista


Adilson Batista é o novo técnico do Vasco, ocupando a vaga deixada por Dorival Júnior, demitido. O treinador já está no Rio de Janeiro e uma reunião logo na manhã desta terça-feira com a diretoria cruz-maltina serviu para selar o acordo.

A diretoria tinha pressa para fechar com um substituto para Dorival Júnior e intensificou contatos por Adilson Batista desde segunda-feira, por intermédio do representante dele, Jorge Machado.

O clube deve oficializar o acerto nas próximas horas. Nesta manhã, o auxiliar Jorge Luis comandou o treinamento da equipe, mas já a partir de quarta-feira Adilson vai iniciar seu trabalho à frente do grupo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Primeiro a cair! Vasco decide demitir o técnico Dorival Júnior


Dorival Júnior não é mais técnico do Vasco. Uma reunião na noite desta segunda-feira definiu a demissão do treinador, que já vinha sendo bastante contestado por conta dos resultados negativos no Campeonato Brasileiro. Adilson Batista é o favorito para assumir o cargo.

Esta foi a segunda passagem de Dorival pelo Vasco. Mas, desta vez, ele não teve o mesmo sucesso de 2009, quando comandou a equipe na disputa do Campeonato Brasileiro da Série B.

Contratado em julho, após a saída de Paulo Autuori, Dorival teve um bom início, com algumas vitórias importantes, mas lgoo viu sua equipe cair de rendimento e se manter por seguidas rodadas na zona do rebaixamento. De 29 jogos, ele teve um aproveitamento de apenas 40% dos pontos.

domingo, 27 de outubro de 2013

Torcedores do Vasco pressionam em aeroporto e Renato Silva leva ovada

Torcedores do Vasco foram ao aeroporto pressionar o time após derrota em Campinas neste domingo
Torcedores do Vasco foram ao aeroporto pressionar o time após derrota em Campinas neste domingo

Dezenas de torcedores do Vasco foram ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, neste domingo à noite, pressionar o time após a derrota de virada para a Ponte Preta, por 2 a 1, em Campinas. No entanto, a delegação cruzmaltina evitou o contato com a torcida no desembarque e pegou um ônibus direto na pista depois de descer do avião. O zagueiro Renato Silva, porém, acabou sendo atingido por um ovo na cabeça.

O policiamento foi reforçado no local para garantir a segurança, mas os torcedores não conseguiram chegar perto dos atletas para fazer a cobrança que pretendiam. Com a informação de que a equipe sairia pela pista, o grupo, que vestia camisas do clube e de torcidas organizadas, se dividiu e tentou cercar todas as saídas do aeroporto, mas foram despistados mesmo assim.

Porém, o zagueiro Renato Silva, que não foi embora com o ônibus e permanceu em uma área reservada do aeroporto, levou uma ovada quando resolveu deixar o local quase uma hora depois. Mesmo cercado por seguranças, o atleta, que não entrou em campo diante da Ponte, foi bastante xingado e pressionado antes de entrar em seu carro particular.

Com a derrota deste domingo, o Vasco ficou ainda mais ameaçado pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A equipe carioca parou nos 33 pontos, foi ultrapassado na tabela pela própria Ponte Preta (que também soma 33 pontos, mas tem uma vitória a mais) e caiu para a 18ª posição. O primeiro time fora do Z-4 é o Fluminense, que está em 16º lugar com 36 pontos.

Esss merdas vão cair de novo?


Já estava comemorando a vitória! E tudo indicava que o Vascão conseguiria a vitória na tarde deste domingo, no Moisés Lucarelli. Saiu na frente e ficou com um jogador a mais aos 17 minutos do segundo tempo. Mas a Ponte Preta fez dois gols em nove minutos e conseguiu a vitória por 2 a 1. Com o triunfo, a Ponte Preta chegou aos 33 pontos, mesmo número de pontos do Vasco, mas com uma vitória a mais, que o deixa na 17ª colocação. O Cruz-Maltino fica na 18º.

A partida estava equilibrada nos primeiros minutos, com os dois times errando muitos passes e finalizando sem muito perigo para os goleiros. Até que, aos 15 minutos, Marlone recebeu pela esquerda e tocou para Yotún, em posição irregular, que cruzou. O zagueiro Diego Sacoman tentou cortar e mandou para dentro do gol. Foi o segundo gol contra do zagueiro, que também "finalizou" para as redes do próprio time no empate com o Fluminense.

No final do primeiro tempo, uma sequência de defesas, no mínimo, atrapalhadas do goleiro Alessandro, do Vasco. Ao tentar segurar uma bola rasteira, acabou soltando. Adrianinho pegou o rebote e chutou, mas o goleirou espalmou. Na tentativa de prender a bola, dividiu com Rildo e soltou, de novo. No terceiro lance, Adrianinho se antecipou a Alessandro e chutou em cima de Cris. Ao se antecipar, a chuteira do jogador da Ponte Preta raspou no nariz do goleiro, que sangrou, mas Alessandro permaneceu em campo.

EXPULSÕES E VIRADA

No começo do segundo tempo, a Ponte Preta tentou dominar as ações do jogo, mas parava na própria deficiência técnica. E, aos 17 minutos, a situação do time de Campinas ficou mais complicada. Ferrón dividiu a bola com Yotún e deixou o braço no rosto do jogador vascaíno, que reclamou do lance. Ferrón, então, deu uma "peitada" em Yotún, que caiu no gramado. O árbitro Sandro Meira Ricci deu cartão vermelho direto para o o jogador da Macaca.

Mas mesmo com um jogador a menos, a Ponte chegou ao gol de empate aos 35 minutos. Adrianinho recebeu na intermediárea, driblou Wendel e finalizou no canto esquerdo do goleiro Alessandro. Após o gol, a Ponte se animou e partiu para cima. Aos 40 minutos, em lançamento longo, Nei achou que o juiz daria falta sobre ele e colocou a mão na bola. O juiz deu o segundo amarelo para o lateral, que foi expulso. E já no final do jogo, aos 44 minutos, Uendel chutou de fora da área e Alessandro falhou, deixando a bola passar debaixo dos seus braços.

FICHA TÉCNICA
PONTE PRETA 2 X 1 VASCO

Local: Moisés Lucarelli, Campinas (SP)
Data e hora: 27 de outubro de 2013, às 16h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (PE/FIFA)
Auxiliares: Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcelo Bertanha Barisson (RS)
Público e renda: 13.349 pagantes/R$ 38.967,00
Cartão Amarelo: Nenhum (PON); Nei, Sandro Silva (VAS).
Cartão Vermelho: Ferron, 17'/2ºT (PON), Nei 40'/ 2ºT (VAS).
Gols: Diego Sacoman (Contra) 15'/1ºT (0-1); Adrianinho (35'/2ºT); Uendel, (44'/2ºT).

