quarta-feira, 31 de julho de 2013

Guiñazu treina entre os titulares e viaja para enfrentar o Goiás


Guinazu treino Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Site do Vasco)

Mesmo ainda sem a confirmação oficial da CBF, o Vasco está confiante. Por isso, Guiñazu integrou a delegação do Vasco que viajou no fim da tarde desta quarta-feira para Goiânia, onde enfrenta o Goiás na quinta. Entretanto, a estreia do volante argentino, recém-contratado, depende da regularização de sua inscrição, a ser publicada no Boletim Informativo Diário.

Em entrevista coletiva antes do treino desta quarta, em São Januário, o técnico Dorival Júnior deixou claro que vai utilizar Guiñazu contra o Goiás caso ele seja regularizado. O volante treinou entre os reservas no coletivo da última terça e como titular nesta quarta-feira. Assim, ele vai iniciar a partida se estiver em condição de jogo. Caso contrário, a opção será pelo atacante Edmilson.

Willie também foi relacionado para a viagem a Goiânia. Apresentado na última terça-feira, o atacante de 20 anos também depende que seu nome seja publicado no BID até esta quarta para ficar no banco de reservas contra o Goiás.

Assim, o Vasco deve enfrentar o Goiás com a seguinte formação: Diogo Silva, Nei, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Guiñazu, Sandro Silva, Wendel e Pedro Ken; Eder Luis e André.

Vasco negocia detalhes para anunciar a contratação do zagueiro Cris


cris zagueiro grêmio (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

O Vasco deve anunciar nos próximos dias a contratação do zagueiro Cris. Sem espaço no Grêmio, o jogador está muito perto de reforçar o setor defensivo cruz-maltino. O técnico Dorival Júnior havia pedido um nome experiente para reforçar a zaga da equipe. Ele hoje conta com Renato Silva, Rafael Vaz, Jomar e Luan para o setor.

Cris, de 36 anos, perdeu espaço no elenco do Grêmio e não foi nem relacionado para a viagem a São Paulo, onde a equipe enfrenta o Corinthians, nesta quarta, às 21h50m, no Pacaembu, indicando a saída iminente dele do clube. O jogador despertou o interesse do Vasco, que não conseguiu contratar um zagueiro na janela internacional e buscava opções no mercado interno. Em São Januário, a expectativa é anunciar a contratação até sexta-feira. O clube carioca também está próximo de fechar com um meia experiente, cujo nome não foi revelado.

Cris chegou ao Grêmio no início deste ano, depois de longa passagem pelo futebol europeu, e começou a temporada no time titular do técnico Vanderlei Luxemburgo. Porém, o jogador ficou marcado por duas expulsões na Libertadores, ambas na Arena do Grêmio, contra Fluminense (na fase de grupos) e Santa Fé (nas oitavas de final, quando também cometeu um pênalti). Na Colina, ele vai reencontrar Juninho Pernambucano, com quem atuou no Lyon entre 2004 e 2009. Os dois também foram companheiros na seleção brasileira, inclusive na Copa do Mundo de 2006.

O Vasco procura uma referência defensiva desde a transferência de Dedé para o Cruzeiro, em abril. Em junho, o clube fechou com Rafael Vaz, ex-Ceará, que rapidamente assumiu status de titular. Cris deve ser o 22º jogador contratado pelos vascaínos em 2013.

Juninho não participa de coletivo e deve ser poupado contra o Goiás


Juninho pode ser poupado Foto: Paulo Sérgio / Agência Lance Juninho pode ser poupado Foto: Paulo Sérgio / Agência Lance


Principal jogador do Vasco no Campeonato Brasileiro, o meia Juninho Pernambucano não deve enfrentar o Goiás nesta quinta-feira, no Serra Dourada, pela 10ª rodada da competição. Na tarde desta terça-feira, o Reizinho não participou do treino coletivo comandado pelo técnico Dorival Júnior, reforçando a informação de que irá ser poupado no duelo contra o time esmeraldino.

A decisão ainda não foi anunciada oficialmente, mas Dorival já parece ter tudo definido. Escalou Edmilson no lugar de Juninho, e formou a equipe titular com Diogo Silva, Nei, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Sandro Silva, Wendel e Pedro Ken; Eder Luis, Edmilson e André.

O ídolo vascaíno ficará de fora do jogo contra o Goiás por dois motivos: Dorival quer o jogador 100% no clássico contra o Botafogo, no próximo domingo, e o meia está pendurado com dois cartões amarelos, correndo risco de se ausentar do jogo diante do rival.

Ainda com possibilidade de ser regularizado a tempo de enfrentar o Goiás, o volante Guiñazu atuou no time reserva. Mostrou a disposição de sempre e agradou ao treinador. Por outro lado, o meia Montoya esteve fora do coletivo, dando a entender que não viajará para Goiânia.

Oitavo colocado do Campeonato Brasileiro com treze pontos, o Vasco enfrenta o Goiás nesta quinta-feira, às 21 horas (de Brasília), no estádio Serra Dourada, em Goiânia, pela 10ª rodada da competição. Em boa fase, com duas vitórias consecutivas, o time carioca ainda não venceu fora do Rio de Janeiro.


Dorival Júnior comanda coletivo com recém-contratados na Colina


Após duas vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro, o Vasco parece ter reencontrado a boa fase na temporada com a chegada de reforços e a troca de treinador. Nesta segunda-feira, a torcida cruzmaltina recebeu mais uma boa notícia. Sem os titulares em campo, Dorival Júnior comandou um treino coletivo com o restante do elenco e contou com os recém-contratados Guiñazu, Montoya e Willie.

A diretoria do clube carioca ainda corre atrás da regularização dos três jogadores para deixar Dorival Júnior com mais opções para formar a equipe titular do Vasco. Emprestado pelo Vitória, o garoto Willie ainda aguarda uma chance na equipe de São Januário. O volante Guiñazu e o meia Montoya esperam a documentação definitiva e podem jogar nesta quinta-feira, contra o Goiás, no Serra Dourada.

Sem contar com os titulares, que fizeram um trabalho na sala de musculação, Dorival Júnior escalou Michel Alves, Elsinho, Renato Silva, Baiano e Fillipe Soutto; Guiñazu, Dakson e Montoya; Reginaldo, Willie e Leonardo para jogar contra os juniores do Vasco. Na segunda parte do treino, o lateral Fagner, o volante Felipe Bastos e o atacante Tenorio também foram utilizados.

O maior desfalque de Dorival Júnior nesta segunda-feira foi novamente o meia Bernardo, que esteve na Colina, mas apenas acompanhou o treinamento de seus companheiros. O jogador se recupera de uma cirurgia no joelho esquerdo e ainda não tem previsão de retorno.


Dorival quer Guiñazu estreando pelo Vasco no jogo contra o Goiás


Dorival quer estreia de Guiñazu no Vasco Foto: Luciano Belford / Futura Press 

O técnico do Vasco, Dorival Júnior, pretende promover a estreia do volante argentino Guiñazu na partida desta quinta-feira, contra o Goiás. O treinador espera apenas que o ex-jogador do Internacional seja regularizado para ser confirmado na equipe.

Em relação ao meia colombiano Montoya, o treinador cruz-maltino espera que ele também ganhe condições de jogo. Se isso acontecer, Montoya será incluído na delegação e pode até entrar durante o jogo, mas Dorival pretende que ele só comece jogando no clássico de domingo, diante do Botafogo.

Os feriados decorrentes da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, impediram o funcionamento da CBF e da Federação de Futebol do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira, o Vasco deu entrada no contrato de Guiñazu, uma vez que o Libertad já enviou toda a documentação.

Para que Montoya seja regularizado, o Vasco espera uma resposta da Fifa sobre os problemas causados pelo All Boys-ARG, clube antigo do jogador que alegou problemas eletrônicos na transferência.

A partida contra o Goiás será realizada às 21 horas (de Brasília) da próxima quinta-feira e válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. O Vasco é o oitavo colocado, com 13 pontos, duas posições à frente e com um ponto a mais do que o time esmeraldino.


terça-feira, 30 de julho de 2013

Sandro Silva espera reeditar dupla da época do Internacional com GuiñazuS


Sandro Silva Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

A expectativa no Vasco é de que o volante Guiñazu seja regularizado esta semana e fique à disposição para o jogo contra o Goiás, quinta-feira, no Serra Dourada. Resta saber quem vai sair quando o argentino for escalado. Um dos possíveis alvos, Sandro Silva espera se manter na equipe e reeditar a dupla formada na época em que ambos defendiam o Internacional.

O volante passou a bola para Dorival Junior e considerou que o técnico terá uma boa dor de cabeça para escalar o setor. O comandante ainda terá outro reforço em breve para o meio de campo, o meia Montoya.

- A minha posição é primeiro volante. Será uma dor de cabeça boa para o Dorival. Já atuamos juntos no Internacional, e talvez a gente possa continuar isso agora no Vasco. O Dorival vai saber bem o que fazer. Estamos juntos com ele - disse Sandro Silva.

A segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro deixou o ambiente mais leve no Vasco, e a preocupação agora é não desconcentrar do jogo contra o Goiás, já que no domingo o time volta ao Maracanã para enfrentar o Botafogo.

- Temos que manter os pés no chão, mas claro que o ambiente melhora. O pensamento vai ser jogo por jogo. Clássico só vamos pensar depois.

O Vasco é o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro com 13 pontos.

Chegada de Fagner não fez Ney melhorar


Gilson Nei Vasco Criciúma (Foto: Fernando Ribeiro / Criciúma EC)

Muito criticado por seu baixo desempenho no início do Brasileiro, o lateral-direito Nei teve boas participações nas duas últimas rodadas, principalmente no sábado, quando o Vasco venceu o Criciúma por 3 a 2, em São Januário. A evolução do jogador acontece justamente depois do anúncio da chegada de Fagner, contratado para ser o titular da posição. De acordo com Nei, no entanto, é apenas uma coincidência.

O lateral disse que não mudou em nada sua preparação para os jogos e que já se sentia motivado a lutar pela posição, visto que Elsinho é um concorrente à altura.

- Desde o início da minha carreira não costumo falar de minhas atuações. Tento sempre fazer meu melhor. Quero sempre ir melhor do que no jogo anterior. Se a chegada do Fagner motiva? Vou ser sincero: a chegada dele não mudou nada. Chegou um amigo, jogamos juntos no Corinthians. Respeito muito ele. Vou treinar do mesmo jeito, todos têm condição de jogar. Sei que o Fagner foi muito bem na última passagem e que a torcida o adora - afirmou.

A melhora de Nei coincide também com a evolução do time, que venceu o Fluminense e o Criciúma nas últimas rodadas. Para o lateral, as peças encaixaram e agora a equipe tem ao lado novamente a força da torcida, que deu apoio importante no último sábado.

