Na última semana o presidente Roberto Dinamite passou alguns dias em Brasília. No Distrito Federal, ele teve duas reuniões com a Fazenda Nacional. Na pauta, uma proposta de parcelamento da dívida de mais de R$ 50 milhões e uma possível solução para o desbloqueio de verbas do clube que hoje ainda estão retidas na Justiça. O diretor geral Cristiano Koehler e o diretor jurídico Gustavo Pinheiro estiveram com Dinamite na capital federal para conduzir o que promete ser uma das últimas etapas da negociação, que começou no meio do ano passado. Enquanto os diretores ainda preferem não comentar o assunto, o presidente confirmou o otimismo pelo desfecho do parcelamento.
- (O acordo) está muito bem encaminhado, dentro do trabalho que está sendo feito, porque o Vasco apresentou uma condição no qual podemos cumprir com o pagamento e o clube também pode sobreviver. Esperamos que uma definição sobre isso possa acontecer nos próximos dias - disse o presidente, em entrevista para a Rádio Tupi.
Dinamite citou o acordo recente do Flamengo, que conseguiu as certidões negativas de débito há pouco mais de um mês. Ele lembrou que o Vasco segue no mesmo rumo e que o acordo com o órgão do Governo vai ser fundamental para conseguir receber receitas penhoradas e ainda ir atrás de novos parceiros.
- Não estamos pedindo para não pagar ou para esquecer a dívida. Vamos cumprir com as obrigações e ao mesmo tempo buscar parceiras para fortalecer nossa equipe, porque hoje estamos bloqueados. Qualquer coisa que o clube recebe, não chega ao Vasco. O Flamengo teve esse acordo recentemente e esperamos ter o mesmo tratamento, tanto aqui quanto em Brasília, para que a gente possa dar esse primeiro passo não só com a Fazenda, mas com a situação financeira do clube num todo - afirmou Dinamite.
Com ou sem entrada?
Segundo as regras em débitos mais vultosos, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Secretaria da Receita Federal estabelecem dois tipos de parcelamento. Num deles, o devedor faz um pagamento de entrada de 10%, caso seja a primeira negociação, ou 20%, em situações que "haja débito com histórico de reparcelamento anterior". Nesse acordo, caso a norma da PGFN seja cumprida, o Vasco teria que pagar de uma vez só de entrada cerca de R$ 10,6 milhões, com o restante do débito sendo dividido em 180 meses, com pagamentos de mais de R$ 235 mil - já que a dívida é de pouco mais de R$ 52 milhões.
O clube tem penhorados na Justiça cerca de R$ 20 milhões, mas o desbloqueio serviria para o Vasco pagar outros débitos, sem descontar a dívida com o Governo. Nesse caso, o parcelamento mensal seria mais alto: o Vasco teria que pagar quase R$ 900 mil em 60 meses para saldar suas dívidas com o Governo Federal.
0 comentários:
Postar um comentário