PONTE PRETA: Roberto, Régis, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka, Alef, Rafael Ratão (Fernando Bob, 18'/2ºT) e Adrianinho; Rildo (Adaílton, 29'/2ºT) e Willian (Leonardo, 18'/1ºT). Técnico: Jorginho.

VASCO: Alessandro, Nei, Jomar, Cris e Yotún (Jhon Cley, 37'/2ºT); Sandro Silva, Wendel (André, 37'/2ºT), Marlone e Francismar; Reginal (Willie, 21'/2ºT) e Thalles. Técnico: Dorival Júnior.

Na próxima rodada, o mais dois confrontos diretos na luta contra o rebaixamento. O Cruz-Maltino recebe o Coritiba, no sábado, às 19h30, no Mocyrzão, em Macaé. Já a Ponte Preta visita o Criciúma, no próximo domingo, às 19h30, no Heriberto Hülse.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Vasco vence no Maracanã, mas Goiás avança e pega Flamengo na semi


Diante de mais de 36 mil pessoas no Maracanã, o Vasco deu combate, foi aguerrido e conseguiu vencer o Goiás por 3 a 2 na partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Isso não foi o suficiente, no entanto, para ficar com a vaga. Por ter conseguido vantagem no confronto de ida, o time goiano confirmou a classificação para a semifinal e agora se prepara para encarar o Flamengo, de olho na decisão.

A vitória por um gol de diferença não serviu ao Vasco porque o time havia sido derrotado por 2 a 1 no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Como levou dois gols dentro de casa – principal critério de desempate -, os cariocas precisavam de triunfo por dois gols de diferença caso fossem vazados. O jovem Thalles se destacou pelos anfitriões, com dois tentos no primeiro tempo. Já o Goiás contou mais uma vez com a estrela Walter, autor de duas assistências.

O Goiás encara o Flamengo na semifinal da Copa do Brasil – o time rubro-negro eliminou o Botafogo na quarta-feira, com vitória por 4 a 0. Antes, a equipe goiana volta a campo no domingo, às 18h30 (de Brasília), quando encara o lanterna Náutico na Arena Pernambuco, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Vasco tenta fugir do rebaixamento contra a Ponte Preta, às 16h do domingo, no Estádio Moisés Lucarelli.

?O Vasco contou com um destaque improvável para levantar a torcida e as esperanças de classificação no Maracanã. O garoto Thalles, que foi defendido pelo técnico Dorival Junior durante a semana, brilhou no primeiro tempo. Logo aos 3min, abriu o placar ao receber cruzamento de Fagner, que avançou pela direita. O jogador dominou no meio da área e bateu cruzado, no contrapé de Renan, para estufar as redes.

Pouco depois, aos 16min, Thalles recebeu a bola na intermediária, durante contra-ataque, ignorou os gritos de Juninho, que pedia totalmente livre pela direita, e arriscou chute colocado da entrada da área – a bola entrou no canto esquerdo de Renan, fora do alcance do goleiro esmeraldino. Em poucos minutos o time alcançou um placar que já seria suficiente. Não conseguiu segurá-lo, no entanto.

Walter, grande destaque do Goiás, ajudou a equipe a reagir. Apesar de bem marcado, conseguiu uma assistência aos 18min, quando dominou na intermediária e lançou pelo alto e em profundidade para a bonita finalização de primeira dada por Hugo, dentro da área. O gol animou o Goiás. Antes, Walter havia assustado ao levar a pior em choque de cabeça com Renato Silva. Precisou usar bandagem para conter sangramento.

O primeiro tempo ainda teve uma polêmica: aos 30min, Juninho fez jogada ensaiada em cobrança de escanteio e recebeu passe curto para cruzar na área, onde Luan apareceu livre para desviar de cabeça. O árbitro marcou impedimento inexistente - a zaga do time visitante dava condições claras. O gol foi legal, mas acabou não validado.

O segundo tempo mal começou e o Goiás conseguiu acabar com a empolgação vascaína. Aos 11min, Vitor bateu lateral para dentro da área, Walter ajeitou de peito e Amaral bateu travado com Juninho; a bola entrou no canto de Alessandro, empatando o confronto no Maracanã. Com esse resultado, encerrou-se a possibilidade de decisão por pênaltis. O placar obrigaria o Vasco a fazer mais dois gols para se classificar.

Walter sentiu lesão e deixou o gramado. O Goiás só precisaria se segurar, mas quase marcou aos 30min, quando Vitor ficou com sobra de disputa na área e bateu para o gol – o árbitro marcou impedimento de Thiago Mendes, que ficara caído no lance e atrapalhara a tentativa de defesa do goleiro Alessandro. Quatro minutos depois, o Vasco retomou a frente do placar e incendiou a partida no Maracanã.

O segundo gol vascaíno saiu em cruzamento de Yotún e cabeçada de Willie. O time passou a contar com dez minutos para marcar um gol e ficar com a vaga. A torcida embalou cantos exaltando o "time da virada", mas apesar de toda a pressão poucas chances reais foram criadas. A bola não entrou. Aos 46min, Juninho teve grande oportunidade em cobrança de falta dentro da meia-lua da grande área. Chutou por cima, no entanto, e não evitou a eliminação.

sábado, 19 de outubro de 2013

Dorival quer Juninho apenas para segundo tempo


Juninho fez 17 jogos pelo Vasco nesta terceira passagem por São Januário. Todas pelo Campeonato Brasileiro. Apenas duas vezes ele começou no banco, contra o Náutico, em partida que o time de São Januário decidiu o jogo no segundo tempo após a entrada do Reizinho, e diante da Portuguesa, quando o camisa 8 entrou e não conseguiu evitar a derrota do time para um adversário que brigava diretamente para não cair no início do segundo turno. Contra o Botafogo, Dorival Júnior decidiu repetir a estratégia. Juninho fica no banco.

A queda de rendimento do jogador, que marcou duas vezes nas duas primeiras partidas - contra Fluminense e Criciúma - e depois caiu de rendimento no ritmo da equipe, e o cansaço do jogador no fim da temporada foram fundamentais para a decisão de Dorival. Juninho foi substituído nos últimos quatro jogos que participou. Em constante contato para conversas com o treinador, Juninho fez suas habituais considerações sobre o time, mas, de acordo com Dorival, não sugeriu que fique na reserva. A opção é da comissão técnica.

Juninho treino Vasco (Foto: Raphael Zarko)

- É uma decisão nossa (do treinador e da comissão). Vamos deixá-lo para um monento importante do jogo, onde talvez ele possa fazer a diferença. Vamos acreditar que isso possa vir a acontecer, como aconteceu contra o Náutico - disse o treinador vascaíno.