- O futebol é feito de altos de baixos. Temos que ser inteligentes para saber administrar estas fases. O Juninho chegou e as peças se encaixaram. A torcida está do nosso lado novamente.

Em oitavo lugar com 12 pontos, o Vasco volta a campo na quinta-feira, às 21h (de Brasília), para enfrentar o Goiás no Serra Dourada.

Willie será apresentado após o treino desta terça


O atacante Willie, de 20 anos, será apresentado oficialmente como reforço do Vasco após o treinamento desta terça-feira, em São Januário. Ele, que jogava no Vitória, já realizou alguns treinamentos com os novos companheiros, inclusive nesta segunda. O jogador chega ao clube por empréstimo em uma negociação sem custos para o clube.

Willie Treino Vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr do Vasco)

O jogador contou que é fã de Juninho, tem raízes cruz-maltinas e está animado com este desafio em sua carreira.

- Estou muito feliz de estar aqui. Já estou treinando e quero poder jogar o mais rápido possível. Sempre acompanhei os jogos do Vasco com meus pais, que são muito vascaínos. Estou realizando o meu sonho e o sonho da minha família – disse ao site oficial.

Willie passou por uma cirurgia cardíaca no final do ano passado e só voltou a jogar em março deste ano. No entanto, ele não conseguiu repetir as boas atuações de 2012, mas se tornou um reserva importante para o técnico Caio Júnior. Após passagem pela seleção brasileira sub-20, o atacante só participou de dois jogos nesta edição do Campeonato Brasileiro. Esteve em campo, por alguns minutos, na derrota para o Grêmio e no triunfo sobre o Atlético-PR.

Seu Julio Cesar e dona Maria, pais do camisa 93, chegam de mudança para o Rio de Janeiro na próxima semana com Wesley, irmão mais velho do reforço.

Ficha técnica:

Nome: Willie Hortencio Barbosa
Naturalidade: Caravelas-BA
Data de nascimento: 15-05-1993 (20 anos)
Clubes: Vitória-BA (2007 a 2013)


Com Guiñazu, Montoya e Wilie, reservas disputam coletivo na Colina


Guiñazu Treino vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr Vasco)

Os reservas do Vasco disputaram um treino coletivo na tarde desta segunda-feira, em São Januário, contra uma equipe formada por juniores. Guinãzu, Montoya e Willie participaram da atividade. O clube ainda tenta regularizar estes atletas para que fiquem à disposição do técnico Dorival Júnior. Os titulares ficaram na sala de musculação a maior parte do tempo, e alguns complementaram com um trabalho físico no gramado. O time venceu o Criciúma por 3 a 2 no sábado.

Os reservas atuaram com Michel Alves, Elsinho, Renato Silva, Baiano e Fillipe Soutto; Guiñazu, Dakson e Montoya; Reginaldo, Willie e Leonardo. Na segunda parte do treinamento, os juniores saíram e outros jogadores do profissional foram escalados, como Fagner, Fellipe Bastos e Tenorio. 

O meia Bernardo, que ainda se recupera de uma cirurgia no joelho esquerdo, foi para o campo, mas apenas para assistir aos companheiros. Ele não tem previsão de retorno.

O Vasco é o oitavo colocado do Brasileiro com 13 pontos. Depois de duas vitórias seguidas, a equipe se prepara para o duelo com o Goiás, quinta-feira, às 21h, no Serra Dourada.


Dorival decide nesta terça-feira se utilizará Juninho contra o Goiás


Juninho Pernambucano Treino vasco (Foto: Marcelo Sadio / Flickr Vasco)

Diante da maratona de jogos, há a dúvida no Vasco sobre a utilização ou não de Juninho na partida contra o Goiás, quinta-feira, no Serra Dourada. Principalmente porque a equipe tem um clássico com o Botafogo no domingo. A definição deve acontecer nesta terça-feira em uma conversa entre o técnico Dorival Junior e o Reizinho, papo que não aconteceu nesta segunda. Ele pode ser poupado ou até viajar e ser escalado em apenas uma parte do jogo.

A preocupação com a presença de Juninho é justificável. Nos dois jogos desde que o camisa 8 reestreou, o time foi bem e venceu o Fluminense e o Criciúma. O lateral-direito Nei acredita que ter o ídolo ao lado, além da importância técnica, aumenta o apoio da torcida.

- Ele é uma referência, está com 38 anos e correndo para todo mundo. Quando a torcida vai vaiar o time, ele levanta os braços e os traz para o nosso lado novamente. Sabemos que ele precisa de um cuidado especial. De repente quem entrar no time pode ter uma característica diferente, mas também vai tentar ajudar. O elenco tem que estar preparado - afirmou o lateral.

O volante Sandro Silva disse que Juninho chama a responsabilidade quando está em campo e ajuda muito o time.

- O histórico dele é brilhante, é o cara que busca a responsabilidade, é o ídolo. Ele se conhece bem, é melhor deixar que ele e o Dorival decidam. Junto com ele, estamos tentando fazer nosso trabalho dentro de campo.

Nei espera que, com Juninho ou sem ele, o Vasco consiga vencer a terceira seguida e se mantenha em evolução no Brasileiro. A equipe está em oitavo lugar com 13 pontos.

- Nós temos que ganhar gordura. Se conseguirmos uma sequência boa, às vezes uma derrota na frente não fará tanta diferença na classificação.

Goiás x Vasco: venda antecipada de ingressos começa nesta terça-feira


A venda de ingressos para o jogo entre Goiás e Vasco começa nesta terça-feira. Os dois times se enfrentam quinta, às 21h, no Serra Dourada, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. O valor das entradas é R$ 40 para as arquibancadas e R$ 80 para as cadeiras. Torcedores com camisa do Goiás pagam meia-entrada, ou seja, R$ 20 nas arquibancadas e R$ 40 nas cadeiras.

A venda antecipada ocorre até quinta, às 16h, na loja Empório Esmeraldino, localizada no complexo da Serrinha, no Setor Bela Vista, em Goiânia. Outra opção para quem quiser acompanhar a partida é a promoção 'Nota Show de Bola', do governo do estado. Para participar, o torcedor troca R$ 200 em notas fiscais emitidas em Goiás e doa um quilo de alimento não perecível, sendo obrigatoriamente arroz, feijão, macarrão ou óleo, na troca por um ingresso de arquibancada.

As trocas acontecem no mesmo horário da venda de ingressos, porém só até quarta e nas bilheterias do estádio Hailé Pinheiro, localizado na mesma quadra da loja Empório Esmeraldino, no Complexo da Serrinha. Foram disponibilizados 5 mil ingressos para a promoção 'Nota Show de Bola'. Cada torcedor tem direito a duas entradas da promoção, desde que doe dois quilos de alimento e apresente R$ 400 em notas fiscais. 

Goiás x Vasco - 10ª rodada do Campeonato Brasileiro

Data: 01/08
Horário: 21h
Ingressos:
- R$ 40 (arquibancada)
- R$ 80 (cadeiras)
* Torcedores com camisa do Goiás pagam meia

Venda de ingressos:

- Terça-feira (30/07): das 9h às 17h
- Quarta-feira (31/07): das 9h às 17h
- Quinta-feira (01/08): das 9h às 16h
- Posto de venda: Loja Empório Esmeraldino
- Endereço: Avenida 85, número 3277, Setor Bela Vista, Goiânia

Promoção Nota Show de Bola

- Carga: 5 mil ingressos
- Terça-feira (30/07): das 9h às 17h
- Quarta-feira (31/07): das 9h às 17h
- Posto de troca: Bilheterias do estádio Hailé Pinheiro
- Endereço: Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu,  N.º 721, Setor Bela Vista, Goiânia


sábado, 27 de julho de 2013

Rafael Vaz destaca confiança de Juninho na cobrança de falta


Aos dez minutos do segundo tempo, o Vasco teve uma falta para cobrar no lado direito do gramado de São Januário. Foram para a bola Juninho e Rafael Vaz. Quando todos acreditavam que o Reizinho, especialista no quesito, iria para a cobrança, o zagueiro bateu e marcou um belo gol, o segundo do Vasco na vitória sobre o Criciúma por 3 a 2. Após a partida, Vaz revelou ter recebido apoio do camisa 8 e se mostrou honrado pela confiança.

- A gente conversa sempre, treina, e o Juninho confiou em mim. Fiquei honrado com isso. Ele é um excelente cobrador de falta, temos muito a ganhar na bola parada - declarou o defensor.

Passada a euforia pelo gol, o zagueiro falou em manter os pés no chão.

- É um prazer fazer um gol de falta do lado do Juninho. Estou muito feliz. A zaga foi bem, tivemos uma boa postura, agora é manter os pés no chão porque tem muito campeonato pela frente - acrescentou.

Apesar do pouco tempo no clube e da titularidade, este já foi o segundo gol de Rafael Vaz pelo Vasco. Além do tento marcado na partida deste sábado, o zagueiro deixou sua marca na derrota para o Internacional.

Juninho brinca: 'Não sabia mais nem como vibrar'


Juninho fez apenas a sua segunda partida no confronto deste sábado desde o seu retorno ao Vasco. Entretanto, o Reizinho já chegou a marca de dois gols em dois jogos. Fundamental na vitória cruz-maltina sobre o Criciúma por 3 a 2, o camisa 8 brincou com o fato.

- Passei 13 jogos sem fazer gol nos EUA e não sabia mais nem como vibrar - disse Juninho.

Com muita saudade de ver o Reizinho em casa mais uma vez, a torcida vascaína lotou a Colina e bateu o recorde de público do estádio (18.304 presentes) nesta temporada. O volante Wendel destacou o papel da torcida.

- Sinceramente é muito bacana. Escutar isso e saber que eles estão do nosso lado. Foi um jogo difícil, mas eles estiveram com a gente o tempo todo e espero que continue assim - acrescentou Wendel.

FICHA TÉCNICA VASCO 3 X 2 CRICIÚMA



Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 27/7/2013 - 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: José Eduardo Calza e Edilson Fazão Pereira
Público/renda: 18.304 presentes/ R$ 506.300
Cartões Amarelos: Fábio Ferreira e Matheus Ferraz (CRI); André, Jomar e Juninho (VAS)
Cartões Vermelhos: -
Gols: Juninho (8'/1ºT), Rafael Vaz (10'/2ºT), Ivo (16'/2ºT), Wellington Paulista (26'/2ºT) e Edmílson (28'/2ºT)

Vasco: Diogo Silva, Nei, Jomar, Renato Silva e Henrique (Fellipe Bastos 30'/2ºT); Sandro Silva, Wendel, Pedro Ken (Edmílson 25'/2ºT) e Juninho; Eder Luis e André (Tenório 33'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

Criciúma: Bruno, Sueliton, Matheus Ferraz, Fábio Ferreira e Marlon; Amaral (Daniel Carvalho 24'/2ºT), Gilson, Leandro Brasília e Ivo (Fabinho 34'/2ºT); Cassiano (Marcel 39'/2ºT) e Wellington Paulista. Técnico: Vadão

Vasco vence o Criciúma em São Januário


No dia em que recebeu uma placa do Vasco pelos 15 anos do gol "Monumental" contra o River Plate (ARG) e se encontrou novamente com a torcida em São Januário, coisa que não acontecia desde agosto do ano passado, Juninho não poderia deixar de conduzir o Vasco a mais uma vitória, tendo participação fundamental em dois dos três gols da equipe.

Utilizando-se muito bem da bola parada, o Vasco, que estreou sua nova terceira camisa na partida, bateu o Criciúma por 3 a 2. No primeiro gol, Juninho cobrou uma falta da entrada da área e apesar da bola não ter saído forte, o goleiro do Tigre aceitou. No segundo, Rafael Vaz, à la Juninho, ampliou. No terceiro, Edmilson completou de cabeça cruzamento do Reizinho. Ivo e Wellington Paulista foram os autores dos gols do Tigre.

Na próxima rodada, o time cruz-maltino enfrenta o Goiás, na quinta-feira, às 21h, no Serra Dourada. Já o Criciúma pega a Portuguesa, quarta-feira, no Canindé, às 21.

CARTÃO DE VISITAS DO REIZINHO

Com muita saudade de ver o Reizinho em casa mais uma vez, a torcida vascaína lotou a Colina e bateu o recorde de público do estádio (18.304 presentes) nesta temporada. O bom rei é aquele que agrada e retribui seus súditos. E Juninho não foi diferente. Logo aos 8 minutos, mesmo número de sua camisa, o ídolo, contando com uma leve contribuição do goleiro Bruno, abriu o placar em cobrança de falta, sua especialidade desde 1998.



Mesmo tendo aberto o placar, o time cruz-maltino não teve pleno domínio do jogo, que seguia muito truncado e com erros dos dois times. Como as equipes não conseguiam mostrar um bom futebol com a bola nos pé, restou se aproveitarem das bolas paradas e quando o assunto é falta, Juninho é Rei.

Aos 29 minutos, o camisa 8 bateu falta no ângulo direito e obrigou Bruno a operar um verdadeiro milagre. Nos 15 minutos finais da partida, o Vasco se acomodou e o Criciúma passou a gostar do jogo. Quase no fim da primeira etapa, Cassiano partiu em velocidade e invadiu a área sem marcação. O goleiro Diogo Silva saiu bem do gol e conseguiu evitar o empate.

VASCO LEVA SUSTO, MAS CONSEGUE A VITÓRIA

O segundo tempo da partida começou bastante movimentado. Logo aos dez minutos, Juninho mostrou que o rei também sabe a hora de deixar o brilho para os outros. O camisa 8 se posicionou ao lado do zagueiro Rafael Vaz para bater uma falta, porém, deixou a cobrança de falta para o defensor, que acertou com perfeição o ângulo de Bruno e fez 2 a 0 para o Vasco.



A partida parecia se encaminhar para uma vitória fácil do Vasco, mas somente parecia. Seis minutos após marcar o segundo gol, o Cruz-Maltino levou o seu primeiro susto na partida. Em cobrança de falta, Ivo levantou a bola para a área e acabou marcando para o Criciúma, contando com falha do goleiro Diogo Silva aos 16 minutos. O gol fez o Vasco recuar bastante e o Tigre passou a gostar do jogo.

Aos 26 minutos, após cobrança de lateral de Marlon, Diogo Silva não conseguiu segurar a bola e o oportunista Wellington Paulista apareceu para marcar e deixar o placar em igualdade. Outra falha do goleiro cruz-maltino.

Quando todos acreditavam que o Gigante da Colina não sairia mais com os três pontos, o rei apareceu novamente. Em cobrança de falta, dois minutos após o empate do Criciúma, Juninho encontrou o atacante Edmilson, que havia acabado de entrar na partida, e deu um mergulho para garantir a vitória do Vasco.

Com a vitória, o Vasco chegou aos 13 pontos do Brasileirão. Já o Criciúma está com dez pontos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Juninho comenta sua nova função: ‘Liberdade consciente’


Com a volta de Wendel no treinamento desta quinta-feira, recuperado de dores na panturrilha, o técnico Dorival Júnior repetiu a equipe que venceu o Fluminense por 3 a 1 no último domingo, no Maracanã. Em treino tático nesta manhã, acompanhou de perto a movimentação e pediu que todos marcassem desde a saída dos reservas. Depois, ainda treinou as bolas paradas e a saída rápida no contra-ataque. Novamente o meio de campo formou com Sandro Silva, Wendel, Pedro Ken e Juninho, que permanece mais solto no esquema de Dorival.

Juninho Pernambucano treino Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

A intenção é deixá-lo mais à vontade para rodar o campo e com menos obrigações defensivas. Aos 38 anos, Juninho elogiou a postura do time e o novo posicionamento em campo. Ele também agradeceu a ajuda do restante da equipe e garantiu que não deixará de dar combate.

- No fundo, tenho consciência que não posso deixar de participar da marcação, porque pode ser prejudicial ao time. O que facilitou essa adaptação é que temos jogadores muito inteligentes taticamente, como o Pedro Ken, o que me permite adiantar um pouco mais. Essa liberdade é importante, mas é uma liberdade consciente, com responsabilidade - definiu Juninho.

Treino Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

O time treinou com Diogo, Nei, Jomar, Rafael Vaz, Henrique; Sandro Silva, Wendel, Pedro Ken e Juninho; Eder Luis e André. Entre os reservas, ficaram Michel Alves, Fagner, Abuda, Renato Silva e Yotún; Fellipe Bastos, Fillipe Soutto, Dakson e Robinho; Leonardo e Reginaldo. Quando retomava a bola, Dorival pedia para a equipe titular tocar bastante, sem pressa de atacar.

- Calma, calma, não é toda hora que sai! Trabalha a bola. Valoriza - gritava o treinador para os jogadores, em São Januário.

Outros destaques do dia foram os dois belos gols de Pedro Ken durante o trabalho e a manutenção de Jomar na zaga, mesmo após a plena recuperação de Renato Silva, que, gripado, foi vetado do clássico e parece estar perdendo seu lugar na equipe.

Apresentado na quarta-feira, Guiñazu apenas correu ao redor do gramado. Ele e o colombiano Montoya, que também não participou da movimentação, não estão regularizados na CBF. O argentino deve ter condições de pegar o Goiás, na quarta-feira que vem, mas o camisa 20, que já trabalha no Vasco há quase um mês e meio, ainda espera um parecer da Fifa sobre sua inscrição fora do período da janela de transferências internacionais. O All Boys-ARG, seu ex-clube, cometeu um erro no sistema da entidade e causou o impasse.

Os atacantes Tenorio e Edmílson foram outros que não estiveram entre os relacionados para o treino com bola. Thiaguinho também não, mas este já treina separadamente e deve puxar a fila da barca, junto ao goleiro Alessandro e do lateral Elsinho.

Vasco volta a treinar no CFZ nesta sexta



vasco são januário (Foto: Marcelo Sadio/Flickr Vasco)

Depois de uma sequência de treinos em São Januário, o Vasco dará um descanso para o gramado do jogo contra o Criciúma, sábado, às 18h30m. O clube confirmou a volta ao CFZ nesta sexta-feira, para a atividade marcada para às 15h30m.

O acordo para utilizar algumas das instalações do clube fundado por Zico, que fica no Recreio, Zona Oeste do Rio de Janeiro, previa início em agosto, mas foi antecipado a pedido da diretoria. Há oito meses, o Vasco não trabalha lá, desde o fim do Campeonato Brasileiro de 2012. A intenção era obter mais estrutura, mas a falta de privacidade do Cefan, na Penha, incomodou.

O estado do campo da Colina não é o ideal após o uso frequente pelas seleções na Copa das Confederações e pelo elenco nas últimas semanas, principalmente com o excesso de chuva. O meia Juninho disse que "está um pouco castigado" e teme que atrapalhe. O Botafogo também mandou uma partida lá, contra o Náutico. Será a primeira vez, aliás, que o Vasco experimentará as dimensões reduzidas. A mudança aconteceu por exigência da Fifa.


Um 'Rei' que bebe 3 litros de água por dia e dispensa refrigerante há 10 anos


Na disputa da edição 2013 do Campeonato Brasileiro, somente os goleiros Harlei (41 anos), Rogério (40 anos) e o meia Paulo Baier (38 anos e dez meses) nasceram antes de Juninho (38 anos e sete meses). Seguido de perto pelo lateral-esquerdo Léo, do Santos, e o zagueiro Bolívar, do Internacional (ambos também com 38 anos), é o próprio Juninho quem impõe para si a responsabilidade de dar "vida ao longa ao rei", como pede a famosa proclamação de países com monarquias tradicionais.

Juninho pernambucano apresentação vasco 2011 (Foto: Alexandre Durão)

Fisiologistas e preparadores físicos que acompanharam a passagem anterior de Juninho pelo Vasco dizem que é impressionante a condição física do veterano de São Januário. Apesar de falar em aposentadoria em apenas cinco meses, a condição de jogo do Reizinho da Colina é invejável. E um dos especialistas sobre o assunto é... Juninho. Em entrevista coletiva nessa quinta-feira, o camisa 8 do Vasco relatou por mais de oito minutos algumas das práticas que mantém há anos para unir força e resistência à técnica refinada que é inata ao corpo do pernambucano ídolo vascaíno.

Juninho lembrou que não bebe refrigerante há dez anos. Chocolates também são um luxo raríssimo nos últimos anos de carreira. Tudo para se manter "seco", com percentual de gordura abaixo de 10%. Além dos nutricionistas, fisiologistas e outros profissionais da área médica do clube, o jogador tem acompanhamento de especialistas particulares a quem consulta para saber como e o que deve fazer para render mais nos treinos e jogos.

Filho de militar - o pai é aposentado pela Marinha -, Juninho segue disciplina bem rígida. Embora diga que não se sente realizando sacrifícios, a rotina é "cansativa" até para quem escuta o Reizinho falar sobre seus métodos extracampo para o futebol.

- Acho que nunca falei abertamente de tudo que faço, mas faço um pouco de cada coisa (risos). Minha alimentação é muito equilibrada há tempos. Logo quando comecei a carreira, percebi que queria crescer no futebol e sentia que precisava muito da parte física, porque eu era muito magro. Queria isso, mas não era orientado ainda e não tinha muita opção naquela época. Hoje, o jogador que tem talento só não joga se não quiser. Com ajuda de especialistas do clube, a gente sabe o que deve comer, o que deve fazer para se hidratar, tem fisioterapeuta antes e depois do treino... Não chego a ser louco de viver 24 horas em função disso, mas penso sempre no que vou fazer e se essa ação vai me ajudar ou não na profissão - disse Juninho, que de tanto se aprofundar no assunto virou um pouco entendedor dos índices de massa corporal e de avaliações físicas.