No meio de campo, além de Juninho, saiu Jhon Cley. Entraram Sandro Silva e Montoya. A intenção é reforçar a defesa ao mesmo tempo que permite mais mobilidade e liberdade aos homens de frente. Na lateral-direita, Nei entra no lugar de Fagner. Na esquerda, Dorival disse que Henrique não estava em perfeitas condições, após três jogos seguidos retornando de lesão que o deixou parado por um mês. Dorival vê no Botafogo um adversário que se movimenta muito, o tempo todo e que precisa ser combatido com o máximo de vitalidade possível. Juninho, no treinamento, mesmo entre os reservas, orientou o meio de campo, mostrou como era o posicionamento de Seedorf e citou o rodízio de jogadores pelo setor ofensivo.

- Tem que correr, não pode parar de correr - gritou Juninho, de colete azul, para os meias Marlone e Montoya.

Não à toa Dorival decidiu preservar Juninho para o segundo tempo. O treinador acha que, após 45 minutos de disputa, o veterano pode ficar em igualdade de condições com os jogadores do Botafogo.

- A ideia é colocar o Juninho em condições de igualdade física com os jogadores do Botafogo que já tenham atuado os primeiros 45 minutos - justificou Dorival.

Juninho treina na reserva, e Dorival promove cinco mudanças no Vasco


Dorival conversa com gurpo treino Vasco (Foto: Raphael Zarko)

Na 18ª posição, com 32 pontos, a nove rodadas do fim do Brasileiro, o Vasco vai mexido para o clássico de vida ou morte contra o Botafogo, neste domingo, às 18h30, no Maracanã. O técnico Dorival Júnior trocou quatro peças e substituiu o suspenso André por Willie. Nas laterais, saem Fagner e Henrique, entram Nei e Yotún. No meio duas novidades e uma surpresa: Juninho vai para a reserva, Jhon Cley também sai do time, e ganham oportunidade Sandro Silva e Montoya.

O volante reforça a marcação no meio de campo, em posicionamento mais centralizado, com Pedro Ken na direita e Fillipe Soutto na esquerda. O colombiano, que entrou bem na segunda etapa contra o Goiás, volta ao time titular mais de dois meses depois de sua única partida em que não começou no banco. O jogo era justamente o da sua estreia contra o Santos, dia 14 de agosto – 1 a 1 na Vila Belmiro.

Exceto a opção de tirar da equipe Juninho, que vem rendendo abaixo da expectativa, as opções de Dorival apontam para um time mais experiente. Fagner foi um dos mais pressionados pelos torcedores de organizadas que tiveram livre acesso às dependências do departamento de futebol nessa tarde de sexta-feira. Nei, antigo reserva, defendeu o lateral e saiu da "reunião" com apoio dos torcedores. Yotún retorna depois de dois jogos pela seleção peruana.

O time titular fez um trabalho tático e estava escalado com Diogo, Nei, Cris e Jomar, Yotún; Sandro Silva, Pedro Ken, Fillipe Soutto e Montoya; Marlone e Willie. Entre os reservas treinaram Alessandro, Fagner, Renato Silva, Rafael Vaz, Henrique; Wendel, Juninho, Francismar, Jhon Cley; Reginaldo e Thalles.

Reforço de segurança e de cartola: Dinamite vai dar apoio ao time no CFZ


A equipe de segurança no CFZ foi novamente reforçada para receber o Vasco neste sábado, véspera do clássico contra o Botafogo. Ainda fora de campo, o número de dirigentes também foi maior. Na atividade no campo do clube de Zico, o presidente Roberto Dinamite apareceu para apoiar os jogadores e a comissão técnica e teve a companhia de outros dirigentes do clube, como do vice-presidente de patrimônio, Manoel Barbosa.

No dia seguinte à confusão formada em São Januário, com direito a acesso livre de cerca de 30 torcedores ao vestiário do departamento de futebol profissional, não houve novos protestos ou incidentes no treino do Vasco. Poucos torcedores foram até o CFZ para assistir ao trabalho realizado, que terminou por volta de 11h30.

Dinamite caminhou pelo campo, conversou com Dorival Júnior por alguns minutos e depois se aproximou dos jogadores que estavam treinando faltas. Depois do bate-papo com os atletas, o presidente se dirigiu às dependências internas do CFZ, onde estavam Ricardo Gomes e outros membros do departamento de futebol.

O técnico Dorival Júnior não quis comentar os incidentes do treino desta sexta-feira em São Januário. O treinador e Ricardo Gomes receberam torcedores na sala do diretor executivo.

Questionado se os jogadores estavam assustados com toda a confusão da antevéspera do clássico, Dorival respondeu:

- Não estão assustados. Nosso adversário é o Botafogo. Somos profissionais e vamos enfrentar tudo com dignidade, lealdade e muito trabalho – disse o treinador vascaíno.

Dinamite e Dorival treino Vasco (Foto: Raphael Zarko)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Juninho sente o golpe: 'O olhar é de tristeza'

A imagem ao lado é de Juninho, mas traduz o sentimento de qualquer pessoa que tem amor ao Vasco como ele. Desolado no banco de reservas após ser substituído, o ídolo cruz-maltino assistiu calado a derrota que complicou bastante a situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Visivelmente abatido, o Reizinho admitiu estar triste com o momento que o Gigante da Colina atravessa na competição:

– Meu olhar é de tristeza porque somos o 18º, foi mais um jogo que a gente perdeu e eu me incluo nisso. Gostaria que o resultado fosse diferente. Porém, mais uma vez, o time deu demonstração de fraqueza quando levou o primeiro gol e isso acaba passando de um para outro - disse. Sincero, Juninho revelou que, em certos momentos, não tem certeza se o Vasco fugirá da queda:

– Cada vez mais a situação fica complicada. E você fica na dúvida se vai conseguir reagir ou não. - afirmou o camisa 8, que não utilizou desculpas para uma reação:

– O que quer que eu diga? Temos que ganhar os jogos. Falta ganhar, marcar três pontos e, daí, fazermos uma sequência de vitórias - completou.


Dorival confirma que seguirá com o time até o fim

Apesar da derrota em uma partida que o Vasco voltou a apresentar falhas na defesa e, mais que isso, não conseguiu transformar a posse de bola em chances concretas de perigo, o técnico Dorival Júnior não entrega os pontos. Ele afirmou que segue acreditando nos jogadores e no trabalho que vem sendo realizado e, por isso, continua no comando da equipe.

- Logicamente eu vou continuar. Confio em tudo que vem sendo feito, assumi o comando dentro de um campeonato em andamento, e nós ainda podemos reverter esta situação - afirmou, durante a entrevista coletiva depois do jogo. Dorival afirmou também que não desanima com os maus resultados:

- Eu não desanimo, não entrego os pontos de maneira alguma. Peguei o time no meio da competição, é natural que tivéssemos problemas. Tivemos bons momentos, oscilamos, caímos em determinados jogos, mas acredito que Vasco tenha forças para reagir. Dependendo só de si, é natural que precisamos de algo mais.