- Dou trabalho para o departamento médico do Vasco mesmo (risos). Sempre procuro conversar, trocar ideias - disse o Reizinho.

Juninho Pernambucano treino Vasco (Foto: Marcelo Cortes / Agência estado)Na fase final da carreira, Juninho diz que sente prazer
em treinar (Foto: Marcelo Cortes / Agência estado)

Além de toda a preparação que faz, dentro e fora do clube, Juninho também pediu para ser poupado de uma rotina normal de grandes estrelas: as entrevistas. Por intermédio de sua assessoria de imprensa pessoal e do clube, além de um aviso cordial na coletiva para os jornalistas, ele pediu a compreensão aos veículos de comunicação para não realizar mais entrevistas exclusivas nesses supostos últimos meses de carreira. Além de não querer ser - ainda mais - o "centro das atenções", Juninho pretende mirar apenas no seu desempenho dentro de campo. Talvez o "preço" de tanta energia guardada e acumulada durante o dia seja cobrado à noite. Juninho contou que costuma ter dificuldade para dormir, que sofre de insônia.

- O treinamento mais difícil pra mim é a dormida. Tenho um pouco de insônia. Isso é o que mais me atrapalha no dia a dia - contou o jogador do Vasco.

Com bom humor, Juninho disse que "quando tem chutar o pau da barraca", ele chuta. Aos 38 anos, o equilíbrio entre as arrancadas para o ataque, a volta para ajudar na marcação e os passes perfeitos são medidos nas palavras do jogador, numa descrição do que é "não ser extremista" com a vida regrada que leva como atleta de alto rendimento.

- Acho que se o jogador puder investir na carreira dele, é o melhor que ele pode fazer, é o ideal. Gosto de treinar até porque faço o que gosto. Hoje (quinta) trabalhei uma hora no campo, agora vou para casa. Procuro ter consciência sem ser extremista, tento aproveitar os momentos de folga. Mas bebo três litros de água por dia, já venho no carro bebendo água, bebo nas refeições, faço um café da manha, almoço e janta... Essas pequenas coisas que acho que me ajudam. Não sou exemplo, não sou santo, mas me considero consciente.

Adepto da medicina ortomolecular, que procura equilibrar níveis de vitaminas e mineirais no organismo, Juninho dá mostras de que luta para manter o alto rendimento até o último momento da carreira. Se depender da torcida vascaína e dos amantes do futebol, que esse período se prolongue um pouco mais.


A mudança de atitude e volta por cima de Jomar

Jomar Tenório Vasco (Foto: Reprodução / Facebook)

Quem olha para Jomar logo aposta no estilo de zagueiro que não alivia na marcação e não dispensa um chutão para afastar a bola da área. De fato, os relatos atuais são semelhantes à descrição do estereótipo. Mas o surpreendente destaque na vitória do Vasco sobre o Fluminense, no domingo, nem sempre foi assim. Ágil, de boa impulsão e porte físico, ele chamou a atenção do técnico Emanoel Sacramento aos 17 anos, quando foi alçado aos profissionais do Tigres do Brasil. Mas a deficiência nos quesitos concentração e confiança quase pôs tudo a perder no início de sua trajetória no futebol.

Precoce, um dos xodós do grupo cruz-maltino atual teve dificuldade para se adaptar a certas situações no campo de jogo. Segundo seu ex-comandante, era suave demais com os adversários, mas se transformava ao ser provocado. Não suportava racismo por ser negro. A intimidade fez com que pessoas próximas o motivassem e, ao mesmo tempo, mexessem com os brios de Jomar, então um adolescente já de 1,85m e ombros largos.

- Sabemos que temos de tratar esses meninos de forma diferente, para que as atitudes não prejudiquem seu início. Ele tinha dificuldades de entender o futebol. Era mansinho e suave naquilo que fazia. Não era vigoroso como o zagueiro tem que ser. Não é machucar ninguém, é se impor com força e postura. Vimos isso nesse jogo no Maracanã: ele não se intimidou, e o resultado foi o que a gente conhece - revelou Emanoel, que assumiu o Boavista recentemente.

Tamanha era a dificuldade de decifrar a cabeça de Jomar na época, que o treinador aponta outras antigas contradições no comportamento dele. Após sua segunda partida pela equipe principal do Vasco, voltou ao fim da fila ao falhar na goleada para o Coritiba, pelo Brasileirão de 2011, quando os reservas foram escalados por ser a semana da final da Copa do Brasil, diante do mesmo rival. E tempos depois era tido como fora dos planos.

- Quando ele via uma pessoa mais velha ou de reconhecida qualidade no campo, ficava intimidado e não rendia. Mas, se passassem a mão e falassem algo sobre ele ser negro, perdia a cabeça. Esse tipo de deficiência na concentração, na parte psicológica, o atrapalhou. Falei depois pelo Facebook que ele ficou confiante demais na partida. Virou displicência. O nível de adrenalina e atenção precisa estar lá em cima. Tudo aquilo o abalou um pouco, mas nunca perdi a confiança no Jomar, porque ele sempre foi muito trabalhador. Agradeço por ter me escutado e fico feliz por ter posto um grãozinho positivo em sua carreira - disse.

Psicóloga do Vasco, Maria Helena Rodriguez trabalha com o zagueiro intensamente há três anos, entre base e profissional, e deu seu parecer sobre sua condição fora das quatro linhas.

- Ele sempre precisou confiar mais nele mesmo, é uma característica que faltava. É um menino introspectivo, de fala simples, muito humilde e que nunca teve um traço de agressividade comigo. E o mais importante é que não está deslumbrado depois desse bom jogo. Já nos falamos, e ele vem mostrando maturidade. É importantíssimo para esse momento de crescimento dele - apontou a psicóloga.

Comparação com ex-zagueiro da Seleção

A chegada a São Januário ocorreu em março de 2011 por meio de indicação de Gaúcho, demitido do Vasco há quatro meses. Jomar, hoje com 20 anos, revezou entre base e time principal desde então, sendo o capitão dos juniores, e até foi emprestado ao Santo Bento-SP. Orientado pelo atual diretor de futebol Ricardo Gomes em seu começo, o zagueiro chegou a treinar em separado e, sob desconfiança, tinha pouca expectativa de ser utilizado em 2013. Somente quando Douglas e Dedé foram vendidos, e Rodolfo e Luan - este na semana passada - se machucaram, é que surgiu uma vaguinha no banco. Mas o titular Renato Silva ficou gripado, e a reabertura do Maracanã para clubes, em cima da hora, o viu ser um dos protagonistas, causando a expulsão de Fred (veja no vídeo acima) e tendo atuação segura.

Sempre se antecipava nas bolas, era rápido, veloz. Para o corpo que tem, chamou a atenção por ser tão ágil. O tempo de bola e a impulsão dele também são muito bons. Lembra muito o Júlio César. Só precisava dessa noção de concentração maior"
Emanoel Sacramento

A comparação do estilo, na história vascaína, leva direto ao nome de Odvan, de biotipo semelhante, e que fez sucesso a partir do fim da década de 90, com títulos e passagem pela Seleção. Mas é Júlio César, ex-Borussia Dortmund e Real Madrid, o primeiro a ser lembrado por Emanoel Sacramento. O ex-defensor também vestiu a amarelinha, na Copa de 1986.

- O Jomar sempre se antecipava nas bolas, era rápido, veloz. Para o corpo que tem, chamou a atenção por ser tão ágil. O tempo de bola e a impulsão dele também são muito bons. Lembra muito o estilo do Júlio César. Só precisava dessa noção de concentração maior - reforçou.

Após a estreia de Jomar, no segundo tempo da vitória sobre o Ceará, em maio de 2011, Ricardo Gomes o elogiou bastante. Curiosamente, destacando seu foco na partida.

- Grata surpresa. Não tenho problema com jogador jovem, pelo contrário, mas estava preocupado por causa do pouco tempo que ele ficou com a gente. Acho que correspondeu. Muito simples e concentrado. Assim que zagueiro tem que ser - comentou o então técnico.

Jomar Juniores Vasco (Foto: Reprodução / Facebook)
Jomar (penúltimo de pé) como capitão do time
de juniores

Chance de emplacar sequência

Existe a possibilidade de Jomar ser mantido no time contra o Criciúma, no sábado, no Rio. Nos treinos de quarta e quinta-feira, Renato Silva mostrou estar melhor, retornou ao trabalho, mas esteve entre os reservas. Jominho, como é chamado por alguns, ou Jomazinho, como registra até em seu perfil nas redes sociais, mora na Pavuna, bairro humilde da Zona Norte, e enfrenta mais de uma hora para chegar ao clube diariamente, de ônibus e metrô.

A mãe de Jomar superou um câncer recentemente, e o drama uniu ainda mais a família, que o apoia de perto. Seu pai costuma ir aos treinos e não perdia nenhum jogo da base.

Como prova de que a atitude no campo mudou, o atacante André contou que sofre com Jomar nos treinos. E brincou com a situação de o colega ter tido de duelar com um camisa 9 de peso.

- Falei para ele dar porrada no Fred, como ele faz comigo no treino. Ele é bem chato mesmo. O negão entra duro. Adora dar porrada. Mas ele merece. Estava muito confiante - afirmou.

Mesmo sem citar seu nome, o presidente Roberto Dinamite aprovou com louvor a defesa na vitória sobre o Fluminense, quando questionado a respeito de reforços para o setor que ainda conta com pouquíssimas opções - duas delas oriundas da base recentemente.

- Na partida de domingo, a zaga se comportou perfeitamente diante do artilheiro da seleção brasileira - destacou Dinamite.


Vasco quer mais R$ 25 milhões com até cinco novos patrocínios na camisa


Nissan patrocínio Vasco  (Foto: Divulgação / Vasco)

Os mais conservadores que se preparem. Os dois atuais patrocinadores da camisa do Vasco podem ganhar companhia em breve. A direção do clube planeja ocupar todos os outros três espaços vagos da camisa vascaína - manga da camisa, omoplata (próximo ao ombro) e barra do uniforme - e ainda vai abrir mais uma ou duas "vagas" para anunciantes. Uma já está definida e vai ficar bem abaixo das axilas, como fez o Corinthians em 2009. Se por um lado inevitavelmente a camisa cruz-maltina vai ficar "poluída", por outro a meta é ambiciosa: o clube pretende arrecadar cerca de R$ 25 milhões a mais se conseguir fechar com até cinco novos anunciantes.