O próximo desafio do Vasco é contra o Botafogo, no domingo, às 18h30, no Maracanã. Além do meia Dakson e do atacante Edmilson, lesionados, o camisa 9 André recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso.

Vasco perde para o Goiás e continua na zona de rebaixamento

A agonia vascaína continua. Nada dá certo. Nesta quinta-feira, um festival de erros no Moacyrzão, em Macaé, e derrota para o Goiás por 2 a 0, pela 29ª rodada do Brasileirão. Os gols foram de Rodrigo e Hugo. O Vasco desperdiçou a chance de sair da zona de rebaixamento e seque com 32 pontos, na 18ª posição. Por outro lado, o Goiás pegou o elevador e agora é o quinto, com 43 pontos.

Na próxima rodada, o time da Colina tem o clássico contra o Botafogo para tentar voltar a vencer, domingo, no Maracanã. Já o Goiás recebe, no mesmo dia, o Atlético-PR, no Serrra Dourada.

O Vasco começou muito bem, acredite, ganhando todas no meio e pressionando no ataque. Enquanto isso, Goiás esperava o erro do adversário. E se deu bem, porque o brilho vascaíno durou dez minutos e os erros foram quase incontáveis. Durante a etapa inicial, foram principalmente da dupla de zagueiros Jomar e Cris - destaque negativo para o primeiro.

Diogo Silva ainda salvou a pele de Jomar em um lance em que Roni ficou cara a cara com o goleiro. Mas quando a bola viajou rumo à área vascaína e ninguém acompanhou o zagueiro Rodrigo, Diogo caiu estatelado no chão porque não conseguiu evitar o desvio de cabeça que teve a rede como destino: 1 a 0

Sabe os erros? Eles continuaram, quase matando a torcida do coração. Desentendimentos entre Cris e Diogo Silva, Cris e Jomar e Jomar e a bola.

Para não dizer que é perseguição com a defesa, o ataque cruz-maltino também não prestou. A articulação foi deficiente, com erros de passes e precipitação nas jogadas. Chutes de qualquer jeito que não levaram muito perigo.

No segundo tempo, o Goiás deu mais campo para o Vasco atacar, ou melhor, errar. Imprecisão nos passes, domínios, na marcação e finalização. André, por exemplo, teve uma chance de gol na linha da pequena área e mandou por cima. Até Juninho foi "contaminado" e também não acertou nada no jogo. Foi substituído.

Encolhidinho e competente, o Esmeraldino conseguiu êxito na estratégia. Em um contra-ataque no qual Walter mostrou que mesmo acima do peso consegue correr, o atacante colocou a bola na área e Hugo, após escorada de cabeça de Wellington Júnior, deu um tapa para ampliar.

A vitória que estava difícil foi ficando mais impossível à medida em que o tempo passava. O Vasco não acertou e perdeu. Vai aprender?

FICHA TÉCNICA
VASCO 0 X 2 GOIÁS
Local: Moacyrzão, Macaé (RJ)
Data-Hora: 17/10/2013 – 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP-Fifa)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP-Fifa) e Márcio Eustáquio Santiago (MG-Fifa)
Gols: Rodrigo, 36'/1ºT (0-1); Hugo, 22'/2ºT (0-2)
Cartões amarelos: André, Henrique (VAS); David, Amaral (Goiás)

VASCO: Diogo Silva, Fagner, Jomar, Cris e Henrique; Pedro Ken, Fillipe Soutto (Montoya, 17'/2ºT), Jhon Cley (Sandro Silva, intervalo) e Juninho (Reginaldo, 17'/2ºT); Marlone e André - Técnico: Dorival Júnior.

GOIÁS: Renan, Vítor, Ernando, Rodrigo e William Matheus; Amaral, David, Eduardo Sasha (Wellington Júnior, 21'/2ºT), Hugo (Ramón, 32'/2ºT) e Roni (Thiago Mendes, 18'/2ºT); Walter - Técnico: Enderson Moreira.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Senado aprova projeto que prevê punição a dirigentes por dívidas


Dirigentes de futebol precisam começar a se preocupar. Foi aprovado nesta quarta-feira, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado em Brasília, o projeto de lei que responsabiliza os dirigentes esportivos por dívidas contraídas em suas gestões e repassadas para seus sucessores. Os cartolas podem ser responsabilizados e receber as sanções civis cabíveis.

O senador Alvaro Dias (PSDB-SP) foi o relator do projeto, de autoria do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que recebeu decisão terminativa na CCJ e, por isso, poderá seguir direto para a Câmara dos Deputados sem ter que ser votado no Plenário. Se sofrer alguma alteração, precisará retornar ao Senado para ser aprovada e seguir para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

O projeto tende a inibir o endividamento excessivo das agremiações, já que o clube poderá pedir expropriação patrimonial dos bens do dirigente responsável. Também haverá responsabilização civil dos cartolas se os mesmos assinarem contratos de empréstimos por prazo superior aos seus mandatos, deixando para gestões futuras o pagamento.

Mais transparência na venda de atletas é aprovada

Nesta mesma quarta-feira, foi aprovado projeto, também de autoria de Vital do Rêgo, o qual obriga os clubes a apresentarem uma lista de empresas e outros parceiros que tenham direito a receber parte dos direitos econômicos nas negociações dos jogadores. A ideia é deixar transparente a ação de empresários e investidores. Pela proposta, os clubes seriam obrigados a utilizar, no mínimo, 10% do valor da negociação para quitar débitos fiscais, previdenciários e trabalhistas. O projeto também recebeu a decisão terminativa da comissão, seguindo diretamente para a Câmara dos Deputados.


CBF decide mandos na semifinal da Copa do Brasil



Uma semana antes dos jogos de volta das quartas de final da Copa do Brasil, a CBF já definiu os mandos de campo das partidas da fase semifinal.

De acordo com o sorteio realizado ontem na sede da entidade, o vencedor do confronto entre Grêmio e Corinthians vai decidir uma vaga na final da competição em casa.

No primeiro confronto, realizado em São Paulo, as duas equipes empataram sem gols. Assim, o time paulista precisa de um empate com gols para avançar à semifinal. O jogo será realizado na próxima quarta-feira, na Arena do Grêmio.

O classificado enfrentará o ganhador do confronto entre Inter x Atlético-PR. No primeiro jogo, os dois times empataram por 1 a 1. A segunda partida será na próxima quarta-feira, em Curitiba.

Quem também poderá decidir em casa uma vaga para a decisão do torneio é o Flamengo. A equipe carioca ainda encara o Botafogo nas quartas de final. No primeiro jogo, os dois times empataram por 1 a 1.