Em média, seriam R$ 5 milhões para cada novo patrocinador. Hoje, o Vasco arrecada R$ 22 milhões com a Nissan, que fechou contrato de quatro anos por R$ 7 milhões anuais, mais a Caixa Econômica Federal, em vínculo de um ano por R$ 15 milhões. Os dois são os patrocinadores masters do clube e ocupam as áreas mais nobres da camisa (frente e verso). Dois patrocinadores saíram recentemente da camisa: Fresh, que estava desde janeiro, e BFG, que ficou um ano na omoplata do uniforme do Vasco. O clube ainda tem a empresa de telefonia celular, Tim, dentro do número da camisa.

O diretor geral do Vasco, Cristiano Koehler, disse que o clube está em fase de prospecção, mas ainda não há acordo com qualquer empresa para ocupar os novos espaços da camisa vascaína.

- Ainda temos outros espaços na camisa e estamos em fase de reuniões, de recebimento de material das empresas, de análise, mas nada de efetivo ainda - adiantou o diretor geral do Vasco.

O consultor de marketing e de gestão esportiva Amir Somoggi está longe de ser um entusiasta dessa "ocupação" generalizada de espaços na camisa dos clubes brasileiros. Para ele, os patrocinadores logo percebem que a exposição acaba sendo prejudicada com tantos anunciantes numa camisa de time.

- Acho muito difícil o Vasco cobrir os R$ 22 milhões que ganha hoje com seus patrocínios master com um monte de anunciantes menores, porque cai muito a visibilidade. A Caixa, por exemplo, no Corinthians, impôs um limite de patrocínios na camisa. Mas o ponto é que a retenção desses patrocínios sempre é pequena. Os contratos são curtos e não se renovam, por culpa dos clubes e dos próprios patrocinadores - diz Somoggi, que cita o exemplo do futebol europeu, com poucos patrocinadores na camisa, mas outras ações exploradas comercialmente que valem até mais que a exposição na camisa. - Mas, infelizmente, ninguém no Brasil ainda consegue fazer isso. Queria ver a Nissan vender mais carros para vascaínos, a Fiat mais carros para palmeirenses e a Caixa aumentando o número de clientes.


Juninho sonha conquistar vaga na Libertadores: 'Seria motivação extra'


juninho pernambucano vasco entrevista frame (Foto: Reprodução/TV Globo)

Quando voltou ao Vasco, há 13 dias, Juninho disse que já se sentia feliz com tudo que conquistou na carreira e que não sentiria frustrado caso tivesse optado por parar de jogar. Multicampeão pelo clube de São Januário e pelo Lyon, o ídolo cruz-maltino, no entanto, ainda sonha com metas nos seus possíveis últimos cinco meses de futebol. Sem falar em título Brasileiro, como fez o presidente Roberto Dinamite na apresentação do reforço Guiñazu, o camisa 8 disse que almeja uma vaga na Libertadores 2014, seja por ficar entre os primeiros do Brasileiro ou via Copa do Brasil. Para isso, lembra que o próximo passo é vencer o Criciúma no sábado.

Bem mais à vontade do que na coletiva de imprensa de retorno ao Vasco, quando gastou bom tempo se explicando sobre a saída do time americano e os motivos do retorno à Colina, após críticas ao sair, o Reizinho falou por mais de meia hora aos jornalistas. Comentou a reestreia "melhor do que esperava" contra o Fluminense e ressaltou a importância de vencer a segunda partida consecutiva no Brasileiro - o que não acontece desde a 27ª e 28ª rodada da competição no ano passado (3 a 1 contra Figueirense e 1 a 0 contra Atlético-GO).

- O meu sonho e a minha expectativa é de uma conquista que pode ser uma classificação para a Libertadores, o que seria uma motivação extra. Mas, por enquanto, minha ideia é curtir ao máximo esses cinco meses. Quero me concentrar no que tenho que fazer, porque sei que tem a Copa do Brasil também. Mas a tendência ainda é que eu encerre a carreira no fim do ano - disse Juninho.

Juninho e Dorival Junior treino Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

Juninho lembrou que num clássico a concentração do atleta já fica mais elevada naturalmente, mas que em jogos teoricamente menos difíceis, como no caso do Tigre, em São Januário, o relaxamento dos jogadores pode impedir o clube de seguir subindo na tabela.

- Particularmente esses jogos sempre me preocupam mais do que os clássicos. Ainda mais depois de vencer um clássico, como vencemos. No clássico regional, o próprio jogador aumenta o nível de concentração, sem o treinador precisar exigir. O jogo contra o Criciúma vai ser muito difícil. Temos que conseguir essa segunda vitória consecutiva, será muito importante. Estou confiante nela, porque vejo uma diferença de comprometimento, o que é muito bom - disse o camisa 8 do Vasco.

Minha ideia é curtir ao máximo esses cinco meses. Quero me concentrar no que tenho que fazer, porque sei que tem a Copa do Brasil também. Mas a tendência ainda é que eu encerre a carreira no fim do ano"
Juninho

Sobre a restreia do último domingo contra o Fluminense, o Reizinho lembrou que apesar de estar em atividade na liga americana o desempenho no clássico o surpreendeu positivamente.

- (A partida contra o Fluminense) foi melhor do que eu esperava. Tinha feito um jogo dia 12 de junho, pela copa local nos EUA, no gramado sintético. No campeonato normal da liga americana meu último jogo foi dia dia 1 de junho, já fazia bastante tempo. Claro que não parei de treinar, até porque as coisas aconteceram muito rápidas entre o tempo de eu decidir sair e decidir voltar ao Vasco. Mas consegui manter um bom nível na parte de resistência, embora tenha perdido um pouco de força no fim da partida, que é o que mais sente com a idade - ressaltou Juninho.

Para a volta do meia à Colina em partidas oficiais, a diretoria aumentou um pouco o preço dos ingressos. A arquibancada, por exemplo, sai a R$ 40. Ao mesmo tempo, ações de marketing para encher o estádio e até garantir a um sócio a chance de conhecer o ídolo têm sido badaladas. A expectativa é de grande público. O Vasco é o 11º, com dez pontos.


Vasco confirma clássico com o Botafogo no Estádio Maracanã

Depois de Flamengo, Fluminense e Botafogo, o Vasco também será
mandante no reformado Maracanã. A CBF (Confederação Brasileira de
Futebol) alterou na tarde de ontem a tabela da 11ª rodada do
Brasileirão para marcar o clássico entre Vasco e Botafogo, no próximo
dia 4 de agosto, domingo, para o maior templo do futebol carioca.

O primeiro time a acertar para jogar no Maracanã foi o Fluminense, que
recebeu exatamente o Vasco no último domingo. O time cruzmaltino
surpreendeu o rival venceu por 3 a 1 na sua reestreia no estádio. O
Flu já assinou acordo para atuar ali pelos próximos 35 anos.

Neste próximo domingo é a vez de o Flamengo fazer sua reestreia. A
equipe, que fechou um contrato 'teste' até o fim do ano, vai realizar
clássico contra o Botafogo no Maracanã. Em seguida, será o clube da
estrela solitária a jogar pela primeira vez como mandante ali: na
quinta-feira da próxima semana, contra o Vitória, num acerto 'avulso'
com a empresa que administra o estádio.

Desta forma, serão três jogos seguidos do Botafogo no estádio, uma vez
que no domingo seguinte a equipe alvinegra vai visitar o Vasco no
Maracanã. Por recomendação da Polícia Militar, a CBF não aceita a
marcação de clássicos para São Januário.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Juninho sonha conquistar vaga na Libertadores: 'Seria motivação extra'


juninho pernambucano vasco entrevista frame (Foto: Reprodução/TV Globo)

Quando voltou ao Vasco, há 13 dias, Juninho disse que já se sentia feliz com tudo que conquistou na carreira e que não sentiria frustrado caso tivesse optado por parar de jogar. Multicampeão pelo clube de São Januário e pelo Lyon, o ídolo cruz-maltino, no entanto, ainda sonha com metas nos seus possíveis últimos cinco meses de futebol. Sem falar em título Brasileiro, como fez o presidente Roberto Dinamite na apresentação do reforço Guiñazu, o camisa 8 disse que almeja uma vaga na Libertadores 2014, seja por ficar entre os primeiros do Brasileiro ou via Copa do Brasil. Para isso, lembra que o próximo passo é vencer o Criciúma no sábado.

Bem mais à vontade do que na coletiva de imprensa de retorno ao Vasco, quando gastou bom tempo se explicando sobre a saída do time americano e os motivos do retorno à Colina, após críticas ao sair, o Reizinho falou por mais de meia hora aos jornalistas. Comentou a reestreia "melhor do que esperava" contra o Fluminense e ressaltou a importância de vencer a segunda partida consecutiva no Brasileiro - o que não acontece desde a 27ª e 28ª rodada da competição no ano passado (3 a 1 contra Figueirense e 1 a 0 contra Atlético-GO).

- O meu sonho e a minha expectativa é de uma conquista que pode ser uma classificação para a Libertadores, o que seria uma motivação extra. Mas, por enquanto, minha ideia é curtir ao máximo esses cinco meses. Quero me concentrar no que tenho que fazer, porque sei que tem a Copa do Brasil também. Mas a tendência ainda é que eu encerre a carreira no fim do ano - disse Juninho.

Juninho e Dorival Junior treino Vasco (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)

Juninho lembrou que num clássico a concentração do atleta já fica mais elevada naturalmente, mas que em jogos teoricamente menos difíceis, como no caso do Tigre, em São Januário, o relaxamento dos jogadores pode impedir o clube de seguir subindo na tabela.

- Particularmente esses jogos sempre me preocupam mais do que os clássicos. Ainda mais depois de vencer um clássico, como vencemos. No clássico regional, o próprio jogador aumenta o nível de concentração, sem o treinador precisar exigir. O jogo contra o Criciúma vai ser muito difícil. Temos que conseguir essa segunda vitória consecutiva, será muito importante. Estou confiante nela, porque vejo uma diferença de comprometimento, o que é muito bom - disse o camisa 8 do Vasco.

Sobre a restreia do último domingo contra o Fluminense, o Reizinho lembrou que apesar de estar em atividade na liga americana o desempenho no clássico o surpreendeu positivamente.

- (A partida contra o Fluminense) foi melhor do que eu esperava. Tinha feito um jogo dia 12 de junho, pela copa local nos EUA, no gramado sintético. No campeonato normal da liga americana meu último jogo foi dia dia 1 de junho, já fazia bastante tempo. Claro que não parei de treinar, até porque as coisas aconteceram muito rápidas entre o tempo de eu decidir sair e decidir voltar ao Vasco. Mas consegui manter um bom nível na parte de resistência, embora tenha perdido um pouco de força no fim da partida, que é o que mais sente com a idade - ressaltou Juninho.