O jogo de volta será disputado na próxima quarta-feira, no Maracanã. O classificado pega o vencedor do duelo entre Vasco e Goiás. Os goianos venceram o primeiro jogo por 2 a 1.

domingo, 13 de outubro de 2013

Pedro Ken lamenta expulsão de Willie em derrota para o Criciúma


A partida já estava 3 a 2 para o Criciúma quando Willie foi expulso. Mas, mesmo assim, o volante Pedro Ken afirmou que ter jogado com um a menos foi decisivo no jogo deste domingo, no Estádio Heriberto Hülse:

- No nosso melhor momento no jogo, acabamos perdendo um homem. Mas tivemos a bola, tentamos virar, mesmo com um a menos. Agora é trabalhar - disse o jogador após a partida.

Willie entrou no intervalo da partida e participou do lance que gerou o pênalti cobrado por André, marcando o segundo gol do Vasco. Mas, aos 16 minutos, parou um contra-ataque do Criciúma com falta em Morais e recebeu cartão amarelo. Na sequência, ao reclamar do cartão, empurrou o árbitro André Luiz de Freitas Castro, tomou o segundo amarelo e foi expulso.

Com a derrota, o Vasco caiu para a 18ª colocação, sendo ultrapassado pelo próprio Criciúma. Os dois times tem os mesmos 32 pontos, mas o Tigre leva vantagem por ter uma vitória a mais. Na próxima rodada, o Vasco recebe o Goiás, na quinta-feira, às 19h30, no Moacyrzão, em Macaé

Dorival Júnior critica arbitragem da derrota para o Criciúma


Visivelmente irritado, o técnico Dorival Júnior direcionou toda sua entrevista coletiva, após a derrota, para reclamar da arbitragem. Seu grande incômodo foi em um lance em que o lateral-direito Sueliton teria empurrado o apoiador Marlone dentro da área no primeiro tempo. O treinador também admitiu que a expulsão de Willie pesou bastante para o resultado final em Criciúma (SC).

– Arbitragem? Só tenho a falar sobre o lance da omissão clara no lance do pênalti em cima do Marlone. Ele (árbitro que estava atrás do gol) foi completamente omisso numa jogada em que nosso jogador dominava a bola dentro da área e foi esbarrado com as duas mãos. Ele estava a dez metros do lance. No nosso, ele gritou em cinco oportunidades "pênalti". É só ver o lance para constatar o absurdo que foi - disse o técnico.

Sobre a expulsão de Willie, Dorival destacou que a equipe ficou sobrecarregada. Porém, o técnico ainda não conversou com o jogador:

– Foi fundamental, um lance decisivo. Claro que as coisas ficaram mais complicadas, pois ficamos correndo atrás com dez jogadores, diante de uma sequência de jogos. Isso deixou o time sobrecarregado. Não conversei nada. Não converso com jogador após os jogos, até porque os ânimos estão um pouco exaltados. Existe o momento certo.

Dorival Júnior ainda teve tempo para voltar a alfinetar a arbitragem, dizendo que o Vasco ainda não foi beneficiado por nenhum erro.

– Alguma coisa de bom vai acontecer a nosso favor em algum momento. Um erro de arbitragem a nosso favor, coisa que em nenhum momento aconteceu até aqui, somente contra, e inúmeras vezes. Uma hora ou outra o Vasco vai ser abençoado por alguma situação – alfinetou

Criciúma vence o Vasco no Sul em duelo direto contra o rebaixamento


Em jogo agitado e marcado por decisões polêmicas da arbitragem, o Criciúma devolveu o placar da partida do primeiro turno e fez 3 a 2 no Vasco, na tarde deste domingo, no Estádio Heriberto Hülse. Com a vitória no confronto direto contra o rebaixamento no Brasileirão, o Criciúma chegou a 32 pontos e subiu para a 17ª colocação, ultrapassando o próprio Vasco, que fica na 18ª, com os mesmos 32 pontos, mas um triunfo a menos depois de 28 rodadas disputadas.

Na próxima quarta-feira, o Criciúma tem outro confronto direto na luta contra a degola. O Tigre recebe a Portuguesa, às 21h, no Heriberto Hülse. E o Vasco enfrenta, na quinta-feira, às 21h, o Goiás, no Moacyrzão, em Macaé.

O JOGO

O Vasco era melhor no começo do jogo e tentava pressionar o adversário. Mas aos 14 minutos, a figura do árbitro André Luiz de Freitas Castro começou a aparecer mais na partida. Marlone recebeu lançamento pelo alto e foi derrubado dentro da área por Suelinton. E logo em seguida, em chute de Ricardinho, a bola pegou na mão de Cris e o juiz marcou falta. Na cobrança, a bola desviou na barreira e sobrou limpa para Wellington Paulista, que só escorou para o gol, abrindo o placar para o Criciúma.

Os visitantes chegaram ao empate três minutos depois do placar inaugurado. Após lançamento longo de Fagner, a zaga do Trigre bateu cabeça e Marlone finalizou para estufar as redes. E o jogo continuou movimentado. O Criciúma chegou ao segundo gol na metade do primeiro tempo. Em jogada pela direita, Lins finalizou de dentro da área e a bola desviou em Renato Silva, enganando o goleiro Diogo Silva.

DOIS PÊNALTIS EM DEZ MINUTOS

O segundo tempo começou agitado. Logo aos três minutos, após cobrança de escanteio e confusão na área, Willie, que havia entrado no intervalo, chutou, a bola desviou na mão de Matheus Ferraz e o árbitro marcou pênalti, que gerou muita reclamação do time catarinense. André cobrou e marcou o seu 11º gol neste Brasileiro. 

O Tigre não deu tempo para os vascaínos comemorarem e já voltou a frente do placar aos oito minutos, em outro pênalti. Lins recebeu dentro da área e tentou driblar o goleiro Diogo Silva, que o derrubou. Na cobrança, Wellington Paulista seu segundo gol na partida.

Aos 16 minutos, Willie parou um contra-ataque do Criciúma com falta em Morais e recebeu cartão amarelo. Ao reclamar, o jogador empurrou o árbitro, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Os donos da casa controlaram até o fim da partida, criando oportunidades, como um gol bem anulado de Lins. O Vasco tentava chegar ao empate, mas falhava nas trocas de passe no ataque.