Para a volta do meia à Colina em partidas oficiais, a diretoria aumentou um pouco o preço dos ingressos. A arquibancada, por exemplo, sai a R$ 40. Ao mesmo tempo, ações de marketing para encher o estádio e até garantir a um sócio a chance de conhecer o ídolo têm sido badaladas. A expectativa é de grande público. O Vasco é o 11º, com dez pontos.

Portal lista Atlético-MG e Vasco como pequenos que ganharam a Libertadores


O site "Pasion Libertadores" parece ter criado uma polêmica das grandes. O portal divulgou uma lista de cinco clubes que eles consideram pequenos e que já ganharam a Libertadores. Sobrou para dois brasileiros, dois argentinos e um colombiano.

A lista começa com o Argentino Juniors, da Argentina. Em 1985, foram campeões após ganhar do América de Cali, por 5 a 4, nos pênaltis. O segundo argentino da lista é o Vélez Sarsfield, que ficou com o título em 1994, quando, também nos pênaltis, venceu o São Paulo.

O próximo talvez seja o que cause a maior polêmica entre os clubes listados. Tetracampeão do Campeonato Brasileiro e campeão da Mercosul 2000, o Vasco da Gama foi considerado pequeno. O clube carioca conquistou a América em 1998, ao bater o Barcelona de Guayaquil.

Completam a lista, Once Caldas, da Colômbia, ao passar pelo Boca Juniors, e o Atlético-MG, atual campeão da Libertadores, com uma grande campanha.

A nota foi criada por um torcedor corintiano, que tem apenas uma publicação no site. A matéria, porém, está sendo bastante comentada nas redes sociais. Todas as notas passam por um filtro de moderadores para serem publicadas.


quarta-feira, 24 de julho de 2013

CBF confirma Vasco e Botafogo no Maracanã, no dia 4 de agosto


Após a reestreia de domingo com Fluminense e Vasco e o duelo entre Flamengo e Botafogo neste final de semana, mais um clássico foi confirmado para o Maracanã. No dia 4 de agosto, Vasco e Botafogo se enfrentarão no Maior do Mundo. A informação foi divulgada pela CBF em seu site oficial.

Antes da definição, a partida chegou a ser especulada no estádio Mané Garrincha, em Brasília, onde o Cruz-maltino encarou o Rubro-negro há duas semanas. Com isso, São Januário foi mais uma vez vetado como sede de um clássico carioca.

Atualmente, o Gigante da Colina tenta mandar a partida diante do Fluminense em sua casa. Para tanto, o clube requisitou apenas 10% dos ingressos da partida do último domingo e abriu mão de dividir a renda do jogo com o time tricolor.

Nova Iguaçu e Vasco garantem que situação de Diogo Silva será resolvida


Ao contratar o goleiro Diogo Silva, que jogava pelo Nova Iguaçu, em 2011, o Vasco contraiu um dívida de R$ 1 milhão que ainda não foi paga. O montante foi dividido em dez parcelas de R$ 100 mil, mas nenhuma foi quitada. Entretanto, os dois clubes garantem que a situação será resolvida.

O presidente do Nova, Jânio Moraes, aposta que a boa relação entre as agremiações será crucial para que tudo tenha um desfecho positivo.

- Estamos conversando para acertar isso e está caminhando bem. Ele já tem contrato e é jogador do Vasco. Não vai ser problema nem pro jogador, nem pro Nova Iguaçu e nem pro Vasco. Está tudo sob controle. O Nova Iguaçu sabe que a situação do Vasco não é fácil, que não era viável. Agora, com o empenho da diretoria, com certeza ainda vão se acertar para pagar. Vou poder continuar fazendo meu trabalho - disse Jânio ao site FutRio.

Já Roberto Dinamite, mandatário vascaíno, chegou a se irritar durante a coletiva de apresentação do volante Guñazu quando foi questionado em relação às dívidas adquiridas nas contratações de Diogo e de Tenório. Porém, garantiu que tudo será pago em breve.

- Esse é o meu objetivo aqui e vamos estar trabalhando dia e noite para que o Vasco possa realmente ser vitorioso não só dentro de campo, mas que possa ser também uma referência fora dele. O Diogo Silva tem um vínculo, um contrato, e a relação com seu representante é a melhor possível, e possivelmente vamos estar definindo, já existe uma definição com relação à permanência em definitivo, e do Tenório, vou só lembrar no dia de hoje o belo gol que ele marcou de cabeça que ajudou o Vasco a fazer 3 a 1 contra o Fluminense no domingo - contou.

O Vasco ainda deve 600 mil dólares (cerca de R$ 1,2 milhão) aos empresários de Tenório. No início de 2012, o clube carioca pagou R$ 1,2 milhão aos agentes do equatoriano para confirmar a contratação. A outra parte do montante deveria ter sido quitado em dezembro último, mas não foi!

Guiñazú é apresentado no Vasco


O volante Guiñazú, de 34 anos, demonstrou que por trás da cara de mau há uma pessoa para lá de carismática. Com muito bom humor e arrancando risadas em diversas oportunidades dos jornalistas presentes, o argentino foi apresentado de forma oficial e vestiu a camisa 5 do Vasco ao lado do presidente do clube, Roberto Dinamite.

Entre os principais pontos, falou sobre as saídas do Internacional e do Libertad (PAR), das suas condições físicas, do desafio pelo Cruz-Maltino, engrandeceu a história do Gigante da Colina e mostrou que está ávido por trabalho:

- Tem que escutar o treinador, acatar as ordens e ir para dentro.

Confira os principais trechos:

PRIMEIRAS PALAVRAS

"Bom dia a todos. Vou praticar o português que estava começando a esquecer um pouco. Quero agradecer ao presidente, ao treinador. Cheguei a um clube muito grande. Estou muito feliz, contente e orgulhoso de vestir essa camisa. Encontrei um grupo com muita alegria. Estou numa alegria que não tem limite. Estou aqui para somar. Espero fazer de tudo para dar certo e que o resultado venha. Sempre vou estar agradecido ao Vasco por essa confiança. Estou a disposição de corpo e alma."

CARREIRA VITORIOSA

"O clube está por cima de tudo e de todos. Os títulos que o clube tem ficam na história. Eu tive a sorte de ser vitorioso, mas nunca dá para comparar com um grande clube como o Vasco. O que me deixa muito orgulhoso é um clube como o Vasco confiar em mim. Sou de poucas palavras, gosto mais de trabalhar, de ficar mais tranquilo. É devolver no campo, nos treinos, com muito trabalho e sacrifício. Estou muito honrado, eu e minha família.



TRABALHAR COM DORIVAL JÚNIOR

"O professor eu já conhecia, sou suspeito a falar dele. Ele sabe o que penso dele. É um cara muito bacana, trabalhador. Claro que teve muito a ver essa confiança, facilita muito o caminho."

SAÍDA DO INTER E IDA PARA O LIBERTAD

"O que me fez sair do Inter é porque foram seis anos no clube. Foi uma decisão que tomei no momento certo na vida, tomei com o coração. E os seis meses no Libertad foram muito felizes."

SAUDADES DO FUTEBOL BRASILEIRO

"Vou ser sincero, sentia muita saudade. O futebol brasileiro é um dos melhores do mundo. Sempre falei isso e cada vez reafirmo mais. É um futebol muito parelho, competitivo e tem grandes jogadores. Cada jogo é uma final. Estou orgulhoso de voltar ao futebol do Brasil. Acho que já sou mais brasileiro (risos). Fui muito bem acolhido tanto no Sul quanto aqui. Só tenho que agradecer ao país. Meu filho chegou com 3 meses e é praticamente brasileiro. Estou muito feliz, contente e com vontade de trabalhar. Tenho 34, mas minha cabeça tem 20 anos. É com esse espírito que pretendo levar para frente."

TORCIDA DO VASCO

"Quando tive a sorte de jogar contra o Vasco sentia muito. A torcida tem que saber que o papel deles é fundamental, nós precisamos. Em certos momentos você precisa e, se vier junto, só tem a ganhar. Já fui contrário a eles (torcedores do Vasco) e você sente. Isso ajuda e, pode ter certeza, você acaba tirando aqueles 10, 15 % a mais."

APELIDO DE "CHOLO LOCO"

"Loco não sei o que significa (risos), mas Cholo pode falar. Sou Cholo desde que tinha um ano, foi minha tia que colocou por carinho, afeto. Louco deve ser porque uso capa de chuva para treinar quando está quente, essas coisas, aí sempre tem um para ajudar no apelido (risos). Mas não acredito que sou louco mesmo (risos).


terça-feira, 23 de julho de 2013

André comemora mudança e diz que Juninho chegou na hora certa


André coletiva vasco (Foto: Rafael Cavalieri)

O Vasco entrou em campo no último domingo ocupando a 17ª posição, sendo o primeiro clube na zona de rebaixamento. O time não vivia bom momento e estava cercado de desconfiança após duas derrotas seguidas, a último no clássico contra o arquirrival Flamengo. No entanto a vitória por 3 a 1 sobre outro rival, o Fluminense, devolveu a força e fez o ambiente mudar em São Januário. Além do triunfo, que colocou o clube em 11º na tabela, outro fator trouxe o sorriso para a Colina: Juninho.

Além de inflamar a torcida, a volta do Reizinho foi considerada essencial pelos próprios jogadores do Vasco, que ressaltaram a importância da presença do camisa 8 de volta a São Januário. Juninho deu outra cara ao time e foi fundamental na vitória com um gol e uma bela assistência. André, que recebeu o passe para marcar o segundo do clube no clássico, comemorou a nova parceria e exaltou o craque.

- É claro que ele nos motiva. A gente vê um cara como ele correndo para caramba aos 38 anos. É um ídolo da torcida e uma referência para nós. O Vasco estava precisando de um cara como o Juninho. Ele chegou na hora certa e todos queremos ajudá-lo - afirmou André, que também elogiou a contratação de Fagner e a chegada de Guiñazu, que será apresentado na próxima quarta-feira provavelmente.

- O Fagner é um grande lateral e o Guiñazu foi eleito um dos melhores volantes do Brasil recentemente. Para vencermos precisamos de jogadores assim, com muita qualidade. Espero que a chegada deles nos ajude ainda mais - disse o atacante do Vasco.

Sobre a mudança de clima em São Januário, o camisa 9 disse estar acostumado com as mudanças repentinas no futebol. Para ele, o time agora precisa aproveitar o embalo para afastar de vez qualquer desconfiança que ainda exista.

- Já vi essas coisas. Outro dia o Vasco era um time que ia brigar para não cair. Agora já estamos brigando pelo topo. É tudo muito rápido. Foi bom ganhar o Fluminense e agora temos outro jogo importante pela frente para nos mantermos em uma crescente - finalizou André.