FICHA TÉCNICA
CRICIÚMA 3 X 2 VASCO

Local: Heriberto Hülse, Criciúma (SC)
Data-Hora: 13/10/2013 - 16h (de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e Guilherme Dias Camilo (MG)
Renda e público: R$ 233.640 / 13.246 presentes

Cartões amarelos: Elton, Suelinton, Matheus Ferraz e Daniel Carvalho (CRI) Diogo Silva, Willie e Cris (VAS)
Cartão vermelho:: Willie (VAS)

Gols: Wellington Paulista 16'/1ºT (1-0); Marlone 19'/1ºT (1-1); Lins 23'/1ºT (2-1); André 4'/2ºT (2-2); Wellington Paulista 9'/2ºT (3-2)

CRICIÚMA: Gallato, Suelinton (Ezequiel - Intervalo), Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Marlon; Serginho, Elton (Henik - 21'/2ºT), Ricardinho e Morais (Daniel Carvalho - 37'/2ºT); Lins e Wellington Paulista - Técnico: Argel Fucks

VASCO: Diogo Silva, Fágner, Renato Silva, Cris e Henrique; Pedro Ken, Fellipe Soutto (Thalles - 40'/2ºT), Jhon Cley (Reginaldo - 27'/2ºT) e Francismar (Willie - Intervalo); Marlone e André - Técnico: Dorival Junior.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Jomar leva terceiro amarelo e será desfalque contra o Criciúma


Um dos principais destaques do Vasco no Campeonato Brasileiro, Jomar será desfalque na partida contra o Criciúma. O zagueiro levou o terceiro cartão amarelo na vitória por 1 a 0 sobre o Fluminense, nesta quarta-feira, e não estará em campo no jogo deste domingo, no Estádio Heriberto Hulse, pela 28ª rodada da competição.

A suspensão interrompe uma importante sequência de Jomar, que disputou os cinco últimos jogos do Vasco na temporada. Neste período, a defesa sofreu quatro gols. Seu substituto deve ser Rafael Vaz, que vem ficando no banco de reservas. Renato Silva é a outra opção do técnico Dorival Júnior.

Em compensação, o Vasco aguarda o retorno de Juninho para enfrentar o Criciúma. O capitão cumpriu suspensão contra o Fluminense, e a tendência é que retorne à equipe na partida que representa um duelo direto contra o rebaixamento.

Juninho pode ser desfalque contra o Criciúma


Juninho Pernambucano jogo Vasco contra Bahia (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)

O Vasco pode não ter seu principal jogador num confronto direto contra o rebaixamento. Com dores na panturrilha direita, Juninho Pernambucano está em tratamento intensivo no Rio de Janeiro, mas o departamento médico ainda aguarda a evolução. Por isso, ele ainda não tem previsão de se juntar à delegação em Santa Catarina que se prepara para enfrentar o Criciúma, neste domingo, no Estádio Heriberto Hulse.

Juninho ficou em repouso absoluto na segunda e terça-feira, após disputar o primeiro tempo do clássico contra o Flamengo. Suspenso, ele não enfrentou o Fluminense na última quarta, dia em que retomou as atividades físicas com um trabalho de musculação. O capitão será reavaliado nesta quinta-feira, e a expectativa é de que retome os treinos com bola na sexta.

Em relação a Edmilson, a probabilidade é ainda menor de que o atacante possa enfrentar o Criciúma. Ele se recupera de um estiramento na coxa direita e vem fazendo tratamento em São Januário. A avaliação atual do departamento médico é a de que o camisa 19 tem chances reduzidas de se recuperar até a partida deste domingo.

Por outro lado, Guiñazu vem apresentando um quadro positivo de recuperação do grave estiramento na coxa direita, sofrido há pouco mais de dois meses. Um exame realizado na última segunda-feira apontou total cicatrização da lesão, e o volante foi entregue à preparação física. Nesta segunda o volante será submetido a um teste isocinético, que vai detectar sua força muscular. A previsão é de que no fim de outubro o argentino volte a treinar com bola.

Dorival: 'Estava na hora de termos noite infeliz produzindo resultado'

Dorival Junior Vasco e Fluminense (Foto: Jamira Furlani / Avaí FC)

Depois de ficar seis jogos seguidos sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Vasco reencontrou o caminho das vitórias e já está há quatro partidas invicto. Na visão de Dorival Júnior, além da confiança da equipe, a sorte voltou a bater na porta de São Januário. Como argumento do treinador, o triunfo por 1 a 0 sobre o Fluminense, na noite desta quarta-feira, na Ressacada, em Florianópolis. O comandante cruz-maltino reconheceu que o time teve uma atuação apática no clássico, mas comemorou o resultado principalmente ao lembrar que o bom desempenho não foi suficiente durante a sequência negativa.

- Uma das poucas partidas em que a equipe não predominou e não manteve a posse de bola, mas venceu. Em outros momentos era o contrario e o resultado não acontecia. Inverteu a situação e tivemos a felicidade da vitória. Todas as equipes venceram, e agora o campeonato achatou. Da sétima colocação para baixo está em condição de brigar diretamente a cada rodada, e com certeza há uma alternância na classificação. Precisávamos de aproximação como essa e espero que equipe mantenha a postura, mesmo não tendo feito bom jogo. Estava na hora de termos uma noite infeliz mas produzindo bom resultado.

Confira outros momentos da coletiva de Dorival Júnior:

Atuação de Cris

Vários jogadores vinham sendo questionados e estão dando uma boa resposta. Um jogador como ele não atua por tantos anos na Europa por acaso. Ele tem coisas muito boas. De repente um jogador se vê prejudicado no encaixe de uma equipe por não atuar nas melhores condições ou por não estar em sua posição. São várias alternâncias. O Cris já vinha dando uma boa resposta. Contra o Inter fez uma partida segura, mas por causa de um lance contra o Flamengo os questionamentos voltaram. É preciso paciência.

Ele fez uma boa estreia. Começou bem, depois perdeu um pouco da mobilidade e da movimentação. O Francismar ainda está tentando conhecer seus companheiros. Ele foi a campo sem um único trabalho para conhecer um pouco mais os jogadores do Vasco. (...) Esperamos que ele consiga se adaptar o quanto antes ao grupo."
Dorival Júnior, sobre o estreante Francismar

Condição do time

Não sei se a equipe está perto do ideal ou ganhando corpo. É preciso sermos realistas. O Fluminense jogou melhor e predominou. O resultado de hoje não pode encobrir isso. Agora tenho que tentar corrigir situações que mesmo nas derrotas não vinham acontecendo. Vamos ver se consertamos isso para domingo, porque será um jogo chave, como todos. A partir de agora o nível de exigência será ainda maior.

Substituto de Jomar e momento da zaga

Ainda não tenho definido quem entra. Pode ser o Rafael Vaz, mas o Renato Silva vem bem, trabalhando forte. O Cris fez com que o Jomar melhorasse muito. O Vasco tem uma das defesas mais vazadas do campeonato, mas esse saldo não pode ser jogado somente em cima da nossa zaga. É um todo. Aos poucos as correções vêm sendo feitas. O time está pontuando a cada rodada, o que tem sido importante, mas a competição não permite relaxamento. Temos que estar ainda mais atentos daqui para a frente.