Rafael Vaz comemora estilo zagueiro-volante


O bonito gol que André marcou saiu dos pés de Juninho, um meia raro em atividade no futebol brasileiro - pela mistura de qualidade técnica, idade avançada e identificação com um clube. Mas outro jogador vascaíno que fez de tudo para ajudar o camisa 9 a marcar gols também não é dos mais comuns. O zagueiro Rafael Vaz, com pouco mais de um mês em São Januário, firma-se rapidamente como um dos pilares do time do Vasco. Sem medo de arriscar e de se lançar ao ataque, ele já fez um gol e poderia ter, no mínimo, uma assistência se André não tivesse desperdiçado as três chances - dois passes precisos e um lançamento primoroso - que a canhota elegante do número 19 vascaíno lhe ofereceu.

Um dia após a bela atuação e a boa vitória do Vasco, Rafael Vaz lembrou um pouco da carreira, das dificuldades desde a base corintiana e palmeirense e as passagens por times de menor expressão até finalmente desembarcar em São Januário. E citou o conselho que serviu para alavancar sua trajetória no futebol.

- O professor Jorginho (ex-jogador, que era técnico do time B do Palmeiras) sempre falava para mim: você pode ser um volante igual a muitos outros ou pode ser um zagueiro com um baita diferencial - lembra o paulista Rafael Vaz dos Santos, de 24 anos.

Vasco Rafael Vaz com a família (Foto: Raphael Zarko)

Mas os avanços de cabeça erguida, os longos lançamentos e os passes quase sempre verticais e na diagonal nem sempre contaram a favor de Vaz. Em certos momentos, ele recorda, alguns treinadores não entendiam aquele estilo "menos conservador" de zagueiro que, inevitavelmente, provoca algum perigo para a própria defesa.

- No começo eu tive treinador que falava que eu estava brincando, que tinha que jogar sério, essas coisas, mas depois entendiam que era meu jeito de jogar. Aprendi a atuar assim quando era volante, que acaba invertendo bola a todo momento, que mantém a posse de bola. Sempre tive essa vontade de querer armar o time - diz Rafael Vaz, que tem consciência dos riscos que corre a cada vez que tenta apoiar o ataque. - Sei que jogar assim pode ter as suas consequências. No começo do jogo (contra o Fluminense) errei um passe. Mas isso é normal. Tento fazer sempre alguma coisa diferente. Vai ser bom para mim se acertar o passe e vai ser bom para o time também.

Destaque no campeonato estadual pelo Ceará, em que foi campeão e eleito um dos melhores zagueiros, Rafael Vaz soube do interesse de Paulo Autuori pelo seu futebol. Era início de ano, e a novela se estenderia até o Vasco finalmente conseguir pagar cerca de R$ 300 mil ao clube cearense e contar com o futebol do zagueiro, definido por Autuori como um jogador de "qualidade técnica e ousadia". Apresentado no dia 12 de junho, Vaz também ouviu elogios do diretor executivo e ex-zagueiro Ricardo Gomes, um canhoto que também mostrava qualidade com a bola no pé.

O camisa 19 vascaíno pouco viu Ricardo jogar. Mas o pai Ademar, que normalmente acompanha in loco alguns jogos do filho, puxa a sardinha para o lado da família.

- O Rafael é mais habilidoso do que o Ricardo era. Ele era grandão, chegava junto, mas também era muito bom - diz seu Ademar, que é feirante em São Paulo.

Rafael jogou nas categorias de base do Corinthians dos 9 aos 14 anos. Nesse tempo, dividia as horas do dia entre o futebol, o colégio e a feira, onde ajudava o pai a vender legumes. No dia a dia de treinamentos, quem dividia o espaço no trem e no ônibus, na viagem de uma hora de Caieiras, município que fica a 40 km de São Paulo, eram sua mãe Sandra e a irmã Nathália, sete anos mais jovem. No domingo, a família inteira esteve no Maracanã.

- Já cheguei no Maracanã muito emocionada. Depois chorei muito vendo ele em campo - conta a mãe, que vai ficar a semana toda no Rio, ao lado do filho, que mora sozinho na Barra da Tijuca.

Junto com a filha, a irmã Nathália, que se diz "grudada" no zagueiro do Vasco, ela vai fazer a lasanha à bolonhesa de que o filho tanto sente falta. 

- Sei fazer um arroz, fritar um bife, mas para por aí também - conta, aos risos, o zagueiro.

Vasco Rafael Vaz com a família (Foto: Raphael Zarko)

Desde os 17 anos fora de casa, Vaz retribui todo o apoio e a confiança que recebeu da família. Depois da base do Corinthians, o zagueiro passou pelo Paulista, depois Grêmio Barueri e terminou a base no Palmeiras, clube em que ficou três anos como volante e somente um na posição na qual acabou se firmando - com 16 para 17 anos no Palmeiras B. As idas e vindas entre clubes grandes, medianos e pequenos até finalmente a chegada ao Vasco deixaram o confiante zagueiro, que às vezes aposta até demais na canhota a ponto de provocar lances perigosos contra sua própria defesa, um pouco reflexivo com a sequência da carreira.

- É complicado quando você sai de um clube grande para uma equipe de menor expressão. Você fica pensando se vai dar certo ou não, se vai atingir seus objetivos, essas coisas. Agora que cheguei ao Vasco, um dos maiores clubes do Brasil, que joguei no Maracanã, vejo que as coisas, graças a Deus, estão no caminho no certo - diz Vaz.

O zagueiro aspira defender a Seleção, admira o futebol do ex-tricolor Thiago Silva e fez um lance à la David Luiz ao salvar o chute de Rafael Sobis no início do jogo. Este lance, com apenas dois minutos de bola rolando, mais os passes para André e o chutaço que obrigou Cavalieri a uma grande defesa no segundo tempo foram os lances que ficaram na memória dele, da família e da torcida vascaína.

Ingressos caros deixam Maracanã desértico nas arquibancadas centrais


A divulgação do borderô do clássico entre Fluminense e Vasco confirma a impressão visual: o Maracanã virou um estádio polarizado. Pela diferença dos preços aplicados nos setores Norte e Sul com relação à área central do estádio, a taxa de ocupação teve uma diferença considerável. Enquanto a parte com preços mais baratos foi ocupada em 81%, apenas 22% dos lugares mais caros disponíveis foram comercializados.

Em números exatos, 19.146 ingressos para o clássico ficaram encalhados. Sendo 11.676 dos setores com valores mais salgados (R$ 100, R$ 250 e R$ 300). Os locais de maior incidência da "desertificação" foram os do Consórcio Maracanã – setores Premium e Fan Tickets.

O borderô foi a forma de maquiar a falta de demanda do jogo, especialmente para os lugares mais caros. No documento, só constam como disponíveis 34.854 entradas. As contas apresentadas informam que apenas 220 ingressos foram devolvidos, o que serviria para comprovar o sucesso nas vendas.

Mas esta não foi a realidade, como mostra a ata da reunião feita na Ferj, que serviu para definir a carga de ingressos e o esquema de segurança para o clássico.

O relatório do encontro revela que a carga à venda para o jogo foi de 54 mil, uma diferença de 19.146 daquilo relatado no borderô. A desproporção fica mais gritante quando analisado aquilo que foi tido como disponível nos setores do Consórcio – de 15 mil lugares na ata do jogo para 3.324 disponíveis e comercializados, segundo o borderô.

A justificativa apurada pelo LANCE! junto à Ferj foi que, como a venda foi on-line, os ingressos só ganharam o status de "disponíveis" à medida em que foram solicitados pelo torcedor. Mas, caso houvesse mais pedidos, o limite máximo utilizado seria o definido na reunião da Ferj.

Via assessoria, o Consórcio diz que ficou satisfeito com a venda de entradas, levando em conta que a média de público do Brasileiro está na casa dos 12 mil pagantes.

 NA REUNIÃO DE JOGONO BORDERÔ
Arquibancada setor Sul 19.70918.247
Arquibancada setor Norte19.29213.283
Setor Premium Oeste 4.024

332

Setor Premium Leste4.357280
Fan Tickets

6.619

2.712
Carga total à venda54.00034.854

Juninho e demais titulares fazem leve treino físico após vitória no clássico


O dia seguinte da reestreia pelo Vasco foi de tranquilidade e alegria para Juninho Pernambucano. Ao lado dos titulares que participaram da vitória por 3 a 1 no clássico contra o Fluminense, o Reizinho deu leves corridas ao redor do gramado, acenou para os poucos torcedores presentes em São Januário e concluiu na academia o trabalho físico regenerativo,  designado para ele pela comissão técnica ao lado dos demais titulares no jogo de domingo. O apoiador brilhou na partida com um gol e um passe preciso para o segundo.

Os reservas disputaram um treino tático em campo reduzido sob olhares do técnico Dorival Junior. Fagner, que foi apresentado na tarde desta segunda, também realizou seu primeiro trabalho no retorno ao Vasco. Ele fez um leve treino físico.

Após a vitória sobre o Fluminense, o Vasco chegou a dez pontos e agora ocupa a 11ª colocação na tabela do Campeonato Brasileiro. O time volta a entrar em campo no próximo sábado, contra o Criciúma, às 18h30m (de Brasília), em São Januário.


domingo, 21 de julho de 2013

Dorival aponta erros do Vasco: 'Ainda é muito pouco'


A apresentação do Vasco na vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense neste domingo deixou o técnico Dorival Junior esperançoso do que pode acontecer com o time na sequência do Campeonato Brasileiro. Em relação ao clássico com o Flamengo, quando perdeu por 1 a 0, ele viu mudanças em todos os quesitos.

Dorival ainda acha cedo para fazer qualquer análise. No entanto, percebeu que há possibilidade de haver uma evolução com o material que tem à disposição para trabalhar, e os reforços que ainda entrarão no time, como Fagner, que será apresentado nesta segunda-feira.

- O time jogou um nível acima do jogo anterior, mas ainda é muito pouco para que tenhamos certeza de qualquer coisa nesse instante. Espaço tem para crescermos, e esse foi o ponto positivo de tudo isso - analisou.

Sobre o jogo, Dorival viu o Fluminense perigoso mesmo quando perdeu Fred ainda aos 24 minutos do primeiro tempo. Sua tranquilidade só foi possível quando Tenório marcou o terceiro gol, já aos 37 do segundo tempo.

- O Fluminense tem uma equipe mais acertada e apresentou um volume maior de jogo no início. Depois, com o gol do Juninho, e a saída do Fred, era natural que o jogo tomasse outro rumo. O Fluminense foi valente e respeitou o Vasco. Ainda estamos no processo de formação, e o trabalho não está consolidado para alcançarmos tudo isso - disse Dorival.

No jogo, o treinador viu erros de posicionamento de seus jogadores quando o Vasco vencia por 2 a 1 e sofreu uma leve pressão do Fluminense. Naquele momento, houve uma preocupação, encerrada com a expulsão de Digão, que deixou o rival com nove jogadores, e o terceiro gol.

- Mesmo com um a menos, o Fluminense chutou três bolas perigosas. Queríamos proteger o goleiro e não protegemos a frente da área. A equipe ainda carece de tempo de trabalho - afirmou Dorival.

Dorival revela surpresa pela evolução de Juninho, herói do clássico


 A presença de Juninho em campo no clássico com o Fluminense deu ao Vasco o toque de experiência e identidade que o time precisava em um momento de dificuldade extrema no Campeonato Brasileiro. A vitória por 3 a 1 neste domingo sobre o rival deixou para trás a zona de rebaixamento e deu novo alento para o futuro.

Essa confiança no ídolo o técnico Dorival Júnior já tem. Mas o comandante do time admitiu que Juninho o surpreendeu por ter conseguido ficar em condições físicas ideais para atuar no clássico. O jogador fez seu primeiro treinamento no dia 12.

- A primeira conversa que tivemos, o Juninho citou que não se sentia bem na última equipe nem vinha vem fisicamente. Mas a semana de trabalho mostrou outra situação e ele me surpreendeu. Não esperava contar com Juninho no clássico, mas ao longo da semana mudamos - disse Dorival.

Mesmo garantindo que Juninho teve uma evolução surpreendente para estar em campo neste domingo, o treinador afirmou que vai trabalhar a forma como utilizá-lo melhor na sequência da competição. Contra o Criciúma, sábado, ele deve estar em campo, desta vez, para fazer sua reestreia em São Januário.

- Não tendo jogos no meio de semana, a tendência é que usemos mais o Juninho. Do contrário, vamos dosar. Não sei como fazer, pois o Juninho gosta sempre de estar nos treinos e jogos. Precisamos ter esse cuidado. Jogando ou não, espero que esteja sempre em todas as partidas dentro de suas condições - comentou o comandante.

As atitudes de Juninho nesse primeiro contato com o treinador deixaram a melhor das impressões. Ele incluiu o jogador em uma lista de repatriados com sucesso pelos clubes brasileiros.

- Juninho, Zé Roberto, Alex, Juan estão dando respostas positivas, retornando ao futebol brasileiro e mantendo o nível acima da média. Eles fizeram uma história se mantendo como profissionais e referências. Juninho vai acrescentar muito e espero que se mantenha competitivo por muito tempo - afirmou Dorival.

André destaca palavras de Juninho: ‘Deixamos a pressão para ele’

Os dias que antecederam ao clássico contra o Fluminense não foram fáceis para os vascaínos. A derrota para o Flamengo, a convivência com a zona de rebaixamento e a perda da queda-de-braço pelo posicionamento da torcida no Maracanã deixaram os cruz-maltinos amargos e à espera de um domingo revigorante. E foi o velho ídolo quem os vingou na vitória por 3 a 1, no Maracanã.

Depois da frustrante passagem pelo New York RB, Juninho voltou. E logo no vestiário pegou as rédeas do grupo moralmente abalado.

- O Juninho traz mais experiência e foi o que ele nos disse no vestiário: quando ele era mais novo deixava a pressão para os mais velhos e hoje deveríamos fazermos a mesma coisa. Por isso, deixarmos a pressão para ele – disse o atacante André.

Juninho soube matar a pressão com tranquilidade. Fez um gol, deu passe para outro e foi o melhor em campo. Tenorio, que entrou no segundo tempo, completou o placar e acredita em dias melhores.

- Independente do que se comenta, de que todo mundo fala, a gente não vai desistir. Trabalhamos o dia a dia e hoje o Vasco fez uma boa partida. Ainda estamos lá embaixo da tabela. Os dirigentes estão trabalhando duro para que tenhamos as melhores condições de ganhar dentro de campo. Na vitória tem que vir aqui falar, como botamos a cara nas derrotas. A volta de nomes importantes como Juninho é ótima – disse.

O Vasco está na 11ª posição, com dez pontos. O time enfrenta o Criciúma, sábado, em São Januário.

Vasco derrota o Flu e sobe na tabela


Vasco derrota o Flu e sobe na tabela

Gol, assistência e aplausos: Reizinho retorna com estilo, Cruz-Maltino faz 3 a 1 no clássico e deixa a zona de rebaixamento. Tricolor tem dois expulsos

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro

92 comentários
  • nome do jogo

    Juninho

    Juninho matou a saudade do Maracanã com estilo: após 12 anos longe do estádio onde fez história, voltou a balançar a rede e deu passe para o gol de André.

  • momento chave

    24 do 1º tempo

    Fred não gostou quando Jomar deixou a mão em seu rosto e revidou com uma cotovelada. Expulso, atrapalhou a vida do Flu, que foi envolvido com menos um.

  • estatísticas

    passes certos

    Com mais homens em campo, o Vasco soube 'cozinhar' o rival com a posse de bola: foram 314 passes certos da equipe contra só 182 do Fluminense.

A reabertura do Maracanã aos clubes teve show de um velho conhecido do estádio. Na reestreia pelo Vasco, Juninho Pernambucano voltou a ser protagonista após 12 anos longe de um dos palcos em que mais marcou sua carreira no clube. Na noite deste domingo, novo brilho: gol, assistência e aplausos para o camisa 8. André e Tenorio também marcaram, o Cruz-Maltino fez 3 a 1 sobre um Fluminense com menos dois - Fred e Digão foram expulsos - e se distanciou da zona de rebaixamento. O time agora é o 11º colocado, com dez pontos, e deixou para trás o Tricolor, que descontou com Carlinhos, com nove pontos na 14ª posição.

Antes do jogo, os tricolores provocaram o adversário com um mosaico na arquibancada com os dizeres "É o destino...", em referência à musica cantada pela torcida para se gabar quando leva vantagem sobre os vascaínos. Mas diante de um público de 34.634 pagantes (46.860 presentes), e renda de R$ 1.554.510,00, o Vasco se vingou em campo e reencontrou o caminho das vitórias após três jogos. Tenorio, que entrou no segundo tempo no lugar de Eder Luis e foi o autor do último gol do clássico, comemorou em dose dupla: pelo triunfo e pela volta de Juninho ao time.

- O Vasco fez uma boa partida. Em outros jogos cometemos erros que nos levaram à derrota. Mas não podemos relaxar, temos que trabalhar ainda mais forte para seguir melhorando. Ainda estamos lá embaixo da tabela.

Já o Fluminense chega a sua terceira derrota seguida e se vê próximo da zona de rebaixamento. Com a volta de Deco, o time começou bem, mas a expulsão de Fred, logo aos 25 minutos do primeiro tempo, pesou para a atuação. E o técnico Abel Braga, que viu o Flu sofrer mais três gols no campeonato - já são 13 em oito jogos - lamentou com uma frase forte no intervalo.

- Está muito fácil fazer gol no Fluminense - observou.

juninho pernambucano vasco gol fluminense série a (Foto: Dhavid Normando / Agência Estado)

Na próxima rodada, o Vasco recebe o Criciúma no sábado, às 18h30m (de Brasília), em São Januário. No dia seguinte, o Fluminense visita o Grêmio às 16h, na Arena do Grêmio.

Juninho revive reinado no Maraca, e Fred é expulso

Que diferença faz um meia de criação, cada vez mais raro no futebol brasileiro. Fluminense e Vasco tiveram o privilégio de ter um de cada lado no clássico: Deco e Juninho. O Tricolor, logo aos dois minutos de jogo, deu início a uma ótima oportunidade: com um passe na medida, achou Wagner na área. Ele cruzou, Carlinhos aproveitou bobeada de Jomar e rolou para Sobis chutar e ver Rafael Vaz salvar quase em cima da linha. Já o vascaíno também organizava os ataques, mas foi ainda mais decisivo. Em jogada de Wendel pela esquerda, e após falha de Edinho, Pedro Ken cruzou para a conclusão certeira do Reizinho. Gol no estádio que foi palco de grandes momentos de seu reinado no Cruz-Maltino.

Rafael Vaz queria parar Fred para ficar famoso. Jomar, surpresa na escalação no lugar de um gripado Renato Silva, também quis, mas conseguiu de outra forma. Após deixar a mão numa dividida e acertar o olho do atacante, o camisa 9 do Flu caiu em campo, foi atendido e não gostou. Não demorou muito a revidar: deixou o cotovelo no rosto do zagueiro. E o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que já havia aplicado dois cartões amarelos em menos de 15 minutos, não teve dúvidas em mostrar o vermelho para Fred. A expulsão fez cair a intensidade do duelo dos homens de criação, já que o Fluminense precisou recuar, e Deco perdeu a função sem a posse de bola.

Apesar da vantagem numérica, o Vasco não agrediu. E o Flu assustava com Edinho. O volante apareceu duas vezes à frente sem marcação e quase empatou com duas pancadas de longe: a primeira caiu em cima do travessão, e a segunda raspou a trave de Diogo Silva. O Cruz-Maltino não aproveitava os contra-ataques e só conseguiu chegar com perigo no fim do primeiro tempo. Sandro Silva lançou André sozinho no ataque, ele bateu de fora da área, mas Cavalieri defendeu. Defesa que relembrou sua boa fase de 2012. Antes mesmo do fim do primeiro tempo, Abel indicou mudanças ao mandar seus atacantes do banco para o aquecimento.

André e Tenorio ampliam placar; Digão amplia desvantagem

O Flu voltou com Rhayner no lugar de Deco para tentar jogar na velocidade nos contra-ataques. Só que a marcação tricolor não conseguiu conter a primeira investida do Vasco, que ampliou o placar no primeiro minuto da etapa final. O gol foi de André, num toque por cobertura na saída de Cavalieri. A assistência? De Juninho. Quando o jogo parecia sob controle, Carlinhos recolocou o Flu no páreo. Ele aproveitou escanteio cobrado por Sobis e a saída errada de um afobado Diogo Silva para diminuir a diferença de cabeça.

Dorival fechou mais o meio, tirando o estreante Henrique para a entrada de Fillipe Soutto. Mas não conteve a empolgação do Tricolor, que esteve perto de empatar o jogo em duas bombas de Rafael Sobis. O Flu foi para o tudo ou nada com Marcos Junior no lugar de Edinho, mas a esperança caiu por terra quando Digão, já com amarelo, parou o contra-ataque vascaíno e também foi expulso. Com dois a menos, a tarefa de reagir ficou impossível.

Juninho, cansado, pediu para sair e deu lugar a Fabio Lima. O meia entrou bem, explorando os espaços nas laterais, mas quem deu números finais à partida foi Tenorio. O equatoriano, que substituiu Eder Luis no fim, usou a cabeça após escanteio para marcar o terceiro. Com o Fluminense nocauteado, o árbitro nem quis saber de acréscimo e terminou o clássico aos 45 minutos.


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