Atuação de Francismar

Ele fez uma boa estreia. Começou bem, depois perdeu um pouco da mobilidade e da movimentação. O Francismar ainda está tentando conhecer seus companheiros. Ele foi a campo sem um único trabalho para conhecer um pouco mais os jogadores do Vasco. Isso é para termos uma ideia das dificuldades que estamos enfrentando, jogando duas competições sem uma semana só para recuperar. Esperamos que ele consiga se adaptar o quanto antes ao grupo.


André destaca entrega em noite sem brilho

André, Vasco x Fluminense (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

Metade das finalizações do adversário (seis contra 12), menos posse de bola (41% contra 59%), mais passes errados (33 contra 25) e o 1 a 0 favorável no placar. Assim como Dorival Júnior, os jogadores do Vasco não tiveram problema em admitir a atuação abaixo da média da equipe no triunfo sobre o Fluminense em Florianópolis (veja os lances no vídeo ao lado). Por outro lado, preferiram valorizar o resultado que manteve a equipe a dois pontos de sair da zona de rebaixamento.

André foi um dos mais aliviados ao fim da partida. O atacante, que teve só uma finalização em toda a partida, destacou a importância da entrega da equipe quando a parte técnica deixa a desejar e em meio à pressão para fugir do Z-4.

- O que a gente correu hoje, mostrou nossa vontade. Sabemos que faltou o time jogar um pouco mais. Mas fizemos o gol, nos fechamos, e para brigar para não cair é assim. Sabemos que não foi um grande futebol, mas houve entrega - enalteceu.

Com 32 pontos, o Vasco se manteve em 17º lugar na classificação, mas ficou perto dos primeiros times fora da zona da degola. O Cruz-Maltino está a um ponto do São Paulo e a dois de Coritiba, Fluminense, Flamengo, Goiás e Portuguesa (os três últimos com um jogo a menos). Restando 11 rodadas para o fim do campeonato, o time volta a campo no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Criciúma, no Heriberto Hülse.

Cris faz o gol da vitória e é o nome do jogo

Cris gol Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

Enfim Cris teve seu momento de glória no Vasco. Autor do gol que deu a vitória sobre o Fluminense por 1 a 0 ao Cruz-Maltino, o zagueiro foi o principal nome da equipe nesta quarta-feira, na Ressacada. Experiente, o camisa 13 fez questão de ressaltar que, mesmo com a pressão, desistir não faz parte do seu vocabulário.

- Tenho 36 anos, já passei por vários momentos bons e difíceis na minha carreira. Errar é humano, estamos propícios a isso. Sou um cara que vou sempre persistir, continuar batalhando, nunca vou largar.

Além de ter feito o único gol da partida, Cris também foi soberano na zaga, totalizando 15 desarmes e sendo o destaque do jogo. Os méritos da vitória, entretanto, ele preferiu dividir com todo o elenco.

- A equipe está de parabéns por essa vontade que mostrou dentro de campo. Agora é continuar assim, nós sabemos da situação desconfortável. Demos mais um passo.

Satisfeito com sua atuação, o zagueiro, que vem sendo constantemente cobrado pela torcida, agradeceu o apoio recebido pelo grupo vascaíno.

- O mais importante é que o professor (Dorival) dá confiança para mim, e os companheiros também. Quando fiz o gol todo mundo veio, isso é gostoso, muito bom. Mostramos que o grupo está unido e todo mundo quer o mesmo objetivo. Parabéns para a equipe do Vasco.

Com 32 pontos, o Vasco ainda está na zona de rebaixamento. O time volta a campo no próximo domingo, contra o Criciúma, no Heriberto Hülse.


Depois de longos meses, Vasco, enfim, recebe certidões


Cristiano Koehler Vasco Coletiva (Foto: Fred Huber)

Depois de longa espera, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e a Receita Federal do Brasil emitiram nesta quinta-feira as tão aguardadas certidões positivas com efeito de negativas ao Vasco. A batalha judicial, que já durava 10 meses, chegou ao fim após o clube de São Januário pagar quase R$ 3 milhões na semana passada em dívidas com o Refis e a Timemania. O próximo passo agora é assinar com a Caixa Econômica Federal e finalmente dispor da remuneração do patrocínio - R$ 15 milhões pelo contrato de um ano. Com essa verba, o clube vai pagar o mês de setembro e ainda quitar parcelas de empréstimos, ressarcir investidores, além de acertar rescisões com funcionários e jogadores que saíram no início do ano.

O diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, disse que a obtenção das CNDs permite ao clube ter mais força para a busca de novos patrocinadores no mercado, seja no âmbito estatal ou privado.

- Vamos esperar os últimos trâmites burocráticos para receber a verba da Caixa, mas as certidões nos dá condições legais para receber parceiros capacitados para investir na nossa marca - disse Cristiano, que não faz previsão de novos patrocínios ainda para 2013.

- Vamos ver. Estamos atrás, às vezes (os patrocinadores) ficavam com receio de investir em função do clube ainda não ter as certidões. Mas as certidões também nos permite obter recursos externos sem onerar o caixa do clube, com projetos de leis de incentivo municipal, estadual e federal, como a própria categoria de base, no que diz respeito a infraestrutura e custeio - explicou o dirigente vascaíno.

Na última vez que conseguiu as certidões – em 2009 para assinar com a Eletrobrás -, o clube colocou São Januário como garantia. Dessa forma, caso o clube não pagasse as parcelas do acordo com o governo, o estádio vascaíno poderia ir a leilão. Dessa vez, a intenção inicial era colocar a Sede Náutica da Lagoa. Houve até mesmo uma visita técnica da Procuradoria da Fazenda para avaliar o imóvel, que chegou a um preço de R$ 25 milhões. No entanto, a Fazenda, depois, preferiu tirar um imóvel do acordo, por preferir garantias em dinheiro. O Vasco, então, reajustou a proposta com recursos de transmissões dos jogos da Rede Globo e também um seguro-garantia. Esse mecanismo é usado quando uma empresa contrata uma seguradora para garantir o depósito.

Reprodução Ministério da Fazenda Certidões negativas Vasco (Foto: Reprodução)

Vasco vence o Fluminense em Santa Catarina

Rafael Sobis e Fagner Vasco x Fluminense  (Foto: Jamira Furlani / Avai FC)

Dorival Júnior deu a Cris a responsabilidade de comandar o time em campo. A braçadeira de capitão, que é de Juninho Pernambucano, suspenso, caiu bem no zagueiro nesta quarta-feira. Não só pela representatividade que causa, mas pela sorte que trouxe. O zagueiro, contestado por parte da torcida, fez seu primeiro gol com a camisa do Vasco, o time venceu o Fluminense por 1 a 0, na Ressacada, em Florianópolis, e chegou a quatro jogos seguidos sem derrota no Campeonato Brasileiro - duas vitórias e dois empates.

Em uma rodada com resultados positivos para a maioria dos times da parte de baixo da tabela, os três pontos aliviam em parte o estresse do Vasco. Ainda no Z-4, com 32, ao menos é possível visualizar dias melhores - apenas dois pontos o separam de Flu e Fla, que joga na quinta. Já os tricolores, que chegaram a ficar oito jogos invicto, acumulam agora duas derrotas seguidas, e voltam a ver o rebaixamento bem mais perto do que o G-4.

No primeiro turno, os times foram protagonistas da reabertura do Maracanã para clubes. Desta vez, o clássico foi fora do Rio de Janeiro. A partida foi transferida para Florianópolis - a 1.126 quilômetros do Rio - após punição sofrida pelo Vasco por conta de uma confusão de sua torcida com a do Corinthians em agosto, no Mané Garrincha. No total, 8.245 pessoas estiveram presentes no estádio. A renda foi de R$ 269.470,00.

Mandantes, os cruz-maltinos escolheram o local por conta da logística, já que o time vai enfrentar o Criciúma no domingo, no Heriberto Hülse, às 16h. O Fluminense volta ao Rio de Janeiro para pegar o vice-líder Grêmio, no Maracanã, sábado, 18h30m.

Herói vascaíno, Cris exaltou a união do grupo.

- O mais importante é que o professor passa confiança para mim, assim como os companheiros. Quando fiz o gol todo mundo veio. Isso mostra como o grupo está unido. Parabéns para a equipe - disse o camisa 13.

No lado tricolor, o também veterano Felipe lamentou a segunda derrota consecutiva.

- Sabíamos que era um jogo crucial. Clássico é decidido nos detalhes e demos mole na bola parada. O Fluminense foi superior, criou várias oportunidades, mas o Vasco conseguiu se defender. Estamos em uma zona de confusão e temos de ficar atentos.

Capitão inspirado

Era um clássico bem diferente mesmo. Não só pelo local. Cris, por exemplo, estreou a braçadeira de capitão do Vasco. Juninho, suspenso, ficou fora da partida, e o recém-contratado Francismar vestiu pela primeira vez a camisa cruz-maltina. A apresentação do meia, que veio do Boa Esporte, aconteceu com um chute forte no travessão, desviado por Kléver. E Cris parecia à vontade com a braçadeira. Subiu sozinho para mandar para a rede a falta cobrada por Marlone aos 11 minutos, redimindo-se do erro da última rodada, que terminou no gol do Flamengo no empate por 1 a 1.

No Fluminense é que não havia tanta novidade. Mesmo que a defesa tenha cortado a primeira cobrança de falta com apenas um minuto de jogo, no gol de Cris, dez minutos depois, houve falha. Edinho fixou tanto o olhar na bola que esqueceu de observar que o zagueiro passava pelas suas costas antes de cabecear sem marcação.

Está certo que na frente faltou um pouco mais de sorte ao Flu quando o chute de Rafael Sobis sobrou para Wagner, livre, finalizar em cima de Diogo Silva. A defesa cruz-maltina também pecou ao se perder e deixar o meia sozinho.

Pressão, pressão e pressão

Suspenso, Vanderlei Luxemburgo assistia a tudo longe do banco de reservas. Mas foi possível perceber a insatisfação do técnico quando, após o intervalo, ele fez três substituições. Igor Julião deixou de atuar improvisado na lateral esquerda para Felipe voltar a exercer a função que fez durante boa parte da carreira. Biro Biro foi trocado por Samuel, e Rhayner, por Diguinho. Edinho recuou para a zaga e o esquema 3-5-2 deu mais liberdade aos laterais.

Dorival Júnior deu início às trocas aos 10 minutos quando tirou Francismar do meio para colocar Willie. A intenção era explorar a velocidade do atacante e pegar contra-ataques. O Fluminense chutava com Sobis, Jean, Wagner... A bola cruzada na área passava por Wagner. E o Vasco só à espreita. Em um dos botes quase certeiros, Henrique apareceu pela esquerda e o chute foi cortado por Leandro Euzébio. Henrique repetiu a dose nas costas de Bruno. Novamente o cruzamento parou na defesa adversária.

Mas tem dia que tudo dá certo, e tudo dá errado. A pressão foi tricolor, que teve o dobro de finalizações (12 a 6). Mas Diogo Silva salvou lances, a zaga tirou, a bola pipocou na área e não entrou. O Vasco se defendeu como pôde, e atacou só no momento ideal. John Cley e André pediram atendimento médico. E o relógio andou do jeito que os cruz-maltinos precisavam para garantir três importantes pontos neste Campeonato Brasileiro.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Torcida do Vasco pede barração de zagueiro Cris


Em sua estreia pelo Vasco, o zagueiro Cris teve uma falha e contribuiu para o time ser derrotado pelo Grêmio. Após uma boa sequência de jogos, ele voltou a falhar no clássico do último domingo, contra o Flamengo.

Em enquete realizada pelo LANCE!Net, 70% da torcida do Cruz-Maltino se mostrou favorável a sua barração da equipe titular. Desde que chegou ao Gigante da Colina, Cris disputou 15 partidas pela equipe. Foram quatro vitórias, quatro empates e sete derrotas.

Vasco pode ficar sem Juninho na luta contra o rebaixamento


Vasco pode ficar sem Juninho na luta contra o rebaixamento<br /><b>Crédito: </b> Marcelo Sadio/Vasco/Divulgação CP

Na zona de rebaixamento do Brasileirão, o Vasco pode perder seu principal jogador na sequência da competição. Juninho deve ser denunciado pela procuradoria do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) após fazer o gesto de uma torcida organizada do Cruz-Maltino em frente ao setor onde estava a torcida do Flamengo e aplicar uma entrada desleal no meia Paulinho durante o clássico do último domingo, em Brasília.

"As imagens já estão sendo analisadas. Pelo gesto, ele pode responder pelo artigo 258 A, de provocação ao público, e pela entrada desleal no adversário ele deve responder pelo artigo 254, sobre jogada violenta", explicou Paulo Schmitt, procurador do STJD.

Pela entrada dura em Paulinho, Juninho levou apenas cartão amarelo, que foi o seu terceiro na competição e o deixou de fora do clássico desta quarta-feira, contra o Fluminense, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. Ao deixar a reunião do Bom Senso FC, na sede da CBF, na Barra da Tijuca, ele preferiu não falar com a imprensa.

Se pegar a pena máxima pelas duas denúncias, Juninho pode desfalcar o Vasco por 12 partidas. Em novembro do ano passado, durante partida contra o Sport, em São Januário, o camisa 8 pegou suspensão de dois jogos por fazer gestos obscenos para a torcida do Rubro-Negro de Recife.

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